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OS CAMPOS MAGNÉTICOS PARECEM DOMINAR A FORMAÇÃO ESTELAR
15 de Junho de 2009

 

Quando se analisa o papel dos campos magnéticos na formação de estrelas, o tamanho pode não importar.

Uma equipe de investigadores liderados por Josep Girart, do Instituto de Ciência de l'Espai (em Espanha), estudaram a lenta evolução da poeira de uma nuvem de uma estrela massiva, e perceberam que o campo magnético da nuvem da estrela controla o desenvolvimento da mesma mais do que qualquer outro factor. Eles propõem que o fenómeno seja igual para as estrelas pequenas - uma ideia que poderá fornecer uma nova forma de compreender a formação no universo primordial.

A nova hipótese é apresentada na edição desta semana da revista Science, e a imagem de artista abaixo é uma representação do conceito.

O fundo mostra uma imagem do Spitzer em cor falsa da formação de estrelas massivas na região G31.41, com as cores indicando diferentes comprimentos de onda de luz. A região do zoom-in representa a emissão da poeira quente do núcleo maciço a que foram sobrepostas barras para mostrar a estrutura do campo magnético.

Retratado no fundo da imagem está o Submillimeter Array, no Havai, que foi utilizado para as observações.

Os autores descrevem a forma como o campo magnético em G31.41 deformou a nuvem de poeira para uma forma de ampulheta - um sinal evidente de formação estelar controlada magneticamente.

Dizem que a energia magnética domina sobre as outras formas de energia que estão em jogo - associadas, por exemplo, à força centrífuga e à turbulência - e sugerem que o papel do campo magnético nas fases iniciais da formação estelar poderá ser muito semelhante quer nas estrelas pequenas quer nas estrelas grandes.

"As relações energéticas não diferem muito" entre as estrelas massivas e as pequenas, referem os autores. "Ambos os tipos de núcleos colapsam porque a gravidade é superior às forças de pressão, mas a dinâmica do colapso é controlada pela energia magnética em vez de pela turbulência."

Girart e os seus colegas salientam que isto só é válido durante a fase de formação de estrelas; as estrelas massivas mais velhas são mais influenciadas pela radiação, ionização, pressão, turbulência, e outflows do que pelos campos magnéticos.

As estrelas massivas desempenham um papel crucial na produção de elementos pesados e na evolução do meio interestelar, pelo que esta descoberta poderá eventualmente levar a novos desenvolvimentos sobre a formação do universo primordial.

Links:

Fonte:
Universe Today

Artigo científico original:
Science

 
Imagem de artista do conceito .
Crédito: Image courtesy of Manel Carrillo, Josep Miquel Girart (CSIC-IEEC), Nimesh Patel (SMA), Spitzer. Fonte: Universe Today.
(Clique na imagem para ver maior)
 
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