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Edição n.º 817
03/01 a 05/01/2012
 
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EFEMÉRIDES

Dia 03/01: 3.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1888, é usado pela primeira vez o telescópio refractor do Observatório Lick, com 91 cm em diâmetro. Era o maior telescópio do mundo na altura.
Em 1999, lançamento da sonda Mars Polar Lander e Deep Space 2.
Em 2000, flyby da sonda Galileu pela lua de JúpiterEuropa.

A sonda passou a uma altitude de 351 km.
Observações: Júpiter brilha para a direita da Lua esta noite.
Durante as primeiras horas de dia 4 (noite de 3 para 4), tente observar a chuva de meteoros das Quadrântidas.

Dia 04/01: 4.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1610, estes foram possivelmente os dias mais importantes da história da Astronomia.

Galileu Galilei aponta o seu telescópio ao céu e observa crateras e montanhas na Lua, manchas em movimento no Sol, quatro luas à volta de Júpiter, as fases de Vénus e as estrelas da Via Láctea.
Em 1958, o Sputnik 1 cai para a Terra a partir de órbita.
Em 1959, a Luna 1 torna-se na primeira sonda a chegar à vizinhança da Lua.
Em 2004, o rover Spirit da NASA aterra com sucesso em Marte
Observações: A Terra encontra-se no periélio, a distância mais próxima do Sol (apenas 1/30 mais próxima do que o afélio em Julho).
Esta noite a Lua brilha perto do enxame das Plêiades.
Também poderá observar telescopicamente a Grande Mancha Vermelha em Júpiter a partir das 21:15.

Dia 05/01: 5.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969, lançamento da sonda soviética Venera 5.

Chega a Vénus em 16 de Maio de 1969. Depois, antes de se fragmentar na atmosfera, a cápsula foi suspensa por um pára-quedas durante 53 minutos enquanto recolhia dados da atmosfera venusiana. A sonda também transportava um medalhão com os símbolos da antiga União Soviética.
Em 2005, Éris, o maior planeta anão conhecido do Sistema Solar, é descoberto pela equipa científica de Michael E. Brown, Chad Trujillo e David L. Rabinowitz, usando imagens obtidas originalmente a 21 de Outubro de 2003, no Observatório Palomar
Observações: Esta noite a brilhante Lua está entre as Plêiades e Aldebarã.

 
CURIOSIDADES


Ao contrário das missões Apollo, que levaram 3 dias até à Lua, as GRAIL viajaram durante três meses e três semanas.

 
SONDAS GÉMEAS JÁ ORBITAM A LUA

Dois novos satélites estão agora em órbita da Lua, e podem revelar se consumiu uma irmã há muito tempo atrás.

As sondas GRAIL, que foram lançadas em conjunto em Setembro, entraram em órbita lunar separadamente a 31 de Dezembro e a 1 de Janeiro.

Estão desenhadas para produzir o mapa mais detalhado jamais obtido do campo gravítico da Lua, que é disforme graças às suas montanhas, crateras, fluxos de lava e outras irregularidades - o lado oculto da Lua é muito mais montanhoso do que o seu lado visível, por exemplo.

"Não sabemos o porquê dos lados serem tão diferentes," afirma a cientista principal da missão, Maria Zuber do Instituto de Tecnologia do Massachusetts em Cambridge.

Uma teoria é a de que a Terra já teve duas luas, e que a segunda colidiu no lado oculto a baixa-velocidade, criando as terras altas. As GRAIL vão pesquisar sinais de tal colisão.

Impressão de artista das duas sondas GRAIL em órbita da Lua.
Crédito: Lockheed Martin
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Orbitando a apenas 55 km, os satélites gémeos vão usar sinais de microondas para medir a distância entre eles, que varia consoante a atracção do terreno por baixo, até uma precisão da largura de um cabelo humano.

Espera-se que o mapa gravítico resultante seja 100 vezes mais preciso do que o actual, para o lado visível, e 1000 vezes para o lado oculto. "Quando melhoramos por um factor de dois, aprendemos muito, e melhorar por um factor de 1000 é transformativo," afirma Zuber.

As baterias e painéis solares de ambas as sondas estão gerar mais energia do que o esperado. Zuber pensa que terão energia suficiente para sobreviver um eclipse lunar em Junho - quando a Terra bloquear a luz solar. Isto permitirá às sondas continuar a operar durante mais seis meses.

Se tal acontecer, a equipa diminui a altitude das sondas até uma órbita corajosa de apenas 25 km por cima da superfície. Isto permitirá o estudo da estrutura das crateras até um diâmetro mínimo de 15 km - "o tamanho mais comum das características dos planetas terrestres," afirma Zuber.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Universe Today
Sky & Telescope
SPACE.com
Spaceflight Now
New Scientist
Discover
Discovery News
UPI.com
YouTube
BBC News
Reuters
Euronews
Diário de Notícias
tek
Público
Expresso

Lua:
Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve 
Wikipedia

GRAIL:
NASA
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Descubra a Lua
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Jimmy Westlake (Colorado Mountain College)
 
Onde está a Lua Cheia? Algures nesta imagem, a Lua da Terra joga às escondidas. É visível a totalidade da Lua, na sua fase Cheia. Até o preciso olho do fotógrafo não a conseguiu descobrir embora soubesse exactamente para onde olhar -- apenas a longa exposição da sua câmara a avistou -- e mal. Já a deve ter conseguido descobrir. Porque é que é tão difícil de observar? Para começar, esta fotografia foi obtida durante o eclipse lunar total do mês passado, quando a sombra da Terra tornou a Lua muito mais ténue do que uma Lua Cheia normal. Mais, a imagem, obtida a partir do estado americano do Colorado, foi capturada apenas 12 minutos antes do nascer-do-Sol. Com a Lua exactamente do lado oposto do Sol no céu, isto significa que o Sol estava mesmo por baixo do horizonte, mas ainda iluminando pouco o céu. Por último, dado que a Lua estava apenas 2 graus por cima do horizonte, o grande volume de ar entre a câmara e o horizonte espalhava muita da luz oriunda do nosso satélite natural. Doze minutos após esta imagem ter sido obtida, o Sol espreitou pelo horizonte e a Lua pôs-se.
 

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