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SDO REVELA ESPECTACULARES PRIMEIRAS IMAGENS
23 de Abril de 2010

 

A NASA lançou recentemente o SDO (Solar Dynamics Observatory) e este já começou a enviar imagens que confirmam um nova capacidade sem precedentes para os cientistas melhor compreenderem os processos dinâmicos do nosso Sol. Estas actividades solares afectam tudo cá na Terra.

Algumas das imagens obtidas pelo telescópio mostram detalhes, nunca antes vistos, de material libertado para fora pelas manchas solares. Outras mostram bem de perto a actividade na superfície do Sol. A sonda também obteve as primeiras medições a alta-resolução das proeminências solares num largo intervalo de comprimentos de onda ultravioletas.

"Estas primeiras imagens mostram um Sol dinâmico, um Sol que nunca vi em mais de 40 anos de pesquisa solar," afirma Richard Fisher, director da Divisão de Heliofísica na sede da NASA em Washington, EUA. "O SDO irá mudar a nossa compreensão do Sol e dos seus processos, que afectam as nossas vidas e a sociedade. Esta missão terá um grande impacto na ciência, tal como o Telescópio Hubble teve na astrofísica moderna."

Lançado a 11 de Fevereiro de 2010, o SDO é o observatório espacial mais avançado já construído para estudar o Sol. Durante a sua missão de cinco anos, irá examinar o campo magnético do Sol e também fornecer mais dados sobre o papel que o Sol desempenha na química atmosférica e no clima da Terra. Desde o seu lançamento que os engenheiros têm testado e verificado os componentes do telescópio. Agora totalmente operacional, o SDO vai fornecer imagens com uma definição 10 vezes superior à das televisões HD e enviar dados científicos a uma velocidade muito maior que qualquer outro observatório solar.

O SDO vai determinar como o campo magnético do Sol é gerado, estruturado e convertido em violentos eventos solares tais como o turbulento vento solar, as proeminências e as ejecções de massa coronal. Estas imensas nuvens de material, quando apontadas na direcção da Terra, podem provocar grandes tempestades magnéticas na magnetosfera e atmosfera superior do nosso planeta.

O SDO vai também transmitir dados críticos para melhorar a nossa capacidade de prever estes eventos climatéricos espaciais. O Centro Aeroespacial Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland, construíu, opera e gere o SDO para o Directorado de Missões Científicas da NASA em Washington.

O tempo espacial é reconhecido como uma causa de problemas tecnológicos desde a invenção do telégrafo no século XIX. Estes eventos produzem perturbações nos campos electromagnéticos da Terra e podem induzir correntes extremas nas linhas, perturbando as redes eléctricas e provocando grandes falhas de energia. Estas tempestades solares podem interferir com as comunicações entre os controladores na Terra, satélites e pilotos de aviões que viajam perto dos pólos da Terra. O barulho no rádio oriundo da tempestade pode também danificar as redes de telemóveis.

O Solar Dynamics Observatory envia 1,5 terabytes de dados para a Terra todos os dias, o equivalente a um download diário de meio milhão de músicas para um leitor MP3. O observatório transporta três instrumentos topo-de-gama para estudar o Sol.

O HMI (Helioseismic and Magnetic Imager) mapeia os campos magnéticos solares e observa por baixo da opaca superfície do Sol. Esta experiência vai decifrar a física da actividade solar, capturando imagens em vários estreitos comprimentos de onda no vísivel. Os cientistas serão capazes de fazer imagens ultrasom do Sol e estudar as regiões activas de um modo similar à observação do movimento da areia numa duna de um deserto.

O AIA (Atmospheric Imaging Assembly) é um grupo de quatro telescópios desenhados para fotografar a superfície e atmosfera do Sol. O instrumento cobre 10 bandas diferentes do espectro, seleccionadas para revelar aspectos-chave da actividade solar. Estes tipos de imagens vão mostrar detalhes nunca antes vistos.

O EUVE (Extreme Ultraviolet Variability Experiment) mede as flutuações nas emissões no radiante do Sol. Estas emissões têm um efeito directo e poderoso na atmosfera superior da Terra -- aquecendo-a e quebrando átomos e moléculas. Os investigadores não sabem quão rapidamente o Sol pode variar nestes comprimentos de onda, por isso esperam fazer muitas descobertas acerca destes eventos proeminentes.

"Estas espectaculares imagens, que mostram o nosso Sol num nível de detalhe totalmente novo, são apenas o começo da contribuição do SDO para o nosso conhecimento do Sol," salienta Dean Pesnell, cientista do projecto SDO em Goddard.

O SDO é a primeira missão do programa da NASA "Vivendo com uma Estrela" (em inglês Living With a Star, LWS), e a jóia da coroa numa frota de missões da NASA para estudar o nosso Sol e o ambiente espacial. O objectivo do LWS é desenvolver o conhecimento científico necessário para responder aos aspectos do sistema Sol-Terra que directamente afectam as nossas vidas e a sociedade.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
NASA (comunicado de imprensa 2)
SPACE.com
Universe Today
New Scientist
PHYSORG.com
Scientific American
Spaceflight Now
National Geographic
Wired
UPI
BBC News
Associated Press
CNN
Diário Digital
TVNET

SDO:
NASA
Canal do SDO no YouTube
Wikipedia

Sol:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 


Uma imagem do Sol em vários comprimentos de onda ultravioletas, capturada pelo SDO a 30 de Março. As cores falsas traçam as diferentes temperaturas do gás. Os vermelhos são relativamente frios (cerca de 60.000 K); os azuis e verdes são mais quentes (mais que 1 milhão Kelvin).
Crédito: NASA
(clique na imagem para ver versão maior)


Esta imagem compara o tamanho relativo das imagens obtidas pelo SDO, comparativamente com as das outras missões.
Crédito: NASA
(clique na imagem para ver versão maior)

 
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