DIA 04/07: 185.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1054 era detetada, pela primeira vez, uma brilhante supernova. Foi registada pelos astrónomos chineses, árabes e possivelmente pelos povos indígenas do continente americano. Permaneceu visível durante meses, brilhante o suficiente para ser vista durante o dia. Deu origem ao remanescente de supernova chamado Nebulosa do Caranguejo, também conhecido por M1.
Em 1868 nascia Henrietta Swan Leavitt, astrónoma americana que examinou chapas fotográficas para medir e catalogar o brilho de estrelas.
Descobriu a relação entre a luminosidade e o período das estrelas variáveis Cefeidas. Foi a sua descoberta que permitiu aos astrónomos medirem a distância entre a Terra e as galáxias distantes. Após a sua morte, Edwin Hubble usou a relação do período-luminosidade das Cefeidas para determinar que a Via Láctea não era a única galáxia no Universo observável e que o Universo estava em expansão.
Em 1997, a Pathfinder aterrava em Marte.
Em 1998, o Japão lança uma sonda para Marte e junta-se à lista de países que participam na exploração espacial. Devido a vários problemas com a Nozomi cerca de um ano depois, a missão foi abandonada.
Em 2005, a Deep Impact colide com o cometa Tempel 1.
Em 2006, missão STS-121 do vaivém espacial Discovery.
Em 2012, é anunciada no CERN a descoberta de partículas consistentes com o bosão de Higgs no LHC (Large Hadron Collider). HOJE, NO COSMOS:
Se tiver acesso a um céu suficientemente escuro, a Via Láctea forma agora um magnífico arco no céu a este após o anoitecer. Vai desde Cassiopeia a norte-nordeste, sobe por Cisne e pelo Triângulo de Verão a este, e desce pelo "bule de chá" de Sagitário a sudeste.
DIA 05/07: 186.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1687, era publicado o Philosophiae Naturalis Principia Mathematica de Isaac Newton.
Pela primeira vez era dada uma explicação para a causalidade do movimento dos planetas e satélites.
Em 2016, a sonda Juno chegava a Júpiter. HOJE, NO COSMOS:
A Ursa Maior, alta a noroeste, começa a "dar a volta" com o avançar da noite para "apanhar água" durante as noites de verão e início de outono.
DIA 06/07: 187.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 2003, o radar planetário de Yevpatoria, com 70 metros, envia uma mensagemMETI para 5 estrelas: Hip 4872, HD 245409, 55 Cancri, HD 10307 e 47 Ursae Majoris, que chegará em 2036, 2040, 2044, 2044 e 2049, respetivamente. HOJE, NO COSMOS:
A Lua brilha esta noite perto da cabeça de Escorpião, com Delta Scorpii para cima e para a esquerda e Antares para a esquerda.
DIA 07/07: 188.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1959, Vénus oculta a estrela Régulo. Este evento raro é usado para determinar o diâmetro de Vénus e a estrutura da atmosfera venusiana.
Em 1988, era lançada a sonda soviética Phobos 1.
Infelizmente a sonda perdeu-se no caminho até Marte devido a uma má atualização do software a 29/30 de agosto. Este erro impediu o alinhamento correto dos painéis solares com o Sol, o que esgotou a bateria.
Em 2003, lançamento do rover Opportunity da NASA, a bordo de um foguetão Delta II.
Em 2015, a sonda New Horizons capta uma fotografia de Plutão a 12,8 milhões de quilómetros e descobre o seu "coração". HOJE, NO COSMOS:
Olhe novamente para a Lua e verifique a diferença de posição em relação a ontem. Hoje já está para a esquerda de Antares.
Dupla detonação: nova imagem mostra os remanescentes de uma estrela destruída por um par de explosões
Esta imagem, obtida com o VLT do ESO, mostra os remanescentes da supernova SNR 0509-67.5, os quais se encontram em expansão após a explosão de uma estrela há centenas de anos num evento de dupla detonação. Trata-se da primeira evidência visual de que as estrelas podem morrer com duas explosões.
