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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 571
De 10/08 a 11/08/2009
 
 
 
 

Dia 10/08: 222.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1945, morria Robert Goddard, um homem de visão que propôs que se enviasse foguetões à Lua já nos anos 20.
Em 1966 era lançado o Lunar Orbiter 1, missão de estudo para a série Apollo.
Em 1999 os Sistemas de Ciência Espacial Malin anunciam a confirmação que descreve o nosso vizinho Marte como um local de mudanças meteorológicas e geológicas ao longo do tempo. Um planeta activo é mais provável de conter vida.
Em 2000, uma equipa liderada por astrónomos da Universidade de Columbia descobrem o mais jovem pulsar, nascido de uma explosão há cerca de 700 anos atrás. Situado no lado oposto da Via Láctea, possui características invulgares que podem forçar os cientistas a reconsiderar como os pulsares são criados e evoluem.
Observações: Nesta altura é possível ao início da noite ver as constelações da Ursa Maior e a Cassiopeia praticamente à mesma altura a Noroeste e a Nordeste, respectivamente.

Dia 11/08: 223.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1877 era feita a primeira observação do satélite de Marte, Deimos, por Asaph Hall do Observatório Naval dos EUA. Descobriu Phobos, a maior das duas luas, seis noites depois.
Em 1999 teve lugar o último eclipse solar total do século XX.
Observações: Esta noite (ao final da noite) e amanhã, aproveite para observar as Perseídas, que deverão estar no máximo. A luz da Lua quase em Quarto Minguante deverá dificultar a observação de uma grande quantidade de meteoros.

 
 
  A observação de todas as estrelas do céu sem sair do mesmo local apenas é possível no Equador.  
 
 
AIA 2009
 
 
  KEPLER DESCOBRE O SEU PRIMEIRO PLANETA EXTRASOLAR  
 

Investigadores da NASA publicaram esta semana a confirmação de que a missão Kepler será capaz de revelar a presença de planetas de massa terrestre em torno estrelas do tipo solar. Os primeiros resultados científicos da missão da apareceram no final da semana passada na revista Science.

Exemplo de fotografia e respectiva legenda

Primeiros resultados da missão Kepler
Crédito:NASA
(clique na imagem para ver versão maior)



William Borucki, da NASA Ames Research Center, em Moffett Field, Califórnia, e os seus colegas anunciaram que o Kepler detectou o planeta extrasolar gigante HAT-P-7-B, um planeta das cerca de duas dúzias de exoplanetas que haviam sido descobertos por "transitar" pela frente de suas estrelas por observações terrestres e pela missão CoRoT. Esta técnica dos trânsitos planetários é possível uma vez que, o planeta ao passar em frente da estrela, provoca periodicamente um obscurecimento da mesma.

Muito mais exoplanetas - mais de 300 até ao momento - foram detectados através do método da velocidade radial onde, devido à interacção gravitacional, o planeta provoca oscilações no movimento da sua estrela.

O HAT-P-7-B é comparável em tamanho a Júpiter e orbita uma estrela semelhante ao nosso Sol. Foi detectado em 10 dias de aquisição de dados sobre a intensidade da luz pelo telescópio Kepler a partir da observação de mais de 50.000 estrelas.

"A detecção da ocultação sem necessidade correcção dos erros sistemáticos demonstra que o Kepler está a funcionar ao nível requerido para poder detectar planetas do tamanho da Terra", afirmam os autores.

A missão Kepler de 500 milhões de USD foi lançada em Março de 2009 e irá passar três anos e meio a realizar observações a mais de 100.000 estrelas do tipo Sol, na região Cygnus-Lyra.

Por olhar para uma grande área do céu durante a duração da sua vida, o Kepler será capaz de ver periodicamente o trânsito dos planetas em frente das duas estrelas durante vários ciclos, permitindo aos astrónomos confirmar a presença de planetas de modo a utilizar os telescópios espaciais Hubble e Spitzer, juntamente com os telescópios em terra, para caracterizar as suas atmosferas e órbitas. Os planetas de dimensão terrestre habitáveis estarão em zonas onde teoricamente será necessário cerca de um ano para completar uma órbita, de modo Kepler acompanhará essas estrelas, pelo menos, três anos para poder confirmar a presença de planetas.

Os astrónomos estimam que, se apenas um por cento das estrelas forem hospedeiras de planetas tipo Terra, haverá cerca de um milhão de Terras, apenas na Via Láctea. Se isso for verdade, deverão existir centenas de Terras na população-alvo de 100.000 estrelas da Kepler.

Links:

Notícia original :
Kepler Mission (Press release)

Artigo Científico :
Science (abstract)

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Universe Today

 
     
 
 
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  Os enxames estelares de NGC1313 - Crédito:NASA, ESA, Anne Pellerin (STScI)  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

Como grãos de areia numa praia cósmica, as estrelas individuais da Galáxia espiral barrada NGC 1313 são resolvidas nesta imagem composta de alta-resolução feita pela Câmara Avançada de Varrimento (Advanced Camera for Surveys - ACS) do Telescópio Espacial Hubble. A região central da galáxia apesentada abrange cerca de 10.000 anos-luz. A capacidade única do Hubble de resolver estrelas individuais em galáxias distantes como esta que se encontra a 14 milhões de anos-luz tem sido utilizada para desvendar o destino de enxames estrelas cujas estrelas jovens brilhantes são espalhadas pelo disco da galáxia à medida que os enxames se dispersam. O estudo das estrelas e dos aglomerados de estrelas na galáxia NGC 1313 fornece pistas para compreender a formação e evolução estelar da nossa própria galáxia, a Via Láctea.

 


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