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  Astroboletim #2252  
  07/10 a 09/10/2025  
     
 
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MANHÃS ASTRONÓMICAS EM FARO
O Centro Ciência Viva do Algarve irá realizar uma sessão de observação do Sol na seguinte data:
Data: 24 de outubro de 2025
Hora: 10:30 - 12:00
Local: Jardim Manuel Bívar, junto à marina
A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas.
A sessão é gratuita e não sujeita a marcação.
Participe!
Informações: 289 890 920 | info@ccvalg.pt

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EFEMÉRIDES

DIA 07/10: 280.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1885, nascia Niels Bohr, físico que fez contribuições fundamentais na compreensão da estrutura atómica e da mecânica quântica, pela qual ganhou o prémio Nobel da Física.
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Em 1958, o programa de voo espacial tripulado dos EUA muda de nome, para Projeto Mercury
Em 1959 o sistema televisivo a bordo da Luna 3 obtém uma série de 29 fotografias ao longo de 40 minutos, cobrindo 70% da superfície da Lua.
Em 2002, lançamento da missão STS-112, do vaivém espacial Atlantis.
Em 2008, o asteroide 2008 TC3 colide com a Terra, por cima do Sudão. É a primeira vez que se determina, antecipadamente, a colisão de um asteroide com o nosso planeta.
HOJE, NO COSMOS:
Vega é a estrela mais brilhante alta a oeste por estas noites. Mais baixa a sudoeste, temos Altair, não tão brilhante. Logo para cima e para a direita de Altair, à espessura de um dedo à distância do braço esticado, está a pequena e alaranjada Tarazed.

 

DIA 08/10: 281.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1873, nascia Ejnar Hertzsprung, astrónomo e químico dinamarquês que, na primeira década do século XX, provou pela primeira vez a existência de estrelas gigantes e estrelas anãs.
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Juntamente com Henry Norris Russell, desenvolveu o diagrama Hertzsprung-Russell.
HOJE, NO COSMOS:
Ceres, o maior asteroide e o primeiro a ser descoberto, permanece ao alcance de binóculos, com magnitude 7,6, poucos graus para oeste de Eta Ceti.

 

DIA 09/10: 282.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1604 ocorre a supernova SN 1604, a supernova mais recente observada à vista desarmada na Via Láctea.
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Em 1873, nascia Karl Schwarzschild, físico e astrónomo alemão que, entre outras descobertas, determinou o raio de Schwarzschild, o tamanho do horizonte de eventos de um buraco negro
Em 1992, um fragmento de 13 kg do meteorito Peekskill aterra na entrada da garagem da residência Knapp em Peekskill, Nova Iorque, danificando o Chevrolet Malibu de 1980 da família.
Em 2000, lançamento do HETE-2 (High Energy Transient Explorer), um observatório de raios gama, a bordo de um foguetão Pegasus.
Em 2008. uma "mensagem da Terra" é enviada até Gliese 581c, um planeta parecido com a Terra a cerca de 30 anos-luz de distância. A Agência Espacial Ucraniana entregou o pacote de 500 mensagens, que se espera que alcance o exoplaneta no início de 2029.
Em 2009, primeiro impacto lunar das naves Centauro e LCROSS, como parte do Programa Robótico Lunar da NASA.
HOJE, NO COSMOS:
A Lua nasce perto das Plêiades depois do anoitecer. A Lua aproxima-se do enxame aberto com o avançar da noite. Para ajudar a ver as estrelas de M45 através do luar, tape a Lua com a ponta do dedo. Ou melhor, com as pontas de dois dedos, um para cada olho. Feche um olho e coloque a ponta do dedo na Lua, depois faça o mesmo para o outro olho com outra ponta de um dedo. Depois, sem se mover, abra ambos os olhos.

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Seis mil milhões de toneladas por segundo: descoberto planeta errante que cresce a um ritmo recorde
 
Esta imagem artística mostra o planeta errante Cha 1107-7626. Localizado a cerca de 620 anos-luz de distância da Terra, este planeta é cerca de cinco a dez vezes mais massivo do que Júpiter e não orbita nenhuma estrela. Está a consumir material de um disco à sua volta e, com o auxílio do VLT do ESO, os astrónomos descobriram que atualmente a sua taxa de acreção de matéria é cerca de seis mil milhões de toneladas por segundo - a mais rápida alguma vez encontrada para qualquer tipo de planeta. A equipa suspeita que campos magnéticos intensos possam estar a canalizar material para o planeta, algo que só se observa nas estrelas.
Quando atinge o planeta, a matéria que está a ser acretada aquece a sua superfície, criando um ponto quente brilhante. O espetrógrafo X-shooter, montado no VLT do ESO, detetou um brilho acentuado em meados de 2025, claramente causado pela queda de gás. As observações mostram que o planeta está agora a acumular matéria cerca de oito vezes mais depressa do que há alguns meses atrás.
Crédito: ESO/L. Calçada/M. Kornmesser
 

Os astrónomos identificaram um enorme "surto de crescimento" num planeta errante. Ao contrário dos planetas do nosso Sistema Solar, estes objetos não orbitam estrelas, flutuando livremente por si mesmos. As novas observações, levadas a cabo com o VLT (Very Large Telescope) do ESO, revelam que este planeta flutuante está a consumir gás e poeira do meio que o rodeia a uma taxa de seis mil milhões de toneladas por segundo. Esta é a taxa de crescimento mais elevada alguma vez registada para um planeta errante, ou, aliás, qualquer tipo de planeta, fornecendo-nos assim informações preciosas sobre a formação e evolução dos planetas.

"Temos tendência a pensar nos planetas como mundos tranquilos e estáveis, mas esta descoberta mostra-nos que objetos de massa planetária que flutuam livremente no espaço podem ser lugares muito excitantes", diz Víctor Almendros-Abad, astrónomo do Observatório Astronómico de Palermo, INAF (Istituto Nazionale di Astrofisica), Itália, e autor principal deste novo estudo.

O objeto recém-estudado, com uma massa cinco a dez vezes superior à de Júpiter, situa-se a cerca de 620 anos-luz de distância da Terra na direção da constelação do Camaleão. Com o nome oficial de Cha 1107-7626, este planeta errante ainda se encontra em formação, estando a ser alimentado por um disco de gás e poeira que o circunda. O planeta, que flutua livremente no espaço, atrai o material para si num processo conhecido por acreção. No entanto, a equipa liderada por Almendros-Abad descobriu que a taxa de acreção deste jovem planeta não é constante.

Em agosto de 2025, o planeta estava a acumular massa cerca de oito vezes mais depressa do que apenas alguns meses antes, a uma taxa de seis mil milhões de toneladas por segundo! "Este é o episódio de acreção mais intenso alguma vez registado para um objeto de massa planetária", afirma Almendros-Abad. A descoberta, publicada na revista da especialidade The Astrophysical Journal Letters, foi levada a cabo com o auxílio do espetrógrafo X-shooter montado no VLT do ESO, no deserto chileno do Atacama. A equipa utilizou igualmente dados do Telescópio Espacial James Webb, operado pelas agências espaciais dos EUA, Europa e Canadá, assim como dados de arquivo do espetrógrafo SINFONI do VLT do ESO.

"A origem dos planetas errantes continua a ser uma questão em aberto: terão uma formação semelhante a estrelas mas com massas muito pequenas ou serão planetas gigantes ejetados dos seus sistemas de origem?", questiona o coautor Aleks Scholz, astrónomo da Universidade de St. Andrews, no Reino Unido. Os resultados indicam que pelo menos alguns planetas errantes parecem partilhar uma formação semelhante ao das estrelas, uma vez que enormes taxas de acreção repentinas semelhantes a esta foram já observadas em estrelas jovens. Como explica a coautora do estudo, Belinda Damian, também astrónoma da Universidade de St. Andrews: "Esta descoberta esbate a linha entre estrelas e planetas e aproxima-nos mais das primeiras fases de formação dos planetas errantes".

Ao comparar a luz emitida antes e durante a enorme subida da taxa de acreção, os astrónomos reuniram pistas sobre a natureza do processo de acreção. Notavelmente, a atividade magnética parece ter desempenhado um papel importante na enorme taxa de acreção da matéria, algo que só havia sido anteriormente observado em estrelas, sugerindo que mesmo objetos de pequena massa podem ter campos magnéticos fortes, capazes de alimentar tais eventos de acreção. A equipa também descobriu que a química do disco em torno do planeta mudou durante o episódio de acreção, com vapor de água a ser detetado durante o evento, mas não antes. Este fenómeno já tinha sido observado anteriormente em estrelas, mas nunca em nenhum tipo de planeta.

Os planetas errantes são difíceis de detetar, já que são muito ténues, no entanto o futuro ELT (Extremely Large Telescope) do ESO, que operará sob os céus mais escuros do planeta, poderá fazer uma grande diferença. Os seus poderosos instrumentos e enorme espelho principal permitirão aos astrónomos descobrir e estudar mais destes planetas solitários, ajudando-nos a compreender melhor o quão semelhantes poderão ser com estrelas. Como afirma a coautora e astrónoma do ESO, Amelia Bayo: "A ideia de que um objeto planetário se pode comportar como uma estrela é muito interessante e leva-nos a imaginar como é que mundos diferentes do nosso seriam durante os seus estágios iniciais".

// ESO (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal Letters)
// Descoberto planeta errante a crescer a um ritmo recorde (ESO via YouTube)

 


Quer saber mais?

Cha 1107−7626:
Simbad
Wikipedia

Planeta errante (ou fugitivo, interestelar, flutuante):
Wikipedia

VLT (Very Large Telescope):
ESO
Wikipedia
X-shooter (ESO)
SINFONI (ESO)

 
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A deteção de fosfina na atmosfera de uma anã castanha levanta mais questões
 
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Esquema do sistema triplo Wolf 1130ABC, composto pela estrela anã vermelha Wolf 1130A, a sua companheira compacta e íntima, a anã branca Wolf 1130B, e a terceira componente, a distante anã castanha Wolf 1130C. Os três componentes deste sistema são vistos à escala dos seus tamanhos relativos.
Crédito: Adam Burgasser
 

O fósforo é um dos seis elementos-chave necessários à vida na Terra. Quando combinado com o hidrogénio, o fósforo forma a molécula fosfina (PH3), um gás explosivo e altamente tóxico. Encontrada nas atmosferas dos planetas gigantes gasosos Júpiter e Saturno, a fosfina há muito que é reconhecida como uma possível bioassinatura de vida anaeróbica, uma vez que existem poucas fontes naturais deste gás nas atmosferas dos planetas terrestres. Na Terra, a fosfina é um subproduto da decomposição da matéria orgânica dos pântanos.

Agora, uma equipa de investigadores, liderada pelo professor de astronomia e astrofísica da Universidade da Califórnia em San Diego, Adam Burgasser, comunicou a deteção de fosfina na atmosfera de uma anã castanha antiga e fria chamada Wolf 1130C. O seu trabalho foi publicado na revista Science.

A fosfina foi detetada na atmosfera de Wolf 1130C através de observações obtidas com o Telescópio Espacial James Webb, o primeiro telescópio com a sensibilidade necessária para observar estes objetos celestes em pormenor. O mistério, no entanto, não é porque é que a fosfina foi encontrada, mas porque é que está ausente nas atmosferas de outras anãs castanhas e de outros exoplanetas gigantes gasosos.

"O nosso programa de astronomia, chamado 'Arcana of the Ancients', centra-se em anãs castanhas antigas e pobres em metais como forma de testar a nossa compreensão da química atmosférica", disse Burgasser, o autor principal. "Compreender o problema da fosfina foi um dos nossos primeiros objetivos".

Nas atmosferas ricas em hidrogénio de planetas gigantes gasosos como Júpiter e Saturno, a fosfina forma-se naturalmente. Como tal, os cientistas há muito que previram que a fosfina deveria estar presente nas atmosferas dos gigantes gasosos que orbitam outras estrelas e nas suas primas mais massivas, as anãs castanhas - objetos por vezes chamados "estrelas falhadas" porque não fundem o hidrogénio.

No entanto, a fosfina tem escapado largamente à deteção, mesmo em observações anteriores do JWST, o que sugere problemas com a nossa compreensão da química do fósforo. "Antes do JWST, esperava-se que a fosfina fosse abundante nas atmosferas dos exoplanetas e das anãs castanhas, seguindo previsões teóricas baseadas na mistura turbulenta que sabemos existir nestas fontes", disse o coautor Sam Beiler, que se licenciou recentemente na Universidade de Toledo e é agora bolseiro de pós-doutoramento no Trinity College Dublin.

Beiler, que liderou trabalhos anteriores que estudaram a ausência de fosfina nas anãs castanhas, afirmou: "Todas as observações que obtivemos com o JWST desafiaram as previsões teóricas - isto é, até observarmos Wolf 1130C".

No sistema estelar Wolf 1130ABC, localizado a 54 anos-luz do Sol na direção da constelação de Cisne, a anã castanha Wolf 1130C segue uma órbita larga em torno de um compacto sistema estelar duplo, composto por uma estrela vermelha fria (Wolf 1130A) e uma anã branca massiva (Wolf 1130B). Wolf 1130C tem sido uma das fontes favoritas dos astrónomos que estudam as anãs castanhas devido à sua baixa abundância de "metais" - essencialmente quaisquer outros elementos que não o hidrogénio e o hélio - em comparação com o Sol.

Ao contrário de outras anãs castanhas, a equipa detetou facilmente a fosfina nos dados espetrais infravermelhos de Wolf 1130C pelo JWST. Para compreender plenamente as implicações das suas descobertas, a equipa precisava de quantificar a abundância deste gás na atmosfera de Wolf 1130C. Este trabalho foi efetuado pela professora assistente de astronomia da Universidade de São Francisco, Eileen Gonzales, também coautora do estudo.

"Para determinar as abundâncias das moléculas em Wolf 1130C, usei uma técnica de modelação conhecida como 'recuperação atmosférica'", explicou Gonzales. "Esta técnica usa os dados do JWST para determinar a quantidade de cada espécie de gás molecular que deve estar na atmosfera. É como fazer engenharia inversa de um biscoito delicioso quando o chefe não quer dar a receita".

 
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Comparação das observações do espetro infravermelho de Wolf 1130C obtido pelo Webb (linha azul clara) e de uma anã castanha típica (linha cinzenta). A deteção de fosfina é realçada no painel ampliado à direita, que compara o espetro de Wolf 1130C (linha azul clara) com o de fosfina pura (linha verde).
Crédito: Adam Burgasser
 

Os modelos de Gonzales mostraram que a abundância de fosfina era o ingrediente secreto de Wolf 1130C.

Embora os investigadores estejam encantados com a sua descoberta, esta levanta uma questão: porque é que a fosfina está presente na atmosfera desta anã castanha e não noutras?

Uma possibilidade é a baixa abundância de metais na atmosfera de Wolf 1130C, que pode alterar a sua química subjacente. "Pode ser que em condições normais o fósforo esteja ligado a outra molécula, como o trióxido de fósforo", explicou Beiler. "Na atmosfera pobre em metais de Wolf 1130C, não há oxigénio suficiente para absorver o fósforo, permitindo que a fosfina se forme a partir do hidrogénio abundante".

A equipa espera explorar esta possibilidade com novas observações do JWST que irão procurar fosfina nas atmosferas de outras anãs castanhas pobres em metais.

Outra possibilidade é que o fósforo tenha sido gerado localmente no sistema Wolf 1130ABC, especificamente pela sua anã branca, Wolf 1130B.

"Uma anã branca é o que resta de uma estrela que acabou de fundir o seu hidrogénio", explicou Burgasser. "São tão densas que, quando acretam material na sua superfície, podem sofrer reações nucleares descontroladas que detetamos como novas".

Embora os astrónomos não tenham visto evidências recentes de tais eventos no sistema Wolf 1130ABC, as novas têm tipicamente ciclos de explosão de milhares a dezenas de milhares de anos. Este sistema é conhecido há pouco mais de um século, e as suas erupções, não vistas, podem ter deixado um legado de poluição por fósforo. Estudos anteriores propuseram que uma fração significativa do fósforo da Via Láctea poderia ter sido sintetizado por este processo.

Compreender porque é que esta anã castanha mostra uma assinatura clara de fosfina pode levar a novos conhecimentos sobre a síntese do fósforo na Via Láctea e sobre a sua química nas atmosferas planetárias. Burgasser acrescentou: "É crucial compreender a química da fosfina nas atmosferas de anãs castanhas onde não esperamos vida se queremos usar esta molécula na procura de vida em mundos terrestres para lá do nosso Sistema Solar".

// Universidade da Califórnia em San Diego (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Science)

 


Quer saber mais?

Fosfina:
Wikipedia

Wolf 1130C:
Simbad
Wikipedia

Sistema Wolf 1130ABC:
Simbad
Wikipedia

Anãs castanhas:
Wikipedia
Andy Lloyd's Dark Star Theory

Novas:
Wikipedia

JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
STScI (website para o público)
ESA
ESA/Webb
Wikipedia
Facebook
X/Twitter
Instagram
Blog do JWST (NASA)
NIRISS (NASA)
NIRCam (NASA)
MIRI (NASA)
NIRSpec (NASA)

 
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Também em destaque
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  Nova abordagem à deteção de ondas gravitacionais abre a fronteira dos mili-Hz (via Universidade de Birmingham)
Os cientistas revelaram uma nova abordagem para a deteção de ondas gravitacionais na gama de frequências dos mili-Hertz, permitindo o acesso a fenómenos astrofísicos e cosmológicos que não são detetáveis com os instrumentos atuais. As ondas gravitacionais - ondulações no espaço-tempo previstas por Einstein - têm sido observadas a altas frequências por interferómetros terrestres como o LIGO e o Virgo, e a frequências ultrabaixas por PTAs (pulsar timing arrays). No entanto, a gama de frequências médias tem permanecido um ponto cego científico. Desenvolvido por investigadores das Universidades de Birmingham e Sussex, o novo conceito de detetor utiliza tecnologias de ponta em cavidades óticas e relógios atómicos para detetar ondas gravitacionais na elusiva banda de frequência dos mili-Hertz (10-5 - 1 Hz). Ler fonte
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Álbum de fotografias
O Enxame Globular 47 Tucanae

exemplo
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Carlos Taylor
 
Também conhecido como NGC 104, 47 Tucanae é uma joia do céu meridional. Não é uma estrela, mas um denso enxame de estrelas que percorre o halo da nossa Galáxia, a Via Láctea, juntamente com cerca de 200 outros enxames globulares. O segundo enxame globular mais brilhante (depois de Omega Centauri) visto do planeta Terra, 47 Tuc fica a cerca de 13.000 anos-luz de distância. Pode ser visto a olho nu perto da Pequena Nuvem de Magalhães, na constelação do Tucano. O denso enxame é constituído por centenas de milhares de estrelas num volume com apenas cerca de 120 anos-luz de diâmetro. As estrelas gigantes vermelhas na periferia do enxame são fáceis de distinguir como estrelas amareladas neste nítido retrato telescópico. O enxame globular 47 Tuc é também o lar de uma estrela com a órbita mais próxima conhecida em torno de um buraco negro.
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