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Edição n.º 745
26/04 a 28/04/2011
 
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EFEMÉRIDES

Dia 26/04: 116.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1920 decorria o debate Shapley-Curtis sobre a natureza e distância das "nebulosas" espirais, na Academia Nacional de Ciências em Washington, D.C.. Shapley acreditava que a Via Láctea era todo o Universo, enquanto Curtis apoiava a teoria de um "universo ilha".
Em 1933 nascia Arno Penzias, que ganhou o prémio Nobel pelo seu contributo na descoberta da radiação cósmica de fundo.
Em 1962, a sonda Ranger 4 da NASA colide com a Lua.

Em 1994, físicos anunciam a primeira evidência da partícula subatómica T-quark.
Observações: Sirius, a estrela mais brilhante de Cão Maior, ainda brilha baixa a Sudoeste depois do pôr-do-Sol. Bem alta está Procyon, a estrela mais brilhante de Cão Menor. Bem para a esquerda e para cima de Procyon está Régulo em Leão. Quase a meio de caminho entre Procyon e Régulo, procure um ténue mas distinto asterismo: a cabeça da Hidra, a Serpente do Mar.

Dia 27/04: 117.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1999, passagem do Asteróide 1989 ML pela Terra (0.2520 UA).
Em 2002 foi a última telemetria bem sucedida Pioneer 10.

Observações: Esta semana, ao anoitecer, procure a Ursa Maior bem alta a Nordeste - quase no zénite, dependendo da sua latitude. Esta é a altura do ano quando, após o caír da noite, em que a Ursa Menor encontra-se na horizontal, para a direita da Estrela Polar.

Dia 28/04: 118.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1900, nascia Jan Oort, astrónomo holandês pioneiro no campo da radioastronomia.

nuvem de Oort tem o seu nome.
Em 1903, M. Wolf descobre o asteróide Iolanda (509).
Em 1913, G. Neujmin descobre o asteróide Faina (751). J. Palisa descobre o asteróide Oskar (750).
Em 1914, F. Kaiser descobre o asteróide Hohensteina (788)
Em 1916, M. Wolf descobre o asteróide Henrika (826).
Em 1924, J. Hartmann descobre o asteróide La Plata (1029).
Em 1932, C. Jackson descobre o asteróide Zambesia (1242). 
Em 2001, o milionário Dennis Tito torna-se no primeiro turista espacial. 
Observações: Um desafio para a manhã de Sexta-feira - levante-se cedo, algum tempo antes do nascer-do-Sol, agarre nuns binóculos ou num telescópio, e observe na direcção do horizonte a Este, meia-hora antes do nascer-do-Sol. A fina Lua, quase Nova, encontra-se a Este-Sudeste. Se o céu estiver limpo e desimpedido, deverá conseguir avistar Vénus, para baixo e bem para a sua esquerda. Com Vénus descoberto, tente observar Mercúrio, cerca de 5º para baixo e para a esquerda do planeta brilhante.

 
CURIOSIDADES


Se o Hubble passar bem alto no céu, e se este estiver relativamente escuro e limpo, pode ser observado à vista desarmada.

 
USANDO SUPERCOMPUTADORES PARA COMPREENDER SUPERNOVAS

Um astrofísico da Universidade de Princeton usou supercomputadores para simular uma explosão bem dentro de uma estrela chamada supernova. Não é uma explosão termonuclear comum como as que alimentam uma estrela saudável. Ao invés, é o tipo de explosão que sela o seu destino.

"O resto da estrela, a sua superfície, e a maioria da sua massa, está completamente abstraída do seu destino iminente, mas a explosão, que demora apenas várias segundos, propaga-se pela estrela num período de horas até um dia," explica Adam Burrows.

Cientistas no estado americano da Califórnia descobriram um novo tipo de explosão estelar. A descoberta centra-se numa supernova na galáxia NGC 1821, a 160 milhões de anos-luz, de acordo com o astrónomo Dovi Poznanski do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley. A luz da estrela chegou à Terra em 2002 e foi registada por um telescópio robótico do Observatório Lick.
Crédito: Tony Piro
 

Com ajuda do NSF (National Science Foundation), Burrows usou supercomputadores para criar espectaculares imagens tridimensionais que lhe permite espreitar dentro destas superestrelas mesmo antes de explodirem.

"Uma das coisas que descobrimos é que a estrela não explode como um anel que cresce de dentro para fora. Explode em gavinhas e dedos, com muita turbulência," explica Burrows. "O material ejectado na supernova começa então a colapsar-se. Algum deste gás irá formar a nova geração de estrelas e o ciclo começa novamente."

As supernovas são também a fonte dos muitos elementos pesados na natureza. De facto, sem eles, não existíamos!"

"Alguns destes elementos pesados fabricados nas supernovas incluem o cálcio dos nossos ossos, o fluoreto na nossa pasta de dentes, e o ferro no nosso sangue," afirma Burrows.

Uma nova imagem no infravermelho capturou o centro da nossa Galáxia num detalhe nunca antes alcançado - e mostra estrelas e gases rodopiando em torno do buraco negro supermassivo situado no coração da Via Láctea.
Crédito: NSF, Science Nation
 

Para fabricar estes elementos é necessário um imenso poder estelar." Quando as supernovas explodem, libertam o equivalente a 10^28 megatoneladas de TNT em energia. Só uma megatonelada é o equivalente explosivo às maiores bombas de hidrogénio," salienta.

As simulações computacionais das supernovas são criadas usando complexos modelos matemáticos e demoram meses a processar. "É um marco da astrofísica teórica sermos capazes de compreender as explosões com estas simulações."

Apenas as estrelas com mais de 8 massas solares acabam a sua vida neste género de violentas explosões. O nosso Sol é uma estrela muito calma em comparação com outras, conclui.

Links:

Notícias relacionadas:
NSF (comunicado de imprensa)
Vídeo da notícia (formato Quicktime)
PHYSORG.com

NSF:
Página oficial
Wikipedia

Supernovas:
Wikipedia
NASA

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Indústria mineira extraterrestre (via Universe Today)
No que parece estar a tornar-se tema comum, investigadores especularam sobre o tipo de dados observacionais oriundos de longínquos sistemas planetários que possam indicar a presença de uma civilização extraterrestre, neste caso exploração mineira de asteróides - mas chegaram à conclusão que a maioria dos efeitos de tal actividade seria difícil de distinguir de fenómenos naturais. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Nebulosa Olho de Gato
Crédito: NASAESAHEIC, e a Equipa Hubble Heritage (STScI/AURA)
(clique na imagem para ver versão maior)
 
Parecendo imóvel no espaço interestelar, a espantosa Nebulosa Olho de Gato situa-se a três mil anos-luz da Terra. Uma nebulosa planetária clássica, NGC 6543 representa a fase final, mas no entanto gloriosa, da vida de uma estrela tipo-Sol. A estrela central da nebulosa pode ter produzido estas simples conchas concêntricas de pó ao expelir as camadas superiores numa série de convulsões regulares. Mas a formação das estruturas centrais mais complexas ainda não são bem compreendidas. Esta espectacular imagem, capturada pelo Telescópio Espacial Hubble, mostra o olho cósmico com mais de metade de um ano-luz. Ao olhar para o Olho de Gato, os astrónomos poderão estar a ver o destino final do nosso Sol, a formação da sua própria nebulosa planetária... daqui a aproximadamente 5 mil milhões de anos.
 

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