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  Arquivo | CCVAlg - Astronomia
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  Astroboletim #2173  
  03/01 a 06/01/2025  
     
 
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EFEMÉRIDES

DIA 03/01: 3.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1888, é usado pela primeira vez o telescópio refrator do Observatório Lick, com 91 cm em diâmetro. Era o maior telescópio do mundo na altura.
Em 1986, Stephen Synott (da equipa da Voyager 2) descobria as luas de ÚranoJulieta e Pórcia
Em 1999, lançamento da sonda Mars Polar Lander e da Deep Space 2.
Em 2000, "flyby" da sonda Galileu pela lua de JúpiterEuropa.
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A sonda passou a uma altitude de 351 km.
Em 2019, o veículo chinês Chang'e 4 faz o primeiro pouso no lado oculto da Lua, implantando o rover lunar Yutu-2.
HOJE, NO COSMOS:
Mais uma vez, a Lua, na sua viagem orbital de um mês, brilha perto de Vénus a oeste durante e após o lusco-fusco. Estarão separados por 2º ao final do anoitecer. Se perdeu oportunidades fotográficas semelhantes, aqui fica mais uma chance de tentar novamente.
O par também oferece uma boa oportunidade para avistar Vénus durante o dia e a olho nu. Pode ser surpreendentemente fácil se tiver uma boa visão. O truque é olhar para o local exato de Vénus no céu. Pelas 16:45, a Lua está exatamente a sul. Assim que aviste a Lua, aponte os seus binóculos para o nosso satélite natural e desloque o campo de visão um pouco para cima. Vénus deverá aparecer na imagem. Agora olhe para esse local sem binóculos e tente avistar o planeta.

 

DIA 04/01: 4.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1610, os dias entre 4 e 15 de janeiro foram possivelmente os mais importantes da história da Astronomia.
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Galileu Galilei aponta o seu telescópio ao céu e observa crateras e montanhas na Lua, manchas em movimento no Sol, quatro luas à volta de Júpiter, as fases de Vénus e as estrelas da Via Láctea.
Em 1958, o Sputnik 1 cai para a Terra a partir de órbita.
Em 1959, a Luna 1 torna-se na primeira sonda a chegar à vizinhança da Lua.
Em 2004, o rover Spirit da NASA aterra com sucesso em Marte.
HOJE, NO COSMOS:
Agora a Lua Crescente brilha perto de Saturno.

 

DIA 05/01: 5.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1969, lançamento da sonda soviética Venera 5.
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Chega a Vénus no dia 16 de maio de 1969. Antes de se fragmentar na atmosfera, a cápsula foi suspensa por um pára-quedas durante 53 minutos enquanto recolhia dados da atmosfera venusiana. A sonda também transportava um medalhão com os símbolos da antiga União Soviética.
Em 2005, Éris, o mais massivo planeta anão conhecido do Sistema Solar, é descoberto pela equipa científica de Michael E. BrownChad Trujillo e David L. Rabinowitz, usando imagens obtidas originalmente a 21 de outubro de 2003, no Observatório Palomar.
HOJE, NO COSMOS:
A Ursa Menor apoia-se na Polar por volta das 20:00, como se essa estrela fosse um prego na fria parede do céu a norte.
Sem contar com a Polar, a estrela mais brilhante da "frigideira" de Ursa Menor é Kochab. Kochab passa precisamente por baixo da Estrela Polar cerca de 20 minutos depois.

 

DIA 06/01: 6.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1912, o geofísico alemão Alfred Wegener apresenta pela primeira vez a sua teoria da deriva continental.
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HOJE, NO COSMOS:
As Plêiades brilham alto a sudeste por estas noites, não muito maiores do que a ponta de um dedo à distância do braço esticado. Quantas estrelas deste enxame aberto consegue contar à vista desarmada? Tenha calma e olhe durante algum tempo. A maioria das pessoas consegue contar 6. Com uma boa visão e um bom céu escuro, poderá ser capaz de discernir 8 ou 9.
Lua em Quarto Crescente, pelas 23:56.

