DIA 17/12: 352.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1957, os EUA lançam com sucesso o primeiro missil balístico intercontinental Atlas em Cabo Canaveral, Flórida.
Em 2003, voo 11P do SpaceShipOne, pilotado por Brian Binnie, o seu primeiro voo supersónico. HOJE, NO COSMOS:
Esta noite a Lua brilha a este logo acima do planeta Marte. Nascem cerca de uma hora depois do cair da noite e ficam razoavelmente altos uma hora depois. Estes dois astros são atualmente os maiores e mais próximos objetos no Sistema Solar, a 1,3 segundos-luz e 5,9 minutos-luz dos nossos olhos.
DIA 18/12: 353.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1856 nascia J. J. Thomson, físico inglês, conhecido pela descoberta do eletrão e pela invenção do espetrómetro de massa.
Em 1958, lançamento do Projecto SCORE, o primeiro satélite de comunicações.
Em 1966, Richard Walker descobre a lua de Saturno, Epimeteu, que depois esteve "perdida" durante 12 anos.
Em 1973, é lançada a Soyuz 13, tripulada pelos cosmonautas Valentin Lebedev e Pyotr Klimuk, de Baikonur, União Soviética.
Em 1999, a NASA lança para órbita a plataforma Terra, transportando cinco instrumentos de observação terrestre: o ASTER, CERES, MISR, MODIS e MOPITT.
Em 2001, a aventureira sonda da NASA, Deep Space 1, desliga os seus motores iónicos e a missão chega ao fim.
Em 2018, um meteoro explode sobre o Mar de Bering com uma força 10 vezes superior à da bomba atómica que destruiu Hiroshima em 1945. HOJE, NO COSMOS:
A lua Io, de Júpiter, começa a atravessar a face do planeta pelas 00:05, seguida pela sua sombra escura (muito mais visível) 15 minutos depois. O trânsito da lua termina pelas 02:18 e a sombra deixa o disco de Júpiter pelas 02:34.
Entretanto, a Grande Mancha de Júpiter atravessa o meridiano central do planeta pelas 00:21.
DIA 19/12: 354.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1852 nascia Albert A. Michelson, físico americano conhecido pelo seu trabalho na medição da velocidade da luz e especialmente pela experiência Michelson-Morley.
Em 1972, a Apollo 17, a última missão lunar tripulada, regressava à Terra.
Em 2013, a sonda europeia Gaia é lançada para o espaço. HOJE, NO COSMOS:
Já alguma vez viu o nascer de Sirius? Encontre um local com o horizonte desimpedido a este-sudeste e observe o nascer de Sirius a cerca de dois punhos à distância do braço esticado por baixo da cintura de Orionte. Sirius nasce pelas 20:15, dependendo do local onde o observador vive.
Cerca de 15 minutos antes do nascer de Sirius, uma estrela mais fraca nasce logo à direita de onde Sirius vai nascer: Beta Canis Majoris ou Mirzam. O seu nome árabe significa "arauto", e o que Mirzam anuncia é Sirius. Não é fácil confundi-las; o arauto de segunda magnitude tem apenas 1/20 do brilho de Sirius, que nasce pouco depois.
Quando uma estrela está muito baixa tende a piscar lentamente, muitas vezes em cores vívidas. Sirius é brilhante o suficiente para mostrar bem esses efeitos, especialmente através de binóculos.
Olhe para este antes da meia-noite e observe a Lua Minguante por cima da estrela Régulo (constelação de Leão).
Juno revela o coração da fúria vulcânica de Io
A região polar norte da lua vulcânica de Júpiter, Io, foi captada pela sonda Juno da NASA durante a 57.ª passagem próxima da sonda pelo gigante gasoso no dia a 30 de dezembro de 2023. Os dados de passagens recentes estão a ajudar os cientistas a compreender o interior de Io.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS; processamento - Gerald Eichstädt
Os cientistas da missão Juno da NASA descobriram que os vulcões da lua de Júpiter, Io, são provavelmente alimentados cada um pela sua própria câmara de magma quente e fervilhante e não por um oceano de magma. Esta descoberta resolve um mistério com 44 anos sobre as origens subterrâneas das características geológicas mais evidentes desta lua.
