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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 593
De 23/10 a 25/10/2009
 
 
 

Dia 23/10: 296.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1885, é tirada a primeira fotografia de uma chuva de meteoros.
Em 1977, o Meteosat 1 torna-se no primeiro satélite a ser posto em órbita pela Agência Espacial Europeia (ESA).

Observações: A partir das 22 horas poderá observar a Grande Mancha Vermelha em Júpiter.

Dia 24/10: 297.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1946, uma câmara a bordo do foguetão V-2 n.º 13 tira a primeira fotografia da Terra a partir do espaço.
Em 1998, lançamento da missão Deep Space 1.

Observações: O Fantasma dos Sóis de Verão. Aproxima-se o dia das bruxas. Isto também significa que Arcturo, a estrela brilhante baixa a Oeste-Noroeste ao lusco-fusco, toma o seu lugar como "o Fantasma dos Sóis de Verão". O que é que isto significa? Durante vários dias do ano por volta de 29 de Outubro, Arcturo ocupa um lugar especial no céu mesmo por cima do horizonte. Marca o local onde o Sol se situou à mesma hora (do relógio) durante os quentes meses de Junho e Julho - de dia, claro está. Por isso durante estes dias, todos os anos, podemos pensar de Arcturo como um frio fantasma do Sol para o dia das Bruxas.

Dia 25/10: 298.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1999, observações terrestres de um vulcão em erupção em Io, uma lua de Júpiter.

Observações: Não se esqueça que esta madrugada de sábado para domingo muda a hora legal para a hora de Inverno. Às 2h (hora local) deverá atrasar o seu relógio 60 minutos. A hora local passa agora a estar certa com o Tempo Universal.

 
 
 
Um astronauta pode estar até 5 centímetros mais alto quando regressa do espaço. Os discos intervetebrais da coluna expandem-se na ausência de gravidade.
 
 
 
AIA 2009
 
 
 
 
  NOITES DE GALILEU  
 

As Noites de Galileu – Galilean Nights são o próximo projecto global do Ano Internacional da Astronomia 2009 (AIA2009), e realizam-se nos próximos dias 22 a 24 de Outubro de 2009. Pretende ser uma continuação natural do projecto global "100 Horas de Astronomia", que terá reunido à volta dos telescópios do AIA2009, entre 1 e 2 milhões de pessoas a nível mundial.

Em Portugal, as Noites de Galileu funcionam em conjunto com o projecto nacional “E agora eu sou Galileu”.

O objectivo das "Noites de Galileu" é juntar astrónomos amadores e profissionais, entusiastas e o público de todo o mundo, apontando os seus telescópios às maravilhas que o astrónomo italiano Galileu observou há 400 anos atrás. Os astrónomos vão partilhar o seu conhecimento e entusiasmo pelo espaço ao encorajar o maior número de pessoas possível a observar por um telescópio os nossos vizinhos planetários. O foco principal das Noites de Galileu é o sistema galileano (Júpiter e as suas luas) e a nossa própria Lua.

O Centro Ciência Viva do Algarve participará nesta iniciativa, dia 24 de Outubro. Às 18:30h realizar-se-á uma palestra com o tema "O Lado Escuro do Universo", por Carlos Martins. Após o jantar, das 21:00h às 23:00h, haverá uma sessão de observação astronómica (dependente das condições atmosféricas).

Links:

Noites de Galileu:
Página oficial (internacional)
Eventos em Portugal

Ano Internacional da Astronomia:
Página portuguesa
Página internacional

 
     
 
 
  ASTRÓNOMOS FAZEM-NOS OUTRA VEZ: DESCOBREM MOLÉCULAS ORGÂNICAS EM "JÚPITER-QUENTE" EXTRASOLAR  
 

Observando bem para lá do nosso Sistema Solar, investigadores da NASA detectaram a química básica para a vida num segundo planeta gasoso, avançando os astrónomos para o objectivo de conseguir caracterizar planetas onde possa existir vida. O planeta não é habitável mas tem a mesma química que, a ser descoberta futuramente num planeta rochoso, poderá indicar a presença de vida.

"É o segundo planeta fora do nosso Sistema Solar onde já se descobriu água, metano e dióxido de carbono, potencialmente importantes para os processos biológicos em planetas habitáveis," disse Mark Swain do JPL da NASA, em Pasadena, Califórnia, EUA. "A detecção de compostos orgânicos em dois planetas extrasolares levanta agora a possibilidade de se tornar mais comum a descoberta de planetas com moléculas possivelmente ligadas à vida."

Swain e seus co-investigadores usaram dados de dois observatórios da NASA, o Telescópio Espacial Hubble e o Telescópio Espacial Spitzer, para estudar HD 209458b, um planeta quente e gasoso, maior que Júpiter, que orbita uma estrela tipo-Sol a cerca de 150 anos-luz de distância na direcção da constelação de Pégaso. Os novos achados sucedem-se à surpreendente descoberta, em Dezembro de 2008, de dióxido de carbono em torno de outro "Júpiter-quente", HD 189733b. Observações anteriores do Hubble e do Spitzer tinham também revelado vapor de água e metano.

