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Edição n.º 957
07/05 a 09/05/2013
 
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31/05/13 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
21:00 - 23:00
Preço: 1€ (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 920/22
Palestra sobre um tema de astronomia seguida de observação do céu nocturno com telescópio (dependente da meteorologia favorável)

01/06/13 - DESCOBRINDO O SOL
16:00 - 17:00 (actividade incluída na visita ao Centro; 1€ para participantes que não visitem o Centro - crianças até 12 anos grátis)
Nesta actividade os participantes poderão observar os fenómenos visíveis na "superfície" do Sol e participar em experiências que ajudam a conhecer melhor o astro-rei.

 
EFEMÉRIDES

Dia 07/05: 127.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1975, era lançado o Observatório Espacial de raios-X, Explorer 53. 
Em 1992, era lançado pela primeira vez o vaivém espacial Endeavour (STS-49).

Em 1997, a sonda Galileo fazia o seu quarto "voo rasante" por Ganimedes.
Observações: O Verão está a umas meras seis semanas de distância, mas o Triângulo de Verão já começa a fazer das suas a Este, estrela após estrela. A primeira é Vega. É já visível baixa a Nordeste ao anoitecer. A seguinte é Deneb, para baixo e para a esquerda de Vega. Deneb surge cerca de uma hora após Vega, dependendo da latitude. Finalmente nasce Altair, que só aparece para baixo e para a direita das duas estrelas por volta da meia-noite.

Dia 08/05: 128.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1962, era lançado o primeiro foguetão Atlas Centauro.

Observações: Se estiver acordado(a) por volta da meia-noite, vá para a rua e tente avistar a constelação veraneante de Escorpião já surgindo para cima do horizonte, contendo a fogosa Antares no seu coração.

Dia 09/05: 129.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1946, primeiro lançamento bem sucedido de um foguetão V-2 nos EUA.

Observações: A famosa estrela binária Gamma Virginis (Porrima) alcançou uma separação de 2 arcosegundos esta Primavera, após as duas terem estado demasiado próximas para os telescópios amadores conseguirem discerni-las separadas durante grande parte da última década. É a estrela de 3.ª magnitude cerca de 15º para cima e para a direita de Espiga.

 
CURIOSIDADES


Nunca foi observado um GRB na nossa Via Láctea. No entanto, existe uma classe de fenómenos semelhantes que estão relacionados com magnetares dentro da nossa Galáxia. Teoriza-se que se existisse uma explosão de raios-gama na nossa Via Láctea, apontada directamente para a Terra, isso provocaria um evento de extinção em massa: um GRB a menos de 6000 anos-luz de distância da Terra seria forte o suficiente para destruir a camada de ozono, deixando os organismos vulneráveis à radiação ultravioleta do Sol. Pensa-se que uma supernova ou um GRB provocou a extinção em massa no final do período Ordoviciano.

 
FERMI DA NASA VÊ GRB INVULGARMENTE BRILHANTE

Uma explosão recorde de raios-gama, originária de uma estrela moribunda numa galáxia distante, impressionou os astrónomos de todo o mundo. A erupção, classificada como uma explosão de raios-gama, ou GRB (gamma-ray burst), designada como GRB 130427A, produziu a luz mais energética já detectada a partir de um evento deste género.

"Nós esperámos muito tempo por uma explosão de raios-gama tão chocante e brilhante," afirma Julie McEnery, cientista do projecto do Telescópio Espacial Fermi no Centro Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado americano do Maryland. "O GRB durou tanto tempo que um número recorde de telescópios no solo foram capazes de o avistar enquanto as observações espaciais ainda decorriam."

Os mapas nesta animação mostram como o céu é em raios-gama acima dos 100 milhões electrões-volt, centrados no pólo norte galáctico. A primeira "frame" mostra o céu durante um intervalo de três horas antes do GRB 130427A. A segunda "frame" mostra um intervalo de três horas que começa 2,5 horas antes da explosão, e terminando 30 minutos após o evento. A equipa do Fermi escolheu este intervalo para demonstrar quão brilhante foi o GRB em relação ao resto do céu em raios-gama. Esta explosão foi tão brilhante que o Fermi autonomamente deixou o seu modo normal de estudo para dar ao instrumento LAT uma melhor visão, por isso a segunda exposição de três horas não cobre todo o céu do mesmo modo.
Crédito: NASA/DOE/Colaboração LAT do Fermi
(clique na imagem para ver versão maior; aqui para ver as imagens lado a lado)
 

Logo após as 08:47 (hora de Portugal) de Sábado, 27 de Abril, o GBM (Gamma-ray Burst Monitor) do Fermi registou uma erupção de raios-gama altamente energéticos na constelação de Leão. A explosão ocorreu quando o satélite Swift da NASA alternava entre alvos, o que atrasou a detecção do seu instrumento de alerta por menos de um minuto.

