O Centro Ciência Viva de Tavira irá realizar uma observação do Sol, em conjunto com o Centro Ciência Viva do Algarve, na seguinte data: Data: 13 de novembro de 2025 Hora: 10:00 - 12:00 Local: Ponte Romana em Tavira Coordenadas GPS: [37.12535], [-7.646739]
Atividade gratuita e não sujeita a marcação. Participe!
sta atividade depende das condições atmosféricas.
DIA 11/11: 315.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1572, Tycho Brahe observa uma nova no céu.
Isto é uma prova contra a teoria de Aristóteles que os céus são imutáveis.
Em 1875 nascia Vesto Slipher, astrónomo americano que, principalmente com os telescópios de 60" e 100" do Mt. Wilson, foi o primeiro a fotografar espetros de galáxias e a medir os seus desvios para o vermelho, o que levou à descoberta da expansão do Universo por Edwin Hubble.
Em 1966, lançamento da Gemini 12. Foi o 10.º e o último voo do Projeto Gemini. Demonstrou que os astronautas podiam trabalhar fora da nave espacial. HOJE, NO COSMOS:
A Lua nasce por volta das 23:30, dois ou três punhos à distância do braço esticado para baixo e para a esquerda de Júpiter. Encontra-se na secção oeste de Leão. Observe novamente passada uma ou duas horas, quando o nosso satélite natural ficar mais alto. Para baixo da Lua está agora Régulo, e para a esquerda de Régulo está Gamma Leonis (Algieba) e o resto da "foice" de Leão.
DIA 12/11: 316.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1965, é lançada a sonda Venera 2 (USSR), com objectivo Vénus.
Em 1980, a sonda Voyager 1 faz a sua maior aproximação de Saturno.
Em 1981, lançamento STS-2 do vaivém Columbia, marcando a primeira vez que um veículo tripulado é lançado para o espaço duas vezes.
Em 2014, o "lander" Philae, libertado pela sonda Rosetta da ESA, alcança a superfície do Cometa 67P/C-G. HOJE, NO COSMOS:
Lua em Quarto Minguante, pelas 05:28.
Encontre Fomalhaut
bem para baixo do Grande Quadrado de Pégaso. Sempre que Fomalhaut atravessa o meridiano a sul, o que ocorre pelas 20:00 esta semana, as estrelas-guia da Ursa Maior (Dubhe e Merak) estão bem baixas, na vertical, a norte, diretamente para baixo da Estrela Polar.
E as primeiras estrelas de Oríon estão prestes a nascer a este (para observadores a latitudes médias norte). Começando com o nascer de Bellatrix, é preciso um pouco mais de uma hora para as sete estrelas para a figura do caçador
subirem todas acima do horizonte.
DIA 13/11: 317.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1833, deu-se a Grande Chuva de Meteoros das Leónidas.
Durante as quatro horas que antecederam o nascer-do-dia, os detritos do cometa Tempel-Tuttle iluminaram o céu noturno, causando pânico a quem os observava.
Em 1999, a falha de um quarto giroscópio deixa em maus lençóis o Telescópio Espacial Hubble até que o encontro SM3A (missão STS-103 do vaivém espacial) o repara a 20 de dezembro de 1999.
Em 2015, WT1190F, um satélite temporário da Terra, impacta a sudeste do Sri Lanka. HOJE, NO COSMOS:
A constelação de Cisne, bem alta a oeste após o cair da noite, é uma das constelações mais ricas no plano da Via Láctea. No entanto não lhe escapa a reputação de ser pobre em objetos de céu profundo. Uma boa exceção é o enxame aberto M39, com uma magnitude de 4,6, localizado 9º para este-nordeste de Deneb.
A expansão do Universo pode estar a abrandar, não a acelerar
Os investigadores utilizaram as supernovas de Tipo Ia, semelhantes à SN 1994d, vista na sua galáxia hospedeira NGC 4526, para ajudar a estabelecer que a expansão do Universo pode ter começado a abrandar.
Crédito: NASA/ESA, Equipa do Projeto HST Key e Equipa High-Z Supernova Search
Um novo estudo sugere que a expansão do Universo pode, de facto, ter começado a abrandar, em vez de acelerar a um ritmo cada vez maior, como se pensava anteriormente.
Descobertas "notáveis" publicadas na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society lançam dúvidas sobre a teoria de longa data de que uma força misteriosa conhecida como "energia escura" está a afastar galáxias distantes cada vez mais depressa.