Estes dados foram capturados com o instrumento MUSE (Multi-Unit Spectroscopic Explorer) montado no VLT. O MUSE permite aos astrónomos mapear a distribuição de diferentes elementos químicos, aqui apresentados em cores diferentes. Vemos o cálcio a azul, disposto em duas camadas concêntricas. Estas duas camadas indicam que a estrela agora morta explodiu duas vezes.
Crédito: ESO/P. Das et al.; estrelas de fundo (Hubble) - K. Noll et al.
Pela primeira vez, os astrónomos obtiveram evidências visuais de que uma estrela encontrou o seu fim ao detonar duas vezes. Ao estudarem os remanescentes com centenas de anos da supernova SNR 0509-67.5, com o auxílio do VLT (Very Large Telescope) do ESO, os cientistas encontraram padrões que confirmam que a estrela que lhe deu origem sofreu um par de explosões. Esta descoberta lança uma nova luz em algumas das explosões mais importantes do Universo.
A maior parte das supernovas têm origem na morte explosiva de estrelas massivas, contudo existe um tipo que supernova que tem origem em estrelas mais modestas. As anãs brancas, pequenos núcleos inativos que restam depois de estrelas como o nosso Sol queimarem o seu combustível nuclear, podem dar origem ao que os astrónomos chamam uma supernova de Tipo Ia.
"As explosões das anãs brancas desempenham um papel crucial na astronomia", diz Priyam Das, estudante de doutoramento na Universidade de Nova Gales do Sul, em Camberra, Austrália, que liderou o estudo sobre a supernova SNR 0509-67.5 publicado na Nature Astronomy. Grande parte do nosso conhecimento sobre a forma como o Universo se expande assenta nas supernovas do Tipo Ia, as quais são também a principal fonte de ferro do nosso planeta, incluindo o ferro que temos no sangue. "No entanto, e apesar da sua importância, o mistério de longa data do mecanismo exato que desencadeia a sua explosão continua por resolver", acrescenta.
Todos os modelos que explicam as supernovas de Tipo Ia têm uma anã branca como uma das componentes num binário. Se orbitar suficientemente perto da outra estrela do par, a anã branca pode roubar material à sua companheira. Segundo a teoria mais aceite sobre a origem das supernovas de Tipo Ia, a anã branca acumula matéria da sua companheira até atingir uma massa crítica, altura em que sofre uma única explosão. No entanto, estudos recentes sugerem que pelo menos algumas supernovas de Tipo Ia explicam-se melhor por uma dupla explosão despoletada antes da estrela atingir essa massa crítica.
Os astrónomos obtiveram agora uma imagem nova que prova que esta hipótese estava correta: pelo menos algumas supernovas de Tipo Ia explodem por meio de um mecanismo de "dupla detonação". Neste modelo alternativo, a anã branca acumula em torno de si um manto de hélio "roubado" à sua companheira, que pode tornar-se instável e incendiar-se. A primeira explosão gera uma onda de choque que se desloca em torno e para o interior da anã branca, despoletando uma segunda detonação no núcleo da estrela e acabando por dar origem à supernova.
Esta imagem mostra a distribuição do cálcio nos remanescentes da supernova SNR 0509-67.5. Os dados foram obtidos com o instrumento MUSE (Multi-Unit Spectroscopic Explorer) montado no VLT do ESO. As curvas sobrepostas delineiam duas conchas concêntricas de cálcio que foram ejetadas em duas detonações separadas quando a estrela morreu há várias centenas de anos atrás.
Crédito: ESO/P. Das et al.
Até agora, não existiam evidências visuais claras de uma dupla detonação numa anã branca. Recentemente, os astrónomos previram que este processo criaria um padrão distinto, ou uma impressão digital, nos remanescentes ainda brilhantes da supernova, que seria visível muito depois da explosão inicial. A teoria sugere que os remanescentes duma supernova deste tipo conteriam duas conchas separadas de cálcio.
Os astrónomos descobriram agora estas estruturas nos remanescentes de uma supernova. Ivo Seitenzahl, que liderou as observações e que trabalhava no Instituto de Estudos Teóricos de Heidelberg, na Alemanha, quando o estudo foi realizado, diz que estes resultados são "uma indicação clara de que as anãs brancas podem explodir muito antes de atingirem o famoso limite de massa de Chandrasekhar, e que o mecanismo de 'dupla detonação' ocorre de facto na natureza". Com o auxílio do instrumento MUSE (Multi Unit Spectroscopic Explorer) montado no VLT do ESO, a equipa detetou camadas de cálcio (a azul na imagem) nos remanescentes da supernova SNR 0509-67.5, uma evidência clara de que uma supernova de Tipo Ia pode ocorrer antes da sua anã branca progenitora atingir a massa crítica.
As supernovas de Tipo Ia são fundamentais para compreendermos o Universo, já que se comportam de forma muito consistente e o seu brilho, que podemos prever uma vez que não depende da distância a que se encontram, ajuda os astrónomos a medir distâncias no espaço. Utilizando-as como uma régua cósmica, os astrónomos descobriram a expansão acelerada do Universo, uma descoberta que mereceu o Prémio Nobel da Física de 2011. Estudar a forma como estes objetos explodem ajuda-nos a compreender melhor por que razão o seu brilho pode ser tão bem previsto.
Para Priyam Das há também um outro motivo para estudar estas explosões. "Esta prova tangível duma dupla detonação não só contribui para a resolução dum mistério de longa data, como também nos oferece um magnífico espetáculo visual", diz ele descrevendo a "bela estrutura em camadas" que uma supernova cria. Para o astrónomo, "revelar o funcionamento interno duma explosão cósmica tão espetacular é muito gratificante".
Webb "perfura" o Enxame da Bala, refina a sua massa
Esta é a região central do Enxame da Bala, que é constituído por dois enormes enxames de galáxias. O vasto número de galáxias e estrelas em primeiro plano na imagem foi captado pelo Telescópio Espacial James Webb da NASA no infravermelho próximo. Os raios X brilhantes e quentes captados pelo Observatório de raios X Chandra da NASA aparecem a cor-de-rosa. O azul representa a matéria escura, que foi mapeada com precisão pelos investigadores com as imagens detalhadas do Webb. Normalmente, o gás, a poeira, as estrelas e a matéria escura estão combinados em galáxias, mesmo quando estão ligados gravitacionalmente dentro de grupos maiores conhecidos como enxames de galáxias. O Enxame da Bala é invulgar na medida em que o gás intra-enxame e a matéria escura estão separados, fornecendo mais evidências a favor da matéria escura (ver os enxames de galáxias mais bem definidos dentro de círculos a tracejado).
Crédito: NASA, ESA, CSA, STSCI, CXC; ciência - James Jee (Universidade Yonsei/UC Davis), Sangjun Cha (Universidade Yonsei), Kyle Finner (IPAC no Caltech)
O Telescópio Espacial James Webb da NASA focou-se recentemente no Enxame da Bala - fornecendo imagens altamente detalhadas que mostram uma maior abundância de galáxias extremamente ténues e distantes do que nunca. Usando as nítidas observações no infravermelho próximo desta região, os investigadores mapearam de forma mais completa o conteúdo dos enxames de galáxias em colisão.
"Com as observações do Webb, medimos cuidadosamente a massa do Enxame da Bala com o maior conjunto de dados de lentes até à data, desde os núcleos dos enxames de galáxias até à sua periferia", disse Sangjun Cha, autor principal do artigo científico publicado na revista The Astrophysical Journal Letters e estudante de doutoramento na Universidade Yonsei em Seul, Coreia do Sul (estudos anteriores do Enxame da Bala com outros telescópios basearam-se em muito menos dados de lentes, o que resultou em estimativas menos precisas da massa do sistema).
"As imagens do Webb melhoram drasticamente o que podemos medir nesta cena - incluindo a localização exata das partículas invisíveis conhecidas como matéria escura", disse Kyle Finner, coautor e cientista assistente no IPAC (Infrared Processing and Analysis Center) do Caltech em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia.
Mapeando a matéria escura
Todas as galáxias são constituídas por estrelas, gás, poeira e matéria escura, que estão ligadas entre si pela gravidade. O Enxame da Bala é constituído por duas coleções de galáxias muito massivas, conhecidas como enxames de galáxias, que estão eles próprios ligados pela gravidade.
Estes enxames de galáxias atuam como lentes gravitacionais, ampliando a luz das galáxias de fundo. "As lentes gravitacionais permitem-nos inferir a distribuição da matéria escura", disse James Jee, coautor, professor na Universidade Yonsei e investigador associado na Universidade da Califórnia em Davis.
Para visualizar as lentes gravitacionais e a matéria escura, pense num lago cheio de água limpa e seixos. "Não se consegue ver a água a não ser que haja vento, o que provoca ondulações", explicou Jee. "Essas ondulações distorcem as formas dos seixos por baixo, fazendo com que a água atue como uma lente". A mesma coisa acontece no espaço, mas a água é matéria escura e os seixos são galáxias de fundo.
No total, a equipa mediu milhares de galáxias nas imagens do Webb para "pesar" com precisão a massa visível e invisível destes enxames de galáxias. Também mapearam e mediram cuidadosamente a luz coletiva emitida por estrelas que já não estão ligadas a galáxias individuais - conhecidas como estrelas intra-enxame.
O mapa revisto do Enxame da Bala pode ser consultado numa nova imagem: sobreposta a uma imagem pelo instrumento NIRCam (Near-Infrared Camera) do Webb estão dados do Observatório de raios X Chandra da NASA que mostram gás quente a rosa, incluindo a forma de bala à direita. As medições refinadas da matéria escura, calculadas pela equipa com base nas observações do Webb, estão representadas a azul.
As descobertas são persuasivas: "Confirmámos que a luz intra-enxame pode ser um marcador fiável da matéria escura, mesmo num ambiente altamente dinâmico como o Enxame da Bala", disse Cha. Se estas estrelas não estiverem ligadas a galáxias, mas sim à matéria escura do enxame, poderá ser mais fácil determinar mais pormenores sobre a matéria invisível.
Vistas como um todo, as novas medições dos investigadores melhoram significativamente o que sabemos sobre a forma como a massa se distribui pelo Enxame da Bala. O enxame galáctico à esquerda tem uma área assimétrica e alongada de massa ao longo da margem esquerda da região azul, o que é uma pista que aponta para fusões anteriores nesse enxame.
A matéria escura não emite, reflete ou absorve luz, e as descobertas da equipa indicam que a matéria escura não mostra sinais de autointeração significativa. Se a matéria escura se autointeragisse nas observações do Webb, a equipa veria um desvio entre as galáxias e a respetiva matéria escura.
"À medida que os enxames de galáxias colidiam, o seu gás foi arrastado e deixado para trás, o que os raios X confirmam", disse Finner. As observações do Webb mostram que a matéria escura continua alinhada com as galáxias - e não foi arrastada.
Embora medições anteriores com outros telescópios também tenham identificado massa invisível para além da massa das galáxias, era ainda possível que a matéria escura pudesse interagir consigo própria até certo ponto. Estas novas observações colocam limites mais fortes no comportamento das partículas de matéria escura.
O Telescópio Espacial James Webb da NASA captou a região central do Enxame da Bala com o instrumento NIRCam (Near-Infrared Camera). A cena contém dois enormes enxames de galáxias que se situam em ambos os lados da grande galáxia espiral azul clara no centro. As imagens extremamente precisas do Webb revelaram muitas outras galáxias distantes e objetos ténues, permitindo a uma equipa de investigadores determinar a massa dos dois enxames de galáxias.
Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI; ciência - James Jee (Universidade Yonsei/UC Davis), Sangjun Cha (Universidade Yonsei), Kyle Finner (IPAC no Caltech)
"Repetição" da colisão
Os novos aglomerados estranhos e a linha alongada de massa que a equipa identificou podem significar que o Enxame da Bala foi produzido por mais do que uma colisão de enxames de galáxias há milhares de milhões de anos.
O enxame maior, que agora se situa à esquerda, pode ter sofrido uma pequena colisão antes de embater no enxame de galáxias agora à direita. O mesmo enxame maior pode também ter sofrido depois uma interação violenta, causando um abalo adicional do seu conteúdo. "Um cenário mais complicado levaria a um enorme alongamento assimétrico, como o que vemos à esquerda", disse Jee.
A cabeça de um "gigante"
O Enxame da Bala é enorme, mesmo na vasta extensão do espaço. O NIRCam do Webb cobriu uma parte significativa dos enormes detritos com as suas imagens, mas não a totalidade. "É como olhar para a cabeça de um gigante", disse Jee. "As imagens iniciais do Webb permitem-nos extrapolar o peso de todo o 'gigante', mas precisaremos de observações futuras de todo o 'corpo' do gigante para medições precisas".
Num futuro próximo, os investigadores terão também imagens expansivas no infravermelho próximo pelo Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA, que deverá ser lançado em maio de 2027. "Com o Roman, teremos estimativas completas da massa de todo o Enxame da Bala, o que nos permitirá recriar a colisão real em computadores", disse Finner.
O Enxame da Bala encontra-se na direção da constelação de Quilha, a 3,8 mil milhões de anos-luz da Terra.
Os planetas semelhantes à Terra são especialmente comuns em torno de estrelas de baixa massa
O Observatório de Calar Alto, em Almería, onde o instrumento CARMENES está em funcionamente desde 2015. Desenvolvido por um consórcio germano-espanhol sob a direção do Observatório de Königstuhl, o seu objetivo é procurar exoplanetas semelhantes à Terra que girem em torno de estrelas anãs vermelhas próximas.
Crédito: CAHA/Santos Pedraz
De acordo com os mais recentes estudos realizados por astrónomos da Universidade de Heidelberg, as estrelas de baixa massa albergam frequentemente planetas semelhantes à Terra. Na base desta descoberta estão os dados recolhidos no âmbito do projeto CARMENES. Com a sua análise, uma equipa de investigação internacional conseguiu identificar quatro novos exoplanetas e determinar as suas propriedades. Ao mesmo tempo, os investigadores conseguiram mostrar que planetas semelhantes à Terra são encontrados com bastante frequência em órbita de estrelas com menos de um-sexto da massa do nosso Sol. Estas descobertas poderão apoiar a procura de mundos potencialmente habitáveis na nossa vizinhança cósmica.
O espetrógrafo CARMENES no Observatório de Calar Alto, perto de Almería (Espanha), foi desenvolvido e construído no Observatório Königstuhl da Universidade de Heidelberg. Ajuda os astrónomos na procura de exoplanetas que orbitam as chamadas anãs M. Estas estrelas têm uma massa inferior a um-décimo e até metade da massa do nosso Sol. As anãs M são as estrelas mais abundantes na nossa Galáxia. Exibem minúsculos movimentos periódicos causados pela atração gravitacional dos planetas que as orbitam, o que permite aos investigadores inferir a existência de mundos ainda não descobertos.
Para o estudo atual, os investigadores escolheram 15 estrelas de um catálogo de 2200 anãs M do programa CARMENES e analisaram os seus dados de velocidade radial. A velocidade de uma estrela pode ser medida com precisão através do registo de um espetro de alta resolução e da análise das linhas espetrais. Com base nos dados, os investigadores descobriram quatro novos planetas; o maior tem 14 vezes a massa da Terra e completa uma órbita em torno da sua estrela hospedeira aproximadamente a cada 3,3 anos. Os outros planetas têm entre 1,03 e 1,52 massas terrestres e períodos orbitais de 1,43 a 5,45 dias.
As análises estatísticas mostram que estrelas com menos de 0,16 massas solares têm, em média, cerca de dois planetas com menos de três massas terrestres. "É notável a frequência com que pequenos planetas ocorrem em torno de estrelas de massa muito baixa", sublinha o Dr. Adrian Kaminski, líder do estudo, do Observatório de Königstuhl, que faz parte do Centro de Astronomia da Universidade de Heidelberg. Os planetas maiores, por outro lado, são mais raros. "Isto sugere que as estrelas de baixa massa tendem a formar planetas mais pequenos em órbitas íntimas", afirma o astrónomo de Heidelberg.
Entre os cerca de 5000 planetas anteriormente descobertos noutros sistemas solares, nenhum é um verdadeiro "gémeo" da Terra em termos de massa, raio, temperatura à superfície e tipo de estrela-mãe. No entanto, os planetas recentemente descobertos satisfazem pelo menos os três primeiros critérios, explica o prof. Dr. Andreas Quirrenbach, diretor do Observatório de Königstuhl. "Planetas pequenos e rochosos na chamada zona habitável - a área à volta de uma estrela onde pode existir água em estado líquido - são potenciais candidatos a mundos habitáveis. Uma vez que as anãs M são muito comuns e irradiam a sua energia constantemente para o espaço ao longo de milhares de milhões de anos, poderiam proporcionar ambientes estáveis para o desenvolvimento da vida", afirma o astrónomo e especialista na procura por exoplanetas. Esta descoberta fornece pistas sobre os locais onde a procura por planetas habitáveis pode ser mais prometedora.
Missão Lucy divulga imagem completa do asteroide Donaldjohanson (via NASA)
Os cientistas da missão Lucy da NASA continuam a analisar os dados recolhidos durante o encontro da nave espacial, a 20 de abril, com o asteroide da cintura principal Donaldjohanson. As imagens foram captadas pelo instrumento L'LORRI da nave espacial alguns minutos antes da sua maior aproximação. Este ensaio geral bem-sucedido dá à equipa uma grande confiança de que tanto a nave espacial como a equipa estão bem preparadas para os eventos principais: os próximos encontros com os asteroides troianos de Júpiter. Ler fonte
CHEOPS e TESS suspeitam que planetas "apegados" podem provocar a sua própria ruína (via ESA)
Os astrónomos que utilizam a missão CHEOPS da ESA detetaram um exoplaneta que parece estar a desencadear explosões de radiação da estrela que orbita. Estas tremendas explosões estão a destruir a fina atmosfera do planeta, fazendo-o encolher todos os anos. Esta é a primeira evidência de sempre de um "planeta com um desejo de morte". Apesar de ter sido teorizado como possível desde a década de 1990, as explosões observadas nesta investigação são cerca de 100 vezes mais energéticas do que o esperado. Ler fonte
Álbum de fotografias Messier 109
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Robert Eder
A grande e bela galáxia espiral barrada Messier 109 é a 109.ª entrada no famoso catálogo de nebulosas brilhantes, galáxias e enxames de estrelas de Charles Messier. Pode encontrá-la mesmo por baixo da "frigideira" da Ursa Maior. De facto, a brilhante estrela da Ursa Maior, Phecda, ou Gamma Ursa Majoris, produz o brilho no canto superior direito desta imagem telescópica. A proeminente barra central de M109 dá à galáxia a aparência da letra grega "teta", θ, um símbolo matemático comum que representa um ângulo. No entanto, M109 abrange um ângulo muito pequeno no céu do planeta Terra, cerca de 7 minutos de arco ou 0,12 graus. Mas esse pequeno ângulo corresponde a um enorme diâmetro de 120.000 anos-luz à distância estimada de 60 milhões de anos-luz da galáxia. O membro mais brilhante do agora reconhecido enxame de galáxias da Ursa Maior, M109 (também conhecido por NGC 3992), é acompanhada por estrelas pontiagudas em primeiro plano. Três pequenas galáxias azuladas e difusas também nesta cena, identificadas (de cima para baixo) como UGC 6969, UGC 6940 e UGC 6923, são possivelmente galáxias satélite da maior galáxia espiral barrada Messier 109.
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