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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 690
De 15/10 a 18/10/2010
 
 
 

Dia 15/10: 288.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1582, o papa Gregório XIII implementava o calendário gregoriano.
Em 1608 nascia Evangelista Torricelli, físico italiano famoso por ter inventado o barómetro.
Em 1829 nascia Asaph Hall, astrónomo americano famoso por ter descoberto as luas de Marte, Phobos e Deimos.

Determinou também as órbitas de satélites de outros planetas e de estrelas duplas, a rotação de Saturno e a massa de Marte.
Em 1997, era lançada a sonda Cassini para Saturno a partir de Cabo Canaveral.
Em 2003, a China lança a Shenzhou 5, a sua primeira missão espacial tripulada.
Observações: Olhe mesmo para cima da Lua e encontrará as estrelas de 3.ª magnitude, Beta e Alpha Capricorni, nessa ordem contando para cima. Alpha é uma estrela dupla que, com um bom céu, pode ser avistada à vista desarmada. Com binóculos o par amarelo-dourado é facilmente observado.

Dia 16/10: 289.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2001, a sonda Galileu passava a 181 km de Io, uma das luas de Júpiter.

Observações: Entre as 21 e as 24 horas conseguirá observar a sombra de Ganimedes em Júpiter. Assim que acaba este evento, começa o mesmo mas com o satélite Europa.

Dia 17/10: 290.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1604, o astrónomo Johannes Kepler observa uma supernova na constelação de Ofíuco.

Observações: Mercúrio em conjunção superior, pelas 01:54.

Dia 18/10: 291.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1959, a sonda soviética Luna 3 envia as primeiras fotos do outro lado da Lua.
Em 1967, a sonda soviética Venera 4 entra na atmosfera de Vénus e torna-se na primeira a medir a atmosfera de outro planeta.

Em 1989, a sonda Galileu era lançada a partir da missão STS-34.
Observações: Aproveite a noite para observar o enxame de Pégaso (M15) telescopicamente.

 
 
 
Um ano é o intervalo de tempo entre duas passagens exactas do Sol no ponto vernal do equinócio da primavera e tem uma duração aproximada de 365,24219 dias.
 
 
 
  CRESCIMENTO LENTO DE GALÁXIAS  
 

Novas observações do (VLT) Very Large Telescope do ESO forneceram, pela primeira vez, provas directas de que as galáxias jovens podem crescer ao incorporarem gás frio que se encontra ao seu redor, utilizando-o como combustível na formação de muitas estrelas novas. Nos primeiros milhares de milhões de anos depois do Big Bang, a massa das galáxias típicas aumentou dramaticamente e compreender porque é que isto aconteceu é um dos actuais problemas da astrofísica moderna. Os resultados saem na edição desta semana da revista Nature.

As primeiras galáxias formaram-se quando o Universo tinha menos de um milhar de milhões de anos de idade e era muito mais pequeno do que os sistemas gigantes - incluindo a Via Láctea - que observamos actualmente. Por isso, o tamanho da galáxia média aumentou à medida que o Universo se desenvolveu. As galáxias colidem com alguma regularidade e desse processo resulta a fusão que origina sistemas maiores. Este é, portanto, um mecanismo importante no crescimento das galáxias. No entanto, um modo de crescimento adicional mais suave foi proposto.

Uma equipa de astrónomos europeus utilizou o VLT do ESO para testar uma ideia inovadora - a de que galáxias jovens cresceram ao incorporarem correntes frias de gás de hidrogénio e hélio que enchiam o Universo primordial, formando novas estrelas a partir desse material primitivo. Tal como uma empresa comercial pode expandir-se juntando-se a outras companhias ou contratando mais pessoal, também as galáxias jovens poderiam crescer de dois modos diferentes - ou juntando-se a outras galáxias ou incorporando matéria.

Impressão de artista do material em acreção de uma galáxia jovem.
Crédito: ESO/L. Calçada
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O líder da equipa, Giovanni Cresci (Osservatorio Astrofisico di Arcetri) comenta: "Os novos resultados obtidos com o VLT são a primeira evidência directa de que a adição de gás primordial aconteceu realmente e foi suficiente para dar início a formação estelar vigorosa que, por sua vez, originou o crescimento de galáxias de grande massa no Universo jovem." A descoberta irá ter certamente um grande impacto na nossa compreensão da evolução do Universo desde o Big Bang até ao presente. As teorias de formação e evolução galáctica poderão ter que ser revistas.

O grupo começou por seleccionar três galáxias muito distantes no intuito de tentar encontrar evidências do fluxo de gás primordial vindo do espaço circundante e da formação de estrelas novas a ele associadas. Houve o cuidado de escolher galáxias que não tivessem sido perturbadas por interacções com outras galáxias. As galáxias escolhidas são discos em rotação muito regulares, semelhantes à Via Láctea, e foram observadas a cerca de dois mil milhões de anos depois do Big Bang (o que corresponde a um desvio para o vermelho da ordem de três).

Nas galáxias do Universo actual, os elementos pesados são mais abundantes perto do centro. Mas quando a equipa de Cresci mapeou as galáxias distantes seleccionadas com o espectrógrafo SINFONI acoplado no VLT, verificou com entusiasmo que, nos três casos, existia uma zona na galáxia, próxima do centro, com menos elementos pesados, mas que albergava formação estelar intensa, sugerindo assim que o material que origina esta formação estelar estará a vir do gás primordial circundante que é pobre em elementos pesados. Esta foi a melhor prova até agora da existência de galáxias jovens incorporando gás primordial e utilizando-o para formar novas gerações de estrelas.

Tal como Cresci conclui: "Este estudo apenas foi possível graças ao excelente desempenho do instrumento SINFONI montado no VLT, o qual abriu uma nova janela no estudo das propriedades químicas de galáxias muito distantes. O SINFONI fornece informação não apenas em duas dimensões espaciais, mas também numa terceira dimensão espectral, a qual permite observar os movimentos internos das galáxias e estudar a composição química do gás interestelar."

Links:

Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
SPACE.com
Universe Today

ESO:
Página oficial
Wikipedia

VLT:
Página oficial
Wikipedia

 
     
 
 
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Descoberto o mais massivo enxame galáctico do Universo jovem (via SPACE.com)
Astrónomos dizem que descobriram o mais massivo aglomerado de galáxias do Universo jovem já avistado. Este gigantesco enxame galáctico contém cerca de 800 biliões de sóis em centenas de galáxias. E ainda não parou de crescer. [Ler fonte]

 
     
 
     
  Enxames, Hartley e o Coração - Crédito: Rogelio Bernal Andreo  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

O encantador Cometa Hartley 2 viajou pelo céu nocturno do planeta Terra a 8 Outubro, passando a cerca de um diâmetro lunar do famoso enxame duplo de Perseu. A bastante antecipada operação fotográfica foi aqui registada num mosaico com 3 fotos, que mostra o cometa esverdeado e os enxames h e Chi Persei à esquerda. O bem escolhido campo-largo cobre cerca de 7 graus. Prolonga-se até à fronteira da constelação de Cassiopeia, chegando à Nebulosa do Coração (IC 1805) à direita. Para capturar este momento cósmico, foi usada uma exposição relativamente curta de cinco minutos para fotografar o cometa, mas uma exposição mais longa com um filtro de banda-estreita foi incluída nas fotos do centro e da direita. A exposição de banda-estreita realça o ténue brilho avermelhado do hidrogénio gasoso da nebulosa, em contraste com o verde da cabeleira do cometa. Nos últimos dias, os observadores cometários têm notado que o Hartley 2 é já visível a olho nu em locais escuros e limpos. A 20 de Outubro, o cometa fará a sua maior aproximação da Terra, passando a cerca de 17 milhões de quilómetros. A 4 de Novembro, uma sonda da NASA fará um voo rasante pelo pequeno núcleo do cometa, com um diâmetro estimado de 1,5 quilómetros.

 


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