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Edição n.º 946
29/03 a 01/04/2013
 
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EFEMÉRIDES

Dia 29/03: 88.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1807, Vesta, o asteróide mais brilhante, e o único que por vezes pode ser visto a olho nu, é descoberto por Heinrich Wilhem Olbers.

Em 1974, primeiro voo rasante da sonda Mariner 10 por Mercúrio.
Observações: A Lua nasce a Este por volta das 21:30. Para cima está Saturno.

Dia 30/03: 89.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 240 AC era registada a primeira passagem do cometa Halley pelo periélio.

Em 1982, acaba a missão STS-3, com a aterragem do Columbia no Novo México.
Observações: Assim que seja visível, aponte o seu telescópio para Júpiter e verá a sombra de Ganimedes passar pela atmosfera do planeta. A sombra desaparece pelas 21:10.

Dia 31/03: 90.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1781, Urano, o primeiro planeta a ser descoberto desde a era pré-histórica da Babilónia, é identificado por William Herschel.
William Herschel (Fonte: Wikipedia)
Em 1966, lançamento da sonda soviética Luna 10, que mais tarde se torna na primeira a orbitar a Lua.
Em 1970, a Explorer 1 reentra na atmosfera da Terra (após 12 anos em órbita).
Observações: Maior elongação Oeste de Mercúrio (28º).

Dia 01/03: 91.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1960 os Estados Unidos lançavam o primeiro satélite meteorológico, TIROS-1, que produz também a primeira imagem televisiva a partir do espaço.

Em 1976, o efeito gravitacional Joviano-Plutoniano é pela primeira vez observado pelo astrónomo Patrick Moore
Em 1997, o Cometa Hale-Bopp passa o seu periélio.
Observações: Esta é a altura do ano em que a ténue Ursa Menor encontra-se para a direita da Estrela Polar (a sua "pega"). A muito mais brilhante Ursa Maior curva-se para cima e para a direita, como que "despejando água" na Ursa Menor.

 
CURIOSIDADES


O local mais seco do Sistema Solar é o planeta Vénus. A sua atmosfera contém 0,002% de vapor de água, que é o que se espera de um lugar com uma temperatura média de 462 graus Celsius!

 
ASTRÓNOMOS DESCOBREM NOVO TIPO DE SUPERNOVA

Astrónomos descobriram um novo tipo de supernova, uma explosão estelar tão fraca que os cientistas a apelidaram de explosão estelar em miniatura.

As supernovas representam a morte de estrelas, que colapsam em poderosas explosões. São geralmente classificadas em dois tipos principais; a nova classe, denominada Tipo Iax, "é essencialmente uma mini-supernova," afirma Ryan Foley, investigador principal da equipa que fez a descoberta e astrónomo do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica. "É o elemento mais fraco do grupo das supernovas."

As supernovas são as mais poderosas explosões estelares conhecidas pela Ciência, visíveis por todo o Universo. O primeiro dos dois tipos, as supernovas Tipo Ia, ocorrem após a morte de uma estrela anã branca devido ao desvio de demasiada massa de uma estrela companheira. Em contraste, as supernovas Tipo II ocorrem após o núcleo de uma estrela com 10 a 100 vezes a massa do Sol ficar sem combustível e colapsar num aglomerado extremamente denso em apenas uma fracção de segundo, expelindo radiação para fora.

Esta impressão de artista mostra o progenitor suspeito de um novo tipo de supernova apelidade de Tipo Iax. O material de uma estrela azul e quente de hélio, à direita, alimenta uma anã branca de carbono/oxigénio à esquerda, que está embebida num disco de acreção. Em muitos casos a anã branca sobrevive à explosão subsequente.
Crédito: Christine Pulliam (CfA)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Em 2002, os investigadores começaram a notar que muitas das supernovas pareciam ser semelhantes com as normais supernovas do Tipo Ia, mas que eram nitidamente mais fracas. Algumas brilhavam com apenas 1% do pico de luminosidade das supernovas do Tipo Ia. Agora, com base em observações novas e também antigas, Foley e colegas identificaram 25 exemplos do que chamam de supernovas do Tipo Iax. "Este é realmente um novo tipo de explosão estelar," afirma Foley.

Os dados recolhidos pelos cientistas sugerem que, tal como uma supernova do Tipo Ia, uma supernova do Tipo Iax é originária de um sistema binário que contém uma anã branca e uma companheira estelar. Nas supernovas do Tipo Iax, a estrela companheira aparentemente já perdeu o seu hidrogénio exterior, deixando-a dominada por hélio. As anãs brancas, de seguida, acumulam o hélio das suas estrelas companheiras.

Ainda não está claro o que exactamente acontece durante uma supernova do Tipo Iax. O hélio na camada exterior da estrela companheira pode passar por fusão nuclear, despoletando uma onda de choque na direcção da anã branca que a faz detonar. Por outro lado, explica Foley, todo o hélio "roubado" pela anã branca pode alterar a densidade e temperatura no seu interior, forçando o carbono, o oxigénio e talvez o hélio dentro da anã a fundir-se, provocando uma explosão.

Em qualquer dos casos, parece que em muitas supernovas do Tipo Iax, a anã branca sobrevive à explosão, ao contrário das supernovas do Tipo Ia, em que as anãs brancas são completamente destruídas.

"A estrela é golpeada e ferida, mas pode viver para ver outro dia," salienta Foley. "Não temos a certeza do porquê de apenas parte da estrela poder ser destruída. Este é um problema difícil que estamos actualmente a tentar desvendar."

Foley calculou que as supernovas do Tipo Iax são três vezes menos comuns que as supernovas do Tipo Ia. A razão de termos detectado tão poucas supernovas do Tipo Iax até agora é que as mais ténues têm apenas um centésimo do brilho das de Tipo Ia.

"As supernovas do Tipo Iax não são raras, são apenas ténues," afirma Foley. "Há já mais de mil anos que os humanos observam supernovas. Durante todo este tempo, esta nova classe tem-se escondido nas sombras."

Até agora, não foram descobertas supernovas do Tipo Iax em galáxias elípticas, que estão repletas de estrelas velhas. Isto sugere que estas supernovas são provenientes de sistemas estelares jovens.

Espera-se que o futuro Telescópio LSST (Large Synoptic Survey Telescope) no Chile seja capaz de detectar 1 milhão de supernovas durante a sua vida útil, o que significa que pode descobrir mais de 10.000 supernovas do Tipo Iax - aproximadamente o número de supernovas do Tipo Ia já descobertas até à data, realçam os pesquisadores.

"Existe também a possibilidade de haver supernovas do Tipo Iax próximas que podemos observar para obter mais respostas," acrescenta Foley. "Nós queremos saber mais dados, como por exemplo a frequência com que uma estrela perde metade da sua massa estelar, ou um décimo. Actualmente, não temos estatísticas para responder a algumas destas questões."

Os cientistas explicam os seus achados num artigo aceite para publicação na revista Astrophysical Journal.

Links:

Notícias relacionadas:
Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
Universe Today
SPACE.com
PHYSORG
Space Daily
redOrbit
National Geographic
io9
UPI.com

Supernovas:
Wikipedia 
Tipo Ia (Wikipedia)
Tipo II (Wikipedia)
NASA

LSST:
Página oficial
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - NGC 3169
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Adam BlockMt. Lemmon SkyCenterUniversidade do Arizona
 
A brilhante galáxia espiral NGC 3169 parece desvendar-se nesta cena cósmica, a uns 70 milhões de anos-luz de distância, mesmo para baixo da brilhante estrela Régulo, na direcção da ténue constelação do Sextante. Os seus espantosos braços espirais estão distorcidos em magníficas caudas de maré à medida que NGC 3169 (esquerda) e a vizinha NGC 3166 interagem gravitacionalmente, um destino comum mesmo até para galáxias brilhantes no Universo Local. De facto, os grandes arcos estelares e plumas, indícios de interacções gravitacionais, parecem desenfreados nesta foto colorida do grupo galáctico. A imagem cobre aproximadamente 20 minutos de arco, ou cerca de 400.000 anos-luz à distância estimada do grupo, e inclui a mais pequena e ténue NGC 3165 à direita. NGC 3169 é também conhecida por brilhar em todo o espectro, desde o rádio até aos raios-X, abrigando um núcleo galáctico activo que é provavelmente o lar de um buraco negro supermassivo.
 

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