Consulte sempre a página das atividades para informações mais detalhadas como o itinerário, ponto de encontro, coordenadas GPS, duração da iniciativa, etc., e para fazer a sua inscrição caso seja obrigatória.
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EFEMÉRIDES
DIA 27/08: 240.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1962 era lançada com êxito a sonda Mariner 2 a partir de Cabo Canaveral com destino Vénus, onde chegou 15 semanas depois.
A 14 de dezembro de 1962 tornou-se na primeira sonda a passar com sucesso por Vénus, sendo a sua aproximação máxima 34.773 km. Encontra-se agora numa órbita solar.
Em 1985, lançamento da missão STS-51-I.
Em 1999 é encontrada água extraterrestre num meteorito. Usando várias formas de análise, os cientistas do JSC encontram água nos cristais de halite de um meteorito que caiu na Terra (Texas) a 22 de março de 1998. A água capturada nos cristais pode ser mais antiga do que o Sol e do que os planetas.
Em 2003, Marte faz a sua maior aproximação à Terra em quase 60.000 anos, passando a 55.758.005 km de distância. HOJE, NO COSMOS:
Um sinal da chegada do outono: Cassiopeia está alta a nordeste, o seu "W" inclinado para cima. E, por baixo, Perseu. A parte mais alta da constelação de Perseu inclui o Duplo Enxame. Para o encontrar, olhe para baixo das duas estrelas mais baixas do "W" de Cassiopeia, a 1,5 vezes a distância entre as duas. Está à procura do que parece ser uma pequena mancha. Os binóculos ajudam a detetar o Duplo Enxame, mesmo através de alguma poluição luminosa. Através de um telescópio são gloriosos: uma distante "cidade gémea" de estrelas.
DIA 28/08: 241.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1789 Herschel descobria a lua de Saturno, Encélado.
Em 1859, uma tempestade geomagnética provoca auroras boreais tão fortes que puderam ser claramente observadas em partes dos EUA, Europa e até Japão.
Em 1993, "flyby" da sonda Galileu por Ida e Dactyl.
Em 1999, a missão espacial russa Soyuz TM-29 chega ao fim, terminando quase 10 anos de ocupação contínua da estação espacial Mir, à medida que esta se aproxima do final da sua vida.
Em 2009, lançamento da missão STS-128 do vaivém espacial Discovery. HOJE, NO COSMOS:
Antes do amanhecer, observe a este o bonito agrupamento da Lua com os planetas Marte (para a sua direita) e Júpiter (um pouco mais distante, também para a sua direita). O grupo está rodeado por Aldebarã (para a direita), M45 (para cima e para a direita), Capella (para cima e para a esquerda), e em baixo pelas estrelas de Orionte.
DIA 29/08: 242.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1965, a nave Gemini V regressa à Terra, aterrando no Oceano Atlântico.
Em 1975, o japonês Kentaro Osada descobre V1500 Cygni, uma das mais rápidas novas de que há registo. HOJE, NO COSMOS:
Aproxima-se o fim do verão. Atualmente, pouco depois do cair da noite, Cassiopeia está tão alta a nordeste quanto a Ursa Maior tão "baixa" a noroeste. Encontre a Estrela Polar um pouco acima do ponto médio entre estas duas constelações.
Projeto de ciência cidadã identifica 20 novas descobertas astronómicas
As cúpulas do GOTO-N em La Palma, com a Via Láctea no plano de fundo.
Crédito: Krzysztof Ulaczyk
Um projeto de ciência cidadã, que convida o público a participar na identificação de explosões cósmicas, já identificou 20 novas descobertas astronómicas.
Mais de 2000 voluntários de 105 países diferentes trabalharam em 600.000 classificações durante um período de seis meses.
O projeto "Kilonova Seekers" tem como objetivo encontrar quilonovas - as explosões cósmicas de estrelas de neutrões e buracos negros que colidem em galáxias distantes.
Pede-se aos voluntários que joguem ao "encontre a diferença" usando dados dos dois telescópios GOTO (Gravitational-wave Optical Transient Observer), que estão localizados em lados opostos do planeta - em La Palma, nas Ilhas Canárias, Espanha, e no Observatório Siding Spring na Austrália.
A Dra. Lisa Kelsey, do Instituto de Cosmologia e Gravitação da Universidade de Portsmouth, afirmou: "O sucesso do projeto Kilonova Seekers demonstra o papel inestimável da participação do público na descoberta científica. A contribuição dos cidadãos cientistas está realmente a ajudar-nos a alargar os limites da nossa compreensão do Universo".
Embora as 20 descobertas ainda não tenham sido classificadas, os investigadores identificaram cinco como supernovas do Tipo Ia, que são explosões estelares poderosas e brilhantes.
As supernovas de Tipo Ia são importantes para a astronomia porque têm um pico de brilho consistente, o que as torna úteis como "velas padrão" para medir distâncias no espaço. Sabendo o brilho que estas supernovas devem ter, os astrónomos podem calcular a distância a que se encontram, o que ajuda a medir a expansão acelerada do Universo.
A outra descoberta que foi classificada é uma variável cataclísmica. Trata-se de um sistema estelar binário que consiste numa estrela anã branca que rouba matéria à sua estrela companheira, o que provoca flashes brilhantes de luz.
A Dra. Kelsey acrescentou: "As restantes 14 ainda não foram classificadas, por isso não sabemos exatamente o que são!"
AT2023xqy como alvo do projeto Kilonova Seekers. Este transiente foi assinalado pelos voluntários como real e reportado ao TNS no espaço de 3 horas e 20 minutos após a recolha de dados pelo GOTO.
Crédito: Colaboração GOTO
Uma das principais conquistas do projeto é a rapidez da classificação e o consenso dos voluntários.
A Dr. Kelsey afirmou: "Como temos voluntários de todo o mundo, há quase sempre alguém online a analisar os dados em tempo real".
Os cientistas monitorizam os alertas dos detetores de ondas gravitacionais LIGO, Virgo e KAGRA, que acionam os telescópios GOTO em 30 segundos para começarem a procurar no céu. Todas as imagens captadas são depois partilhadas com o público através do Zooniverse, a maior e mais popular plataforma do mundo para facilitar a ciência cidadã.
O Kilonova Seekers foi lançado publicamente no Zooniverse a 11 de julho de 2023 e registou 1000 classificações nos primeiros 30 minutos.
Com base nos dados obtidos a partir do Google Analytics, há participantes de todos os continentes, exceto da Antártida. A ampla acessibilidade dos projetos Zooniverse permite aos investigadores chegar a países que podem estar tradicionalmente sub-representados nas comunidades astronómicas.
Os Estados Unidos são de longe o maior contribuinte, com um total de 1284 utilizadores. O Reino Unido tem cerca de metade desse número, com 615 utilizadores. Porém, os utilizadores de Portugal são os mais ativos, com cada pessoa a ver, em média, mais de 2750 páginas.
A Dra. Kelsey acrescentou: "O projeto não só contribui para a descoberta de fenómenos transientes, como também melhora o desenvolvimento de algoritmos de classificação da próxima geração. Isto significa que, com a ajuda do público, podemos criar melhores formas de classificar e compreender a informação.
"Esta velocidade de verificação humana é simplesmente insustentável sem a dedicação dos nossos cientistas cidadãos".
O Dr. Tom Killestein, da Universidade de Turku, na Finlândia, afirmou: "Para além de todas as descobertas que os voluntários fizeram, criaram uma lista de mais de 20.000 exemplos 'padrão de ouro' que utilizámos para melhorar os nossos classificadores de aprendizagem automática. Esta poderosa sinergia entre a aprendizagem automática e a ciência cidadã permitir-nos-á melhorar continuamente os nossos algoritmos e aumentar diretamente o número de descobertas de supernovas e de outros objetos interessantes”.
A primeira fase do Kilonova Seekers foi apresentada num artigo publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
Esta impressão de artista mostra como poderá ser o sistema planetário TRAPPIST-1, com base nos dados disponíveis sobre os diâmetros, massas e distâncias dos planetas à estrela hospedeira, em fevereiro de 2018.
Crédito:
NASA/JPL-Caltech
Os planetas são corpos que orbitam uma estrela e que têm massa gravitacional suficiente para adquirirem uma forma aproximadamente esférica que, por sua vez, exercem força gravitacional sobre objetos mais pequenos à sua volta, como asteroides e luas. Durante a maior parte da história da humanidade, os únicos planetas que os nossos antepassados conheciam eram aqueles que conseguiam ver no céu noturno. Mas nos últimos 30 anos, foram desenvolvidos telescópios suficientemente sensíveis para inferir a presença de exoplanetas - planetas para lá do nosso Sistema Solar.
Os exoplanetas são, evidentemente, muito mais difíceis de observar diretamente do que as estrelas e do que as galáxias. Quase todas as descobertas exoplanetárias, sobretudo a partir de 2010, têm-se baseado em medições fotométricas (a quantidade de luz recebida) das estrelas hospedeiras, e não dos próprios planetas. A isto chama-se o método do trânsito. Agora, com a ajuda do Telescópio Espacial Spitzer, que fez a sua primeira deteção de exoplanetas em 2005; do Telescópio Espacial Kepler, concebido especificamente para procurar exoplanetas; e do Telescópio Espacial James Webb, lançado em 2021, o método de trânsito e outras técnicas confirmaram a existência de mais de 5000 exoplanetas que habitam milhares de sistemas estelares.
"Quando tínhamos apenas o nosso próprio Sistema Solar para analisar, podíamos simplesmente assumir que os planetas se formavam nos locais onde os encontramos hoje", diz Gabriele Pichierri, investigadora associada de pós-doutoramento em ciências planetárias no Caltech, trabalhando no grupo de Konstantin Batygin, professor de ciências planetárias. "No entanto, quando descobrimos o primeiro exoplaneta em 1995, tivemos de reconsiderar este pressuposto. Estamos a desenvolver melhores modelos sobre como os planetas se formam e como acabam por ficar nas orientações em que os encontramos".
A maioria dos exoplanetas forma-se a partir do disco de gás e poeira em torno de estrelas recém-formadas e espera-se que migrem para o interior, aproximando-se do limite interno desse disco. Isto cria sistemas planetários que estão muito mais próximos da estrela hospedeira do que no nosso Sistema Solar.
Todos os sete planetas descobertos em órbita da estrela anã vermelha TRAPPIST-1 poderiam facilmente caber dentro da órbita de Mercúrio, o planeta mais interior do nosso Sistema Solar. De facto, até teriam espaço de sobra. TRAPPIST-1 também tem apenas uma fração do tamanho do nosso Sol; não é muito maior do que Júpiter. Assim, as proporções do sistema TRAPPIST-1 parecem-se mais com Júpiter e as suas luas do que com as do nosso Sistema Solar.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/R. Hurt, T. Pyle (IPAC)
Na ausência de outros factores, os planetas tenderão a afastar-se uns dos outros a distâncias características baseadas nas suas massas e nas forças gravitacionais entre os planetas e a sua estrela hospedeira. "Este é o processo normal de migração", explica Pichierri. "As posições dos planetas formam ressonâncias entre os seus períodos orbitais. Se pegarmos no período orbital de um planeta e o dividirmos pelo período orbital do planeta vizinho, obtemos um rácio de números inteiros simples, como 3:2". Assim, por exemplo, se um planeta demora dois dias a orbitar em torno da sua estrela, o planeta seguinte, mais afastado, demorará três dias. Se esse segundo planeta e um terceiro mais afastado também estiverem numa ressonância de 3:2, então o período orbital do terceiro planeta será de 4,5 dias.
O sistema Trappist-1, que alberga sete planetas e está situado a cerca de 40 anos-luz da Terra, é especial por várias razões. "Os planetas exteriores comportam-se corretamente, por assim dizer, com ressonâncias esperadas mais simples", diz Pichierri. "Mas os interiores têm ressonâncias que são um pouco mais excitantes". O rácio entre as órbitas dos planetas b e c é de 8:5, por exemplo, e o rácio entre os planetas c e d é de 5:3. "Esta pequena discrepância no resultado da 'montagem' de Trappist-1 é intrigante e representa uma excelente oportunidade para descobrir em pormenor que outros processos estiveram em jogo", diz.
"Além disso, pensa-se que a maior parte dos sistemas planetários começaram nestes estados ressonantes, mas encontraram instabilidades significativas durante o seu tempo de vida antes de os observarmos atualmente", explica Pichierri. "A maioria dos planetas torna-se instável ou colide uns com os outros, e tudo fica baralhado. O nosso próprio Sistema Solar, por exemplo, foi afetado por uma instabilidade desse tipo. Mas sabemos de alguns sistemas que se mantiveram estáveis, que são espécimes mais ou menos imaculados. Na verdade, exibem um registo de toda a sua história dinâmica que podemos tentar reconstruir. Trappist-1 é um deles".
O desafio foi então desenvolver um modelo que pudesse explicar as órbitas dos planetas Trappist-1 e de como chegaram à sua configuração atual.
O modelo resultante sugere que os quatro planetas interiores evoluíram inicialmente sozinhos na esperada cadeia de ressonância 3:2. Foi apenas quando a fronteira interior do disco se expandiu para fora que as suas órbitas relaxaram da cadeia 3:2 mais apertada para a configuração que observamos atualmente. O quarto planeta, que originalmente se situava no limite interior do disco, movendo-se mais para fora juntamente com ele, foi mais tarde empurrado para dentro quando três planetas exteriores adicionais se juntaram ao sistema planetário numa fase posterior.
"Ao olhar para Trappist-1, pudemos testar novas e excitantes hipóteses para a evolução dos sistemas planetários", diz Pichierri. "Trappist-1 é muito interessante porque é muito complexo; é uma longa cadeia planetária. E é um ótimo exemplo para testar teorias alternativas da formação de sistemas planetários".
No interior da Nebulosa do Casulo encontra-se um enxame de estrelas em desenvolvimento. Catalogada como IC 5146, a bela nebulosa tem quase 15 anos-luz de largura. Elevando-se bem alto nos céus noturnos do verão do hemisfério norte, está localizada a cerca de 4000 anos-luz de distância na direção da constelação de Cisne. Tal como outras regiões de formação estelar, destaca-se pelo gás hidrogénio vermelho e brilhante, excitado por estrelas jovens e quentes e pela luz estelar refletida pela poeira, na orla de uma nuvem molecular de outra forma invisível. De facto, a estrela brilhante que se encontra perto do centro desta nebulosa tem provavelmente apenas algumas centenas de milhares de anos, alimentando o brilho nebular à medida que limpa uma cavidade na poeira e gás da nuvem molecular. Uma integração de 48 horas resultou nesta imagem a cores excecionalmente profunda que traça características fascinantes dentro e em redor do poeirento berçário estelar.
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