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Edição n.º 945
26/03 a 28/03/2013
 
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EFEMÉRIDES

Dia 26/03: 85.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1958, o exercito dos Estados Unidos lança o Explorer 3.

Observações: Olhe para Noroeste após o anoitecer em busca da constelação Cassiopeia, com a forma de um W virado 90º no sentido dos ponteiros do relógio.

Dia 27/03: 86.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969, era lançada a Mariner 7

Observações: Lua Cheia, pelas 09:27.
A partir das 21:55, Io desaparece em frente de Júpiter. A sua sombra torna-se visível pelas 23:06.

Dia 28/03: 87.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1802, Heinrich Wilhem Matthäus Olbers descobre 2 Pallas, o segundo asteróide descoberto pelo Homem.

Em 1993 foi descoberto um resto de supernova na galáxia M81 (Ursa Maior), pelo astrónomo amador espanhol Francisco Garcia Diaz.
Observações: Vénus em conjunção superior, pelas 18:00.
Esta noite a Lua encontra-se para baixo e para a esquerda de Espiga. Ainda mais para baixo e para a esquerda da Lua está Saturno. Estes três astros formam quase uma linha recta.

 
CURIOSIDADES


O Sol muda a orientação do seu campo magnético a cada 11 anos (valor médio - pode variar entre 9 e 14 anos). No final de cada ciclo o pólo norte magnético do Sol troca de posição com o pólo sul magnético, dando-se um máximo solar. Chama-se máximo solar porque durante este período o Sol tem maior número de manchas solares e emissões de matéria que nos restantes períodos ao longo dos anos do ciclo solar.
O último máximo solar ocorreu em 2000. Pensava-se que o novo máximo solar teria lugar em 2010 ou 2011. No entanto, projecções recentes dizem que o máximo deverá chegar no Outono de 2013.

 
CIENTISTAS DESCOBREM QUE LUA E ASTERÓIDES PARTILHAM HISTÓRIA
Cientistas descobriram agora que o estudo de meteoritos oriundos do asteróide gigante, Vesta, ajuda a melhor compreender o evento conhecido como "Último Grande Bombardeamento"ou "Cataclismo Lunar", quando um reposicionamento dos gigantes gasosos destabilizou uma parte da cintura de asteróides e desencadeou um bombardeamento a nível de todo o Sistema Solar. Anteriormente, os investigadores dispunham de apenas amostras lunares para o seu trabalho. Agora usam também classes de meteoritos conhecidos como howarditos e eucritos,, que estão relacionados com Vesta, para estudar o cataclismo lunar, providenciando-lhes com três vezes mais amostras para analisar. O mosaico do lado oculto da Lua tem por base dados da sonda LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) da NASA. À direita está uma imagem do asteróide gigante Vesta obtida pela sonda Dawn. As inserções no centro mostram finas secções da amostra lunar 10069-13 e do eucrito NWA1978.
Crédito: NASA/GSFC/ASU/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

De acordo com uma equipa de investigadores do Instituto NLSI (Lunar Science Institute) da NASA, o asteróide Vesta, e talvez outros grandes asteróides, têm mais em comum com a Lua da Terra do que se pensava. Tanto Vesta como a Lua parecem ter sido bombardeados pela mesma população de projécteis velozes há quatro mil milhões de anos atrás.

Apesar do facto de que a Lua está localizada longe do asteróide Vesta, na cintura principal de asteróides entre as órbitas de Marte e Júpiter, parecem partilhar um pouco da mesma história de bombardeio. As idades radiométricas das rochas lunares recolhidas pelos astronautas das missões Apollo têm sido desde há muito utilizadas para estudar a história do bombardeamento da Lua.

Da mesma forma, as idades derivadas de amostras de meteoritos têm sido usadas para estudar a história de colisão de asteróides na cintura principal. Em particular, os meteoritos howarditos e eucritos (espécies comuns na colecções de meteoritos) têm sido usados para estudar o asteróide Vesta, o seu corpo principal. Agora, pela primeira vez, uma equipa internacional de cientistas ligou estes dois conjuntos de dados, e descobriu que a população de projécteis responsáveis pela formação de crateras e bacias na Lua também impactaram com Vesta a velocidades muito altas, o suficiente para deixar para trás uma série de idades reveladoras dos impactos.

