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ESTRELA VIZINHA ENTRA EM DRAMÁTICA ERUPÇÃO
8 de Novembro de 2006
 

De acordo com os astrónomos, uma proeminência numa estrela relativamente perto é talvez a mais poderosa alguma vez detectada.

Se tal evento ocorresse no nosso Sol, despoletaria uma extinção em massa aqui na Terra. O nosso Sol, no entanto, não é do tipo de estrela capaz de tal acesso de cólera.

A proeminência foi detectada em Dezembro de 2005 e foi há dias anunciada num comunicado de imprensa da NASA. Ocorreu numa estrela menos massiva que o Sol, num sistema binário chamado II Pegasi na constelação de Pégaso. Foi cerca de cem milhões de vezes mais energética que a comum proeminência do Sol, libertando uma energia equivalente a mais ou menos 50 biliões de bombas atómicas.

O sistema estelar situa-se a aproximadamente 135 anos-luz da Terra.

"A proeminência foi tão poderosa, que, ao início, pensámos que a estrela tinha explodido," disse Rachel Osten da Universidade de Maryland e do Centro Espacial Goddard da NASA. "Nós sabemos muito acerca de proeminências no Sol, mas estas são amostras de apenas uma estrela. Este evento em II Pegasi foi a nossa primeira oportunidade para estudar detalhes das proeminências de outras estrelas como se estivessem tão perto como o nosso Sol."

As proeminências solares originam na coroa, a parte mais exterior da atmosfera do Sol. A temperatura da coroa é de cerca de 2 milhões de graus Fahrenheit, enquanto a superfície do Sol, chamada de fotosfera, é de apenas 6000 graus. A proeminência em si é uma explosão de radiação por quase todo o espectro electromagnético, desde ondas de rádio de baixa energia até raios-X de alta energia.

A emissão de raios-X poderá durar até alguns minutos no Sol. Em II Pegasi durou algumas horas.

As proeminências envolvem uma chuva de electrões, descendo desde a coroa até à fotosfera, aquecendo o gás coronoal a temperaturas regularmente só encontradas a grandes profundidades no Sol. Os cientistas pensam que o entrelaçamento e a quebra das linhas do campo magnético na coroa geram a aceleração das partículas e a consequente proeminência.

O Sol provavelmente já foi mais violento na sua juventude, quando girava mais depressa.

As duas estrelas de II Pegasi não são jovens. Mas deverão estar separadas por apenas poucos raios estelares. Por isso as forças das marés podem fazer com que elas girem depressa, completando uma rotação a cada 7 dias, quando comparadas com o período de rotação do Sol de 28 dias. Uma rápida rotação é conducente de fortes proeminências estelares.

"A pequena órbita binária em II Pegasi actua como uma fonte da juventude, permitindo às velhas estrelas girar e flamejar como se fossem jovens," disse Steve Drake de Gorddard, co-autor com Osten de um artigo a ser publicado no Astrophysical Journal.

A descoberta foi feita com o satélite Swift da NASA.

Links:

Notícias relacionadas:
Comunicado de imprensa (NASA)
Spaceflight Now

Proeminência solar:
Wikipedia
NASA
Observatório UCM
Centro Espacial Marshall da NASA
Lista de estrelas proeminências ópticas
Animação computorizada de uma proeminência

Satélite SWIFT:
Página Oficial (NASA)

Sol:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 


O satélite TRACE da NASA revela uma proeminência no Sol.
Crédito: NASA/LMSAL


Este filme mostra uma massiva proeminência solar de Outubro de 2003, capturada pela SOHO. A detectada pelo SWIFT em II Pegasi foi milhões de vezes mais poderosa.
Crédito: NASA-ESA/SOHO/EIT

 
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