O LAT (Large Area Telescope) do Fermi registou um raio-gama com uma energia de pelo menos 94 mil milhões GeV (electrões-volt), cerca de 35 mil milhões de vezes a energia da luz visível, ou aproximadamente três vezes a energia do detentor anterior do recorde do LAT. A emissão GeV da explosão durou horas, e permaneceu detectável pelo LAT durante quase meio dia, estabelecendo um novo recorde para a mais longa emissão de raios-gama proveniente de um GRB.

Esta animação mostra uma vista mais detalhada do GRB 130427A, obtida pelo LAT do Fermi. A sequência mostra raios-gama altamente energéticos (entre 100 MeV e 100 GeV) numa região com 20 graus, que começa três minutos antes da explosão, até 14 horas depois. Após um pico inicial com a duração de um segundo, a emissão do LAT permaneceu relativamente quieta durante os 15 segundos seguintes enquanto o instrumento GBM do Fermi mostrava emissões brilhantes e variáveis de energias menores. Posteriormente, a explosão aumentou novamente de brilho durante os minutos que se seguiram e permaneceu brilhante durante quase meio-dia.
Crédito: NASA/DOE/Colaboração LAT do Fermi
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A explosão foi detectada posteriormente em comprimentos de onda ópticos, infravermelhos e no rádio por observatórios terrestres, com base na posição rápida e exacta do Swift. Os astrónomos descobriram rapidamente que o GRB estava localizado a cerca de 3,6 mil milhões de anos-luz, o que para estes eventos é relativamente perto.

As explosões de raios-gama são as explosões mais luminosas do Universo. Os astrónomos pensam que ocorrem sobretudo quando estrelas massivas ficam sem combustível nuclear e colapsam sob o seu próprio peso. À medida que o núcleo colapsa para formar um buraco negro, jactos de material são disparados para fora quase à velocidade da luz.

O Telescópio Swift de raios-X capturou esta exposição de 0,1 segundos do GRB 130427A às 08:50 (hora de Portugal) do dia 27 de Abril, momentos após o Swift e o Fermi terem avistado a explosão. A imagem mede 6,5 arcominutos.
Crédito: NASA/Swift/Stefan Immler
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os jactos atravessam a estrela colapsante e continuam para o espaço, onde interagem com gás previamente expelido da estrela e brilham, desaparecendo depois com o passar do tempo.

Se o GRB estiver perto o suficiente, os astrónomos normalmente descobrem uma supernova no local cerca de uma semana após a explosão.

"Este GRB está entre os 5% mais próximos, de modo que o grande impulso agora é encontrar uma supernova emergente, que acompanha quase todos os GRBs a esta distância," afirma Neil Gehrels, investigador principal do Swift.

Os observatórios terrestres estão a estudar o local do GRB 130427A e esperam encontrar uma supernova subjacente a meio do mês.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
Universe Today
Sky & Telescope
redOrbit
PHYSORG

GRB 130427A:
Wikipedia

GRB:
NASA
Wikipedia
Caltech

Telescópio Espacial Fermi:
NASA
Wikipedia

Telescópio Swift:
NASA
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Vista Sobre Enseada e Via Láctea
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Rogelio Bernal Andreo (Deep Sky Colors)
 
Ver uma vista como esta exige paciência, caminhadas e uma máquina fotográfica. É necessária paciência para alcançar o lugar ideal e esperar o momento certo. Uma curta caminhada foi necessária para atingir este robusto cenário por cima de uma enseada isolada no Parque Estatal Julia Pfeiffer Burns na Califórnia, EUA. E foi necessária uma câmara para a longa exposição capturar a ténue luz das estrelas e nebulosas da nossa Via Láctea. A luz da Lua e um breve flash artificial iluminaram a praia escondida para lá das árvores na composição obtida há cerca de duas semanas. A cascata McWay, normalmente escondida, é visível mesmo para baixo do centro da imagem, enquando o Oceano Pacífico está à sua direita.
 

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