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PHOENIX OBSERVA OS SEUS PRIMEIROS DIABOS MARCIANOS
13 de Setembro de 2008

 

Pelo menos seis diabos marcianos foram capturados em imagens da Phoenix - os primeiros observados pela sonda. Os vórtices espirais de poeira, que parecem não ser um perigo para a sonda, podem ter sido desencadeados por uma diferença crescente entre as temperaturas diurnas e nocturnas.

Estes rodopiantes diabos marcianos com quase um quilómetro de altura já tinham sido avistados no local de aterragem da Phoenix por sondas em órbita antes de aí ter aterrado no final de Maio.

Mas não se sabia certeza quão comuns eram estes diabos marcianos. Na Segunda-feira passada, o instrumento SSI (Surface Stereo Imager) da Phoenix registou pelo menos seis diabos marcianos. São mais pequenos que os vistos de órbita, variando em diâmetro entre 2 e 5 metros.

"Será muito interessante seguir estes redemoinhos ao longo dos próximos dias e das próximas semanas para ver se existem muitos diabos marcianos ou se este foi um evento isolado," diz Mark Lemmon da Universidade A&M do Texas em College Station, EUA.

Os diabos marcianos são criados quando vórtices de ar - postos em movimento quando o ar mais quente sobe a partir da superfície num dia até aí calmo - levantam poeira do chão. A poeira alcança estas grandes alturas devido à relativamente baixa gravidade do Planeta Vermelho.

No mesmo dia em que os diabos marcianos foram observados, o medidor de pressão da Phoenix registou a sua queda mais acentuada.

"Ao longo da missão, temos detectados estruturas de vórtices que baixam a pressão durante 20 a 30 segundos durante o meio do dia," disse Peter Taylor da Universidade de Toronto no Canadá. "Nas últimas semanas, temos visto um aumento de intensidade, e agora estes vórtices parecem ser fortes o suficiente para levantar poeira."

A mudança pode ser devida a uma maior variação entre as temperaturas diurnas e nocturnas. É Verão na região polar de Marte (o local da Phoenix), mas o Outono aproxima-se e começará em Dezembro.

As temperaturas máximas diurnas têm rondado os -30º C, mas os mínimos nocturnos têm diminuido ligeiramente, aproximando-se dos -90º C.

Os vórtices não são fortes o suficiente para serem um perigo para qualquer sonda. "Com a fina atmosfera de Marte, os ventos que podemos sentir dos diabos marcianos estão bem dentro dos limites do veículo," diz Ed Sedivy, gestor do programa Phoenix no LMSS (Lockheed Martin Space Systems", que construiu a sonda.

De facto, os diabos marcianos têm ajudado a limpar a poeira que se acumula nos rovers Spirit e Opportunity, permitindo que mais luz alcance os painéis solares.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Universidade do Arizona (comunicado de imprensa)
SPACE.com
New Scientist
PHYSORG.com
Universe Today
MSNBC
Mars Today

Phoenix:
Página oficial
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 


A Phoenix capturou este diabo marciano em acção a Oeste da sua posição em quatro imagens com 50 segundos de intervalo no Sol 104, ou 104.º dia marciano da missão, a 9 de Setembro de 2008.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona/Universidade A&M do Texas
(clique na imagem para ver versão maior)


A Phoenix capturou este diabo marciano a Oeste-Sudoeste às 11:16, hora marciana local, no Sol 104, ou 104.º dia marciano da missão, 9 de Setembro de 2008. O poste vertical à esquerda da imagem é o mastro da estação meteorológica da Phoenix. Estima-se que o diabo marciano visível no horizonte para a direita do mastro esteja a 600, 700 metros da sonda e tenha entre 4 e 5 metros em diâmetro.
NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona/Universidade A&M do Texas
(clique na imagem para ver versão maior)

 
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