Um artigo científico sobre a origem do vulcanismo de Io foi publicado na passada quinta-feira, dia 12 de dezembro, na revista Nature, e as descobertas, bem como outros resultados científicos de Io, foram discutidos durante uma conferência de imprensa em Washington, na reunião anual da União Geofísica Americana, o maior encontro de cientistas da Terra e do espaço que se realiza nos EUA.
Mais ou menos do tamanho da Lua da Terra, Io é conhecido como o corpo mais vulcanicamente ativo do nosso Sistema Solar. A lua alberga cerca de 400 vulcões, que libertam lava e plumas em erupções aparentemente contínuas e que contribuem para o revestimento da sua superfície.
Embora a lua tenha sido descoberta por Galileu Galilei no dia 8 de janeiro de 1610, a atividade vulcânica só foi descoberta em 1979, quando a cientista Linda Morabito, do JPL da NASA, no sul do estado norte-americano da Califórnia, identificou pela primeira vez uma pluma vulcânica numa imagem obtida pela sonda Voyager 1.
"Desde a descoberta de Morabito que os cientistas planetários se têm interrogado sobre a forma como os vulcões eram alimentados pela lava sob a superfície", disse Scott Bolton, investigador principal da Juno no SwRI (Southwest Research Institute) em San Antonio, EUA. "Haveria um oceano pouco profundo de magma quente a alimentar os vulcões, ou a sua fonte seria mais localizada? Sabíamos que os dados das duas passagens rasantes da Juno podiam dar-nos algumas ideias sobre o funcionamento desta lua".
A nave espacial Juno fez "flybys" extremamente próximos de Io em dezembro de 2023 e em fevereiro de 2024, chegando a cerca de 1500 quilómetros de sua superfície. Durante as aproximações, a Juno comunicou com a DSN (Deep Space Network) da NASA, adquirindo dados Doppler de alta precisão e de dupla frequência, que foram utilizados para medir a gravidade de Io, acompanhando a forma como esta afetava a aceleração da nave espacial. O que a missão aprendeu sobre a gravidade da lua a partir dessas passagens levou ao novo artigo científico, revelando mais detalhes sobre os efeitos de um fenómeno chamado aquecimento de maré.
Esta sequência de cinco imagens mostra uma pluma gigante em erupção no vulcão Tvashtar de Io, que se estende por 330 quilómetros acima da superfície da lua ardente. Foi captada durante um período de oito minutos pela missão New Horizons da NASA, quando a nave espacial passou por Júpiter em 2007.
Crédito: NASA/JHUAPL/SwRI
Io está extremamente perto do gigante Júpiter, e a sua órbita elíptica fá-la girar em torno do gigante gasoso uma vez a cada 42,5 horas. À medida que a distância varia, também varia a atração gravitacional de Júpiter, o que faz com que a lua seja incessantemente espremida. O resultado: um caso extremo de aquecimento de maré - fricção das forças de maré que gera calor interno.
"Esta constante flexão cria imensa energia, que literalmente derrete partes do interior de Io", disse Bolton. "Se Io tem um oceano de magma global, então sabíamos que a assinatura da sua deformação por maré seria muito maior do que a de um interior mais rígido e maioritariamente sólido. Assim, dependendo dos resultados do estudo do campo gravitacional de Io pela Juno, seríamos capazes de dizer se um oceano de magma global se escondia sob a sua superfície".
A equipa da Juno comparou os dados Doppler das suas duas passagens com observações de missões anteriores da agência ao sistema joviano e de telescópios terrestres. Encontraram deformações de maré consistentes com o facto de Io não ter um oceano de magma global pouco profundo.
