MANHÃS ASTRONÓMICAS EM FARO
O Centro Ciência Viva do Algarve, em conjunto com o Centro Ciência Viva de Tavira, irá realizar uma sessão de observação do Sol na seguinte data: Data: 28 de abril de 2025 Hora: 10:00 - 12:00 Local: Jardim Manuel Bívar, junto à marina
A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas.
A sessão é gratuita e não sujeita a marcação.
Participe! Informações: 289 890 920 | info@ccvalg.pt
EFEMÉRIDES
DIA 08/04: 98.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1964, lançamento da nave não tripulada Gemini 1.
A missão terminou depois de 3 órbitas. A nave desintegra-se 3,5 dias a seguir ao lançamento. Todos os objetivos primários e secundários foram atingidos.
Em 1993, lançamento da missão STS-56 do vaivém Discovery.
Em 2008, Yi So-Yeon torna-se a primeira coreana e a segunda mulher asiática a ir ao espaço. HOJE, NO COSMOS:
A Lua brilha por baixo de Régulo, Gamma Leonis, e da "foice" de Leão.
O grande e brilhante Hexágono de Inverno ainda pode ser observado depois do anoitecer, preenchendo o céu a sudoeste e oeste. Comece com a brilhante Sirius a sudoeste, o canto inferior esquerdo do Hexágono. Bem para cima de Sirius encontra-se Procyon. Daí, salte até Pollux e Castor, com Marte para a sua esquerda, ainda mais altas, e para a direita de Castor até Menkalinen e Capella, passando por Júpiter até chegar a Aldebarã, Rigel em Orionte, e depois novamente para Sirius.
DIA 09/04: 99.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1959, a NASA anuncia a seleção dos primeiros sete astronautas dos Estados Unidos, a quem a comunicação social rapidamente apelida de "Mercury Seven".
Em 1994, lançamento da missão STS-59 do vaivém Endeavour. HOJE, NO COSMOS:
Ao anoitecer, Arcturo, a brilhante Estrela da Primavera, sobe a este, praticamente à mesma altura que Sirius, a mais brilhante Estrela de Inverno, desce a sudoeste (para observadores a latitudes médias norte). Estas são, de momento, as estrelas mais brilhantes do céu.
Mas Capella não fica muito atrás de Arcturo em termos de brilho! Aviste-a a noroeste.
DIA 10/04: 100.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 837, maior aproximação do Cometa Halley à Terra, cerca de 0,0342 UA (5,1 milhões de quilómetros).
Em 1981, primeira tentativa de lançamento da missão STS-1 (a primeira missão de um vaivém espacial). Este falhou no último momento quando os computadores "crasharam". Os astronautas Crippen e Young finalmente levantaram voo a 12 de abril. À volta de 100 milhões de pessoas viram este evento.
Em 2013, o orçamento para a NASA de 2014 inclui um plano para capturar roboticamente um asteroide próximo da Terra e redirecioná-lo para uma órbita estável no sistema Terra-Lua, que os astronautas possam visitar e estudar (mais tarde cancelada).
Em 2019, cientistas do projeto EHT (Event Horizon Telescope) anunciam a primeira imagem de sempre de um buraco negro, localizado no centro da galáxia M87. HOJE, NO COSMOS:
Logo após o anoitecer, Orionte ainda está razoavelmente alto a sudoeste na sua orientação primaveril: inclinado para a direita, com a sua cintura na horizontal. A cintura aponta para a esquerda até Sirius e para a direita até Aldebarã e, mais longe, até às Plêiades. Júpiter capta a atenção para cima de Aldebarã.
Marte, Pollux e Castor, altos a oeste, formam esta noite uma linha reta. Observe esta linha a curvar nos próximos dias.
Astrónomos descobrem um par de estrelas condenadas à nossa porta cósmica
Impressão artística de um sistema binário em que as suas duas estrelas estão prestes a colidir.
Crédito: Universidade de Warwick/Mark Garlick
Astrónomos da Universidade de Warwick descobriram um sistema estelar binário compacto, de massa elevada e extremamente raro, a apenas 150 anos-luz de distância. Estas duas estrelas estão em rota de colisão para explodir como uma supernova do Tipo Ia, aparecendo 10 vezes mais brilhante do que a Lua no céu noturno.
As supernovas de Tipo Ia são uma classe especial de explosões cósmicas, famosas por serem usadas como "velas padrão" para medir as distâncias entre a Terra e as galáxias que as acolhem. Ocorrem quando uma anã branca (o núcleo denso remanescente de uma estrela) acumula demasiada massa, é incapaz de resistir à sua própria gravidade e explode.
Há muito que se prevê teoricamente que duas anãs brancas em órbita são a causa da maioria das explosões de supernova de Tipo Ia. Quando numa órbita próxima, a anã branca mais massiva do par acumula gradualmente material da sua parceira, o que leva a que essa estrela (ou ambas) expluda.
Esta descoberta, publicada na revista Nature Astronomy, não só encontrou pela primeira vez um sistema deste tipo, como encontrou um par compacto de anãs brancas mesmo à nossa porta cósmica, na Via Láctea.
James Munday, investigador doutorado em Warwick e líder da investigação, afirmou: "Há anos que se previa a existência de um sistema duplo de anãs brancas local e massivo, por isso, quando vi pela primeira vez este sistema com uma massa total muito elevada às nossas portas, na nossa Galáxia, fiquei imediatamente entusiasmado.
"Com uma equipa internacional de astrónomos, quatro dos quais da Universidade de Warwick, perseguimos imediatamente este sistema em alguns dos maiores telescópios óticos do mundo para determinar exatamente o seu grau de compacidade.
"Ao descobrir que as duas estrelas estão separadas por apenas 1/60 da distância Terra-Sol, apercebi-me rapidamente de que tínhamos descoberto o primeiro binário de anãs brancas que, sem dúvida, conduzirá a uma supernova de Tipo Ia numa escala de tempo próxima da idade do Universo.
"Finalmente, nós, enquanto comunidade, podemos agora explicar com alguma fiabilidade a taxa de supernovas de Tipo Ia na Via Láctea".
Significativamente, o novo sistema de James é o mais massivo do seu género alguma vez confirmado, com uma massa combinada de 1,56 vezes a do Sol. Com uma massa tão elevada, isto significa que, aconteça o que acontecer, as estrelas estão destinadas a explodir.
No entanto, a explosão só ocorrerá daqui a 23 mil milhões de anos e, apesar de estar tão perto do nosso Sistema Solar, esta supernova não porá o nosso planeta em perigo.
Utilizando dados do NOT (Nordic Optical Telescope) e do Telescópio William Herschel, ambos localizados no Observatório Roque de Los Muchachos (Garafía, La Palma), a equipa conseguiu compreender os pormenores precisos de como as duas estrelas chegarão ao seu fim.
Neste momento, as anãs brancas estão a girar em torno uma da outra, numa órbita que dura mais de 14 horas. Ao longo de milhares de milhões de anos, a radiação das ondas gravitacionais fará com que as duas estrelas espiralem uma em direção à outra até que, no limiar do evento de supernova, estarão a mover-se tão rapidamente que completam uma órbita em apenas 30 a 40 segundos.
A Dra. Ingrid Pelisoli, professora assistente na Universidade de Warwick e terceira autora, acrescentou: "Esta é uma descoberta muito significativa. Encontrar um sistema deste tipo às nossas portas, na nossa Galáxia, é uma indicação de que devem ser relativamente comuns, caso contrário teríamos de olhar para muito mais longe, procurando num volume maior da nossa Galáxia, para os encontrar.
"Encontrar este sistema não é o fim da história, no entanto, a nossa pesquisa em busca de progenitoras de supernovas de Tipo Ia ainda está em curso e esperamos mais descobertas excitantes no futuro. Pouco a pouco, estamos a aproximar-nos da resolução do mistério da origem das explosões de Tipo Ia".
Para o evento de supernova, a massa será transferida de uma anã para a outra, resultando numa rara e complexa explosão de supernova através de uma detonação quádrupla. A superfície da anã que ganha massa detona primeiro onde está a acumular material, fazendo com que o seu núcleo expluda em segundo lugar. Isto ejeta material em todas as direções, colidindo com a outra anã branca, fazendo com que o processo se repita para uma terceira e quarta detonação.
As explosões destruirão completamente todo o sistema, com níveis de energia mil quadriliões de vezes superiores aos da mais poderosa bomba nuclear.
Milhares de milhões de anos no futuro, esta supernova aparecerá como um ponto de luz muito intenso no céu noturno. Caso a Terra ainda exista, em comparação, fará com que alguns dos objetos mais brilhantes pareçam ténues, aparecendo até dez vezes mais brilhante do que a Lua e 200.000 vezes mais brilhante do que Júpiter.
Onda solar comprimiu a bolha de Júpiter para libertar calor
Projeções cartográficas das temperaturas registadas ao meio-dia local no planeta Júpiter.
O painel a mostra as temperaturas em função da longitude e da latitude, com a principal oval auroral delineada em preto sólido. Esta oval corresponde a regiões mapeadas magneticamente ao longo de linhas de campo a uma distância de 25 raios de Júpiter no plano equatorial do planeta.
O painel b mostra uma projeção equirectangular de uma parte do painel a com o ajuste ao centro da característica quente.
O painel c indica onde na magnetosfera equatorial a característica quente se encontra, em termos de raios de Júpiter.
O painel d apresenta a distância entre a característica quente e a oval, onde as velocidades são calculadas dividindo a mudança na distância pelo intervalo de tempo entre os pontos de dados.
Crédito:
O'Donoghue et al., 2025
Foi detetada pela primeira vez uma enorme onda de vento solar que comprimiu a bolha protetora de Júpiter.
Cientistas da Universidade de Reading, no Reino Unido, descobriram um evento de vento solar de 2017 que atingiu Júpiter e comprimiu a sua magnetosfera - uma bolha protetora criada pelo campo magnético de um planeta. Este evento criou uma região quente que se estendeu por metade da circunferência de Júpiter e que apresentou temperaturas superiores a 500° C - significativamente mais elevadas do que a típica temperatura atmosférica de fundo de 350° C.
Um novo estudo, publicado na passada quinta-feira, dia 3 de abril, na revista Geophysical Research Letters, descreve pela primeira vez uma erupção solar que, segundo os cientistas, atinge Júpiter 2 a 3 vezes por mês.
O Dr. James O'Donoghue, autor principal da investigação na Universidade de Reading, afirmou: "Nunca antes tínhamos captado a reação de Júpiter ao vento solar - e a forma como alterou a atmosfera do planeta foi muito inesperada. É a primeira vez que vemos uma coisa destas num mundo exterior.
"O vento solar comprimiu o escudo magnético de Júpiter como uma bola de squash gigante. Isto criou uma região superquente que se estendeu por metade do planeta. O diâmetro de Júpiter é 11 vezes maior do que o da Terra, o que significa que esta região aquecida é enorme.
"Na última década, estudámos Júpiter, Saturno e Úrano com cada vez mais pormenor. Estes planetas gigantes não são tão resistentes à influência do Sol como pensávamos - são vulneráveis, como a Terra. Júpiter atua como um laboratório, permitindo-nos estudar a forma como o Sol afeta os planetas em geral. Observando o que lá acontece, podemos prever e compreender melhor os efeitos das tempestades solares que podem perturbar o GPS, as comunicações e as redes elétricas na Terra".
Impactos diferentes para planetas grandes
Combinando observações terrestres do telescópio Keck com dados da nave espacial Juno da NASA e modelação do vento solar, os investigadores determinaram que uma região densa de vento solar tinha comprimido a enorme magnetosfera de Júpiter pouco antes do início das observações. Esta compressão parece ter intensificado o aquecimento auroral nos polos de Júpiter, fazendo com que a atmosfera superior se expandisse e derramasse gás quente em direção ao equador.
Os cientistas pensavam anteriormente que a rápida rotação de Júpiter confinaria o aquecimento auroral às suas regiões polares através de ventos fortes. Esta descoberta mostra o contrário, sugerindo que as atmosferas planetárias em todo o nosso Sistema Solar podem ser mais vulneráveis às influências solares do que se pensava. As erupções solares podem alterar significativamente a dinâmica da atmosfera superior dos grandes planetas, gerando ventos globais que conduzem à distribuição de energia em todo o planeta.
O professor Mathew Owens, coautor do estudo, da Universidade de Reading, afirmou: "O nosso modelo de vento solar previu corretamente quando a atmosfera de Júpiter seria perturbada. Isto ajuda-nos a compreender melhor a precisão dos nossos sistemas de previsão, o que é essencial para proteger a Terra do perigoso clima espacial".
Uma vista da galáxia de Andrómeda no visível e uma vista melhorada, com zoom, usando o XMM-Newton e o telescópio Chandra.
Crédito: SDSS, XMM-Newton, Observatório de raios X Chandra, recolhido via Aladin
Um investigador da Universidade do Estado do Michigan, nos EUA, observou raios X provenientes de um buraco negro utilizando o telescópio de raios X Chandra da NASA.
"Todas as grandes galáxias têm um buraco negro supermassivo, mas a natureza exata da relação entre os dois ainda é misteriosa", disse Stephen DiKerby, investigador associado de física e astronomia. "Depois de analisar os dados [do telescópio Chandra], tive um arrepio, porque percebi que estava a ver os raios X de um buraco negro supermassivo a piscar".
Os buracos negros têm uma mística, uma aura. São os monstros invisíveis do Universo, mas os cientistas de todo o mundo não se intimidam perante estes colossos. Aceitam-nos como laboratórios de investigação em física e astronomia.
Os buracos negros supermassivos são objetos com milhões ou milhares de milhões de vezes a massa do Sol, comprimidos num espaço tão pequeno que nem a luz consegue escapar. O material que cai na gravidade intensa do buraco negro pode aquecer até temperaturas extremas.
Os raios X do ambiente próximo de buracos negros supermassivos podem ser observados com telescópios como o Observatório de Raios X Chandra, que orbita a Terra.
DiKerby, que também é membro do Observatório de Neutrinos IceCube, e os seus colaboradores examinaram 15 anos de dados recolhidos pelo Chandra. Depois, juntaram um registo dos raios X produzidos por um buraco negro supermassivo na galáxia de Andrómeda chamado M31*.
A sua investigação permite compreender a relação única entre uma galáxia e o seu buraco negro. Este facto é fundamental para compreender como o Universo se desenvolveu nos últimos 14 mil milhões de anos. Os resultados das suas análises foram recentemente publicados na revista The Astrophysical Journal.
Tudo começou com uma linha "de migalhas de pão" de neutrinos
A história não começa com os buracos negros, mas com os neutrinos - partículas minúsculas e eletricamente neutras que atravessam o espaço em direção à Terra. DiKerby e os seus colegas do IceCube seguem os neutrinos como um rasto de migalhas de pão através do espaço para obterem uma melhor compreensão do funcionamento dos sistemas mais extremos do Universo. Os neutrinos podem ser produzidos pelos ambientes próximos de buracos negros supermassivos como o de M31*.
"O Chandra tem uma resolução espacial tão fina que consegue distinguir a emissão de raios X de M31* de três outras fontes de raios X que se aglomeram à sua volta no núcleo de Andrómeda. É o único telescópio que consegue fazer isto", disse DiKerby. "Conseguimos reconstruir a imagem - ampliar e melhorar como numa série policial de televisão - para separar a emissão e medir apenas os raios X de M31* e não os das outras fontes".
Fotões piscantes iluminam o buraco negro
Os investigadores determinaram que M31* tem estado num estado elevado desde 2006, quando ejetou um dramático sinal de raios X. Descobriram também que M31* sofreu outra erupção de raios X em 2013, antes de se fixar no estado pós-2006. Este achado alinha-se com uma descoberta recente do IceCube que ligou as erupções relacionadas com neutrinos noutra galáxia com o seu supermassivo negro. Estes resultados mostram como as observações de buracos negros supermassivos próximos podem revelar prováveis janelas temporais para emissões de neutrinos.
O seu trabalho utilizou as posições precisas de quatro fontes de raios X no núcleo da galáxia de Andrómeda - S1, SSS, N1 e P2 - para identificar a localização do buraco negro supermassivo em P2.
Dados de raios X recolhidos pelo telescópio Chandra no centro de M31, destacando as quatro fontes nucleares - S1, SSS, N1 e P2. P2 corresponde à posição do buraco negro supermassivo no centro da galáxia de Andrómeda.
Crédito: DiKerby, Zhang, e Irwin 2025, The Astrophysical Journal
DiKerby compara o rastreio do brilho em raios X destes objetos a medir, na linha de fundo, a intensidade de quatro velas tremeluzentes no extremo oposto de um estádio de futebol. Com a resolução do telescópio Chandra, a equipa pôde diferenciar os dados para isolar cada um dos objetos vizinhos.
Este trabalho só é possível graças às capacidades de observação únicas do Chandra. Apesar de continuar a funcionar bem, o telescópio está em risco de perder financiamento. A proposta de um telescópio da próxima geração, AXIS, ainda está na fase inicial de desenvolvimento e só estará operacional na década de 2030.
"Se o Chandra for desativado, o recurso para fazer estas observações de resolução fina desaparecerá para sempre", disse DiKerby. "É vital manter estas capacidades e planear a próxima geração de telescópios".
DiKerby espera que este artigo científico motive as pessoas a continuar a analisar os dados de M31*. O telescópio Chandra precisa de continuar em funcionamento enquanto se planeia o desenvolvimento de futuros telescópios.
"Quero que continuemos a observar o sistema, que continuemos a observar estas erupções e que continuemos a escrever a história dos buracos negros supermassivos", disse.
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Jiang Wu
Ao analisar os céus em busca de galáxias, o astrónomo canadiano Paul Hickson e colegas identificaram cerca de 100 grupos compactos de galáxias, agora apropriadamente designados por Grupos Compactos de Hickson. As quatro galáxias proeminentes vistas nesta intrigante paisagem telescópica são um desses grupos, Hickson 44. O grupo de galáxias está a cerca de 100 milhões de anos-luz de distância, muito para além das estrelas "pontiagudas" da Via Láctea em primeiro plano, na direção da constelação de Leão. As duas galáxias espirais no centro da imagem são NGC 3190, vista de lado com as suas distintas faixas de poeira deformadas, e NGC 3187, em forma de S. Juntamente com a elíptica brilhante, NGC 3193 (acima e à esquerda), são também conhecidas como Arp 316. A espiral no canto inferior direito é NGC 3185, o 4.º membro do grupo Hickson. Tal como outras galáxias dos grupos de Hickson, estas mostram sinais de distorção e de intensa formação estelar, evidências de um "jogo da corda" gravitacional que acabará por resultar em fusões de galáxias numa escala cósmica de tempo. O processo de fusão é atualmente entendido como uma parte normal da evolução das galáxias, incluindo a nossa própria Via Láctea. Para se ter uma ideia, NGC 3190 tem cerca de 75.000 anos-luz de diâmetro à distância estimada de Hickson 44.
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