Problemas ao ver este email? Consulte a versão web.

Edição n.º 1158
14/04 a 16/04/2015
 
Siga-nos:      
 

24/04/15 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 22:30 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: consultar este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 14/04: 104.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1629 nascia Christian Huygens, físico holandês e astrónomo, um dos cientistas mais proeminentes do século XVII.

Descobriu o anel e o quarto satélite (Titã) de Saturno (1655), e patenteou o primeiro relógio de pêndulo (1656). Na ótica propôs a teoria ondulatória da luz e descobriu a polarização. A sonda que há alguns anos atrás aterrou em Titã tem o seu nome.
Em 1958, o satélite soviético Sputnik 2 cai de órbita após uma missão com a duração de 162 dias. 
Em 1981, missão STS-1. O vaivém espacial  Columbia completa o seu primeiro voo de testes. 
Em 2000, astrónomos detetam as primeiras provas observacionais dos restos de uma hipernova, explosões cem vezes mais energéticas que as supernovas e uma possível fonte dos poderosos GRB's (explosões de raios-gama), os eventos mais energéticos de todo o Universo conhecido, além do Big-Bang.
Observações: Trânsito de Ganimedes, entre as 21:03 e as 00:50 (já de dia 15).
À medida que a primavera avança, a Ursa Maior continua alta a nordeste e a inclinar-se como que a "despejar" água na Ursa menor.

Dia 15/04: 105.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1707 nascia Leonhard Euler, matemático e físico suiço.

Fez importantes descobertas em vários campos como o cálculo infinitesimal e teoria dos grafos. Também introduziu muita da terminologia matemática moderna e da notação, particularmente da análise matemática, como por exemplo a noção de função matemática. Também trabalhou na mecânica, dinâmica de fluidos, ótica, astronomia e teoria musical. Relativamente à astronomia, os seus feitos incluem a determinação, com uma grande precisão, da órbita de cometas e de outros corpos celestes, a compreensão da natureza dos cometas e o cálculo da paralaxe do Sol.
Em 1793 nascia Friedrich Georg Wilhelm von Struve, astrónomo Báltico-alemão. Struve é conhecido pelo seu enorme estudo das estrelas duplas e foi um dos primeiros astrónomos a identificar os efeitos da extinção interestelar.
Observações: Trânsito da sombra de Ganimedes, entre as 01:56 e as 05:45.
Arcturo está a subir a este por estas noites, e a igualmente brilhante Capella está a descer a noroeste. Estão praticamente à mesma altura (acima do horizonte) algures entre as 22:00 e as 22:30, dependendo do local onde vive. Com que grau de precisão consegue determinar o momento do evento? Acontece 4 minutos mais cedo a cada noite.
Trânsito de Europa, entre as 22:58 e as 01:58 (já de dia 16).

Dia 16/04: 106.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1495 nascia Petrus Apianus, humanista alemão, conhecido pelos seus trabalhos na matemática, astronomia e cartografia.
Em 1972, os Estados Unidos lançavam a Apollo 16 para a Lua.

Observações: Trânsito da sombra de Europa, entre as 01:25 e as 04:25.
Uma linha que começa em Vénus e passa por Aldebarã aponta agora para as estrelas da Cintura de Orionte, quase ao triplo da distância angular. Observe, noite após noite, quão depressa este alinhamento muda à medida que Vénus desliza por entre as estrelas de fundo.

 
CURIOSIDADES


1% daquele ruído de imagem que vemos na nossa televisão [analógica], quando não temos nenhum canal sintonizado, é radiação remanescente do Big Bang. Por isso, da próxima vez que se queixar que não há nada de jeito para ver na televisão, lembre-se que sempre pode observar um pouco do nascimento do Universo!

