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NASA PROLONGA MISSÃO DA CASSINI ATÉ 2017
5 de Fevereiro de 2010

 

A NASA vai prolongar a missão internacional Cassini-Huygens, a Saturno e às suas luas, até 2017. O orçamento de 2011 da agência espacial providencia uma extensão de 60 milhões de dólares por ano para o estudo continuado do "Senhor dos Anéis".

"Esta é uma missão que nunca pára de nos surpreender com resultados científicos e imagens de cortar a respiração," afirma Jim Green, director da divisão de ciência planetária na sede da NASA em Washington. "As descobertas e imagens espectaculares deste viajante histórico revolucionaram o nosso conhecimento de Saturno e das suas luas."

A Cassini foi lançada em Outubro de 1997, em conjunto com a sonda Huygens da ESA. Chegaram a Saturno em 2004. A Huygens estava equipada com seis instrumentos para estudar Titã, a maior lua de Saturno. Os 12 instrumentos da Cassini há já quase seis anos que enviam dados diários do sistema saturniano. O projecto tinha fim planeado para 2008, mas a missão recebeu um prolongamento de 27 meses, até Setembro de 2010.

"A extensão proporciona uma oportunidade única para seguir as mudanças sazonais de um planeta do sistema solar exterior, desde o Inverno até ao Verão," afirma Bob Pappalardo, cientista do projecto Cassini no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia. "Algumas das descobertas mais excitantes da Cassini ainda estão para vir."

Este segundo alargamento, denominado Missão Solstício da Cassini, permite aos cientistas estudar as mudanças sazonais e a longo-prazo do planeta e das suas luas. A Cassini chegou a Saturno pouco depois do solstício de Inverno no hemisfério norte de Saturno, e esta extensão continua até poucos meses depois do solstício de Verão no mesmo hemisfério, em Maio de 2017. O solstício de Verão no hemisfério norte de Saturno marca o início dessa estação e o começo do Inverno no hemisfério sul.

Um período sazonal completo de Saturno nunca tinha sido estudado a este nível de detalhe. O calendário da missão requer 155 órbitas adicionais em torno do planeta, 54 voos rasantes por Titã e 11 pela lua gelada Encelado.

O alargamento da missão também permitirá aos cientistas continuar as observações dos anéis de Saturno e da bolha magnética em torno do planeta conhecida como magnetosfera. A sonda fará mergulhos repetidos entre Saturno e os seus anéis para obter um conhecimento íntimo do gigante gasoso. Durante estes mergulhos, a Cassini irá estudar a estrutura interna de Saturno, as suas flutuações magnéticas e a massa anular.

A missão será avaliada periodicamente para garantir que a sonda tem a capacidade de alcançar os novos objectivos científicos delineados para a segunda extensão.

"A sonda encontra-se em muito bom estado, mesmo tolerando os efeitos esperados da idade e após ter ultrapassado os 4,1 mil milhões de quilómetros no seu odómetro," afirma Bob Mitchell, gestor do programa Cassini no JPL. "Esta extensão é importante porque há ainda muito a aprender acerca de Saturno. O planeta está recheado de segredos, e não os desvenda facilmente."

O álbum de viagem da Cassini inclui mais de 210.000 imagens; informações recolhidas durante mais de 125 revoluções em torno de Saturno; 67 "flybys" por Titã e oito por Encelado. A Cassini revelou detalhes inesperados na assinatura dos anéis do planeta, e observações de Titã forneceram aos cientistas um olhar do que a Terra poderá ter sido antes do desenvolvimento da vida.

Os cientistas esperam ver respondidas as suas imensas questões que nasceram ao longo da missão, entre elas o porquê de Saturno parecer ter uma rotação inconsistente e como é que um provável oceano subsuperficial alimenta os jactos de Encelado.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
Universe Today
New Scientist
PHYSORG.com
Wired
BBC News

Saturno:
Solarviews
Wikipedia

Titã:
Solarviews
Wikipedia

Encelado:
Solarviews
Wikipedia

Huygens:
Página oficial (ESA)
Wikipedia

Cassini:
Página oficial (NASA)
Wikipedia

 


A 20 graus por cima do plano dos anéis, a grande angular da Cassini capturou 75 exposições em sucessão para fazer este mosaico de Saturno, dos anéis, e algumas das suas luas, dia e meio depois do equinócio de Saturno, quando o disco solar estava exactamente por cima do equador do planeta.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute
(clique na imagem para ver versão maior)


Os cientistas da Cassini usaram imagens como esta para ajudá-los a identificar os locais de libertação dos jactos individuais que libertam partículas de gelo, vapor de água e traços de compostos orgânicos a partir da superfície da lua de Saturno, Encelado.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute
(clique na imagem para ver versão maior)

 
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