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Edição n.º 744
22/04 a 25/04/2011
 
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EFEMÉRIDES

Dia 22/04: 112.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1500, Pedro Álvares Cabral chegava pela primeira vez ao Brasil, numa viagem épica em que o Oceano era o equivalente actual do Espaço.
Em 1904, nascia Robert Oppenheimer, físico americano mais conhecido pelo seu papel como director científico do Projecto Manhattan.

É por isso lembrado como o "Pai da Bomba Atómica". 
Em 1970 comemorava-se pela primeira vez o Dia da Terra.
Observações: A Ursa Maior flutua numa posição diagonal a Nordeste quando se começam a ver as estrelas à noite. Em apenas uma hora, a Ursa Maior fica na horizontal (se olhar para Norte-Nordeste). Quanto mais longe do Norte estiver, mais depressa esta transição ocorre.

Dia 23/04: 113.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1792, nascia John Thomas Romney Robinson, astrónomo irlandês que compilou o catálogo estelar Armagh, fez trabalhos sobre a construção de instrumentos astronómicos, e foi também provavelmente o inventor de um aparelho que media a velocidade do vento, o anemómetro de Robinson. A cratera Robinson na Lua tem o seu nome.
Em 1858, nascia Max Planck, físico alemão considerado o fundador da teoria quântica, pela qual recebeu o Prémio Nobel da Física em 1918.

Em 1967, era lançada a missão Soyuz 1 com o Coronel Valentim Komarov a bordo, que viria a morrer no dia seguinte quando a nave na reentrada se despenhou contra o solo.
Em 2009, a explosão de raios-gama GRB 090423 é observada durante 10 segundos, classificada agora como o segundo objecto mais distante e antigo do Universo conhecido.
Observações: Capella é a estrela mais brilhante a Noroeste após o anoitecer. Arcturo é a estrela mais brilhante a Este. Ambas têm magnitude zero - e e esta semana, ambas situam-se exactamente à mesma altura por cima do horizonte cerca de hora e meia depois do pôr-do-Sol. Consegue medir a hora exacta deste evento?

Dia 24/04: 114.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1066, foi observado o cometa Halley
Em 1967, o cosmonauta Vladimir Komarov morre a bordo da Soyuz 1, quando o pára-quedas se recusa a abrir. É o primeiro humano a morrer numa missão espacial.
Em 1970, é lançado o primeiro satélite chinês, o Dong Fang Hong I
Em 1990, STS-31: o telescópio espacial Hubble é lançado a bordo do vaivém Discovery.

Em 2007, Gliese 581 d é descoberto por um observatório chileano, que se acredita ser um planeta extrasolar habitável.
Observações:
Aproveite a noite para observar Saturno e os seus satélites. Quantos consegue observar com o seu telescópio?

Dia 25/04: 115.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1983 a sonda Pioneer 10 passava para além da órbita de Plutão.
Em 1990, astronautas a bordo do Space Shuttle Discovery (STS-31) colocam o Telescópio Espacial Hubble em órbita. 

Observações:
Lua em Quarto Minguante, pelas 03:48.

 
CURIOSIDADES



Um pulsar é uma estrela de neutrões que emite pulsos de sinal no rádio. Estas estrelas não são visíveis nas frequências que são observadas pelo olho humano embora possam estar associadas a nuvens de gás resultantes da supernova que lhes deu origem, como é o caso da Nebulosa do Caranguejo (M1). Este pulsar foi o primeiro a ser descoberto por Jocelyn Bell, em 1967.

 
VÉNUS E ÚRANO VISÍVEIS SÁBADO AO AMANHECER

Na manhã de Sábado, dia 23 de Abril, os observadores do céu vão ter uma rara oportunidade para avistar o planeta Úrano, pois estará muito perto do brilhante planeta Vénus, no céu ao amanhecer.