"A descoberta da Juno de que as forças de maré nem sempre criam oceanos de magma globais faz mais do que levar-nos a repensar o que sabemos sobre o interior de Io", disse o autor principal Ryan Park, um coinvestigador da Juno e supervisor do Grupo de Dinâmica do Sistema Solar no JPL. "Tem implicações para a nossa compreensão de outras luas, como Encélado e Europa, e até de exoplanetas e super-Terras. As nossas novas descobertas dão-nos a oportunidade de repensar o que sabemos sobre a formação e evolução dos planetas".
Há mais ciência no horizonte. A nave espacial fez o seu 66.º "flyby" sobre as misteriosas nuvens de Júpiter no dia 24 de novembro. A sua aproximação seguinte ao gigante gasoso ocorrerá às 17:22 (hora portuguesa) de dia 27 de dezembro. Quando a Juno estiver mais próxima do centro do planeta, estará a cerca de 3500 quilómetros do topo das nuvens de Júpiter e terá registado 1,039 mil milhões de quilómetros desde que entrou na órbita do gigante gasoso em 2016.
Uma explosão provocada por um buraco negro a engolir uma estrela
Recriação da explosão identificada como CSS161010, na qual um pequeno buraco negro engole uma estrela.
Crédito: Gabriel Pérez (IAC)
Uma equipa científica internacional, liderada pelo IEEC (Institut d'Estudis Espacials de Catalunya) e pelo ICE-CSIC (Institut de Ciències de l'Espai - Consejo Superior de Investigaciones Científicas), conseguiu detetar uma explosão cósmica excecionalmente rápida e brilhante numa pequena galáxia situada a 500 milhões de anos-luz de distância. Esta descoberta foi publicada na revista The Astrophysical Journal.
A explosão, identificada como CSS161010, atingiu o seu brilho máximo em apenas 4 dias e desceu para metade em apenas 2,5 dias, o que significou que tanto a sua descoberta como as subsequentes observações da sua evolução se tornaram um marco científico e um desafio para a equipa de investigação.
O evento CSS161010 foi descoberto pelo CRTS (Catalina Real-Time Transient Survey), com uma deteção anterior reportada pelo ASAS-SN (All-Sky Automated Survey for SuperNovae). O seu posterior seguimento, que permitiu a sua caracterização, foi efetuado com telescópios como o GTC (Gran Telescopio Canarias) e o NOT (Nordic Optical Telescope), ambos instalados no Observatório Roque de Los Muchachos do IAC (Instituto de Astrofísica de Canarias), localizado no município de Garafía em La Palma.
Estes tipos de fenómenos cósmicos de evolução rápida têm sido muito difíceis de estudar devido à sua natureza. No entanto, as técnicas modernas e os instrumentos mais avançados permitem estudá-los graças à melhoria do campo de visão e à capacidade de captar imagens de alta resolução com os telescópios utilizados.
Até à data, foram detetadas apenas uma dúzia de explosões cósmicas com estas características em termos de brilho e evolução, mas a sua origem continua a ser um completo mistério. No entanto, a equipa de investigadores liderada por Claudia Gutiérrez pensa que, pela primeira vez, as propriedades espetrais únicas de CSS161010 fornecem pistas importantes sobre a sua origem física e a sua análise sugere que é, de facto, o resultado de um pequeno buraco negro a engolir uma estrela.
Esta conclusão foi alcançada porque a equipa encontrou linhas largas de hidrogénio que mostram uma velocidade muito elevada, até 10% da velocidade da luz, e uma evolução sem precedentes. Dois meses após o início do surto, o brilho do objeto tinha diminuído 900 vezes em relação ao seu máximo. Surpreendentemente, os espetros captados pelo GTC nessa altura revelaram que todos os perfis de linhas de hidrogénio continuavam com um desvio para o azul, o que em astrofísica significa que se deslocam na nossa direção a velocidades extremamente elevadas. Este facto indicaria um forte fluxo gasoso, algo completamente inesperado para uma supernova.
