Problemas ao ver este email? Consulte a versão web.

Edição n.º 873
17/07 a 19/07/2012
 
Siga-nos:      
 
 
 
EFEMÉRIDES

Dia 17/07: 199.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1975, a Apollo 18 e Soyuz 19 efectuaram o primeiro acoplamento internacional (Apollo/Soyuz) no Espaço.

Em 2007, descoberta do objecto trans-neptuniano 2007 OR10.
Observações: As duas estrelas mais brilhantes do Verão são Vega, bem alta a Este ao anoitecer, e Arcturo, muito alta a Sudoeste. Compare as suas cores. Vega tem cor esbranquiçada com um tom de azul; Arcturo tem um pálido tom amarelo-laranja. São estrelas relativamente próximas: Vega está a 25 anos-luz, Arcturo está a 37.

Dia 18/07: 200.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1965, lançamento do satélites russo Zond 3.
Em 1966, lançamento da Gemini 10 numa missão de 70 horas que inclui o acoplamento com um veículo de alvo Agena.
Em 1969, a Apollo 11 prepara-se para aterrar na Lua.

Observações: Assim que encontre Vega e Arcturo (ver dia de ontem), imagina uma linha entre as duas estrelas. A um terço do caminho desde Vega está a ténue constelação de Hércules. A dois-terços está o pequeno semicírculo da Coroa Boreal, com apenas um única estrela de brilho modesto, Alphecca ou Gemma.

Dia 19/07: 201.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1846 nascia Edward Pickering, espectroscopista americano pioneiro e director do Observatório da Universidade de Harvard entre 1876 e 1919.

Esta foi a era da introdução da fotografia na Astronomia e a colecção de chapas fotográficasiniciada durante o tempo de Pickering é ainda uma valiosa fonte de dados.
Em 1912, um meteorito com uma massa estimada de 190 kg explode sobre a cidade de Holbrook, no estado americano do Arizona, provocando a queda de aproximadamente 16.000 pedaços de detritos. 
Em 1985, o Presidente George H. W. Bush decide mandar pela primeira vez um professor para o espaço. A professora Christa McAuliffe seria a primeira a bordo do vaivém espacial Challenger na missão STS-51-L que a 28 de Janeiro de 1986 explodiria 73 segundos após o lançamento.  
Observações: Lua Nova, pelas 05:24.
Esta é a altura do ano em que a Ursa Maior, a Noroeste após o anoitecer, começa a descer para a direita, como se se estivesse preparando para recolher água. E a Ursa Menor, apoiando-se na vertical graças à Estrela Polar no final da sua "pega", começa a descaír para a esquerda numa queda que durará seis meses.

 
CURIOSIDADES


A NASA e a Microsoft anunciaram um novo jogo baseado na tecnologia Kinect que segue o movimento do jogador e que tem o objectivo de fazer aterrar o rover Curiosity em Marte.

 
ROVER CURIOSITY A CAMINHO DA ATERRAGEM NO INÍCIO DE AGOSTO

Segundo a NASA, o rover Curiosity vai cumprir a data de chegada a Marte, planeada para 6 de Agosto, e assim começar uma missão de dois anos em que tentará descobrir se a vida microbiana já existiu no Planeta Vermelho.

Pousar o rover, com o tamanho de um Mini, não é claramente uma tarefa fácil, dizem os cientistas da NASA. "A aterragem do Curiosity é o momento mais difícil na história da exploração robótica planetária da NASA," afirma John Grunsfeld, vice-administrador do Directorado de Missões Científicas da NASA em Washington, EUA. "Embora o desafio seja enorme, a capacidade e determinação da equipa dá-me grande confiança numa aterragem bem-sucedida," afirma Grunsfeld num comunicado.

O Curiosity, que os cientistas da NASA descreveram como uma "máquina de sonhos" de 2,5 mil milhões de dólares, foi lançado a partir de Cabo Canaveral em Novembro de 2011, e vai aterrar na cratera Gale em Marte, perto de Aeolis Mons, às 06:31 (hora de Portugal) do dia 6 de Agosto.

Esta impressão de artista mostra o rover Curiosity, um robot móvel que vai investigar a capacidade, passada ou presente, de Marte albergar vida microbiana.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O rover, que tem seis rodas e pesa 900 quilogramas, está chegando ao fim da sua viagem espacial de 570 milhões de quilómetros. O veículo que transporta o rover Curiosity irá deslizar pela atmosfera superior de planeta, em vez de "cair como uma rocha", de modo a garantir a aterragem mais segura e precisa possível.

Os directores da missão da NASA dizem que ao contrário das anteriores missões, o Curiosity é demasiado pesado para aterrar no solo marciano com a ajuda de airbags. Por isso, os engenheiros do JPL (Jet Propulsion Laboratory) da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia, dizem que optaram pelo método de "guindaste aéreo" -- uma "mochila com retrofoguetes" que controlam a velocidade e que vão gentilmente colocar o Curiosity em Marte.

Nos sete minutos que antecedem a aterragem, com a ajuda de um pára-quedas gigante, a cápsula que transporta o rover diminuirá desde os 5900 m/s até apenas três-quartos de metro por segundo. "Estes 'sete minutos de terror' são a parte mais complicada de toda a missão," afirma Pete Theisinger, gestor do projecto MSL (Mars Science Laboratory) do JPL.