Ao invés, não mostram evidências de um Universo em aceleração.
Se os resultados forem confirmados, poderão abrir um capítulo inteiramente novo na busca dos cientistas para descobrir a verdadeira natureza da energia escura, resolver a "tensão de Hubble" e compreender o passado e o futuro do Universo.
O investigador principal, o professor Young-Wook Lee, da Universidade de Yonsei, na Coreia do Sul, afirmou: "O nosso estudo mostra que o Universo já entrou numa fase de expansão desacelerada na época atual e que a energia escura evolui com o tempo muito mais rapidamente do que se pensava.
"Se estes resultados se confirmarem, marcarão uma importante mudança de paradigma na cosmologia desde a descoberta da energia escura há 27 anos".
O diagrama Hubble residual antes (em cima) e depois (em baixo) da correção do enviesamento da idade. As correções são aplicadas aos dados de supernovas do projeto DES (Dark Energy Survey). Após a correção, o conjunto de dados já não suporta o modelo Lambda-CDM (linha vermelha) com uma constante cosmológica, mas, em vez disso, ajusta-se mais estreitamente a um modelo de energia escura variável no tempo, favorecido por uma análise combinada usando apenas oscilações acústicas bariónicas e dados do fundo cósmico de micro-ondas (linha azul).
Crédito:
Son et al., 2025
Os astrónomos têm pensado, ao longo das últimas três décadas, que o Universo está a expandir-se a um ritmo cada vez maior, impulsionado por um fenómeno invisível chamado energia escura, que atua como uma espécie de antigravidade.
Esta conclusão, baseada em medições de distâncias de galáxias longínquas utilizando supernovas de Tipo Ia, ganhou o Prémio Nobel da Física de 2011.
No entanto, uma equipa de astrónomos da Universidade de Yonsei apresentou agora novas evidências de que as supernovas de Tipo Ia, há muito consideradas as "velas padrão" do Universo, são na realidade fortemente afetadas pela idade das suas estrelas progenitoras.
Mesmo após a normalização da luminosidade, as supernovas de populações estelares mais jovens aparecem sistematicamente mais fracas, enquanto as de populações mais antigas aparecem mais brilhantes.
Com base numa amostra muito maior de 300 galáxias hospedeiras, o novo estudo confirmou este efeito com uma significância extremamente elevada (99,999% de confiança), sugerindo que o escurecimento das supernovas distantes resulta não só de efeitos cosmológicos, mas também de efeitos astrofísicos estelares.
Quando este viés sistemático foi corrigido, os dados das supernovas já não correspondiam ao modelo cosmológico padrão Lambda-CDM com uma constante cosmológica, disseram os investigadores.
Em vez disso, alinhavam-se muito melhor com um novo modelo favorecido pelo projeto DESI (Dark Energy Spectroscopic Instrument), derivado das oscilações acústicas bariónicas (OABs) - efetivamente o som do Big Bang - e dos dados do fundo cósmico de micro-ondas.
Os dados corrigidos das supernovas e os resultados das OABs + fundo cósmico de micro-ondas indicam que a energia escura enfraquece e evolui significativamente com o tempo.
Mais importante ainda, os investigadores disseram que quando os dados corrigidos das supernovas foram combinados com os resultados das OABs e do fundo cósmico de micro-ondas, o modelo padrão Lambda-CDM foi excluído com uma significância esmagadora.
O mais surpreendente de tudo é que esta análise combinada indica que o Universo não está hoje a acelerar como se pensava anteriormente, mas que já transitou para um estado de expansão desacelerada.
Este diagrama mostra como o Universo parece estar num estado de expansão desacelerada (linha vermelha). A linha vertical preta a tracejado assinala a época atual, ao passo que a linha preta e curva mostra a previsão do modelo Lambda-CDM. As linhas verde e vermelha representam o modelo do novo estudo antes (verde) e depois (vermelho) da correção do enviesamento da idade, consistente com as oscilações acústicas bariónicas e os dados cósmicos de fundo em micro-ondas (linha azul).
Crédito:
Son et al., 2025
O professor Lee acrescentou: "No projeto DESI, os principais resultados foram obtidos através da combinação de dados não corrigidos de supernovas com medições de oscilações acústicas bariónicas, o que levou à conclusão de que, embora o Universo venha a desacelerar no futuro, ainda está a acelerar atualmente.