A química básica para a vida foi detectada num segundo planeta gasoso e quente, HD 209458b, exemplificado nesta impressão de artista.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

As detecções foram feitas através de espectroscopia, que divide a luz nos seus componentes para revelar as distintas assinaturas espectrais dos diferentes elementos químicos. Os dados da câmara infravermelha e do espectómetro do Hubble revelaram a presença das moléculas, e os dados do fotómetro e do espectómetro infravermelho do Spitzer mediram as suas quantidades.

"Isto demonstra que podemos detectar as moléculas importantes para os processos da vida," afirma Swain. Os astrónomos podem agora começar a comparar as duas atmosferas planetárias em busca de semelhanças e diferenças. Por exemplo, as quantidades relativas de água e de dióxido de carbono nos dois planetas são similares, mas HD 209458b mostra uma abundância maior de metano do que HD 189733b. "A maior abundância de metano diz-nos qualquer coisa," disse Swain. "Pode denotar algo especial acerca da formação deste planeta."

Outros planetas, grandes e quentes, podem ser caracterizados e comparados usando instrumentos existentes, realça Swain. Este trabalho vai preparar as bases para o tipo de análise que os astrónomos irão eventualmente necessitar de realizar, para seleccionar quaisquer planetas rochosos tipo-Terra onde as assinaturas de químicos orgânicos possam indicar a presença de vida.

Esperam-se mais descobertas de mundos rochosos pela missão Kepler da NASA, lançada este ano, mas os astrónomos acreditam que ainda estamos mais ou menos a uma década de sermos capazes de detectar quaisquer sinais químicos de vida.

Se e quando tais planetas tipo-Terra forem descobertos no futuro, "a detecção de compostos orgânicos não irá necessariamente indicar vida num planeta, porque existem outros maneiras de gerar tais moléculas," acrescenta Swain. "Se detectarmos elementos orgânicos num planeta rochoso tipo-Terra, teremos que saber o suficiente sobre o planeta para excluir processos não-vida que poderão levar à existência de tais químicos."

"Estes objectos estão demasiado longe para enviar sondas, por isso a única maneira de alguma vez aprendermos algo sobre eles é apontando telescópios. A espectroscopia é uma poderosa ferramenta para determinar a sua química e dinâmica."

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
14/07/2007 - Descoberta água em planeta extrasolar
13/02/2008 - Detectadas moléculas orgânicas pela primeira vez num planeta extrasolar
22/03/2008 - Detectada a primeira molécula orgânica num planeta extrasolar
13/12/2008 - Hubble descobre dióxido de carbono num planeta extrasolar

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Spitzer (comunicado de imprensa)
SPACE.com
Universe Today
PHYSORG.com
Discovery
Wired
Correio da Manhã
IOL Diário
Diário de Notícias

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Wikipedia (lista)
Wikipedia (lista de extremos)
Catálogo de planetas extrasolares vizinhos (PDF)
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net
Extrasolar Visions

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA
ESA
STScI
Wikipedia

Telescópio Espacial Spitzer:
Página oficial
NASA
Centro Científico Spitzer
Wikipedia

 
     
 
 
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Chuva coronal como marca de mecanismos de aquecimento coronal (via arXiv.org)
A atmosfera exterior do Sol, com um milhão de graus, é o último lugar onde se podia esperar que chovesse. Mesmo assim, aí ocorre uma forma de precipitação. Isto pode explicar porque é que o atmosfera exterior do Sol, ou coroa, é muito mais quente que a própria superfície do Sol. [Ler fonte]

 
     
 
     
  Os Pilares de Estrelas de Sharpless 171 - Crédito: Nicolas Outters (Observatoire d'Orange)  
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  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

Gigantescos pilares de gás frio e poeira escura adornam o centro da região de formação estelar Sharpless 171. Um enxame aberto de estrelas está a formar-se a partir do gás nas frias nuvens moleculares. À medida que a luz energética, emitida por jovens e massivas estrelas, ferve a poeira opaca, a região fragmenta-se. Formam-se pitorescos pilares de gás e poeira, e lentamente evaporam-se. A luz energética também ilumina o hidrogénio gasoso em redor, fazendo com que brilhe como uma nebulosa de emissão vermelha. Na imagem está a bonita região central da maior nebulosa de emissão Sharpless 171. Sharpless 171 incorpora NGC 7822 e a região activa Cederblad 214, muita da qual se encontra na imagem. Cobre uma área de aproximadamente 20 anos-luz, situa-se a 3000 anos-luz de distância, e pode ser vista com um telescópio na direcção da constelação do Rei da Etiópia (Cefeu).

 


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