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Astrofísicos captam imagens espantosas de uma erupção de raios gama proveniente de um buraco negro
 
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Curva de luz do surto de raios gama (em baixo) e coleção de imagens quase simuladas do jato de M87 (em cima) a várias escalas obtidas no rádio e em raios X durante a campanha de 2018. O instrumento, o intervalo de observação do comprimento de onda e a escala são indicados no canto superior esquerdo de cada imagem.
Crédito: Colaboração EHT, Colaboração Fermi-LAT, Colaboração H.E.S.S., Colaboração MAGIC, Colaboração VERITAS, Colaboração EAVN
 

A primeira fotografia de sempre de um buraco negro abalou o mundo em 2019, quando o EHT (Event Horizon Telescope) publicou uma imagem do buraco negro supermassivo no centro da galáxia M87, também conhecida como Virgo A ou NGC 4486, localizada na constelação de Virgem. Este buraco negro está a surpreender novamente os cientistas com uma erupção de raios gama - emitindo fotões milhares de milhões de vezes mais energéticos do que a luz visível. Um surto tão intenso não era observado há mais de uma década, fornecendo uma visão crucial sobre a forma como as partículas, como eletrões e positrões, são aceleradas nos ambientes extremos perto dos buracos negros.

O jato que sai do centro de M87 é sete ordens de grandeza - dezenas de milhões de vezes - maior do que o horizonte de eventos, ou a superfície do próprio buraco negro. A brilhante explosão de emissão altamente energética foi muito superior às energias tipicamente detetadas por radiotelescópios na região do buraco negro. A atividade durou cerca de três dias e provavelmente emergiu de uma região com menos de três dias-luz de tamanho.

Um raio gama é um "pacote" de energia eletromagnética, também conhecido como fotão. Os raios gama têm a maior energia de todos os comprimentos de onda do espetro eletromagnético e são produzidos pelos ambientes mais quentes e energéticos do Universo, como as regiões em torno dos buracos negros. Os fotões da erupção de raios gama de M87 têm níveis de energia de alguns teraeletrões-volt. Os teraeletrões-volt são usados para medir a energia das partículas subatómicas e são equivalentes à energia de um mosquito em movimento. Trata-se de uma enorme quantidade de energia para partículas que são muitos biliões de vezes mais pequenas do que um mosquito. Os fotões com vários teraeletrões-volt de energia são muito mais energéticos do que os fotões que constituem a luz visível.

À medida que a matéria cai em direção a um buraco negro, forma um disco de acreção onde as partículas são aceleradas devido à perda de energia gravitacional. Algumas são mesmo redirecionadas para longe dos polos do buraco negro como um poderoso fluxo, ou jatos, impulsionado por campos magnéticos intensos. Este processo é irregular, o que muitas vezes causa uma rápida explosão de energia. No entanto, os raios gama não conseguem penetrar na atmosfera da Terra. Há cerca de 70 anos, os físicos descobriram que os raios gama podem ser detetados a partir do solo, observando a radiação secundária gerada quando atingem a atmosfera.

"Ainda não compreendemos totalmente como é que as partículas são aceleradas perto do buraco negro ou dentro do jato", disse Weidong Jin, investigador de pós-doutoramento na UCLA (University of California, Los Angeles) e coautor de um artigo científico que descreve os resultados publicados por uma equipa internacional na revista Astronomy & Astrophysics. "Estas partículas são tão energéticas que estão a viajar perto da velocidade da luz e nós queremos perceber onde e como ganham essa energia. O nosso estudo apresenta os dados espetrais mais abrangentes alguma vez recolhidos para esta galáxia, juntamente com modelos que esclarecem estes processos".

Jin contribuiu para a análise da parte de mais alta energia do conjunto de dados, os chamados raios gama de muito alta energia, que foram recolhidos pelo VERITAS (Very Energetic Radiation Imaging Telescope Array System) - um instrumento terrestre de raios gama que funciona no Observatório Fred Lawrence Whipple no sul do estado norte-americano do Arizona. Esta análise ajudou a detetar a erupção, como indicado por grandes mudanças de luminosidade que são um desvio significativo da variabilidade da linha de base.

Mais de duas dúzias de instalações observacionais terrestres e espaciais, incluindo os telescópios Fermi-LAT, o Telescópio Hubble, NuSTAR, Chandra e Swift, juntamente com as três maiores redes de telescópios atmosféricos Cherenkov do mundo (VERITAS, H.E.S.S. e MAGIC) juntaram-se a esta segunda campanha EHT e de múltiplos comprimentos de onda em 2018. Estes observatórios são sensíveis aos fotões de raios X, bem como aos raios gama de alta e muito alta energia, respetivamente.

Um dos principais conjuntos de dados utilizados neste estudo é a chamada distribuição espetral de energia.

"O espetro descreve a forma como a energia de fontes astronómicas, como M87, se distribui por diferentes comprimentos de onda da luz", disse Jin. "É como dividir a luz num arco-íris e medir a quantidade de energia presente em cada cor. Esta análise ajuda-nos a descobrir os diferentes processos que conduzem à aceleração de partículas altamente energéticas no jato do buraco negro supermassivo".

Uma análise mais aprofundada dos autores do artigo científico encontrou uma variação significativa na posição e no ângulo do anel, também chamado horizonte de eventos, e na posição do jato. Isto sugere que uma relação física entre as partículas e o horizonte de eventos, em diferentes escalas de tamanho, influencia a posição do jato.

"Uma das características mais marcantes do buraco negro de M87 é um jato bipolar que se estende a milhares de anos-luz do núcleo", disse Jin. "Este estudo proporcionou uma oportunidade única para investigar a origem da emissão de raios gama de muito alta energia durante a erupção e para identificar o local onde as partículas que causam o surto estão a ser aceleradas. As nossas descobertas podem ajudar a resolver um debate de longa data sobre as origens dos raios cósmicos detetados na Terra".

// UCLA (comunicado de imprensa)
// EHT (comunicado de imprensa)
// Universidade McGill (comunicado de imprensa)
// Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Astronomy & Astrophysics)

 


Quer saber mais?

Notícias relacionadas:
EurekAlert!
SPACE.com
Universe Today
PHYSORG
ScienceAlert
ZME Science
Gizmodo

M87*:
Wikipedia

Buraco negro supermassivo:
Wikipedia

EHT (Event Horizon Telescope):
Página principal
Wikipedia

VERITAS (Very Energetic Radiation Imaging Telescope Array System):
Página principal (Universidade do Arizona)
Wikipedia

 
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Descobrindo os "rastos" de um centauro: cientistas examinam um híbrido único entre asteroide e cometa
 
Representação artística de um centauro ativo como Quíron. As diferentes cores na cabeleira indicam composições variadas de gás, gelo e poeira.
Crédito: William Gonzalez Sierra
 

Embora o nosso Sistema Solar tenha milhares de milhões de anos, só recentemente passámos a conhecer melhor um dos seus habitantes mais dinâmicos e cativantes, conhecido como (2060) Quíron.

Quíron pertence à classe de objetos a que os astrónomos chamam "Centauros". Os centauros são objetos espaciais que orbitam o Sol entre Júpiter e Neptuno. São semelhantes à criatura mitológica que lhes dá o nome, na medida em que são híbridos, possuindo características tanto de asteroides como de cometas.

Utilizando o Telescópio Espacial James Webb, cientistas da UCF (University of Central Florida) lideraram recentemente uma equipa que descobriu, pela primeira vez, que Quíron tem uma química de superfície diferente da dos outros centauros. A sua superfície tem gelo de dióxido de carbono e de monóxido de carbono, bem como dióxido de carbono e metano na sua cabeleira, o invólucro de poeira e gás que o rodeia.

Os resultados dos investigadores foram recentemente publicados na revista Astronomy & Astrophysics.

A cientista associada do FSI (Florida Space Institute) da UCF, Noemí Pinilla-Alonso, que trabalha agora na Universidade de Oviedo, em Espanha, e o cientista assistente Charles Schambeau lideraram a investigação. Os novos resultados baseiam-se em descobertas anteriores de Pinilla-Alonso e colegas que detetaram monóxido de carbono e dióxido de carbono gelados em objetos transneptunianos pela primeira vez no início do ano passado.

Estas observações, juntamente com as de Quíron, estão a criar conhecimentos fundamentais para compreender a formação do nosso Sistema Solar, uma vez que estes objetos permaneceram praticamente inalterados desde a formação do Sistema Solar, afirma Pinilla-Alonso.