"Em contraste, a nossa análise - que aplica a correção do enviesamento da idade - mostra que o Universo já entrou hoje numa fase de desaceleração. Notavelmente, isto está de acordo com o que é independentemente previsto pelas análises apenas das OABs ou das OABs + fundo cósmico de micro-ondas, embora este facto tenha recebido pouca atenção até agora".
Para confirmar ainda mais os seus resultados, a equipa de Yonsei está agora a realizar um "teste sem evolução", que utiliza apenas supernovas de galáxias hospedeiras jovens e contemporâneas em toda a gama de desvios para o vermelho. Os primeiros resultados já apoiam a sua principal conclusão.
"Nos próximos cinco anos, com o Observatório Vera C. Rubin a descobrir mais de 20.000 novas galáxias hospedeiras de supernovas, medições precisas da idade permitirão um teste muito mais robusto e definitivo da cosmologia das supernovas", afirmou o professor investigador Chul Chung, colíder do estudo juntamente com o candidato a doutoramento Junhyuk Son.
O Observatório Vera C. Rubin, situado numa montanha dos Andes chilenos, alberga a câmara digital mais potente do mundo. Começou as suas operações científicas este ano e poderá responder a questões vitais sobre o nosso próprio Sistema Solar e sobre o Universo em geral.
Após o Big Bang e a rápida expansão do Universo há cerca de 13,8 mil milhões de anos, a gravidade abrandou-a. Mas em 1998, verificou-se que nove mil milhões de anos após o início do Universo, a sua expansão tinha começado a acelerar de novo, impulsionada por uma força misteriosa.
Os astrónomos apelidaram-na de energia escura, mas apesar de constituir cerca de 70% do Universo, continua a ser considerada um dos maiores mistérios da ciência.
No ano passado, dados do DESI em Tucson, Arizona, EUA, sugeriram que a força exercida pela energia escura tinha mudado ao longo do tempo, e as evidências de tal têm vindo a aumentar desde então.
A esperança é que, com estas novas ferramentas no seu arsenal, os astrónomos estejam agora mais bem equipados para encontrar pistas sobre o que é exatamente a energia escura e como influencia o Universo.
Equipa mapeia a "meteorologia" numa anã castanha próxima com um detalhe sem precedentes
Impressão de artista de SIMP 0136.
Crédito:
Anastasiia Nahurna
Investigadores da Universidade McGill e de instituições colaboradoras mapearam as características atmosféricas de uma anã castanha de massa planetária, um tipo de objeto celeste que não é nem uma estrela nem um planeta, existindo numa categoria intermédia. A massa desta anã castanha em particular, no entanto, está no limiar entre ser um planeta tipo Júpiter e uma anã castanha. Por isso, também foi chamada de planeta errante, ou flutuante, por não estar ligado a uma estrela. Utilizando o Telescópio Espacial James Webb, a equipa captou mudanças subtis na luz de SIMP 0136, revelando complexos padrões climáticos, e em evolução, na sua superfície.
"Apesar do facto de, neste momento, não podermos obter imagens diretas de planetas habitáveis à volta de outras estrelas, podemos desenvolver métodos para aprender sobre a meteorologia e a composição atmosférica de mundos muito semelhantes", disse Roman Akhmetshyn, um estudante de mestrado em física de McGill e principal autor do estudo.
SIMP 0136 situa-se a cerca de 20 anos-luz de distância, na direção da constelação de Peixes. Com uma massa cerca de 13 vezes superior à de Júpiter, é demasiado pequeno para sustentar a fusão nuclear que alimenta as estrelas, mas possivelmente demasiado grande para ser considerado um planeta normal. Provavelmente formou-se como uma estrela antes de arrefecer e escurecer ao longo de centenas de milhões de anos.
SIMP 0136 é um planeta que flutua livremente, vagueando sozinho pelo espaço, e o seu ambiente isolado torna-o um laboratório ideal para estudar as atmosferas dos gigantes gasosos sem a interferência da luz das estrelas.
