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ASTRÓNOMOS DESCOBREM CLASSE MÉDIA DE BURACOS NEGROS
3 de Julho de 2009

 

É a variedade média dos buracos negros: não muito grande nem muito pequeno.

A nova fonte, HLX-1, o objecto azul para a esquerda do bojo galáctico da imagem, é o embaixador de uma nova classe de buracos negros, com mais de 500 vezes a massa do Sol. Situa-se na periferia da galáxia espiral vista de perfil, ESO 243-49, a cerca de 290 milhões de anos-luz da Terra.

A descoberta, liderada por Sean Farrell da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, aparece na última edição da revista Nature.

Até agora, os buracos negros identificados ou eram super-massivos (alguns milhões até milhares de milhões de vezes a massa do Sol) no centro de galáxias, ou tinham aproximadamente o tamanho de uma estrela comum (entre 3 e 20 massas solares).

A nova descoberta é a primeira prova sólida de uma nova classe de buracos negros de tamanho médio e foi feita usando o telescópio espacial de raios-X, XMM-Newton, da ESA. À altura da descoberta, Farrell e sua equipa estavam trabalhando no Centre d’Etude Spatiale des Rayonnements, na França.

Um buraco negro é o resto de uma estrela colapsada com um campo gravitacional tão poderoso que absorve toda a luz que aí passa perto e não reflecte nada.

"Embora seja largamente aceite que os buracos negros de massa estelar sejam criados durante a morte de estrelas massivas, não se sabe ainda como é que os buracos negros supermassivos se formam," disse Farrell.

Há muito que os astrofísicos acreditam que pudesse haver uma terceira classe intermédia de buracos negros, com massas entre uma centena e várias centenas de milhares de vezes a do Sol. No entanto, tais buracos negros não tinham sido detectados com segurança até agora.

Uma teoria sugere que os buracos negros supermassivos possam ter sido formados pela fusão de um determinado número de buracos negros de massa intermédia, afirma Farrell.

"Para ratificar tal teoria, no entanto, primeiro devemos provar a existência dos buracos negros intermédios. Esta é a melhor detecção, até à data, destes buracos negros intermédios há muito procurados."

Usando dados de observações do XMM-Newton obtidas entre 2004 e 2008, a equipa demonstrou que HLX-1 continha uma variação na sua assinatura de raios-X. Isto indicou que deveria ser um único objecto e não um grupo de fontes muito mais ténues. O grande brilho observado só pode ser explicado se o HLX-1 contiver um buraco negro com mais de 500 vezes a massa do Sol. Os autores dizem que mais nenhuma outra explicação física se adequa aos dados.

Links:

Notícias relacionadas:
Nature (requer subscrição)
ESA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
Science
Scientific American
PHYSORG.com
COSMOS
EurekAlert!
National Geographic
MSNBC
Wired
AFP
The Register

Buracos negros:
Wikipedia

 
Impressão de artista de um buraco negro de tamanho intermédio (representado pelo objecto azul para a esquerda da parte superior do bojo galáctico), na periferia da galáxia espiral vista de perfil, ESO 243-49.
Crédito: Heidi Sagerud
 
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