 
SOL CHEGOU ATRASADO À FESTA DE NASCIMENTO ESTELAR DA VIA LÁCTEA
Impressão de artista do céu noturno a partir de um planeta hipotético dentro da uma jovem Via Láctea há 10 mil milhões de anos atrás, que mostra o céu a "arder" com formação estelar. As nuvens cor-de-rosa contêm estrelas recém-nascidas e os enxames de estrelas jovens azul-esbranquiçadas estão espalhados por toda a paisagem celeste.
Crédito: NASA/ESA/Z. Levay (STScI)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Num dos mais completos levantamentos de galáxias até agora levado a cabo com vários observatórios, os astrónomos descobriram que galáxias como a nossa Via Láctea sofreram um "baby boom" estelar, produzindo estrelas a uma taxa prodigiosa, cerca de 30 vezes o valor atual.

O nosso Sol, no entanto, é um "boomer" tardio. O frenesim de nascimento estelar na Via Láctea alcançou o seu pico há 10 mil milhões de anos atrás, mas o nosso Sol chegou atrasado à festa, formando-se há apenas 5 mil milhões de anos. Nessa altura, a velocidade de formação estelar na nossa Galáxia já tinha mergulhado para valores baixos.

No entanto, o facto de ter chegado atrasado à festa pode não ter sido assim tão mau. O aparecimento tardio do Sol pode, na verdade, ter promovido o crescimento dos planetas do nosso Sistema Solar. Os elementos mais pesados que hidrogénio e hélio eram mais abundantes nas fases mais finais do "boom" de formação estelar, quando as estrelas mais massivas terminavam as suas vidas cedo e enriqueciam a Galáxia com material que servia de blocos de construção de planetas e até mesmo da vida na Terra.

Os astrónomos não têm fotos da Via Láctea quando esta era ainda "bebé" para traçar a história do crescimento estelar, por isso estudaram galáxias semelhantes em massa, encontradas em estudos de céu profundo do Universo. Quanto mais longe no Universo os astrónomos olham, mais longe no tempo vêm, porque a luz do passado está só agora a chegar à Terra. Com esses levantamentos, que remontam a mais de 10 mil milhões de anos, os cientistas reuniram um álbum de imagens que contém quase 2000 retratos de galáxias parecidas com a Via Láctea.

O novo censo fornece o quadro mais completo, até agora, de como galáxias como a Via Láctea cresceram ao longo dos últimos 10 mil milhões de anos até às majestosas galáxias espirais de hoje. O estudo, em vários comprimentos de onda, estende-se desde o ultravioleta até ao infravermelho distante, combinando observações dos Telescópios Espaciais Hubble e Spitzer da NASA, do Observatório Espacial Herschel da ESA e de telescópios terrestres como o Telescópio Magalhães do Observatório de Las Campanas no Chile.

"Este estudo permite-nos ver como a Via Láctea poderá ter sido no passado," afirma Casey Papovich da Universidade A&M do Texas em College Station, EUA, autor principal do artigo que descreve os resultados e publicado no passado dia 9 de abril na revista The Astrophysical Journal. "Mostra que estas galáxias passaram por uma grande mudança na massa das suas estrelas nos últimos 10 mil milhões de anos, aumentando até um fator de 10, o que confirma as teorias sobre o seu crescimento. E a maior parte desse crescimento estelar ocorreu nos primeiros cinco mil milhões de anos após o seu nascimento."

Estas seis imagens do Hubble mostram como galáxias parecidas com a Via Láctea evoluíram com o passar do tempo. As galáxias parecidas com a Via Láctea crescem em tamanho e em massa estelar ao longo de milhares de milhões de anos.
Crédito: NASA/ESA/C. Papovich (Texas A&M)/H. Ferguson (STScI)/S. Fabe
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A nova análise reforça pesquisas anteriores que mostraram que galáxias parecidas com a Via Láctea começaram como pequenos aglomerados de estrelas. As galáxias engoliram grandes quantidades de gás e isso ateou uma tempestade de nascimento estelar.

O estudo revela uma forte correlação entre a formação estelar das galáxias e o crescimento da massa estelar. Assim, quando as galáxias abrandam a produção de estrelas, o seu crescimento também diminui. "Penso que a evidência sugere que podemos representar a maioria da construção de uma galáxia (como a Via Láctea) através da sua formação estelar," afirma Papovich. "Quando calculamos a taxa de formação estelar de uma galáxia tipo-Via Láctea no passado e somamos todas as estrelas que teria produzido, é bastante consistente com o crescimento da massa que esperávamos. Para mim, isso significa que somos capazes de compreender o crescimento da galáxia 'comum' com a massa da Via Láctea."

Os astrónomos selecionaram as progenitoras parecidas com a Via Láctea filtrando mais de 24.000 galáxias dos catálogos CANDELS (Cosmic Assembly Near-infrared Deep Extragalactic Legacy Survey), obtidos com o Hubble, e do ZFOURGE (FourStar Galaxy Evolution Survey), do telescópio Magalhães.

Usaram o ZFOURGE, o CANDELS e dados do infravermelho próximo do Spitzer para estudar as massas estelares das galáxias. As imagens do levantamento CANDELS do Hubble também forneceram informações estruturais acerca dos tamanhos das galáxias e do modo como evoluíram. As observações no infravermelho distante do Spitzer e do Herschel ajudaram os astrónomos a rastrear a taxa de formação estelar.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
The Astrophysical Journal
Hubblesite
Google Hangout (HST via YouTube)
Astronomy
AstronomyNow
Spaceref
PHYSORG
(e) Science News

Via Láctea:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
SEDS

CANDELS:
Página oficial
Wikipedia

ZFOURGE:
Página principal

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

Telescópio Espacial Spitzer:
Página oficial 
NASA
Centro Espacial Spitzer 
Wikipedia

Observatório Espacial Herschel:
ESA (ciência e tecnologia)
ESA (centro científico)
ESA (página de operações)
NASA
Caltech
Wikipedia

Telescópio Magalhães:
Observatório Las Campanas
Instituto Carnegie
Universidade do Arizona
Wikipedia

 
ESTUDO DESCOBRE QUE PEQUENAS ERUPÇÕES SOLARES PODEM TER EFEITOS PROFUNDOS EM PLANETAS DESPROTEGIDOS

Apesar de ainda não conhecermos tudo o que é necessário para construir um planeta propício à vida, é sabido que a interação entre o Sol e a Terra é essencial para tornar o nosso planeta habitável - um equilíbrio entre uma estrela que fornece energia e um planeta que pode proteger-se das mais duras emissões solares. O nosso Sol emite constantemente luz, energia e um fluxo de partículas chamado vento solar que banha os planetas à medida que viaja pelo espaço. Também ocorrem ejeções de massa coronal, ou EMC, as maiores erupções de material solar que podem perturbar a atmosfera em torno de um planeta. Na Terra, parte do impacto destas EMC é desviado por uma bolha magnética natural chamada magnetosfera.

Mas alguns planetas, como Vénus, não têm magnetosferas protetivas e isso pode assinalar más notícias. No dia 19 de dezembro de 2006, o Sol libertou uma pequena e lenta nuvem de material solar. No entanto, quatro dias depois, esta EMC foi poderosa o suficiente para arrancar quantidades significativas de oxigénio da atmosfera de Vénus e enviá-lo para o espaço, onde se perdeu para sempre.

Aprender porque é que uma EMC pequena teve um impacto tão forte pode ter consequências profundas para entender o que faz com que um planeta seja propício à vida. Estes resultados foram publicados na edição de 9 de abril da revista Journal of Geophysical Research.

