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Edição n.º 793
11/10 a 13/10/2011
 
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EFEMÉRIDES

Dia 11/10: 284.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1958, lançamento da sonda Pioneer 1 (a sonda cai para a Terra e é destruída).
Em 1968, lançamento da Apollo 7, a primeira missão tripulada do programa Apollo.
Em 1984, a astronauta Kathryn D. Sullivan, da missão STS-41G, torna-se na primeira mulher a fazer um passeio espacial.

Em 2000, lançamento da missão STS-92 do vaivém Discovery
Observações: Quando as estrelas começam a ficar visíveis ao anoitecer, já Cassiopeia está bem alta a Nordeste, mais que a Ursa Maior a Noroeste.

Dia 12/10: 285.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1964, lançamento do Voskhod 1, a primeira missão com uma tripulação de várias pessoas e o primeiro voo sem fatos espaciais. 

Em 1994, destruição da Magalhães na atmosfera de Vénus
Em 2005, o segundo voo espacial da China. O Shenzhou 6 transportava dois astronautas durante cinco dias em órbita. 
Observações: Lua Cheia, pelas 03:06.

Dia 13/10: 286.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1773, Charles Messier descobria a Galáxia do Catavento (M51).

Em 1892, Edward Emerson Barnard descobre D/1892 T1, o primeiro cometa por meios fotográficos. 
Em 1933, criação da Sociedade Interplanetária Britânica
Observações: Esta noite a Lua brilha perto de Júpiter, que se aproxima da sua oposição.

 
CURIOSIDADES


Devido à ressonância orbital 3:2 de Mercúrio, um dia solar em Mercúrio tem a duração de 2 anos mercurianos.

 
URANO RECEBEU A SUA INCLINAÇÃO DEVIDO A MÚLTIPLOS IMPACTOS

Um novo estudo sugere que o planeta gigante Úrano foi inclinado para um lado por uma sucessão de "murros" em vez de um único KO como se pensava anteriormente. O achado lança luz sobre a história de Úrano e das suas muitas luas. Pode também forçar os astrónomos a repensar as suas ideias acerca da formação e evolução dos planetas gigantes do Sistema Solar.

"A teoria padrão da formação planetária assume que Úrano, Neptuno e os núcleos de Júpiter e Saturno foram formados por acreção de pequenos objectos no disco protoplanetário," afirma Alessandro Morbidelli, líder do estudo do Observatório da Riviera Francesa em Nice. "Não devem ter sofrido colisões gigantes. O facto de Úrano ter sido atingido pelo menos duas vezes sugere que os impactos eram comuns na formação dos planetas gigantes," acrescenta Morbidelli. "Por isso, a teoria padrão tem que ser revista."

Úrano é um planeta invulgar. O seu eixo de rotação está inclinado uns incríveis 98 graus, o que significa que essencialmente roda de lado. Nenhum outro planeta tem uma inclinação parecida. Júpiter está inclinado 3 graus, e a Terra 23 graus.

Observações de Urano perto do infravermelho revelam o seu ténue sistema de anéis, realçando a grande inclinação do planeta.
Crédito: Lawrence Sromovky, Univ. Wisconsin-Madison, Observatório Keck
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os cientistas há muito que suspeitam que um impacto violento deve ter inclinado Úrano. O conhecimento aceite é que um único objecto, com várias vezes a massa da Terra, fez esse estrago, colidindo há muito tempo atrás com Úrano, realçaram os investigadores. Após levarem a cabo uma série de simulações computacionais, Morbidelli e a sua equipa podem ter descoberto uma explicação melhor.

A pesquisa foi apresentada no passado dia 6 de Outubro numa reunião do Congresso Europeu de Ciências Planetárias e da Divisão de Ciências Planetárias da Sociedade Astronómica Americana, que teve lugar em Nantes, França.

Os investigadores começaram por modelar o cenário de impacto único. Descobriram que a colisão provavelmente ocorreu nos primeiros tempos do Sistema Solar, quando Úrano estava ainda rodeado pelo disco de gás e poeira que iria eventualmente formar as suas luas. Após esta monstruosa colisão, o disco teria sido reformado em torno do novo plano equatorial, altamente inclinado, de Úrano. As luas assim partilhariam da inclinação de Úrano, como fazem.

Até agora, tudo bem, mas depois as simulações proporcionaram uma surpresa, dizem os cientistas. Se tivesse havido apenas uma colisão, as luas de Úrano teriam ficado com movimento retrógrado, orbitando na direcção oposta da que os astrónomos observam actualmente. Para corresponder à discrepância, os investigadores ajustaram um pouco os parâmetros da sua simulação.

Descobriram que uma série de pelo menos duas colisões mais pequenas conseguem explicar os movimentos das luas muito melhor do que um único impacto gigante. Concluem por isso que o Sistema Solar primitivo deve ter sido muito mais volátil e violento do que se pensava.

Links:

Notícias relacionadas:
SPACE.com
Universe Today
PHYSORG.com
National Geographic
Discovery News
Science
Scientific American
UPI.com
io9

Urano:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

Europlanet:
Página principal

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - O Primeiro Dia da MESSENGER
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASA/JHU APL/CIW
 
Um dia solar num planeta é o tempo que demora ir de meio-dia a meio-dia. Um dia solar são 24 horas no planeta Terra. Em Mercúrio, um dia solar tem a duração de 176 dias terrestres. E durante o seu primeiro dia solar em Mercúrio, a sonda MESSENGER capturou quase a totalidade da superfície do planeta mais interior de modo a gerar um mapa monocromático com uma resolução de 250 metros por pixel e um mapa a cores com uma resolução de 1 km por pixel. Exemplos destes mapas, mosaicos construídos a partir de milhares de imagens obtidas sobre condições de iluminação uniforme, estão apresentados acima (monocromático à esquerda), ambos centrados ao longo do meridiano 75º Este de longitude. O segundo dia mercuriano da sonda MESSENGER irá provavelmente incluir mais observações a alta-resolução.
 

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