Espreitando nuvens alienígenas
Os investigadores utilizaram o NIRISS (Near-Infrared Imager and Slitless Spectrograph) do Webb, um instrumento canadiano desenvolvido pela Agência Espacial Canadiana, pela Universidade de Montreal e por outros parceiros, para observar o objeto durante uma rotação completa, que durou apenas 2,4 horas. Estes dados foram recolhidos no âmbito do programa GTO (Guaranteed Time Observations), dirigido pelo astrónomo de Montreal, Étienne Artigau. Este tempo de telescópio foi reservado aos astrónomos canadianos em troca da contribuição do instrumento NIRISS para a missão Webb.
Ao analisar as flutuações minúsculas de brilho em diferentes comprimentos de onda, a equipa descobriu que a luz de SIMP 0136 é moldada por pelo menos três camadas atmosféricas distintas. Cada camada contém nuvens feitas de diferentes materiais, tais como forsterite (uma rocha) e ferro, com temperaturas e composições químicas variáveis.
"Suspeitamos da existência de várias nuvens irregulares de pequena escala, de diferentes temperaturas e química, espalhadas pelo globo", disse Akhmetshyn. "Embora não tenhamos conseguido criar um mapa meteorológico de SIMP 0136, determinámos que algumas camadas atmosféricas têm sinais claros de assimetria norte-sul". Esta assimetria é importante porque significa que os futuros esforços para mapear as atmosferas destes planetas terão de o fazer em duas dimensões: longitude e latitude.
Uma nova forma de estudar as atmosferas dos exoplanetas
O estudo também mostrou que nenhum modelo isolado podia explicar os dados observados; apenas uma combinação de vários modelos atmosféricos podia reproduzir o espetro. Esta descoberta apoia as teorias de que as anãs castanhas e os exoplanetas gigantes têm um clima caótico e em rápida mudança, semelhante às bandas de Júpiter, mas muito mais turbulento.
Compreender esta variabilidade pode ajudar os cientistas a interpretar sinais de exoplanetas distantes.
O trabalho demonstra o poder do Telescópio Webb para sondar mundos alienígenas para lá do nosso Sistema Solar com um detalhe sem precedentes. À medida que o Webb continua a observar alvos semelhantes, os investigadores esperam aperfeiçoar as suas técnicas para mapear não só a temperatura e as nuvens, mas também os padrões de vento e os ciclos químicos em mundos alienígenas.
Novo estudo revê a nossa imagem dos planetas mais comuns na Galáxia
Um novo estudo conclui que muitos "mini-Neptunos" - talvez os planetas mais comuns na nossa Galáxia - estão sob tanta pressão das suas atmosferas pesadas que a superfície é provavelmente comprimida para um estado sólido.
Crédito:
NASA/JPL-Caltech/R. Hurt (IPAC)
À medida que os telescópios se tornaram mais potentes, verificou-se que o nosso Sistema Solar não é o único: existem milhões de outros planetas na nossa Galáxia.
Mas ainda estamos a tentar descobrir pistas sobre como eles realmente são.
Um dos quebra-cabeças é um tipo de planeta que parece ser um dos mais comuns no Universo. Conhecidos como "mini-Neptunos", porque são um pouco mais pequenos do que Neptuno do nosso Sistema Solar, estes planetas são feitos de uma mistura de rocha e metal, com atmosferas espessas feitas principalmente de hidrogénio, hélio e talvez água. Estranhamente, apesar da sua abundância noutros locais, não têm qualquer análogo no nosso Sistema Solar, tornando a sua população uma espécie de enigma.
Mas um novo estudo publicado no passado dia 5 de novembro, liderado pela professora Eliza Kempton da Universidade de Chicago, acrescenta uma nova "ruga" à melhor imagem que já temos destes mundos distantes.
Embora anteriormente se pensasse que estes planetas estavam geralmente cobertos por oceanos de magma derretido, Kempton descobriu que as superfícies de muitos deles podem ser de facto sólidas.
No entanto, estes planetas não seriam muito divertidos para um ser humano: a superfície rochosa só é sólida porque está sob uma enorme pressão devido ao peso de uma atmosfera espessa.
"Isto altera realmente um paradigma sobre estes planetas, o que é interessante porque há tantos no Universo", disse Kempton. "No fundo, estamos literalmente a tentar perceber o que estes objetos são, porque não existem no nosso Sistema Solar".
Massa e magma
Embora saibamos que existem planetas para lá do nosso Sistema Solar - conhecidos como exoplanetas - estão tão distantes que mesmo os nossos telescópios mais potentes só conseguem captar sinais indiretos, como a queda de luz quando um planeta passa em frente da sua estrela.
No entanto, os cientistas descobriram formas criativas de interpretar os dados de que dispomos. Por exemplo, podem ter uma ideia das moléculas nas atmosferas dos planetas, analisando a luz que é filtrada através delas, e medir os efeitos gravitacionais dos planetas nas suas estrelas hospedeiras para descobrir as suas massas.
A descoberta de tantos mini-Neptunos surpreendeu os cientistas que os viram à volta de estrelas próximas, dada a sua total ausência na nossa própria vizinhança.
Devido às altas temperaturas e atmosferas pesadas, pensou-se que estes planetas teriam provavelmente mares globais de magma derretido nas suas superfícies, tal como a Terra teve brevemente. Edwin Kite, professor associado da Universidade de Chicago, previu anteriormente que estes oceanos de magma podem mesmo começar a "comer" os seus próprios céus, limitando o tamanho do planeta.
Mas ao aprofundar os dados, uma equipa de investigadores que incluía Kempton, o então estudante Bodie Breza, primeiro autor do artigo científico, e o investigador pós-doutorado Matthew Nixon (agora bolseiro na Universidade do Estado do Arizona) aperceberam-se de que a história poderia ser mais complicada.
O grupo apercebeu-se pela primeira vez da potencial reviravolta ao analisar um planeta chamado GJ 1214 b, que orbita uma estrela distante na constelação de Ofiúco. Dados recentes do Telescópio Espacial James Webb sugerem que a atmosfera deste planeta pode conter moléculas maiores do que o simples hidrogénio e hélio, o que implica que a atmosfera seria mais pesada do que se pensava anteriormente - muito, muito maior do que a fina concha da Terra.
Esse manto de atmosfera pesada criaria condições de temperaturas extremamente elevadas e de alta pressão. De facto, a pressão seria tão elevada que os dados sugerem que a rocha passaria de magma fundido a rocha sólida novamente - tal como o carbono se condensa em diamante nas profundezas da superfície da Terra.
Surpreendida, a equipa questionou-se sobre o que isto significaria para outros planetas. Ao criar uma série de planetas simulados com diferentes condições, descobriram que uma parte substancial destes mini-Neptunos, que anteriormente se supunha serem mundos de lava, podem, de facto, ter superfícies sólidas.
É uma questão de "ou um ou outro", disse Kempton. "Podemos ter um cenário em que o chão é lava ou uma superfície sólida, e temos de ter em conta uma série de outros fatores acerca da atmosfera do planeta para tentar descobrir em que regime se enquadra".
Revendo a história
Estes mini-Neptunos são de especial interesse para os cientistas devido ao seu grande número e ao que implicam sobre o modo como os planetas se formam.
"Antes de encontrarmos exoplanetas, tínhamos uma história interessante sobre a formação dos sistemas solares, baseada no modo como o nosso Sistema Solar se formou. Pensámos que isso se aplicaria a outros sistemas solares", explicou Nixon. "Seguindo essa lógica, os outros sistemas solares deveriam ser parecidos com o nosso. Mas não são".
Por isso, os cientistas querem perceber como os mini-Neptunos se formam e qual o seu aspeto, para terem uma ideia mais completa de como os planetas em geral se formam. Isto pode orientar, entre outras coisas, a procura de planetas habitáveis.
"Voltamos à questão de saber porque é que estamos aqui - como é que a Terra surgiu?", disse Nixon. "Trata-se de uma peça fundamental para compreendermos os outros planetas e o nosso".
Álbum de fotografias Um Cavalo Marinho Escuro em Cefeu
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Jordi Jofre
Com anos-luz em diâmetro, esta forma sugestiva conhecida como a Nebulosa do Cavalo Marinho aparece em silhueta contra um fundo rico de estrelas e hidrogénio gasoso brilhante. Vista na direção da constelação real do hemisfério norte, Cefeu, a nebulosa escura e empoeirada faz parte de uma nuvem molecular da Via Láctea a aproximadamente 1200 anos-luz de distância. Está também listada como Barnard 150 (B150), uma das 182 marcas escuras do céu catalogadas no início do século XX pelo astrónomo E. E. Barnard. No seu interior formam-se conjuntos de estrelas de baixa massa, visíveis apenas em comprimentos de onda infravermelhos longos. Ainda assim, as profundezas luminosas da Via Láctea, em Cefeu, contribuem para esta deslumbrante paisagem galáctica.
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