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Edição n.º 750
13/05 a 16/05/2011
 
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EFEMÉRIDES

Dia 13/05: 133.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1733, num registo de um eclipse solar transmitido para a Sociedade Real, o astrónomo sueco Bigerus Vassenius torna-se na primeira pessoa a notar o brilho da Terra na Lua durante a totalidade.

Ele escreve que o seu telescópio, com um diâmetro focal de 6,4 metros, consegue observar algumas das principais características da Lua durante a obscuridade total.
Em 1999, lançamento do SETI@Home. Depois de alguns anos de preparação, o maior projecto informático distribuído do mundo começa a pesquisar os céus em busca de sinais enviados por uma civilização extraterrestre inteligente. 
Observações: Esta noite a Lua encontra-se para a direita de Saturno.

Dia 14/05: 134.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1861, um meteorito condrito de 859 gramas, atinge a Terra perto de Barcelona e é apelidado de meteorito Canellas.
Em 1973, lançamento da primeira estação espacial americana, o Skylab.

É a última descolagem do foguetão Saturno V
Observações: Esta noite é a vez de Espiga fazer companhia à Lua.

Dia 15/05: 135.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1618, Johannes Kepler confirma a sua descoberta, previamente rejeitada, da terceira lei do movimento planetário (descobriu-a primeiro a 8 de Março mas rejeitou a ideia pós ter feito alguns cálculos iniciais).
Em 1836, Francis Baily, um explorador e corretor de bolsa Britânico virado para a Astronomia aos 50 anos, observa na Escócia um eclipse total do Sol, no qual explica o fenómeno que ocorre no princípio e no fim da totalidade, agora conhecido como Contas de Baily.

Baily ajudou a fundar a Real Sociedade de Astronomia em Londres, reveu catálogos estelares e estudou meteorologia. Morreu a 30 de Agosto de 1844.
Em 1958, lançamento do Sputnik 3.
Em 1960, a União Soviética lança o Sputnik 4
Em 1963, lançamento da última missão do programa Mercury, o Mercury-Atlas 9 com o astronauta L. Gordon Cooper a bordo. Torna-se no primeiro americano a ficar mais de um dia no espaço.
Observações: Olhe para Norte ao caír da noite, bem alto, quase no zénite. Aí encontra-se a Ursa Maior, flutuando de cabeça para baixo. A estrela do meio da sua "pega" é Mizar; consegue ver a pequena Alcor lá bem perto? Para descobrir para que lado de Mizar se encontra Alcor, note que Vega está a subir a Nordeste. Uma linha de Mizar, através de Alcor, passa sempre por Vega.

Dia 16/05: 136.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969, a sonda soviética, Venera 5, aterra em Vénus.
Em 1992, o vaivém espacial Endeavour aterra em segurança após o seu voo inaugural.
Em 1997, a STS-84 atraca com a MIR para a sexta missão STS-MIR.

É o 122.º dia de Jerry Linenger como membro da tripulação da MIR.
No mesmo ano, imagens de todo o mundo do Cometa Halle-Bopp são colocadas online.
Observações: Olhe um terço do caminho entre Arcturo e Vega para encontrar o ténue semicírculo da constelação de Coroa Boreal. Depois olhe dois terços do caminho entre as mesmas estrelas até encontrar a constelação de Hércules.

 
CURIOSIDADES


A partir de baixa órbita terrestre (entre 250-560 km), várias construções feitas pelo Homem são visíveis: aeroportos, pontes, barragens e auto-estradas. A Grande Muralha da China, um dos feitos da Humanidade que ficou bastante famoso por se afirmar que era visível do espaço mesmo antes da era espacial, é na realidade muito ténue e apenas observável sob condições perfeitas (clique na imagem para discernir como se vê a Muralha do espaço).

 
DADOS DA GALILEU REVELAM OCEANO DE MAGMA POR BAIXO DE LUA DE JÚPITER

Uma nova análise de dados obtidos pela sonda Galileu da NASA revelou um oceano subsuperficial de magma derretido ou parcialmente derretido por baixo da superfície da lua vulcânica de Júpiter, Io.

A descoberta é a primeira confirmação directa deste género de camada de magma em Io e explica o porquê da lua ser o objecto mais vulcânico do Sistema Solar. A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, EUA; da Universidade da Califórnia em Santa Cruz; e da Universidade de Michigan, em Ann Arbor. O estudo foi publicado esta semana na revista Science.

"Os cientistas estão contentes por finalmente compreenderem a origem do magma de Io e por terem uma explicação para algumas das misteriosas assinaturas observadas nalguns dados do campo magnético obtidos pela Galileu," afirma Krishan Khurana, autor principal do estudo e antigo co-investigador da equipa do magnetómetro da Galileu. "Parece que Io emite continuamente um 'sinal' oriundo do campo magnético de Júpiter que coincide com o que seria de esperar caso existissem rochas derretidas ou parcialmente derretidas por baixo da superfície."

Io, o corpo mais vulcânico do Sistema Solar, é aqui visto nesta imagem obtida pela sonda Galileu em 1996. As características mais pequenas e discerníveis têm 2,5 km de tamanho.
Crédito: NASA/JPL/Universidade do Arizona
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Io produz cerca de 100 vezes mais lava por ano do que todos os vulcões da Terra. Embora os vulcões da Terra estejam localizados em "zonas quentes" como o Círculo de Fogo do Pacífico, os vulcões de Io estão distribuídos por toda a sua superfície. Um oceano global de magma entre 30 a 50 km por baixo da crosta de Io ajuda a explicar a actividade da lua.

"Já foi sugerido que tanto a Terra como a sua lua já tiveram oceanos similares de lava há milhares de milhões de anos atrás, durante a sua formação, mas que já arrefeceram," afirma Torrence Johnson, antigo cientista do projecto Galileu com base no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, que não esteve directamente envolvido no estudo. "O vulcanismo de Io diz-nos como é que os vulcões são e providencia uma janela no tempo para estilos de actividade vulcânica que podem ter ocorrido na Terra e na Lua durante o início da sua história."

A sonda Voyager da NASA descobriu os vulcões de Io em 1979, o que torna essa lua o único corpo no Sistema Solar, além da Terra, com activas vulcanicamente. A energia da actividade vulcânica vem do espremer e esticar da lua pela gravidade de Júpiter à medida que Io orbita o maior planeta do Sistema Solar.

A Galileu foi lançada em 1989 e começou a orbitar Júpiter em 1995. As assinaturas inexplicáveis apareceram em dados do campo magnético obtidos em passagens rasantes por Io em Outubro de 1999 e em Fevereiro de 2000. Após uma missão bem-sucedida, a sonda foi enviada propositadamente para a atmosfera de Júpiter em 2003.

Este gráfico e animação mostram a estrutura interna da lua de Júpiter, Io, revelada pela sonda Galileu.
Crédito: NASA/JPL/Universidade de Michigan/UCLA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Durante a fase final da missão da Galileu, os modelos da interacção entre Io e o intenso campo magnético de Júpiter, que banha a lua de partículas carregadas, não eram ainda suficientemente sofisticados para compreendermos o que se passava no interior de Io," afirma Xianzhe Jia, co-autor do estudo e da Universidade de Michigan.

Trabalhos recentes em física mineral mostraram que um grupo de rochas conhecidas como "ultramáficas" são capazes de transportar correntes eléctricas substanciais quando derretidas. As rochas ultramáficas são ígneas de origem, ou formam-se através do arrefecimento do magma. Na Terra, acredita-se que sejam originárias do manto. O achado levou Khurana e colegas a testar a hipótese de que a estranha assinatura tenha sido produzida por correntes fluindo numa camada derretida ou parcialmente derretida deste tipo de rochas.

Os testes mostraram que as assinaturas detectadas pela Galileu eram consistentes com uma rocha como lherzolito, uma rocha ígnea rica em silicatos de magnésio e ferro descoberta em Spitzbergen, na Noruega. A camada oceânica de magma em Io parece ter mais que 50 km, constituindo pelo menos 10% do manto da lua por volume. A elevada temperatura do oceano de magma provavelmente excede os 1200 graus Celsius.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
Universe Today
PHYSORG.com
Discovery News
AFP
io9
MSNBC
BBC News

Io:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

Júpiter:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

Sonda Galileu:
Página oficial (NASA)
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Encelado eleva-se
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Equipa de Imagem da CassiniISSJPLESANASA
 
O crescente da lua de Saturno, Encelado, iluminado pelo Sol, eleva-se por cima do lado nocturno do Senhor dos Anéis nesta dramática imagem obtida pela sonda Cassini. Capturada a 13 de Agosto de 2010, olhando na direcção do Sol durante uma passagem rasante pela lua gelada, a fotografia também traça camadas na atmosfera superior de Saturno, espalhando luz solar ao longo do brilhante limbo do planeta. Mais perto da sonda do que Saturno, Encelado está a uns meros 60.000 quilómetros da câmara da Cassini. A região polar sul da lua com 500 km está iluminada, incluindo plumas de vapor de água e partículas geladas, pulverizando ao longo de longas fissuras na superfície da lua. As fissuras têm o nome de listas de tigre. Descobertas pela primeira vez em imagens de 2005, as plumas são uma forte evidência de que água líquida existe perto da superfície da surpreendentemente activa lua Encelado.
 

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