"Para a aterragem ser bem-sucedida, centenas de eventos têm que correr na perfeição, muitos com a duração de apenas uma fracção de segundo e todos controlados autonomamente pela nave," acrescenta Theisinger. "Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para ter sucesso. Esperamos que o Curiosity aterre em segurança, mas não existem garantias. Os riscos são reais."

Em Junho, a NASA anunciou que tinha refinado a elipse de aterragem -- agora com 6,4 km de largura e 19,3 de comprimento, em vez dos 19,3 de largura e 25,7 de comprimento -- do Curiosity perto de Aeolis Mons na cratera Gale. O destino principal da missão está situado na base da montanha. A viagem desde o local de aterragem até lá poderá demorar meses.

A área onde o rover Curiosity vai aterrar a 6 de Agosto tem uma diversidade geológica que os cientistas anseiam investigar, vista aqui neste mapa em cores falsas com base em dados da sonda Mars Odyssey.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/ASU
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Em órbita do planeta, uma verdadeira armada de sondas prepara-se para capturar o momento da aterragem.

A Mars Odyssey, que serve como posto de retransmissão dos dados, está actualmente com problemas de telemetria e no seu sistema de controlo de atitude, o que significa que poderá não estar em posição para seguir e retransmitir dados em tempo-real da descida, possivelmente atrasando o envio de telemetria para a Terra por várias horas, de extrema importância para se saber quanto antes se o rover sobreviveu ou não à aterragem em Marte. A equipa da sonda está a estudar o porquê dos problemas e espera resolvê-los a tempo do "espectáculo".

Tanto a MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) como a Mars Express da ESA levaram a cabo manobras especiais de alinhamento em ordem a conseguirem observar a chegada. A primeira tentará capturar imagens do rover à medida que desce e aterra na superfície - possivelmente capturando o rover durante a fase do "guindaste aéreo" - mas a MRO consegue apenas registar dados para envio posterior, ao passo que a Odyssey podia enviá-los imediatamente. A Mars Express, por outro lado, não estará alinhada para observar o último minuto da EDL (Entry, Descent, Landing, que perfazem os estágios da chegada do Curiosity a Marte).

O Curiosity é duas vezes mais longo e cinco vezes mais pesado que os rovers marcianos anteriores, o Spirit e Opportunity, e está equipado com 10 instrumentos científicos. Transporta um gerador nuclear, tem um mastro com câmaras de alta-definição e um laser para estudar alvos a uma distância de até 7 metros.

Durante as primeiras semanas da missão, os controladores da missão vão passar o rover por uma série de testes e actividades para caracterizar a sua performance em Marte, à medida que aumentam as suas investigações científicas. O Curiosity começará então a investigar se a área onde se encontra já teve um ambiente favorável à vida microbiana.

O Curiosity vai usar ferramentas num braço robótico para recolher amostras do solo marciano e depositá-los num laboratório dentro do rover, onde poderá levar a cabo estudos da composição química e mineral.

Outros instrumentos no rover vão examinar o ambiente em redor, não só em busca de condições de habitabilidade passada, mas também de factores perigosos para a vida, como a radiação.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
JPL (comunicado de imprensa)
SPACE.com
Universe Today
PHYSORG
BBC News

Rover Curiosity (MSL):
NASA
NASA - 2 
Wikipedia
Sete minutos de terror (YouTube)

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

Cratera Gale:
Wikipedia
Aeolis Mons (Wikipedia)
Vídeo sobre a cratera Gale (YouTube)

Mars Odyssey:
NASA
Wikipedia

MRO:
Página oficial da NASA 
Página oficial do JPL
Wikipedia

Mars Express:
Página oficial da ESA 
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Nebulosa de Orionte
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAESA, M. Robberto (STScI/ESAet al.
 
Poucas vistas cósmicas excitam a nossa imaginação como a Nebulosa de Orionte. Também conhecida como M42, o gás brilhante rodeia estrelas jovens e quentes no limiar de uma gigantesca nuvem interestelar a apenas 1500 anos-luz de distância. A Nebulosa de Orionte proporciona uma das melhores oportunidades para estudar como as estrelas nascem parcialmente porque é a grande região de formação estelar mais próxima, mas também porque as estrelas energéticas da nebulosa expeliram o gás obscurecente e as nuvens de poeira que poderiam bloquear o nosso ponto de vista - fornecendo um olhar íntimo sobre um grande número de estágios do nascimento e evolução estelar. Esta imagem da Nebulosa de Orionte é a mais detalhada até agora, construída com dados obtidos pelo instrumento ACS (Advanced Camera for Surveys) a bordo do Telescópio Espacial Hubble e pelo telescópio La Silla de 2,2 metros do ESO. O mosaico contém mil milhões de pixéis na sua resolução total e revela cerca de 3000 estrelas.
 

Arquivo | Feed RSS | CCVAlg.pt | CCVAlg - Facebook | CCVAlg - Twitter | Remover da lista

Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione listmaster@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um carácter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook, o Windows Live Mail ou o Thunderbird.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando-nos.

Esta mensagem do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve destina-se unicamente a informar e não pode ser considerada SPAM, porque tem incluído contacto e instruções para a remoção da nossa lista de email (art. 22.º do Decreto-lei n.º 7/2004, de 7 de Janeiro).

2012 - Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve.