"Esta é uma nova etapa para o Hubble," disse Ed Weiler, vice-administrador do Directorado de Missões Científicas da NASA na passada Quarta-feira, numa conferência de imprensa na sede da NASA, com o intuito de mostrar as novas imagens do Hubble, posteriores à 4.ª missão de serviço. "O telescópio recebeu umas actualizações extremas e está agora significativamente mais poderoso que nunca - bem equipado para durar até à próxima década."
Mas quão mais poderoso está o Hubble? Existem algumas diferenças discerníveis entre as imagens antigas obtidas pelo Hubble e as novas anunciadas na Quarta? Acredite que sim. Aqui fica o campo estelar de Omega Centauri, capturado no ano 2002 e agora.
Também aqui se mostra uma imagem antiga da Nebulosa da Borboleta (NGC 6302), e a nova.
Os cientistas na conferência de imprensa disseram que os novos instrumentos são mais sensíveis à luz e por isso aumentam significativamente a eficiência observacional do Hubble. O telescópio espacial é agora capaz de completar as observações numa fracção do tempo anteriormente necessário, com gerações anteriores dos instrumento do Hubble.
Além destas, com elementos de comparação, o Hubble também fotografou outros objectos de céu profundo:
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Este pitoresco pilar reside num tempestuoso berçário estelar conhecido como Nebulosa Carina, a 7500 anos-luz de distância.
Crédito: NASA, ESA, Hubble SM4 ERO
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Este enxame galáctico, de nome Abell 370, a quase cinco mil milhões de anos-luz, foi um dos primeiros enxames galácticos onde os astrónomos observaram o fenómeno de lentes gravitacionais.
Crédito: NASA, ESA, Hubble SM4 ERO
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As finas estruturas magenta nesta imagem do Hubble são o resto de uma estrela com 10 a 15 vezes a massa do Sol, que se observou explodir em supernova há 3000 anos atrás. O resto de supernova N132D reside na Grande Nuvem de Magalhães, a 170.000 anos-luz de distância.
Crédito: NASA, ESA, Hubble SM4 ERO
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A galáxia Markarian 817 é uma galáxia espiral vista quase de frente, com intensas regiões de formação estelar e bandas escuras de poeira insterestelar ao longo dos seus braços espirais.
Crédito: NASA, ESA, Hubble SM4 ERO
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Esta é a galáxia espiral NGC 6217, o primeiro objecto fotografado pela recém-reparada câmara ACS (Advanced Camera for Surveys). A galáxia situa-se a 6 milhões de anos-luz na constelação de Ursa Maior.
Crédito: NASA, ESA, Hubble SM4 ERO
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Esta imagem de Júpiter foi capturada a 23 de Julho, e é a primeira imagem a cores naturais do planeta obtida com o novo instrumento WFC3. É a melhor imagem do planeta no visível, desde que a sonda New Horizons por aí passou em 2007.
Crédito: NASA, ESA, Hubble SM4 ERO
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Links:
Comunicados de imprensa:
NASA
HubbleSite
Site europeu do Hubble
Notícias relacionadas:
Sky & Telescope
New Scientist
PHYSORG.com
Science Daily
SPACE.com
Discover
Nature
Wired
BBC News
Associated Press
Reuters
Público
Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA
ESA
STScI
Wikipedia |
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A imagem de cima foi obtida em 2002 pelo Hubble. Em baixo, a nova imagem mostra apenas um pequena região do massivo enxame de Omega Centauri, que contém um conjunto colorido de 100.000 estrelas (o enxame total contém cerca de 10 milhões).
Crédito: esquerda: NASA, ESA e Hubble Heritage Team (STScI/AURA); direita: NASA, ESA e Hubble SM4 ERO
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NGC 6302 é uma das mais brilhantes e extremas nebulosas planetárias que se conhece. No seu centro está uma estrela moribunda superquente. NGC 6302 situa-se a 3800 anos-luz de distância, na direcção da constelação de Escorpião.
Crédito: esquerda: NASA, ESA e Hubble SM4 ERO (direita)
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O Quinteto de Stephan é um grupo de cinco galáxias. No entanto, o seu nome é algo enganador. NGC 7320, um dos membros (a mais branca na imagem da direita), é na realidade uma galáxia do pano da frente, sete vezes mais perto da Terra do que o resto do grupo.
Crédito: esquerda: NASA, ESA e Hubble SM4 ERO (direita)
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