Uma relativamente pequena nuvem de material solar pode ser vista a escapar do Sol na parte superior esquerda deste filme capturado pela sonda SOHO no dia 19 de Dezembro de 2006. Esta ejeção lenta, no entanto, foi poderosa o suficiente para fazer com que Vénus, quatro dias depois, perdesse uma quantidade significativa de oxigénio na atmosfera.
Crédito: ESA/NASA/SOHO/JHelioviewer
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"E se a Terra não tivesse essa magnetosfera protetora?", pergunta Glyn Collinson, autor principal do artigo, do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado americano de Maryland. "Será que a magnetosfera é um pré-requisito para um planeta que sustente vida? Ainda não sabemos, mas podemos estudar estas questões ao observar planetas sem magnetosferas, como Vénus."

O trabalho de Collinson começou com dados da sonda Venus Express da ESA, que chegou a Vénus em 2006 e realizou uma missão de oito anos. Estudando dados do seu primeiro ano, Collinson notou que no dia 23 de dezembro de 2006, a atmosfera de Vénus perdeu oxigénio a um ritmo incrível. Ao mesmo tempo que as partículas escapavam, os dados também mostravam que algo invulgar estava a acontecer ao vento solar que passava pelo planeta.

Para saber mais, Collinson trabalhou com Lan Jian, uma cientista espacial de Goddard especializada em identificar eventos no vento solar. Usando dados da Venus Express, Jian tentou descobrir o que tinha atingido o planeta. Parecia ser uma EMC, por isso olhou então para observações da sonda SOHO (Solar and Heliospheric Observatory) da ESA e da NASA. Identificaram uma EMC fraca no dia 19 de dezembro, candidata provável para o que avistaram quatro dias depois perto de Vénus. Ao medir o tempo que levou a chegar a Vénus, estabeleceram que movia-se a mais de 320 km/s - o que é extremamente lento para os padrões das EMC, mais ou menos a mesma velocidade do próprio vento solar.

Os cientistas dividem as EMC em duas grandes categorias: aquelas rápidas o suficiente para conduzir uma onda de choque à sua frente enquanto afastam-se do Sol, e aquelas que se movem muito mais lentamente, como a chegada do nevoeiro. As EMC rápidas já foram observadas noutros planetas e sabe-se que afetam a fuga atmosférica, mas ninguém tinha ainda observado os efeitos de uma EMC lenta.

"O Sol 'tossiu' uma EMC nada impressionante," afirma Collinson. "Mas o planeta reagiu como se tivesse sido atingido por algo enorme. Ao que parece, é como a diferença entre colocar uma lagosta em água a ferver, contra colocando-a em água fria e aquecendo a água lentamente. De qualquer das maneiras, a lagosta está em maus lençóis."

Da mesma forma, os efeitos da EMC pequena acumularam-se ao longo do tempo, arrancando parte da atmosfera de Vénus e puxando-a para o espaço. Esta observação não prova que cada EMC pequena tem um efeito semelhante, mas deixa claro que tal é possível. Por sua vez, isto sugere que, sem uma magnetosfera, a atmosfera de um planeta é intensamente vulnerável aos eventos meteorológicos do Sol.

Vénus é um planeta particularmente inóspito: é 10 vezes mais quente que a Terra com uma atmosfera tão espessa que o máximo que um módulo de aterragem sobreviveu, à superfície, antes de ser esmagado, foi pouco mais de duas horas. Talvez estas vulnerabilidades às tempestades solares tenham contribuído para este ambiente. Independentemente disso, a compreensão exata do efeito que a falta de uma magnetosfera tem num planeta como Vénus pode ajudar-nos a perceber mais sobre a habitabilidade de outros planetas que descobrimos para lá do nosso Sistema Solar.

Os investigadores examinaram detalhadamente os seus dados para ver se conseguiam determinar o mecanismo que expulsava a atmosfera. A EMC tinha claramente empurrado o arco de choque da atmosfera em redor de Vénus. Os cientistas também observaram ondas dentro do arco de choque 100 vezes mais poderosas do que aquelas normalmente presentes.