Esta pesquisa foi possível graças a um trabalho multidisciplinar, incluindo geoquímica, dinâmica, simulações de eventos de impacto e observações de sondas espaciais. Os resultados foram publicados na edição de Março da revista Nature Geoscience.

"É sempre intrigante quando a pesquisa interdisciplinar muda a nossa forma de entender a história do Sistema Solar," afirma Yvonne Pendleton, directora do NLSI.

Com a ajuda de simulações em computador, os cientistas determinaram que os meteoritos de Vesta registaram impactos de projécteis invulgarmente velozes, desde há muito desaparecidos. Eles deduziram que este período de bombardeamento esteve relacionado com um momento da história do Sistema Solar, há quatro mil milhões de anos atrás, em que os gigantes gasosos, como Júpiter e Saturno, migraram das suas órbitas originais para a sua localização actual.

As conclusões da equipa suportam a teoria de que este reposicionamento dos planetas gigantes gasosos destabilizaram partes da cintura de asteróides e desencadearam um bombardeamento de asteróides a nível de todo o Sistema Solar. Este evento, chamado "Cataclismo Lunar" ou "Último Grande Bombardeamento", puxou muitos asteróides para órbitas que os fez colidir com a Terra e com a Lua. A pesquisa fornece novas restrições sobre o início e duração do cataclismo lunar, e demonstra que o cataclismo foi um evento que afectou não apenas os planetas do Sistema Solar interior, mas também a cintura de asteróides.

A interpretação dos howarditos e eucritos pela equipa foi melhorada por observações recentes da superfície de Vesta pela sonda Dawn da NASA. Além disso, a equipa usou os modelos dinâmicos mais recentes da evolução da cintura principal para descobrir a fonte provável destes projécteis de alta velocidade. A equipa determinou que a população de projécteis que atingiu Vesta também tinha órbitas que atingiram a Lua a altas velocidades.

"Parece que os meteoritos asteroidais mostram sinais de que a cintura principal perdeu muita massa há quatro mil milhões de anos atrás, em que a massa escapou colidindo com os asteróides sobreviventes da cintura principal e a Lua a altas velocidades, afirma Simone Marchi, a autora principal do artigo, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste em Boulder, no estado americano do Colorado e do Instituto Planetário e Luna em Houston, Texas. "A nossa pesquisa não só apoia a teoria corrente, como a leva para o próximo nível de conhecimento."

Esta pesquisa revela uma ligação inesperada entre Vesta e a Lua, fornecendo novos meios para o estudo da história do bombardeio inicial dos planetas terrestres.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Nature Geoscience (requer subscrição)
PHYSORG

Lua:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg 
Wikipedia
Último Grande Bombardeamento ou Cataclismo Lunar (Wikipedia)

Vesta:
Wikipedia
Meteoritos Howarditos (Wikipedia)
Meteoritos Eucritos (Wikipedia)

Missão Dawn:
Página oficial
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Retrato Infravermelho da Grande Nuvem de Magalhães
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: ESA / NASA / JPL-Caltech / STScI
 
Nuvens de poeira cósmica ondulam por este retrato infravermelho da galáxia satélite da Via Láctea, a Grande Nuvem de Magalhães. De facto, a notável composição do Observatório Espacial Herschel e do Telescópio Espacial Spitzer mostra que as nuvens de poeira preenchem esta galáxia anã vizinha, tal como a poeira ao longo do plano da própria Via Láctea. As temperaturas da poeira tendem a traçar a actividade de formação estelar. Os dados do Spitzer, vistos em tons de azul, indicam poeira quente aquecida por estrelas jovens. Os instrumentos do Herschel contribuíram para os dados vistos na imagem em tons de vermelho e verde, revelando a emissão de regiões mais frias e intermédias onde a formação estelar está apenas começando ou já parou. Dominada pela emissão de poeira, a aparência infravermelha da Grande Nuvem de Magalhães é diferente do que vemos em imagens ópticas. Mas a bem conhecida Nebulosa da Tarântula ainda salta à vista, facilmente vista como a região mais brilhante para a esquerda do centro. A uns meros 160.000 anos-luz de distância, a Grande Nuvem de Magalhães mede cerca de 30.000 anos-luz em diâmetro.
 

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