Pode facilmente avistar Vénus, pois é o objecto mais brilhante do céu mesmo antes do nascer-do-Sol, mas é melhor avistá-lo assim que seja visível por cima do horizonte a Este, isto para que o céu esteja ainda o mais escuro possível. Isto ajuda a avistar o pequeno planeta Úrano, visível mesmo no limite do olho humano sob condições perfeitas, mas na maioria das vezes, necessita binóculos ou um pequeno telescópio para o observar.

Este mapa estelar mostra a posição de Vénus e Úrano, ao amanhecer de Sábado.

O planeta Úrano em conjunção com Vénus, na manhã de dia 23 de Abril.
Crédito: Miguel Montes, Starry Night

No Sábado de manhã, Úrano estará cerca de meio-grau mesmo para cima de Vénus (hemisfério norte). Vai aparecer com uma magnitude de 5,9, e Vénus com magnitude -3,9, uma diferença de 9,8 magnitudes.

Isto significa que, tendo em conta que a escala de magnitudes é logarítmica, Vénus vai estar quase 10.000 vezes mais brilhante que Úrano.

Na realidade, os dois planetas estão separados por quase 20 UA (1 UA, ou unidade astronómica, é a distância entre a Terra e o Sol, cerca de 150 milhões de quilómetros), mas no céu da Terra estão separados por apenas 0,51º. Os dois planetas vão estar muito baixos no céu a Este e vão ser difíceis de ver por entre a luz do amanhecer. Será necessário um horizonte limpo e baixo a Este. Um pequeno par de binóculos será também essencial para avistar Úrano. Use o muito mais brilhante Vénus para localizar o ténue planeta Úrano.

Para os astrólogos da Antiguidade, estas conjunções estavam recheadas de significados sinistros. Para os astrónomos modernos, proporcionam meramente boas vistas, oportunidades fotográficas, embora esta conjunção seja difícil de capturar devido à extrema diferença de brilho.

Esta é a segunda de uma série de encontros próximos entre seis planetas no céu ao amanhecer durante os próximos dois meses. Apenas Saturno não participa nesta dança, dado que actualmente é rei do céu nocturno.

Aqui fica um resumo das próximas conjunções:

1 de Maio
8 de Maio
10 de Maio
11 de Maio
18 de Maio
20 de Maio
22 de Maio
Marte e Júpiter
Mercúrio e Vénus
Mercúrio e Júpiter
Vénus e Júpiter
Mercúrio e Vénus (novamente)
Mercúrio e Marte (novamente)
Vénus e Marte

Estas conjunções oferecem muitas oportunidades para excelentes fotografias e até com câmaras comuns. Use a sua lente na configuração mais longa, com uma ligeira subexposição para realçar as cores do amanhecer, e tente situar os planetas com silhuetas de objectos no pano da frente.

Links:

Vénus:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

Úrano:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - As Galáxias Peculiares de Arp 273
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAESA, e a Equipa Hubble Heritage (STScI / AURA)
 
As estrelas "pontiagudas" no pano de frente deste majestoso retrato cósmico estão bem dentro da nossa própria Via Láctea. As espectaculares galáxias situam-se bem para longe da nossa Galáxia, a mais de 300 milhões de anos-luz. O seu aspecto distorcido é devido às forças de marés e aos seus encontros uma com a outra. Catalogadas como Arp 273 (também como UGC 1810), as galáxias são peculiares, mas sabe-se agora que galáxias em interacção são comuns no Universo. De facto, a grande e vizinha Galáxia de Andrómeda, a uns 2 milhões de anos-luz de distância, está a aproximar-se da Via Láctea. Arp 273 pode ilustrar uma situação análoga do seu encontro futuro. Os encontros galácticos repetidos, numa escala de tempo cósmica, acabam por resultar na fusão em uma única galáxia. A partir da nossa perspectiva, os brilhantes núcleos das galáxias Arp 273 estão separados por pouco mais que 100.000 anos-luz. O anúncio desta imagem coincidiu com o 21.º aniversário do lançamento do Telescópio Hubble para órbita.
 

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