"Descobrir e analisar estas explosões cósmicas é particularmente difícil devido à sua rápida evolução. No entanto, a resposta ágil da nossa colaboração científica permitiu-nos obter espetros de alta qualidade. Estes dados revelaram propriedades únicas nunca observadas em qualquer outro objeto, permitindo-nos restringir a natureza deste evento extraordinário", explica a investigadora de pós-doutoramento Claudia Gutiérrez.
"Quando vimos os espetros, não sabíamos o que dizer", diz Gutiérrez. "Nunca tínhamos encontrado um perfil de linhas de hidrogénio com um desvio tão grande para o azul; este desvio significava que o gás se estaria a mover na nossa direção a velocidades extremamente elevadas. Esta característica foi simultaneamente surpreendente e intrigante, levando-nos a investigar possíveis ligações com a galáxia onde o evento ocorreu", acrescenta.
À procura de buracos negros de massa intermédia
A explosão ocorreu numa galáxia minúscula com uma massa estelar cerca de 400 vezes inferior à da nossa Via Láctea. Por conseguinte, se a galáxia alberga um buraco negro massivo, a sua massa também deve ser pequena, correspondendo a um buraco negro de massa intermédia (100-100.000 massas solares).
"Até agora, este tipo de buracos negros tem sido extremamente difícil de identificar e os astrónomos só têm conhecimento de um número muito reduzido de casos confirmados", explica o professor Seppo Mattila, da Universidade de Turku, na Finlândia, um dos principais autores do artigo científico.
"Identificar e caracterizar buracos negros de massa intermédia é essencial para compreender os percursos de formação e a evolução dos buracos negros. De facto, são os blocos de construção fundamentais dos buracos negros supermassivos que se encontram no centro das galáxias, como a nossa Via Láctea, e que se observou existirem mesmo no Universo primitivo", acrescenta o professor Mattila.
O professor Peter Lundqvist da Universidade de Estocolmo, que também faz parte desta equipa, acrescenta: "A forma como a emissão de linhas evolui neste objeto assemelha-se à observada em núcleos galácticos ativos, onde se sabe que existem buracos negros supermassivos. Esta semelhança fornece fortes indícios de que CSS161010 também alberga um buraco negro, embora não muito massivo".
Lundqvist salienta: "A perturbação de uma estrela que se aproximou demasiado do buraco negro de massa intermédia revela o buraco negro, que de outra forma estaria quiescente. É provável que existam outros buracos negros deste tipo noutras galáxias anãs, e precisamos de seguir eventos semelhantes a CSS161010 para determinar com mais precisão as propriedades destes buracos negros".
"Os telescópios que varrem o céu a alta cadência serão cruciais para descobrir mais destes fenómenos raros e em rápida evolução", diz a Dra. Gutiérrez, acrescentando: "Entretanto, os espetrógrafos de ponta em telescópios terrestres, como os que utilizámos no Observatório Roque de los Muchachos em La Palma, desempenharão um papel crucial na sua caracterização. Estamos no limiar de uma era de descobertas revolucionárias".
Rover Perseverance chega ao topo da orla da Cratera Jezero
O rover Perseverance da NASA usou a sua câmara de navegação frontal direita para captar esta primeira vista do outro lado da orla da cratera Jezero no dia 10 de dezembro de 2024, o 1354.º dia marciano, ou sol, da missão. A câmara está virada para oeste a partir de um local apelidado de "Lookout Hill".
Crédito:
NASA/JPL-Caltech
O rover Perseverance da NASA chegou ao topo da Cratera Jezero, num local a que a equipa científica chama "Lookout Hill", e dirige-se agora para a sua primeira paragem científica após uma longa subida. O rover fez esta viagem com o objetivo de explorar uma região marciana diferente de qualquer outra que já tenha sido investigada antes.
