Top thingy left
 
SATÉLITE SWIFT CAPTURA UMA ESTRELA A FAZER "KABOOM!"
24 de Maio de 2008
 

Quando uma estrela gigante explode, os astrónomos chamam-lhe "supernova". Ao longo dos últimos 100 anos, os astrónomos observaram milhares destas explosões. Mas em cada caso, estavam a ver a estrela depois da explosão ter acontecido. Estavam a observar os detritos quentes da explosão, expelidos para fora. Era como ver fogo-de-artifício uns poucos segundos depois de ter explodido, quando as coloridas luzes são disparadas da carga pirotécnica ou do fumo que marca o local da explosão.

Agora, graças ao satélite Swift da NASA, os astrónomos conseguiram observar mesmo uma estrela a explodir. A descoberta é devida às capacidades do Swift e a vários astrónomos em alerta, mas também graças à boa sorte.

No dia 9 de Janeiro de 2008, Alicia Soderberg e Edo Berger da Universidade de Princeton, em Princeton, New Jersey, EUA, utilizavam o Telescópio de raios-X Swift da NASA para observar uma distante galáxia espiral conhecida como NGC 2770. Subitamente, às 9:33 da manhã (EST), o telescópio detecta uma poderosa libertação de raios-X oriunda da galáxia. A libertação dura cinco minutos antes de se desvanecer.

Os astrónomos tiveram sorte, pois o Swift estava a olhar exactamente para o local ideal, à hora ideal, quando a explosão ocorreu, mas o grande biólogo francês Louis Pasteur disse uma vez, "A sorte favorece a mente preparada." Soderberg e Berger imediatamente se aperceberam que o Swift tinha feito uma observação importante e rapidamente organizaram um plano para usar os telescópios no espaço e na Terra para seguir a descoberta do Swift.

Ao longo das semanas seguintes, as observações feitas pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA e pelo Observatório de raios-X Chandra, bem como as do Swift e de outros grandes telescópios, mostraram, sem qualquer sombra de dúvida, que a explosão de 9 de Janeiro assinalava a certeira explosão de uma estrela gigante. Pela primeira vez, astrónomos tinham visto uma estrela explodir em tempo real!

Os raios-X foram devidos a uma poderosa onda de choque libertada através das camadas exteriores da estrela, literalmente desfazendo-a em milhões de pedaços. A onda de choque foi despoletada bem dentro da estrela, quando o motor nuclear no seu centro esgotou o combustível e colapsou. Durante décadas, os astrónomos esperavam ver tal explosão. E agora, pela primeira vez, viram realmente o que acontece quando uma estrela se transforma em supernova.

"Há anos que sonhávamos em ver uma estrela a explodir, mas realmente encontrá-la é um evento único na vida," diz Soderberg. "Esta recém-nascida supernova vai ser como a Pedra da Roseta para os estudos de supernovas durante anos a fio."

"Foi uma oferenda da Natureza para o Swift estar a observar aquela área do céu quando a supernova explodiu. Mas graças à flexibilidade do Swift, fomos capazes de traçar a sua evolução em detalhe todos os dias a partir daí," acrescenta o cientista do Swift, Neil Gehrels, do Centro Aeroespacial Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland, EUA.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Universidade de Princeton
New Scientist
Universe Today
Sky & Telescope
Science Daily
National Geographic
FOX News
New York Times
Reuters
BBC News

Satélite Swift:
NASA
Wikipedia

Supernovas:
Wikipedia

 


A supernova 2008d, capturada no visível.
Crédito: NASA/Equipa Científica do Swift/Stefan Immler
(clique na imagem para ver versão maior)


No dia 9 de Janeiro, o Swift capturou uma explosão de raios-X oriunda de uma estrela. Dias depois, SN 2008D apareceu no visível.
Crédito: NASA/Equipa Científica do Swift/Stefan Immler
(clique na imagem para ver versão maior)

 
Top Thingy Right