"Todos os pequenos corpos do Sistema Solar nos dizem como este era no passado, que é um período de tempo que já não podemos observar", diz ela. "Mas os centauros ativos dizem-nos muito mais. Estão a sofrer transformações devido ao aquecimento solar e oferecem uma oportunidade única de aprender mais sobre a superfície e sobre as camadas subterrâneas".

Uma vez que Quíron possui características de asteroide e de cometa, é um bom local para estudar muitos processos que podem ajudar a compreendê-los.

"O que é único acerca de Quíron é o facto de podermos observar tanto a superfície, onde se encontra a maior parte dos gelos, como a cabeleira, onde vemos gases que têm origem na superfície ou logo abaixo dela", diz Pinilla-Alonso. "Os objetos transpetunianos não têm este tipo de atividade porque estão muito longe e são muito frios. Os asteroides não têm este tipo de atividade porque não têm gelo. Os cometas, por outro lado, mostram atividade como os centauros, mas são normalmente observados mais perto do Sol e as suas cabeleiras são tão espessas que complicam a interpretação das observações dos gelos à superfície. Descobrir quais os gases que fazem parte da cabeleira e as suas diferentes relações com os gelos à superfície ajuda-nos a conhecer as propriedades físicas e químicas, tais como a espessura e a porosidade da camada de gelo, a sua composição e a forma como a irradiação a afeta".

 
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A composição química de Quíron. As bandas coloridas destacam os diferentes gelos, tais como a água, óxidos de carbono e hidrocarbonetos leves. Inserção - pormenor da refletância de Quíron destacando a fluorescência do gás metano juntamente com as absorções dos gelos de etano e propano.
Crédito: William Gonzalez Sierra
 

A descoberta destes gelos e gases num objeto tão distante como Quíron - observado perto do seu ponto mais afastado do Sol - é excitante porque pode ajudar a contextualizar outros centauros e a fornecer informações sobre a era mais antiga do nosso Sistema Solar, diz Schambeau.

"Estes resultados não se assemelham a nada que tenhamos visto antes", diz ele. "Detetar gás em torno de objetos tão distantes do Sol como Quíron é um grande desafio, mas o JWST tornou-o acessível. Estas deteções melhoram a nossa compreensão da composição interior de Quíron e de como esse material produz os comportamentos únicos que observamos em Quíron".

Schambeau é especialista no estudo de centauros, cometas e outros objetos espaciais. Ele analisou o gás metano da cabeleira e determinou que o fluxo detetado era consistente com a sua origem numa área de superfície que estava exposta ao maior aquecimento do Sol.

Quíron, descoberto pela primeira vez em 1977, está muito melhor caracterizado do que a maioria dos centauros e, comparativamente, é único, diz Schambeau. A informação recentemente analisada ajuda os cientistas a compreender melhor o processo termofísico que está a decorrer em Quíron e que produz gás metano, diz ele.

"É um fenómeno estranho quando comparado com a maioria dos outros centauros", diz Schambeau. "Tem períodos em que se comporta como um cometa, tem anéis de material à sua volta e potencialmente um campo de detritos de pequenas poeiras ou material rochoso a orbitar à sua volta. Assim, surgem muitas questões acerca das propriedades de Quíron que permitem estes comportamentos únicos".

 
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Uma representação artística do núcleo de Quíron rodeado por detritos e uma cabeleira de poeira e gás.
Crédito: William Gonzalez Sierra
 

Os investigadores concluíram que a coexistência das moléculas em vários estados acrescenta outra camada de intriga ao estudo dos cometas e dos centauros. O estudo também destacou a presença de subprodutos irradiados de metano, monóxido de carbono e dióxido de carbono, que exigirão mais investigação e poderão ajudar os cientistas a revelar os processos únicos que produzem a composição da superfície de Quíron.

Quíron é originário da região dos objetos transneptunianos e tem viajado à volta do nosso Sistema Solar desde a sua formação, diz Pinilla-Alonso. As órbitas de Quíron e de muitos outros objetos não planetários de grandes dimensões sofrem ocasionalmente encontros próximos com um dos planetas gigantes, onde a atração gravitacional do planeta altera a órbita do objeto mais pequeno, levando-o por todo o nosso Sistema Solar e expondo-o a muitos ambientes diferentes, diz.