Demorando cerca de três meses e meio e subindo 500 metros verticais, o rover percorreu inclinações de 20%, fazendo paragens ao longo do caminho para observações científicas. A equipa científica do Perseverance partilhou algum do seu trabalho e planos futuros numa conferência de imprensa realizada na passada quinta-feira, dia 12 de dezembro, em Washington, na reunião anual da União Geofísica Americana, o maior encontro de cientistas da Terra e do espaço que se realiza nos EUA.
"Durante a subida da orla da Cratera Jezero, os condutores do nosso rover fizeram um trabalho espantoso ao negociar alguns dos terrenos mais difíceis que encontrámos desde a aterragem", disse Steven Lee, diretor-adjunto do projeto Perseverance no JPL da NASA no sul do estado norte-americano da Califórnia. "Desenvolveram abordagens inovadoras para ultrapassar estes desafios - até tentaram conduzir em marcha-atrás para ver se isso ajudava - e o rover ultrapassou tudo como um campeão. O Perseverance está pronto para tudo o que a equipa científica quiser fazer durante esta próxima campanha científica".
Desde que pousou na Cratera Jezero, em fevereiro de 2021, o Perseverance completou quatro campanhas científicas: "Crater Floor", "Fan Front", "Upper Fan" e "Margin Unit". A equipa científica está a chamar à quinta campanha do Perseverance "Northern Rim" porque a sua rota cobre a parte norte da secção sudoeste da orla da Cratera Jezero. Durante o primeiro ano da campanha "Northern Rim", espera-se que o rover visite cerca de quatro locais de interesse geológico, recolha várias amostras e percorra cerca de 6,4 quilómetros.
"A campanha 'Northern Rim' traz-nos riquezas científicas completamente novas à medida que o Perseverance percorre uma geologia fundamentalmente nova", disse Ken Farley, cientista do projeto Perseverance no Caltech em Pasadena, EUA. "Marca a nossa transição de rochas que preencheram parcialmente a cratera Jezero quando esta foi formada por um impacto massivo há cerca de 3,9 mil milhões de anos para rochas do interior de Marte que foram atiradas para cima para formar a orla da cratera após o impacto".
"Estas rochas representam pedaços da crosta marciana primitiva e estão entre as rochas mais antigas encontradas em qualquer parte do Sistema Solar. A sua investigação pode ajudar-nos a compreender como Marte - e o nosso próprio planeta - terá sido no início", acrescentou Farley.
O rover Perseverance da NASA obteve esta imagem que mostra o terreno escorregadio que tornou desafiante a sua subida até à orla da cratera Jezero. Os rastos do rover podem ser vistos ao longe, em direção ao chão da cratera.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
Primeira paragem: "Witch Hazel Hill"
Com "Lookout Hill" no seu espelho retrovisor, o Perseverance dirige-se para um afloramento rochoso cientificamente significativo, a cerca de 450 metros do outro lado da orla, a que a equipa científica chama "Witch Hazel Hill".
"A campanha começa com um estrondo porque 'Witch Hazel Hill' representa mais de 90 metros de afloramento em camadas, onde cada camada é como uma página no livro da história marciana. Ao descermos a colina, vamos recuar no tempo, investigando os ambientes antigos de Marte registados na orla da cratera", disse Candice Bedford, cientista do Perseverance na Universidade Purdue em West Layfette, no estado norte-americano de Indiana. "Depois, após uma descida íngreme, damos as primeiras voltas ao volante, afastando-nos da orla da cratera em direção a 'Lac de Charmes', cerca de 3 km para sul".
"Lac de Charmes" intriga a equipa científica porque, estando localizado nas planícies para lá da orla, é menos provável que tenha sido significativamente afetado pela formação da cratera Jezero.
Depois de deixar "Lac de Charmes", o rover vai percorrer cerca de 1,6 quilómetros de volta até à orla da Cratera Jezero para investigar um impressionante afloramento de grandes blocos conhecidos como megabrechas. Estes blocos podem representar rochas antigas quebradas durante o impacto Isidis, um evento que alterou o planeta e que provavelmente escavou profundamente a crosta marciana ao criar uma bacia de impacto com cerca de 1200 quilómetros de diâmetro, há 3,9 mil milhões de anos.
Investigadores descobrem mais cometas "escuros" (via NASA)
O primeiro cometa escuro - um objeto celeste que se parece com um asteroide mas que se desloca no espaço como um cometa - foi registado há menos de dois anos. Pouco depois, foram encontrados mais seis. Num novo artigo científico, os investigadores anunciam a descoberta de mais sete, duplicando o número de cometas escuros conhecidos, e concluem que estes se dividem em duas populações distintas: os maiores que residem no Sistema Solar exterior e os mais pequenos no Sistema Solar interior, com várias outras características que os distinguem. Ler fonte
Uma nova descoberta sobre a origem da enorme energia dos raios cósmicos (via Universidade de Columbia)
Os raios cósmicos altamente energéticos, que emergem em ambientes astrofísicos extremos - como os ambientes agitados perto de buracos negros e estrelas de neutrões - têm muito mais energia do que as partículas energéticas que emergem do nosso Sol. De facto, as partículas que constituem estes fluxos de energia têm cerca de 10 milhões de vezes a energia das partículas aceleradas no ambiente de partículas mais extremo da Terra, o LHC (Large Hadron Collider), construído pelo homem. Ler fonte
As infames tempestades de poeira de Marte podem rodear o planeta inteiro. Um novo estudo examina como (via Universidade do Colorado, Boulder)
O boletim meteorológico de hoje para Marte: vento forte com a possibilidade de tempestades de poeira catastróficas que tapam o Sol. Num novo estudo, cientistas planetários da Universidade do Colorado, em Boulder, começaram a desvendar os factores que desencadeiam as grandes tempestades de poeira em Marte - fenómenos meteorológicos que, por vezes, envolvem todo o planeta num turbilhão de areia. A equipa descobriu que dias relativamente quentes e ensolarados podem ajudar a desencadeá-las. Heshani Pieris, autora principal do estudo, disse que as descobertas são um primeiro passo para a previsão de condições meteorológicas extremas em Marte, tal como os cientistas fazem na Terra. Ler fonte
Álbum de fotografias M51: Detritos de Maré e Falésias H-alfa
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Deep Sky Collective - Tim Schaeffer,
Carl Björk, Steeve Body, Fabian Neyer, Aki Jain, Ryan Wierckx, Paul Kent, Brian Valente, Antoine e Dalia Grelin,
Nicolas Puig, Stephen Guberski, Mike Hamende, Julian Shapiro, John Dziuba, Mikhail Vasilev, Bogdan Borz, Adrien Keijzer
Um intrigante par de galáxias em interação, M51 é a 51.ª entrada no famoso catálogo de Charles Messier. Talvez "a" nebulosa espiral original, a grande galáxia com uma estrutura espiral semelhante a um remoinho, vista quase de frente, é também catalogada como NGC 5194. Os seus braços espirais e correntes de poeira varrem a frente da sua galáxia companheira mais pequena, NGC 5195. A cerca de 31 milhões de anos-luz de distância, dentro dos limites da bem treinada constelação de Cães de Caça, M51 parece ténue e difusa ao olho em observações telescópicas diretas. Mas esta imagem extraordinariamente profunda mostra pormenores espantosos das cores impressionantes do par de galáxias e dos detritos de maré mais ténues. A imagem inclui dados de banda estreita para realçar uma vasta nuvem avermelhada de gás hidrogénio ionizado recentemente descoberta no sistema M51 e conhecida por alguns como as falésias H-alfa. Nuvens de poeira em primeiro plano, da Via Láctea, e galáxias de fundo distantes são captadas na imagem de campo amplo. Uma colaboração contínua de astrofotógrafos, usando telescópios no planeta Terra, reuniu mais de 3 semanas de tempo de exposição para criar este retrato de M51.
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