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Edição n.º 766
08/07 a 11/07/2011
 
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EFEMÉRIDES

Dia 08/07: 189.º dia do calendário gregoriano.
Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 07:30.

Dia 09/07: 190.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1979, a sonda Voyager 2 efectuava o seu "flyby" por Júpiter.

A descoberta de actividade vulcânica no satélite Io foi provavelmente a maior descoberta da missão. 
Observações: Arcturo é a estrela mais brilhante a Sudoeste ou Oeste após o anoitecer. Vega é a mais brilhante a Este. A um terço do caminho entre estas duas estrelas, procure o ténue semicírculo da Coroa Boreal, A dois-terços, a constelação de Hércules.

Dia 10/07: 191.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1962 era lançado o Telstar, o primeiro satélite de comunicações a ser colocado em órbita.

Observações: Aproveite a noite para observar com um telescópio os enxames globulares de Hércules: M13 e M92.

Dia 11/07: 192.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1735, cálculos matemáticos sugerem que neste dia Plutão moveu-se do nono para o oitavo planeta mais distante do Sol, pela última vez até 1979.
Em 1801, o astrónomo francês Jean-Louis Pons faz a sua primeira descoberta cometária. Durante os 27 anos seguintes, descobre outros 36 cometas, mais do que qualquer outra pessoa na História. 
Em 1962 o cosmonauta Micolaev fica em órbita quatro dias, um recorde naquela época. No mesmo ano, é feita a primeira transmissão transatlântica de televisão por satélite.
Em 1979, a Skylab regressa à Terra.

A área de detritos situa-se entre o Oceano Índico Sudeste e uma secção pouco populada da parte Oeste da Austrália.
Observações: Esta noite a Lua encontra-se 2,5º para a direita de Antares, a estrela mais brilhante da constelação de Escorpião.

 
CURIOSIDADES


A Grande Nuvem de Magalhães (em inglês, Large Magellanic Cloud (LMC)) e a Pequena Nuvem de Magalhães (em inglês, Small Magellanic Cloud (SMC)) têm o seu nome atribuído em homenagem ao português Fernão de Magalhães que as terá observado pela primeira vez no século XVI.

 
CASSINI CAPTURA IMAGENS E SONS DE GIGANTESCA TEMPESTADE EM SATURNO

Os cientistas que analisam os dados da sonda Cassini da NASA têm agora os primeiros detalhes, de perto, acerca de uma tempestade em Saturno com 8 vezes a área da Terra.

A Cassini detectou pela primeira vez a tempestade no dia 5 de Dezembro de 2010, que até hoje continua. Aparece aproximadamente a 35º em latitude no hemisfério norte do planeta. As imagens obtidas pela sonda mostram que a tempestade dá a volta ao globo, cobrindo cerca de 4 mil milhões de quilómetros quadrados.

A tempestade é cerca de 500 vezes maior que a maior tempestade anteriormente observada pela Cassini durante alguns meses entre 2009 e 2010. Os cientistas estudaram os sons dos relâmpagos da nova tempestade e analisaram imagens obtidas entre Dezembro de 2010 e Fevereiro de 2011. Os dados dos instrumentos da Cassini mostram que os relâmpagos são 10 vezes mais frequentes que durante outras tempestades estudadas desde que a sonda chegou a Saturno em 2004. Os dados aparecem num artigo publicado na edição desta semana da revista Nature.

A gigantesca tempestade tem lugar no hemisfério norte de Saturno e dá a volta ao globo.
Crédito: NASA/JPL-Clatech/SSI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"A Cassini mostra-nos que Saturno é bipolar," afirma Andrew Ingersoll, autor do estudo e membro da equipa de imagem da Cassini no Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, EUA. "Saturno não é como a Terra e Júpiter, onde as tempestades são frequentes. O clima de Saturno parece ficar calmo durante anos e depois entrar em erupção violentamente. Estou deslumbrado por ter visto meteorologia tão espectacular graças à Cassini."

Durante a sua época mais intensa, a tempestade gerou mais de 10 relâmpagos por segundo. Mesmo até com uma resolução de milissegundos, os instrumentos da sonda tiveram dificuldade em separar os sinais individuais durante o período mais violento. Os cientistas criaram um ficheiro de som com os dados obtidos a 15 de Março, durante uma altura de menor intensidade.

A Cassini já detectou 10 tempestades em Saturno desde que entrou em órbita do planeta e quando era Verão no seu hemisfério sul, com completa iluminação solar e sem sombras dos anéis. Estas tempestades passaram por uma área no hemisfério sul denominada "Beco das Tempestades." Mas a iluminação do Sol nos hemisférios sofreu uma inversão por volta de Agosto de 2009, quando a Primavera começou no hemisfério norte.

"Esta tempestade é sensacional porque mostra como a mudança das estações e a iluminação solar podem agitar dramaticamente o tempo em Saturno," afirma Georg Fischer, autor principal do estudo e membro da equipa da Cassini, da Academia de Ciências da Áustria em Graz. "Observamos tempestades em Saturno há já quase sete anos, por isso esta tempestade, tão diferente das outras, pôs-nos em pulgas."

Estes imagens em cores falsas obtidas pela sonda Cassini contam a história diária de uma gigantes tempestade que se desenvolveu a partir de uma pequena mancha que tinha aparecido 12 semanas antes a latitudes médias norte.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/SSI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os resultados da tempestade são derivados das primeiras actividades de uma nova campanha "Busca por Tempestades em Saturno." Durante esta campanha, a Cassini observa locais com tempestades durante os intervalos das suas observações planeadas. No mesmo dia que os instrumentos detectaram os primeiros relâmpagos, as câmaras da Cassini por coincidência estavam a apontar precisamente para esse local como parte da campanha e capturaram uma imagem de uma nuvem pequena mas brilhante. Dado que a análise dessa imagem não foi feita imediatamente, Fischer enviou uma comunicação para a comunidade astronómica amadora global, com o objectivo de recolher mais imagens. Um imenso número de imagens amadoras ajudou os cientistas a seguir a tempestade à medida que crescia rapidamente, contornando o planeta no final de Janeiro de 2011.

Os novos detalhes acerca desta tempestade complementam as perturbações atmosféricas descritas recentemente pelos cientistas usando o espectrómetro infravermelho da Cassini e o VLT do ESO. A tempestade é a maior já observada por qualquer outra sonda já em órbita de Saturno. O Telescópio Espacial Hubble capturou também imagens de uma tempestade igualmente violenta em 1990.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Som capturado pela Cassini (formato MP3)
Nature (requer subscrição)
Nature
PHYSORG.com
SPACE.com
New Scientist
COSMOS
Discover
Universe Today
Wired
MSNBC
AFP
Euronews
UPI.com

Saturno:
Solarviews
Wikipedia

Cassini:
Página oficial (NASA)
Wikipedia

 
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Nascer-do-Sol em Tycho
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASA / GSFC / Universidade Estatal do Arizona / Lunar Reconnaissance Orbiter
 
O pico central da cratera Tycho provoca uma sombra muito longa e escura perto do nascer-do-Sol nesta espectacular paisagem lunar. A dramática e oblíqua imagem foi registada no dia 10 de Junho pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter. Com um detalhe de cortar a respiração, são observáveis encostas repletas de pedregulhos e sombras à sua maior resolução, com 1,5 metros por pixel. Este complexo rugoso mede cerca de 15 km, formado devido ao gigante impacto que criou a famosa cratera, recheada de raios, há 100 milhões de anos atrás. O cume do seu pico central mede 2 quilómetros de altura.
 

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