"Sabemos que foi ejetado da população de objetos transeptunianos e só agora está a transitar pela região dos planetas gigantes, onde não permanecerá por muito tempo", diz Pinilla-Alonso. "Após cerca de 1 milhão de anos, centauros como Quíron são tipicamente ejetados da região dos planetas gigantes, onde podem terminar as suas vidas como cometas da família de Júpiter ou podem regressar à região dos objetos transeptunianos".

Pinilla-Alonso realça que os espetros do JWST mostraram pela primeira vez a multiplicidade de gelos de Quíron com diferentes volatilidades e os seus processos de formação.

Alguns destes gelos, como o metano, o dióxido de carbono e a água, podem ser componentes primordiais de Quíron, herdados da nebulosa pré-solar. Outros, como o acetileno, o propano, o etano e o óxido de carbono, podem ter-se formado à superfície devido a processos de redução e oxidação.

"Com base nos novos dados do JWST, não tenho a certeza de que tenhamos um centauro normal", diz Pinilla-Alonso. "Todos os centauros ativos que estamos a observar com o JWST apresentam alguma peculiaridade. Mas não podem ser todos anómalos. Tem de haver algo que explique porque é que todos eles parecem comportar-se de forma diferente ou algo que é comum a todos eles e que ainda não conseguimos ver".

A análise dos gases e gelos de Quíron abre novas fronteiras e oportunidades para uma investigação interessante.

"Vamos continuar a acompanhar Quíron", diz Pinilla-Alonso. "Vai aproximar-se de nós e, se conseguirmos estudá-lo a distâncias mais próximas e obter melhores leituras sobre as quantidades e a natureza dos gelos, silicatos e material orgânico, poderemos compreender melhor como as variações sazonais da insolação e os diferentes padrões de iluminação podem afetar o seu comportamento e o seu reservatório de gelo".

// UCF (comunicado de imprensa)
// Universidade de Oviedo (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Astronomy & Astrophysics)
// Descobrindo materiais gelados no Sistema Solar (UCF via YouTube)

 


Quer saber mais?

CCVAlg - Astronomia:
26/07/2024 - O que é que se passa com Quíron? Novo estudo investiga mistério do Sistema Solar

Quíron:
Wikipedia
JPL/NASA
Gary W. Kronk's Cometography

Centauro:
Wikipedia
Centro de Planetas Menores da UAI

JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
STScI (website para o público)
ESA
ESA/Webb
Wikipedia
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Blog do JWST (NASA)
Ciclo 3 GO do Webb (STScI)
Ciclo 3 GTO do Webb (STScI)
Ciclo 3 DDT do Webb (STScI)
NIRISS (NASA)
NIRCam (NASA)
MIRI (NASA)
NIRSpec (NASA)

 
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Álbum de fotografias
M27: A Nebulosa do Haltere

exemplo
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Christopher Stobie
 
Será este o destino do nosso Sol? Muito possivelmente. A primeira pista do futuro do nosso Sol foi descoberta inadvertidamente em 1764. Naquela época, Charles Messier estava a compilar uma lista de objetos difusos que não deveriam ser confundidos com cometas. O 27.º objeto da lista de Messier, agora conhecido como M27 ou Nebulosa do Haltere, é uma nebulosa planetária, uma das nebulosas planetárias mais brilhantes do céu e visível com binóculos na direção da constelação de Raposa. A sua luz demora cerca de 1000 anos-luz a chegar até nós, apresentada aqui em cores emitidas pelo enxofre (vermelho), hidrogénio (verde) e oxigénio (azul). Sabemos agora que, dentro de cerca de 6 mil milhões de anos, o nosso Sol libertará os seus gases exteriores numa nebulosa planetária como M27, enquanto o seu centro remanescente se tornará uma estrela anã branca quente em raios X. No entanto, a compreensão da física e do significado de M27 estava muito para além da ciência do século XVIII. Ainda hoje, muitos aspetos das nebulosas planetárias permanecem misteriosos, incluindo o modo como as suas intrincadas formas são produzidas.
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