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Observatório IoIO descobre grande erupção vulcânica na lua de Júpiter, Io
6 de janeiro de 2023
 
     
 
 
 

Foi descoberto um grande surto vulcânico na lua de Júpiter, Io, por Jeff Morgenthaler do PSI (Planetary Science Institute), usando o observatório IoIO (Io Input/Output) do mesmo instituto.

Morgenthaler, cientista sénior do PSI, tem vindo a utilizar o IoIO, localizado perto de Benson, no estado norte-americano do Arizona, para monitorizar a atividade vulcânica em Io desde 2017. As observações mostram algum tipo de erupção quase todos os anos, mas a maior foi vista no outono de 2022.

 
Imagem da nebulosa joviana de sódio durante um surto de atividade em Io.
Crédito: Jeff Morgenthaler, PSI
 

Io é a mais interior das quatro grandes luas de Júpiter e é o corpo mais vulcânico do Sistema Solar, graças ao stress das marés que sente de Júpiter e de outros dois dos seus grandes satélites, Europa e Ganimedes.

O IoIO utiliza uma técnica coronográfica que escurece a luz proveniente de Júpiter para permitir a observação de gases ténues perto do planeta muito brilhante. Um aumento de brilho de dois desses gases, sódio e enxofre ionizado, começou entre julho e setembro de 2022 e durou até dezembro de 2022. O enxofre ionizado, que forma uma estrutura semelhante a um donut que rodeia Júpiter é chamada de "toro de plasma de Io", curiosamente não foi tão brilhante neste surto como nos vistos anteriormente. "Isto pode estar a dizer-nos algo sobre a composição da atividade vulcânica que produziu o surto ou pode estar a dizer-nos que o toro é mais eficiente a livrar-se de material quanto mais material é atirado para ele", disse Morgenthaler.

 
Sequência, pelo IoIO, de enxofre ionizado no toro de plasma de Io, que mostra como a estrutura gira com o poderoso campo magnético de Júpiter que, tal como o da Terra, não está perfeitamente alinhado com o eixo de rotação do planeta.
Crédito: Jeff Morgenthaler, PSI
 

As observações têm profundas implicações para a missão Juno da NASA, que orbita Júpiter desde 2016. A Juno passou por Europa durante o surto e está gradualmente a aproximar-se de Io para um "flyby" em dezembro de 2023. Vários dos instrumentos da Juno são sensíveis às mudanças no ambiente de plasma à volta de Júpiter e Io, que podem ser rastreadas diretamente ao tipo de atividade vulcânica observada pelo IoIO. "As medições da Juno podem ser capazes de nos dizer se esta atividade teve uma composição diferente das anteriores", disse Morgenthaler.

"Uma das coisas excitantes sobre estas observações é que podem ser reproduzidas por quase qualquer universidade ou astrónomo amador ambicioso", disse Morgenthaler. "Quase todas as peças usadas para construir o IoIO estão disponíveis numa loja de fotografia topo de gama ou numa loja que se especialize na venda de telescópios".

 
História do brilho da nebulosa joviana de sódio a três distâncias diferentes de Júpiter (topo) e do toro de plasma de Io (em baixo), mostrando vários surtos modestos e um grande surto no outono de 2022.
Crédito: Jeff Morgenthaler, PSI
 

Ter uma ou mais cópias do IoIO a funcionar noutro local seria muito útil para evitar lacunas climáticas e poderia, potencialmente, fornecer mais tempo de cobertura, a cada noite, do altamente dinâmico toro de plasma de Io e da nebulosa de sódio. "Seria ótimo ver outro IoIO a entrar na campanha antes da Juno chegar a Júpiter no próximo mês de dezembro", disse Morgenthaler.

Para além de observar a nebulosa joviana de sódio, o IoIO também observa a cauda de sódio de Mercúrio, cometas brilhantes e exoplanetas em trânsito.

// PSI (comunicado de imprensa)
// Pequeno vídeo de imagens do IoIO (em formato MP4)

 


Quer saber mais?

Io:
NASA
CCVAlg - Astronomia
Nine Planets
Wikipedia

Júpiter:
NASA
CCVAlg - Astronomia
Nine Planets
Wikipedia

Toro de gás:
Wikipedia
Toro de plasma de Io (Wikipedia)

 
   
 
 
 
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