"É como aquilo que vemos em frente de uma rocha durante uma tempestade à medida que passa uma onda," afirma Collinson. "O espaço em frente de Vénus tornou-se muito turbulento."

A equipa desenvolveu três hipóteses para o mecanismo que empurrou o oxigénio para o espaço. Em primeiro lugar, até uma EMC lenta aumenta a pressão do vento solar, que pode ter interrompido o fluxo normal da atmosfera em redor do planeta da frente para trás, ao invés forçando-a para o espaço. A segunda possibilidade é que os campos magnéticos que viajam com a EMC mudaram os campos magnéticos normalmente induzidos em torno de Vénus pelo vento solar para uma configuração que pode provocar fuga atmosférica. Ou, em terceiro lugar, as ondas dentro do arco de choque de Vénus podem ter transportado partículas à medida que se moviam."

Collinson diz que vai continuar a estudar os oito anos de dados da Venus Express em busca de mais informações, mas ressalta que é preciso sorte para encontrar outra EMC perto de outro planeta. Perto da Terra, temos várias naves espaciais que podem observar uma EMC a deixar o Sol e os seus efeitos perto da Terra, mas é difícil seguir estes eventos perto de outros planetas.

Esta foi uma observação rara de uma EMC que fornece informações cruciais sobre um planeta tão diferente do nosso - e por sua vez sobre a Terra. Quanto mais aprendemos sobre outros mundos, mais aprendemos sobre a história do nosso próprio planeta e o que o tornou tão favorável à vida.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Journal of Geophysical Research
PHYSORG
redOrbit

Sol:
Wikipedia
Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve

EMC (Ejeção de Massa Coronal):
Wikipedia
Universidade Estatal do Montana

Vénus:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg 
Wikipedia

Venus Express:
ESA 
NASA
Wikipedia

SOHO:
Página oficial 
Página da ESA 
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Universo em expansão? Não tão depressa (via Universidade do Arizona)
Uma equipa de astrónomos descobriu que as supernovas usadas normalmente para medir distâncias no Universo caem em populações distintas não reconhecidas anteriormente. Os achados têm implicações para a nossa compreensão da velocidade de expansão do Universo, desde o Big Bang. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - NGC 2903: Uma Jóia em Leão
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Tony Hallas
 
A galáxia espiral barrada NGC 2903 está a apenas 20 milhões de anos-luz de distância. Popular entre os astrónomos amadores, brilha no norte da constelação primaveril de Leão, perto do topo da cabeça do animal. Essa parte da constelação é por vezes vista como um ponto de interrogação invertido ou como uma foice. Uma das mais brilhantes galáxias visíveis a partir do hemisfério norte, NGC 2903 está surpreendentemente ausente do catálogo de objetos celestes de Charles Messier. Esta imagem colorida obtida por um telescópio terrestre mostra que os esplêndidos braços espirais da galáxia são traçados por jovens enxames de estrelas azuis e regiões cor-de-rosa onde ocorre formação estelar. Também são visíveis detalhes no núcleo brilhante de NGC 2903, uma impressionante mistura de enxames jovens e velhos com nuvens enormes de poeira e gás. Na verdade, NGC 2903 exibe uma excecional taxa de formação estelar perto do seu centro, que brilha também no rádio, infravermelho, ultravioleta e raios-X. Um pouco mais pequena que a Via Láctea, NGC 2903 mede mais ou menos 80.000 anos-luz em diâmetro.
 

Arquivo | Feed RSS | CCVAlg.pt | CCVAlg - Facebook | CCVAlg - Twitter | Remover da lista

Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um carácter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook, o Windows Mail ou o Thunderbird.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando-nos.

Esta mensagem do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve destina-se unicamente a informar e não pode ser considerada SPAM, porque tem incluído contacto e instruções para a remoção da nossa lista de email (art. 22.º do Decreto-lei n.º 7/2004, de 7 de Janeiro).

2015 - Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve.