DIA 27/05: 147.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1999, lançamento da missão STS-96 do vaivém Discovery.
É a primeira missão em que um vaívem espacial atraca com a Estação Espacial Internacional.
HOJE, NO COSMOS:
Durante a maior parte da primavera, a latitudes médias norte, a Via Láctea fica escondida logo abaixo do horizonte. Mas agora, observe para este. A rica área Cefeu-Cisne-Águia da Via Láctea começa a erguer-se de nordeste a sudeste antes da meia-noite, mais cedo e mais alto a cada semana. Uma dica para quem vive sob poluição luminosa: passa horizontalmente por baixo de Vega, ao longo da parte de baixo do Triângulo de Verão.
DIA 28/05: 148.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 585 AC, ocorre um eclipse solar, como previsto pelo filósofo e cientista grego Tales de Mileto, durante o qual Aliates II enfrenta Cyaxares na Batalha de Halys ou Batalha do Eclipse, o que leva a uma trégua. Esta é uma das datas mais importantes, a partir da qual outras datas podem ser calculadas. No entanto, vários especialistas disputam esta previsão, dado o conhecimento astronómico disponível na altura.
Em 1879, nascia Milutin Milankovitch, astrónomo, matemático, climatólogo, geofísico, engenheiro civil e doutor de tecnologia sérvio, que fez duas importantes contribuições para a Ciência. A primeira é a caracterização dos climas de todos os planetas do Sistema Solar e a segunda é a explicação dos ciclos climáticos da Terra a longo termo, provocados pela posição do nosso planeta em relação ao Sol, agora conhecidos como Ciclos de Milankovitch.
Em 1912, nascia Ruby Payne-Scott, australiana, a primeira radioastronónoma.
Em 1959, lançamento dos dois macacos Able & Baker. Passaram 16 minutos a viajar a uma altitude de 480 km.
Em 1971 era lançada a Mars 3 (USSR).
A 2 de dezembro do mesmo ano, alcançou Marte mas o "lander" enviou apenas 20 segundos de dados.
Em 1998, o asteroide 1998 KY26 era descoberto por Tom Gehrels. Usando observações por radar, a velocidade de rotação deste asteroide foi estimada em 10,7 minutos!
Em 2002, a Mars Odyssey descobre sinais de imensos depósitos de gelo no planeta Marte. HOJE, NO COSMOS:
Usando binóculos 30 minutos ou menos depois do pôr-do-Sol, consegue avistar Júpiter e a finíssima Lua Crescente por cima, muito baixos a oeste-noroeste?
DIA 29/05: 149.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1794, nascia Johann Heinrich von Mädler, astrónomo alemão.
Produziu os primeiros mapas verdadeiros de Marte, fez determinações preliminares do período de rotação de Marte com apenas poucos segundos de erro e produziu o primeiro mapa exato da Lua.
Em 1919, um eclipse solar total foi observado por dois diferentes grupos de astrónomos (Arthur Eddington e Andrew Crommelin), tentando confirmar a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, medindo se o Sol distorcia as posições aparentes das estrelas das Híades.
Em 1929, nascia Peter Higgs, físico teórico britânico, famoso pelo seu mecanismo Higgs, que prevê a existência do bosão de Higgs.
Em 1974 era lançada a Luna 22 (USSR).
Em 1999, o vaivém Discovery completa a sua primeira atracagem com a Estação Espacial Internacional. HOJE, NO COSMOS:
A Lua situa-se agora para baixo de Pollux e Castor.
As constelações parecem "girar" depressa quando passam o zénite - se as comparar com a direção "para baixo". Há apenas semana e meia, a Ursa Maior flutuava horizontalmente ao lusco-fusco, uma hora depois do pôr-do-Sol (vista a partir da latitude 40º N). Agora situa-se na diagonal a essa hora. Daqui a outra semana e meia estará apoiada verticalmente na sua "pega"!
Possível sinal de vida no espaço profundo enfrenta novas dúvidas
Esta impressão artística mostra o possível aspeto do distante planeta K2-18b, da sua estrela hospedeira e de um planeta que o acompanha neste sistema. Uma nova análise da Universidade de Chicago pôs em dúvida uma descoberta anterior que concluía que os dados mostravam evidências de vida no planeta.
Crédito:
ESA/Hubble, M. Kornmesser
Em abril, cientistas chamaram a atenção do mundo ao anunciar que tinham encontrado uma molécula na atmosfera de um planeta distante que poderia indicar a existência de vida.
Mas uma nova análise efetuada por cientistas da Universidade de Chicago aumenta o crescente ceticismo em torno desta descoberta. Revendo os dados de múltiplas observações do planeta, descobriram que não se pode dizer que se trata de uma deteção conclusiva. Além disso, descobriram que outras moléculas, e não apenas as que possivelmente indicam sinais de vida, poderiam explicar as leituras - colocando sinais de cautela em torno da afirmação.
"Descobrimos que os dados que temos até agora têm demasiado ruído para a prova que seria necessária para fazer essa afirmação", disse Rafael Luque, investigador pós-doutorado na Universidade de Chicago e primeiro autor de um artigo científico que detalha as suas descobertas, que foi submetido à revista Astronomy & Astrophysics Letters e está disponível como uma pré-impressão. "Não há certezas suficientes para dizer uma coisa ou outra".
Um puzzle molecular
O anúncio de 16 de abril, feito por uma equipa liderada por investigadores de Cambridge, incidiu sobre um planeta conhecido como K2-18b, que se encontra a 124 anos-luz da Terra. O grupo analisou as leituras efetuadas pelo Telescópio Espacial James Webb e concluiu que confirmavam a presença de sulfureto de dimetilo ou de dissulfureto de dimetilo - duas moléculas que, na Terra, só estão associadas à presença de vida.
Mas os astrofísicos da Universidade de Chicago quiseram reexaminar os dados, conscientes de que afirmações extraordinárias exigem evidências extraordinárias.
A interpretação dos dados dos telescópios implica muitas conjeturas. Estes planetas estão muito longe - este está a muitos anos-luz de distância - e são demasiado ténues para serem observados diretamente, o que significa que os cientistas têm de procurar pistas indiretas.
Neste caso, o Telescópio Webb espera até que o planeta passe em frente da sua estrela, e depois capta a luz da estrela que é filtrada através da atmosfera do planeta. À medida que a luz passa pela atmosfera do planeta, diferentes quantidades de luz são bloqueadas em diferentes comprimentos de onda, dependendo das moléculas presentes.
O coautor do estudo, Michael Zhang, explicou que quando se trabalha com leituras tão ténues, é muito difícil identificar uma molécula em particular.
"Qualquer coisa com um carbono ligado a três hidrogénios aparece num determinado comprimento de onda", disse. "É isso que o sulfureto de dimetilo tem. Mas há inúmeros outros compostos que contêm um carbono e três hidrogénios e que apresentariam características semelhantes nos dados do Webb. Por isso, mesmo com dados muito melhores, será difícil ter a certeza de que o sulfureto de dimetilo é o que estamos a ver".
A sua análise concluiu que muitas outras moléculas poderiam corresponder ao que o telescópio viu. Por exemplo, outra molécula que tem um perfil semelhante é o etano, um gás que foi encontrado nas atmosferas de muitos planetas, como Neptuno - o que definitivamente não indica vida.
A coautora Caroline Piaulet-Ghorayeb disse que os investigadores geralmente preferem a explicação mais simples quando analisam os dados: "Só devemos introduzir moléculas exóticas na interpretação depois de excluirmos as moléculas que esperaríamos que estivessem na atmosfera".
Neste caso, se a assinatura pudesse ser sulfureto de dimetilo ou etano - uma molécula que já foi vista em planetas no nosso Sistema Solar - eles assumem a resposta que é mais comum, não a mais excitante.
"Não queremos que isso seja ofuscado"
Outro cuidado a ter é que a análise relatada em abril baseou-se apenas num conjunto de observações.
Os telescópios, incluindo o Webb e o Hubble, fizeram várias observações deste planeta. Se incluirmos os dados de todas estas passagens, diz a equipa, a evidência do sulfureto de dimetilo parece muito mais fraca.
Os autores disseram que o seu artigo tem como objetivo fornecer uma visão mais completa das descobertas.
"Responder se existe vida para lá do Sistema Solar é a questão mais importante da nossa área. É por isso que estamos todos a estudar estes planetas", disse Luque. "Estamos a fazer enormes progressos neste campo e não queremos que isso seja ofuscado por declarações prematuras".
Um primo extremo de Plutão? Possível planeta anão descoberto na orla do Sistema Solar
Os cinco planetas anões reconhecidos pela União Astronómica Internacional, juntamente com o recém-descoberto objeto trans-Neptuniano 2017 OF201.
Crédito: planetas anões - NASA/JPL-Caltech; imagem de 2017 OF201 - Sihao Cheng et al.
Uma pequena equipa liderada por Sihao Cheng, da Escola de Ciências Naturais do IAS (Institute for Advanced Study), descobriu um extraordinário objeto trans-Neptuniano (OTN) denominado 2017 OF201, no limite do nosso Sistema Solar.
O OTN é potencialmente grande o suficiente para ser classificado como um planeta anão, a mesma categoria que o muito mais conhecido Plutão. O novo objeto é um dos objetos visíveis mais distantes do nosso Sistema Solar e, significativamente, sugere que a secção vazia do espaço que se pensa existir para lá de Neptuno, na Cintura de Kuiper, não está, de facto, vazia.
Cheng fez a descoberta juntamente com os colegas Jiaxuan Li e Eritas Yang da Universidade de Princeton, utilizando métodos computacionais avançados para identificar a trajetória do objeto no céu. O novo objeto foi oficialmente anunciado pelo Centro de Planetas Menores da União Astronómica Internacional no passado dia 21 de maio de 2025, e num artigo científico ainda em pré-impressão partilhado dia 22 de maio no site arXiv.
Os objetos trans-Neptunianos são planetas menores que orbitam o Sol a uma distância média superior à da órbita de Neptuno. O novo OTN é especial por duas razões: a sua órbita extrema e o seu grande tamanho.
"O afélio do objeto - o ponto mais distante da órbita em torno do Sol - é mais de 1600 vezes superior ao da órbita da Terra", explica Cheng. "Entretanto, o seu periélio - o ponto da sua órbita mais próximo do Sol - é 44,5 vezes superior à órbita da Terra, semelhante à órbita de Plutão".
Imagem que mostra a localização atual de Plutão, Neptuno e 2017 OF201.
Crédito: Jiaxuan Li e Sihao Cheng
Esta órbita extrema, que leva cerca de 25.000 anos a completar, sugere uma história complexa de interações gravitacionais. "Deve ter tido encontros próximos com um planeta gigante, fazendo com que fosse ejetado para uma órbita larga", diz Yang. "Pode ter havido mais do que um passo na sua migração. É possível que este objeto tenha sido primeiro ejetado para a nuvem de Oort, a região mais distante do nosso Sistema Solar, onde se encontram muitos cometas, e depois enviado de volta", acrescenta Cheng.
"Muitos OTNs extremos têm órbitas que parecem agrupar-se em orientações específicas, mas 2017 OF201 desvia-se disto", diz Li. Este agrupamento tem sido interpretado como uma evidência indireta da existência de outro planeta no Sistema Solar, o Planeta X ou o Planeta Nove, que poderia estar a "pastorear" gravitacionalmente estes objetos para os seus padrões observados. A existência de 2017 OF201 como um objeto atípico de tal agrupamento pode, potencialmente, desafiar esta hipótese.
Cheng e os seus colegas estimam o diâmetro de 2017 OF201 em 700 km, o que o tornaria o segundo maior objeto conhecido numa órbita tão larga. O diâmetro de Plutão, por sua vez, é de 2377 km. São necessárias mais observações, potencialmente usando radiotelescópios, para determinar o tamanho exato do objeto.
Imagens de 2017 OF201 e a sua trajetória no céu.
Crédito: Jiaxuan Li e Sihao Cheng
Cheng descobriu o objeto como parte de um projeto de investigação em curso para identificar OTNs e possíveis novos planetas no Sistema Solar exterior. O objeto foi identificado através da observação de pontos brilhantes numa base de dados de imagens astronómicas do Telescópio Victor M. Blanco e do CFHT (Canada–France–Hawaii Telescope), e tentando ligar todos os grupos possíveis desses pontos que pareciam mover-se no céu da mesma forma que um único OTN. Esta busca foi efetuada utilizando um algoritmo computacionalmente eficiente produzido por Cheng. Em última análise, identificaram 2017 OF201 em 19 exposições diferentes, captadas ao longo de 7 anos.
A descoberta tem implicações significativas para a nossa compreensão do Sistema Solar exterior. A área para além da Cintura de Kuiper, onde se encontra o objeto, foi anteriormente considerada como estando essencialmente vazia, mas a descoberta da equipa sugere que não é bem assim.
"2017 OF201 passa apenas 1% do seu tempo orbital suficientemente perto de nós para ser detetável. A presença deste único objeto sugere que poderá haver mais uma centena de outros objetos com órbita e tamanho semelhantes; estão apenas demasiado longe para serem detetáveis agora", afirma Cheng. "Embora os avanços nos telescópios nos tenham permitido explorar partes distantes do Universo, ainda há muito a descobrir sobre o nosso próprio Sistema Solar".
A deteção também demonstra o poder da ciência aberta. "Todos os dados que utilizámos para identificar e caracterizar este objeto são dados de arquivo que estão disponíveis para qualquer pessoa, não apenas para os astrónomos profissionais", afirma Li. "Isto significa que as descobertas inovadoras não estão limitadas àqueles que têm acesso aos maiores telescópios do mundo. Qualquer investigador, estudante ou mesmo cientista cidadão com as ferramentas e conhecimentos adequados poderia ter feito esta descoberta, realçando o valor da partilha de recursos científicos".
A localização do gás impulsiona a formação estelar em galáxias distantes
A cor vermelha mostra o conteúdo de gás hidrogénio atómico da galáxia sobreposto à imagem ótica.
Crédito: Legacy Surveys/D. Lang (Instituto Perimeter)/T. Westmeier - ICRAR
Os astrónomos descobriram que não é a quantidade de gás que uma galáxia tem, mas onde esse gás está localizado, que determina a formação de novas estrelas.
Os investigadores do ICRAR (International Centre for Radio Astronomy Research) fizeram esta descoberta sobre as galáxias estudando a distribuição do gás que ajuda a criar estrelas.
Utilizando o radiotelescópio ASKAP (Australian Square Kilometre Array Pathfinder) da CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation), situado em Inyarrimanha Ilgari Bundara, Austrália Ocidental, os investigadores exploraram a distribuição de gás em cerca de 1000 galáxias no âmbito do levantamento WALLABY (Widefield ASKAP L-band Legacy All-sky Blind surveY).
A autora principal, Seona Lee, estudante de doutoramento na Universidade da Austrália Ocidental, disse que as descobertas dão novas perspetivas sobre a forma como as estrelas nascem do gás.
Enquanto os estudos anteriores só conseguiam mapear a distribuição do gás em algumas centenas de galáxias, o levantamento WALLABY conseguiu mapear o gás hidrogénio atómico numa amostra significativamente maior de galáxias.
O levantamento revelou que a existência de mais gás numa galáxia não significa automaticamente que esta criará mais estrelas. Ao invés, as galáxias que estão a formar estrelas têm normalmente uma maior concentração de gás nas áreas onde residem as estrelas.
"Foi muito excitante ver uma correlação entre a formação de estrelas e a localização do gás hidrogénio atómico", disse Lee.
As observações de alta resolução de telescópios como o ASKAP, pertencente e operado pela CSIRO, permitiram a Lee medir a localização e a densidade do gás atómico num número sem precedentes de galáxias.
O radiotelescópio ASKAP (Australian Square Kilometre Array Pathfinder) da CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation), situado em Inyarrimanha Ilgari Bundara, Austrália Ocidental.
Crédito: CSIRO
A professora Barbara Catinella, que colidera o levantamento WALLABY, disse que o gás hidrogénio atómico é o ingrediente essencial para fazer estrelas, da mesma forma que a farinha é para um bolo.
"Embora bolos diferentes exijam quantidades diferentes de farinha, para fazer um bolo corretamente, concentramo-nos na farinha que está na tigela e não na farinha não utilizada que ficou no pacote", disse a professora Catinella.
"Do mesmo modo, para compreender como as estrelas se formam é necessário medir o gás atómico onde as estrelas se estão realmente a formar, em vez de considerar o conteúdo total de gás, que inclui o gás não utilizado nas regiões exteriores".
A investigação mostrou que a capacidade de efetuar observações de rádio mais detalhadas é fundamental para ajudar os cientistas a compreender como as galáxias crescem e mudam ao longo do tempo. A equipa analisou as ondas de rádio e a luz visível de galáxias próximas para determinar a quantidade de gás nas partes da galáxia onde as estrelas estão a nascer.
"Para saber como as estrelas se formam, tivemos de medir o gás hidrogénio atómico nas zonas onde as estrelas estão a nascer ativamente", disse Lee.
"Isto é importante para descobrir a quantidade de gás que está realmente a apoiar a criação de novas estrelas".
Este estudo foi publicado na revista PASA (Publications of the Astronomical Society of Australia).
Porque é que algumas rochas da Lua são altamente magnéticas? Os cientistas podem ter uma resposta (via MIT)
Para onde foi o magnetismo da Lua? Os cientistas têm-se interrogado sobre esta questão há décadas, desde que as naves espaciais em órbita detetaram sinais de um elevado campo magnético nas rochas da superfície lunar. Atualmente, a própria Lua não tem magnetismo inerente. Agora, cientistas do MIT (Massachusetts Institute of Technology) podem ter resolvido o mistério. Propõem que uma combinação de um antigo e fraco campo magnético e um grande impacto gerador de plasma pode ter criado temporariamente um forte campo magnético, concentrado no lado oculto da Lua.
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Álbum de fotografias NGC 6366 vs. 47 Ophiuchi
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Massimo Di Fusco
A maioria dos enxames globulares vagueia pelo halo da nossa Galáxia, a Via Láctea, mas o enxame globular NGC 6366 situa-se perto do plano galáctico. A cerca de 12.000 anos-luz de distância, na direção da constelação de Ofiúco, a luz das estrelas do enxame é esbatida e avermelhada pela poeira interestelar da Via Láctea quando vista do planeta Terra. Como resultado, as estrelas de NGC 6366 parecem quase douradas nesta cena telescópica, especialmente quando vistas ao lado da relativamente brilhante, azulada e próxima estrela 47 Ophiuchi. Comparada com as cerca de cem mil estrelas gravitacionalmente ligadas no distante NGC 6366, 47 Oph é um sistema estelar binário a apenas 100 anos-luz de distância. Ainda assim, as estrelas coorbitantes de 47 Oph estão demasiado próximas uma da outra para serem distinguidas individualmente na imagem.
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