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Dia 12/11: 316.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1965, é lançada a sonda Venera 2 (USSR), com objectivo Vénus.

Em 1980, a sonda Voyager 1 faz a sua maior aproximação de Saturno.
Em 1981, lançamento STS-2 do vaivém Columbia.
Observações: Aproveite a noite para observar Júpiter telescopicamente. Todos os satélites de Galileu estão para a esquerda do planeta.
Dia 13/11: 317.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1833, deu-se a Grande Chuva de Meteoros Leónidas. Durante as quatro horas que precederam o nascer-do-dia, os detritos do cometa Tempel-Tuttle iluminaram o céu nocturno, causando pânico a quem os observava.
Em 1971, a sonda americana Mariner 9 torna-se na primeira a orbitar Marte.

Em 1999, a falha de um quarto giroscópio deixa em maus lençóis o Telescópio Espacial Hubble até que o encontro SM3A (missão STS-103 do vaivém espacial) o repara a 20 de Dezembro de 1999.
Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 16:40.
A Lua forma também um triângulo quase equilátero
com Júpiter e com Fomalhaut, para baixo dos dois astros.
Dia 14/11: 318.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969, lançamento da Apollo 12 às 11:22 EST do Centro Espacial Kennedy.
A segunda aterragem lunar aterrou no Oceano das Tempestades, perto do local de aterragem da Surveyor 3.
Em 1971, programa Mariner: a Mariner 9 chega a Marte, tornando-se na primeira sonda a orbitar outro planeta.
Em 1999, primeira confirmação de um planeta extrasolar.
Em 2003, os astrónomos Michael E. Brown, Chad Trujillo e David L. Rabinowitz descobrem 9033 Sedna, um objecto trans-Neptuniano.

Observações: Novembro é a altura do ano em que a Ursa Maior descansa horizontalmente na sua mais baixa posição a Norte-Noroeste após o lusco-fusco. Como tal, pode nao a conseguir observar por mergulhar para baixo do horizonte.
Dia 15/11: 319.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1738, nascia William Herschel.

Foi o primeiro astrónomo a fazer observações sistemáticas do espaço para além do nosso Sistema Solar. Descobriu Urano(1781), o movimento do Sol na Via Láctea (1785), a companheira do binário de Castor (1804, e de acordo com as leis de Kepler), e a radiação infravermelha. Herschel também descobriu muitos enxames, nebulosas e galáxias enquanto observava o céu nocturno e compilou catálogos cujos dados básicos são ainda hoje utilizados.
Em 1966, a Gemini 12 regressa à Terra caindo no Atlântico em segurança.
Em 1988, a União Soviética lança o seu primeiro e último vaivém espacial, o Buran.
Em 1990, o Space Shuttle Atlantis é lançado na missão STS-38.
Observações: Aproveite a noite para observar a grande nebulosa de Orion (M42). |
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Conhecem-se mais de 1000 objectos trans-neptunianos - objectos para lá da órbita de Neptuno. Plutão é um deles, por exemplo. Cerca de 200 têm uma órbita já bem determinada o suficiente para terem a designação permanente de planeta menor. |
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ÁTOMOS PELA PAZ: UMA COLISÃO GALÁCTICA EM ACÇÃO |
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Astrónomos do Observatório Europeu do Sul produziram uma imagem espectacular da famosa galáxia Átomos pela Paz (NGC 7252). Este amontoado galáctico que se formou da colisão de duas galáxias, fornece aos astrónomos uma excelente oportunidade de estudar quais os efeitos da fusão de galáxias na evolução do Universo.
Átomos pela Paz é o curioso nome dado a um par de galáxias em fusão, situado a cerca de 220 milhões de anos-luz de distância na constelação de Aquário. Estas galáxias são também conhecidas por NGC 7252 e Arp 226 e são suficientemente brilhantes para serem vistas como uma mancha desfocada muito ténue pelos astrónomos amadores. Esta imagem muito profunda foi obtida pelo instrumento do WFI do ESO (Wide Field Imager) montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros situado no Observatório de La Silla no Chile.
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Esta nova imagem mostra os resultados de uma vasta colisão entre duas galáxias. Este objecto estranho é conhecido como NGC 7252, ou Arp 226, e tem a singular alcunha de Átomos pela Paz. A imagem é uma combinação de exposições obtidas em filtros azuis e vermelhos, com um tempo de exposição total de mais de 4 horas. O campo de visão tem cerca de 18 arco-minutos de comprimento.
Crédito: ESO
(clique na imagem para ver versão maior) |
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Uma colisão de galáxias é um dos processos mais importantes que influenciam o modo como o nosso Universo evolui, por isso o estudo deste fenómeno revela pistas importantes sobre a ascendência galáctica. Felizmente, tais colisões são processos que duram centenas de milhões de anos, o que dá imenso tempo aos astrónomos de os estudar.
Esta imagem da Átomos pela Paz representa uma fotografia da colisão, com um caos total libertado, tendo como pano de fundo um campo de galáxias distante. Os resultados do intricado jogo de interacções gravitacionais podem ser vistos nas formas das caudas produzidas pelas correntes de estrelas, gás e poeiras. A imagem mostra igualmente as incríveis conchas que se formam quando gás e estrelas são arrancados das galáxias em colisão e enroladas em torno do núcleo conjunto. Embora muito material seja ejectado para o espaço, há regiões onde o material é comprimido, dando origem a intensa formação estelar. O resultado é a formação de centenas de enxames estelares muito jovens, com cerca de 50 a 500 milhões de anos, os quais se pensa serem os progenitores dos enxames globulares.
Átomos pela Paz pode bem ser um arauto do destino da nossa própria Galáxia. Os astrónomos prevêem que dentro de cerca de três ou quatro mil milhões de anos a Via Láctea e a Andrómeda colidam, tal como aconteceu com a Átomos pela Paz. Mas, nada de pânico: a distância entre estrelas no interior de uma galáxia é tão grande que é bastante improvável que o nosso Sol colida com qualquer outra estrela durante a fusão.
O curioso nome da galáxia tem uma história interessante. Em Dezembro de 1953 o Presidente Eisenhower fez um discurso que foi apelidado Átomos pela Paz. Esse discurso visava promover a energia nuclear para fins pacíficos - um assunto particularmente quente na altura. O discurso e a conferência associada geraram ondas na comunidade científica, e não só, de tal maneira que a NGC 7252 foi chamada galáxia Átomos pela Paz. De certo modo, o nome é estranhamente apropriado: a forma curiosa que observamos é o resultado da fusão de duas galáxias que se unem para produzir algo completamente novo e magnífico, um pouco como acontece na fusão nuclear. Além disso, as laçadas gigantes observadas fazem lembrar um diagrama dos electrões em órbita dum núcleo atómico, diagrama esse que poderia ter saído dum qualquer livro de estudo sobre o assunto.
Links:
Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
SPACE.com
PHYSORG.com
Wired
EurekAlert!
MSNBC
NGC 7252:
Wikipedia
Hubble (ESA)
ESO:
Página oficial
Wikipedia
VLT:
Página oficial
Wikipedia |
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