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KEPLER DIVULGA DADOS ACERCA DE 306 POTENCIAIS EXOPLANETAS
18 de Junho de 2010

 

A missão Kepler da NASA divulgou 43 dias de dados científicos sobre mais de 156.000 estrelas. Estas estrelas estão a ser vigiadas em busca de mudanças subtis no seu brilho como parte de uma pesquisa por planetas tipo-Terra para lá do nosso Sistema Solar.

Os astrónomos vão usar os novos dados para determinar se esses planetas em órbita são os responsáveis pelas variações no brilho em 306 estrelas. Estas estrelas representam uma ordem completa de temperaturas, tamanhos e idades. Muitas delas são estáveis, enquanto outras pulsam. Algumas mostram manchas, parecidas às manchas solares, e outras libertam proeminências que muito possivelmente poderiam esterilizar os seus planetas mais próximos.

Kepler, um observatório espacial, procura por assinaturas de planetas nos dados recolhidos ao medir pequenas variações no brilho das estrelas quando os planetas passam em frente delas, ou transitam. O tamanho do planeta pode ser derivado da mudança de brilho na estrela.

A equipa científica do Kepler, com 28 membros, está também a usar telescópios terrestres e os Telescópios Espaciais Hubble e Spitzer da NASA para realizar observações posteriores num outro conjunto específico de 400 objectos de interesse. O campo estelar observado pelo Kepler nas constelações de Cisne e Lira pode apenas ser observado pelos observatórios terrestres entre a Primavera e o início do Outono. Os dados destas outras observações vão determinar quais dos candidatos podem ser identificados como planetas. Os dados do conjunto de 400 candidatos vão ser anunciados à comunidade científica em Fevereiro de 2011.

Sem informações adicionais, os candidatos que são verdadeiramente planetas não podem ser distinguidos de alarmes falsos, tais como estrelas binárias -- duas estrelas que se orbitam uma à outra. O tamanho dos candidatos planetários pode só ser aproximado até que o tamanho das estrelas que orbitam seja determinado por observações espectroscópicas adicionais feitas por telescópios terrestres.

"Estou ansioso para que a comunidade científica analise os dados e anuncie a descoberta de novos exoplanetas nos próximos meses," afirma Lia LaPiana, do programa Kepler na sede da NASA em Washington, EUA.

"Este é o conjunto de dados de fotometria estelar mais preciso, quase contínuo, mais longo e maior," afirma o vice-investigador principal do Kepler, David Koch do Centro de Pesquisa Maes da NASA em Moffett Field, Califórnia, EUA. "Os resultados só vão ser melhores com a maior duração do conjunto de dados."

O Kepler vai continuar a desempenhar operações científicas até pelo menos Novembro de 2012, pesquisando planetas tão pequenos como a Terra, incluíndo aqueles que orbitam estrelas numa zona habitável amena onde pode existir água no estado líquido à superfície de um planeta. Dado que os trânsitos de planetas na zona habitável de estrelas tipo-Sol ocorrem cerca de uma vez por ano e necessitam de três trânsitos para verificação, espera-se que demore pelo menos três anos a localizar e a verificar um planeta tipo-Terra.

"As observações do Kepler vão dizer-nos se existem muitas estreslas com planetas que possam ter condições para a vida, ou se estamos sozinhos na nossa Galáxia," diz o investigador científico William Borucki, também do Centro Ames.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Sky & Telescope
PHYSORG.com
Nature
Scientific American
MSNBC

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
Arquivo de dados do Kepler
Mapa das zonas de estudo do Kepler (formato PDF)
Wikipedia

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Wikipedia (lista)
Wikipedia (lista de extremos)
Catálogo de planetas extrasolares vizinhos (PDF)
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

 
Impressão de artista do Telescópio Espacial Kepler no espaço.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 
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