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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 601
De 20/11 a 22/11/2009
 
 
 

Dia 20/11: 324.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1889 nasce Edwin Hubble, astrónomo americano.

O primeiro a identificar cefeidas em M31, provando a natureza extragaláctica das nebulosas espirais (galáxias). Apoiando-se sobre o trabalho de Carl Wirtz, e com os desvios de Slipher, Hubble estabelece a relação distância-velocidade das galáxias (Lei de Hubble) que demonstra a expansão do Universo.
Em 1984, é fundado o Instituto SETI.
Observações: Aproveite a noite para observar com uns binóculos o famoso enxame aberto das Plêiades (M45). Contém cerca de 500 membros visuais, com pelo menos seis das suas quentes estrelas de primeira magnitude visíveis a olho nu.

Dia 21/11: 325.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1905, é publicado o artigo de Einstein que revela a relação entre a energia e a massa. Isto leva à fórmula da equivalência massa-energia, E=mc^2.
Em 1998, estudantes do Liceu Northfield Mount Hermon descobrem Kuiper 72.

Em 1999, ocorreu a aproximação máxima pela Terra do asteróide 1998 YW3 (0.382 UA).
Observações: Ao anoitecer a Sul-Sudoeste, a Lua Crescente brilha a 25º para a direita de Júpiter.

Dia 22/11: 326.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1999, aproximação máxima pela Terra do asteróide 1989 VA (0.1993 UA).
Observações: Aproveite a noite para observar telescopicamente M42, a Grande Nebulosa de Orionte. M42 é um verdadeiro berçário estelar, um local onde as estrelas nascem, e onde se conseguem observar várias dessas estrelas bebés que aquecem o gás em redor.

 
 
 
Os astrónomos calcularam que as hipóteses de colisão entre um asteróide e a Terra é em média de uma em cada 300,000 anos.
 
 
AIA 2009
 
 
Por motivos imprevistos, a palestra do próximo Sábado, dia 21 de Novembro, "Radioastronomia" por Domingos da Silva Barbosa, no CCVAlg, foi cancelada. No entanto, a observação planeada para as 21 horas do mesmo dia irá decorrer, estando, como sempre, dependente das condições atmosféricas. Pedimos desculpa pelo ocorrido.
 
 
  ÁGUA DESCOBERTA NA LUA VEIO PROVAVELMENTE DE COMETAS  
 

O mistério de onde veio a água da Lua pode em breve ser resolvido. As evidências da missão LCROSS da NASA sugerem que muita foi entregue por cometas em vez de se ter formado à superfície através de uma interacção com o vento solar.

Em Outubro, dois objectos colidiram com a Lua - um estágio de foguetão e poucos minutos depois, a própria sonda LCROSS - numa cratera perto do pólo sul da Lua. A sonda capturou imagens e obteve dados espectográficos do detrito lunar expelidos pelo impacto do foguetão, descobrindo que continha inequívocos sinais de água.

Interpretação de artista da sonda LCROSS da NASA observando o primeiro impacto do estágio superior do seu foguetão, antes da própria colidir com o pólo Sul da Lua.
Crédito: NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

As missões anteriores também tinham descoberto pistas de água lunar mas a sua fonte não era clara. Uma teoria afirma que se forma quando os átomos de hidrogénio no vento solar se ligam com os átomos de oxigénio no solo lunar, criando hidróxilo e água.

Mas agora, as evidências tendem a favor de uma explicação alternativa - impactos de cometa. Os dados foram discutidos esta semana na reunião do Grupo de Análise de Exploração Lunar, um encontro de 160 cientistas em Houston, Texas, EUA.

A primeira linha de provas vem de compostos que se vaporizam rapidamente, ou voláteis. A LCROSS descobriu sinais espectrais de compostos voláteis contendo carbono e hidrogénio - provavelmente metano e etanol - bem como outros como amónia e dióxido de carbono. "Parece que colidimos numa área muito rica em compostos voláteis," disse Tony Colaprete, cientista principal da LCROSS, numa conferência de imprensa.

Estes compostos, na sua maioria, já deveriam ter sido perdidos para o espaço há milhares de milhões de anos atrás, quando a Lua coalesceu dos detritos de um impacto entre a Terra e um objecto com o tamanho de Marte. A água formada através de uma interacção com o vento solar seria por isso relativamente pura - e livre de compostos voláteis.

Mas os cometas, que se pensa serem os responsáveis por muitas das cicatrizes de impacto na Lua, são "bolas de neve suja" que se sabe conterem compostos voláteis como o metano. "Se conseguirmos descobrir a fonte da água [na Lua], isso poderá dizer-nos muito mais acerca da história da Lua durante o último par de mil milhões de anos," diz Larry Taylor da Universidade do Tennessee.

A segunda linha de evidências que aponta para os cometas vem da quantidade de água detectada. Espera-se que o vento solar forme água em quantidades minúsculas, resultando em concentrações não maiores do que 1% do solo lunar.

Os membros da equipa LCROSS estão ainda a analisar os dados, mas os cálculos sugerem que a concentração de água é maior. "Os dados são consistentes com um conteúdo total de hidrogénio na ordem de alguns percento," disse Colaprete.

Para lá da sua ligação com os cometas, os elementos voláteis geraram excitação na reunião devido ao seu valor como recurso para o voo espacial. Apesar da água ser importante para sobreviver na Lua, é o hidrogénio na água que pode ser usado como combustível para foguetões.

A possibilidade de descobrir compostos como etanol e metano, que podem ser usados directamente como combustível, torna ainda mais doce a questão económica do ser humano regressar à Lua. "A LCROSS deu-nos o nosso bilhete de volta à Lua," acrescenta Noah Petro do Centro Aeroespacial Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland, EUA.

Links:

Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve:
25/09/09 - Água pode agarrar-se à superfície da Lua
30/09/09 - Como os astronautas poderiam "recolher" água na Lua
18/11/09 - Grandes quantidades de água descobertas na Lua

LCROSS:
NASA
Wikipedia

Lua:
Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
Wikipedia

 
     
 
 
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  Leónida Por Cima do Lago Mono - Crédito: Tony Rowell  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

Misteriosos pináculos rochosos sobem da costa do Lago Mono, no pano da frente desta paisagem celeste matinal. O lago salgado e rico em minerais está localizado na cadeia montanhosa, Sierra Nevada, no estado da Califórnia dos EUA, e as espigadas formações rochosas são torres de pedra calcária formadas naturalmente denominadas tufos calcários. Na cena, registada perto do pico anual da chuva de meteoros Leónidas, no passado dia 17 de Novembro, um meteoro atravessa o frio céu antes do amanhecer. O ponto mais brilhante para a direita da estrela cadente é Arcturo, enquanto a constelação de Leão e o radiante da chuva situam-se bem para cima do campo de visão. Os relatórios das Leónidas deste ano sugerem que o pico da actividade excedeu brevemente os 120 meteoros por hora, mas que a taxa foi tipicamente muito baixa para outros locais.

 


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