Quando a sonda Deep Impact embateu no Cometa Tempel 1, fez bem o seu trabalho... na realidade, demasiado bem. Embora tenha perfurado a superfície do cometa para libertar material que pudesse ser analisado, essa libertação foi excessiva, o que impediu que obtivesse boas imagens antes que o material passasse por ela.
Uma outra sonda da NASA vai agora a caminho com o equipamento apropriado: a sonda Stardust.
Porque não foi a Deep Impact capaz de observar a cratera à medida que foi sendo produzida no Cometa Tempel 1? Para obter as melhores medições os astrofísicos necessitavam que a sonda passasse pelo corpo do cometa pouco depois da perfuração. Isso dar-lhes-ia o melhor ângulo para a observação das poeiras: Mas a passagem da Impact foi tão rápida que não permitiu a observação da cratera que se formou.
Felizmente a sonda Stardust está numa trajectória que permitirá o seu encontro com o cometa Tempel 1 no futuro. Esta sonda atravessou a cauda do Cometa Wild 2 em 2004, capturando partículas e regressando à Terra. A sonda Stardust descarregou a sua carga de regresso à Terra e ficou no espaço, à espera de nova tarefa. Agora ser-lhe-á dada uma nova trajectória usado algum do combustível que sobrou.
A Stardust chegará ao cometa em 2011, exactamente um ano cometário depois da Deep Impact. A nuvem de poeira ter-se-á dissipado para o espaço e a Stardust poderá observar a cratera. Os cientistas poderão ainda ver que alterações poderão ter sido provocadas pelo Sol.
A sonda Deep Impact também vai ser reciclada esperando a NASA que ela passe junto ao Cometa Boethin em Dezembro de 2008 para observar o seu núcleo antes de passar a utilizar os seus instrumentos ultrassensíveis para a detecção de planetas extrassolares quando estes passarem em frente da sua estrela.
Links:
Science@NASA (Nota de Imprensa)
Universe Today |