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Edição n.º 748
06/05 a 09/05/2011
 
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EFEMÉRIDES

Dia 06/05: 126.º dia do calendário gregoriano.
Observações: A Lua Crescente brilha a Oeste após o anoitecer. A estrela brilhante para cima e para a direita do nosso satélite é Capella. Na direcção oposta (para baixo e para a esquerda da Lua), é ainda possível observar Betelgeuse de Orionte.
A partir de Sábado de manhã até dia 15 de Maio, conseguirá observar Mercúrio através de binóculos a menos de grau e meio para a direita de Vénus, e com Júpiter cabendo no mesmo campo de visão com 5º. Se possível, observe as suas mudanças a cada manhã!

Dia 07/05: 127.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1975, era lançado o Observatório Espacial de raios-X Explorer 53. 
Em 1992, era lançado pela primeira vez o Space Shuttle Endeavour (STS-49).

Em 1997, a sonda Galileo fazia o seu quarto "voo rasante" por Ganimedes
Observações: A Lua brilha em Gémeos esta noite, por baixo de Pollux e Castor. Para a esquerda da Lua está Procyon. Mais para a direita da Lua encontra-se Capella. Estas quatro estrelas formam um arco enorme por cima do crescente lunar ao lusco-fusco. Esta é uma cena típica de Primavera, repetida quando a Lua está Crescente todos os meses de Abril e Maio.
Maior elongação Oeste de Mercúrio, pelas 16:15.

Dia 08/05: 128.º dia do calendário gregoriano.
Observações: Por volta das 22 horas, a brilhante Vega a Nordeste e a brilhante Capella a Noroeste, estarão exactamente à mesma altura. O momento deste balanço depende da sua localização na zona horária, especialmente quão para Este se encontra. Consegue determinar a hora exacta deste evento no seu local?

Dia 09/05: 129.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1946, primeiro lançamento bem sucedido de um foguetão V-2 nos EUA.
Em 1962, era lançado o primeiro foguetão Atlas Centauro.

Em 1971 era lançada a Kosmos 419 (USSR). Não conseguiu atingir a órbita da Terra. 
Observações: Aproveite a noite para observar telescopicamente Saturno e os seus anéis. Consegue discernir alguns satélites com a ajuda de um planetário informático? Se sim, quantos? E quais?

 
CURIOSIDADES


Mizar e Alcor
eram usadas como teste de acuidade visual nas inspecções militares da antiguidade. Especificamente, para os árabes no deserto serviam como um teste de visão penetrante.

 
GRAVITY PROBE B CONFIRMA DUAS TEORIAS DO ESPAÇO-TEMPO DE EINSTEIN

A missão da sonda Gravity Probe B (GP-B) confirmou duas previsões fundamentais derivadas da Teoria Geral da Relatividade de Einstein, que foi desenhada para testar.

A experiência, lançada em 2004, usou quatro giroscópios ultra-precisos para medir a hipótese do efeito geodésico, a distorção do espaço e tempo em torno de um corpo gravitacional, e o arrasto de referenciais, o total que um objecto rodopiante puxa o espaço e o tempo à medida que roda.

A GP-B determinou ambos os efeitos com uma precisão sem precedentes ao apontar para uma única estrela, IM Pegasi, enquanto posicionada numa órbita polar em torno da Terra. Se a gravidade não afectasse o espaço e o tempo, os giroscópios da GP-B apontariam para sempre na mesma direcção enquanto em órbita. Mas, em confirmação com as teorias de Einstein, os giroscópios sofreram mudanças minúsculas mas mensuráveis na direcção da sua rotação, enquanto a gravidade da Terra os puxava.

Os efeitos previstos geodésicos e os efeitos de arrasto de referenciais, e a equação de Schiff para os calcular.
Crédito: Universidade de Stanford
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os achados estão detalhados na edição online da revista Physical Review Letters.

"Imagine a Terra como se estivesse imersa em mel. À medida que o planeta roda, o mel à sua volta iria também rodopiar, e o mesmo acontece com o espaço e o tempo," afirma Francis Everitt, investigador principal da GP-B da Universidade de Stanford, EUA. "A GP-B confirmou duas das mais profundas previsões do universo de Einstein, com profundas implicações nos mais variados campos da astrofísica. Igualmente, as décadas de inovação tecnológica por trás da missão serão um legado duradouro na Terra e no espaço."

A GP-B é um dos mais longos projectos na história da NASA, cujo desenvolvimento começou no Outono de 1963, com fundos iniciais para construir uma experiência giroscópica relativista. As décadas de desenvolvimento subsequente levaram a tecnologias inovadoras no controlo de perturbações ambientais na sonda, tais como o arrasto aerodinâmico, campos magnéticos e variações térmicas. O batedor estelar da missão e os giroscópios são os mais precisos já desenhados e produzidos.

A GP-B completou as suas operações de recolha de dados e foi desactivada em Dezembro de 2010.

"Os resultados da missão terão um impacto de longo-termo nos trabalhos dos físicos teóricos," afirma Bill Danchi, astrofísico sénior e cientista do programa na sede da NASA em Washington. "Cada dos desafios futuros às teorias da Relatividade Geral de Einstein terá que procurar medições mais precisas do que as obtidas pela esplêndida GP-B."

Impressão de artista da Gravity Probe B em órbita da Terra e a medir o espaço-tempo, uma descrição do Universo que inclui 4 dimensões: altura, comprimento, largura e tempo.
Crédito: NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

As inovações alcançadas pelo desenvolvimento da GP-B têm sido usadas nas tecnologias de GPS que permitem com que os aviões aterrem sem ajuda humana. Outras tecnologias da GP-B foram aplicadas na missão COBE (Cosmic Background Explorer) da NASA, que determinou com precisão a radiação de fundo do Universo. Esta medição é a base da teoria do Big-Bang e levou à atribuição do Prémio Nobel ao físico da NASA John Mather.

O conceito de satélite livre de arrasto, desenvolvido graças à GP-B, tornou possível a invenção de determinados satélites, entre eles o GRACE (Gravity Recovery and Climate Experiment) da NASA e o GOCE (Gravity field and steady-state Ocean Circulation Explorer) da ESA. Estes satélites providenciam as medições mais detalhadas da forma da Terra, críticas para a navegação precisa na terra e no mar, e para compreender a relação entre a circulação das correntes oceânicas e os padrões climáticos.

A GP-B também impulsionou as fronteiras do conhecimento e providenciou um campo de treino prático a mais de 100 estudantes de doutoramentos e 15 candidatos a mestre em Universidades americanas. Mais de 350 estudantes universitários e mais de 4 dúzias de estudantes do ensino secundário trabalharam também no projecto em conjunto com cientistas de topo e engenheiros aeroespaciais da indústria e do governo americano. Uma destas estudantes que trabalhou na Gravity Probe B tornou-se na primeira mulher no espaço, Sally Ride. Outro foi Eric Cornell, que ganhou o Prémio Nobel da Física em 2001.

"A GP-B proporciona-nos uma maior base de conhecimento acerca da relatividade e o seu impacto positivo será sentido nas carreiras dos estudantes cujas educações foram enriquecidas pelo projecto", afirma Ed Weiler, administrador associado para o Directorado de Missões Científicas na sede da NASA.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Universidade de Stanford (comunicado de imprensa)
Universidade de Stanford - 2
SPACE.com
Universe Today
Spaceflight Now
New Scientist
Nature
Space Daily
Popular Science
National Geographic
BBC News
AFP
MSNBC
Wired
Science
ScienceNews
Público
TIME

Gravity Probe B:
Universidade de Stanford
NASA
Wikipedia

Teoria Geral da Relatividade:
Wikipedia

 
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Há 50 Atrás: O Voo da Freedom 7
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASA
 
Há cinquenta anos atrás, perto do despertar da era espacial, os controladores da NASA "acenderam a vela" e enviaram o astronauta da Mercury, Alan Shepard, para o espaço no topo de um foguetão Redstone. A sua pequena cápsula espacial tinha o nome de Freedom 7. Transmitida via televisão para uma audiência global, a histórica Mercury-Redstone 3 (MR-3) foi lançada a partir de Cabo Canaveral, Flórida, EUA, às 9:34 (hora local) do dia 5 de Maio de 1961. O voo da Freedom 7 - o primeiro voo espacial americano - ocorreu menos de um mês depois da primeira aventura humana no espaço pelo cosmonauta soviético Yuri Gagarin. O voo sub-orbital de 15 minutos alcançou uma altitude de 186 km e uma velocidade máxima de 8262 km/h. À medida que Shepard olhava para o planeta Terra perto do pico da trajectória da Freedom 7, avistava os contornos da costa Oeste da Flórida, o Lago Okeechobe na Flórida central, o Golfo do México e as Bahamas.
 

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