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Edição n.º 1163
01/05 a 04/05/2015
 
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15/05/15 - OBSERVAÇÃO NOTURNA
21:00 – 23:00 - Observação noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável)
Local: Hotel Vila Galé Albacora - Tavira

22/05/15 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 22:30 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: consultar este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 01/05: 121.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1006, a mais brilhante supernova é observada pelos Chineses e Egípcios na constelação do Lobo (Lupus).

Em 1930, o planeta anão Plutão recebe o seu nome oficial.
Em 1949, Gerard Kuiper descobria Nereida. É o segundo satélite de Neptuno a ser descoberto, e o terceiro maior dos satélites conhecidos deste planeta. 
Observações: Vénus brilha exatamente entre as pontas dos chifres de Touro, Zeta e Beta Tauri. Está mais próximo de Beta.
A Lua está situada a poucos graus de Espiga. Bem para a esquerda e um pouco para cima está Arcturo.
Ocultação de Europa, entre as 22:14 e as 01:12 (já de dia 2).

Dia 02/05: 122.º dia do calendário gregoriano.
Observações: Eclipse de Europa, entre as 00:46 e as 03:46.
Ocultação de Ganimedes, entre as 18:48 e as 22:37.
Esta noite, a estrela brilhante para a direita da Lua é Espiga. Ainda mais para a direita, encontramos a constelação de Corvo.
Eclipse de Ganimedes, entre as 23:59 e as 03:50 (já de dia 3).
Já estamos em Maio, mas Sirius ainda brilha baixa a sudoeste ao lusco-fusco. Durante quanto tempo mais ainda a poderemos ver?

Dia 03/05: 123.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1715, durante um eclipse na Inglaterra, Edmond Halley é o primeiro a registar o fenómeno mais tarde conhecido por Contas de Baily (há quem diga que Francis Baily foi o primeiro a notar estes efeitos mais tarde em 1836, daí o seu nome).

Também observa proeminências vermelhas e brilhantes e a assimetria este-oeste na coroa, que atribui a uma atmosfera na Lua ou no Sol. Este eclipse tinha sido previsto por Halley com uma precisão de 4 minutos.
Observações: Trânsito da sombra de Europa, entre as 19:56 e as 22:55.

Dia 04/05: 124.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1989 era lançada a missão Magalhães para Vénus.

O seu objetivo era obter imagens de alta-resolução de toda a superfície do planeta. Tempo de duração da viagem: 1 ano, 3 meses e 6 dias. Depois uma missão carregada de êxitos, ordenou-se à sonda para penetrar na densa atmosfera do planeta a 11 de Outubro de 1994.
Observações: Lua Cheia, pelas 04:42.
Júpiter na sua quadratura este.
Trânsito da sombra de Calisto, entre as 16:08 e as 21:11.

 
CURIOSIDADES


As imagens mais recentes de Plutão, obtidas pela sonda New Horizons, têm já uma resolução superior às imagens do planeta anão obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble.

 
NEW HORIZONS DETETA CARACTERÍSTICAS À SUPERFÍCIE, POSSIVELMENTE UMA CALOTE POLAR EM PLUTÃO

Pela primeira vez, imagens da New Horizons da NASA estão a revelar regiões claras e escuras à superfície do distante Plutão - o alvo principal do voo rasante da sonda, que terá lugar em meados de julho.

As imagens foram capturadas em meados de abril a partir de 112 milhões de quilómetros (distância esta que veio a diminuir durante os dias em que foram capturadas as várias imagens) , usando a câmara telescópica LORRI (Long-Range Reconnaissance Imager) a bordo da New Horizons. Uma técnica chamada deconvolução de imagem aviva as imagens não processadas enviadas para a Terra. Os cientistas da New Horizons interpretaram os dados para revelar que o planeta anão tem marcas grandes à superfície - algumas claras, outras escuras - incluindo uma área brilhante num polo que poderá ser uma calote polar.

"À medida que nos aproximamos do sistema plutoniano começamos a ver características interessantes como uma região brilhante perto do polo visível de Plutão, dando início à grande aventura científica para entender este objeto celeste enigmático," afirma John Grunsfeld, administrador associado do Diretorado de Missões Científicas da NASA em Washington. "À medida que nos aproximamos, cresce o entusiasmo da busca para desvendar os mistérios de Plutão usando dados da New Horizons."

Esta imagem de Plutão e a da sua maior lua, Caronte, foi obtida pela câmara LORRI (Long Range Reconnaissance Imager) a bordo da sonda New Horizons da NASA no dia 15 de abril. A imagem faz parte de um conjunto obtido entre os dias 12-18, à medida que a distância até Plutão diminuía dos 112 milhões de quilómetros para 102 milhões de quilómetros.
Crédito: NASA/JHU-APL/SwRI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Caronte também foi capturada nas imagens de Plutão, girando ao longo da sua órbita de 6,4 dias. Os tempos de exposição usados para criar este conjunto de imagens - um décimo de segundo - são demasiado curtos para detetar as outras quatro luas de Plutão, bastante mais pequenas e ténues.

Desde a sua descoberta, em 1930, que Plutão permanece um enigma. Orbita o Sol a mais de 5 mil milhões de quilómetros da Terra, e os cientistas têm-se esforçado para discernir quaisquer detalhes à superfície. Estas últimas imagens da New Horizons permitem com que a equipa científica da missão detete diferenças claras no brilho em toda a superfície de Plutão à medida que gira.

"Depois de viajar mais de nove anos através do espaço, é impressionante ver Plutão, literalmente um ponto de luz a partir da Terra, a tornar-se num lugar real diante dos nossos olhos," afirma Alan Stern, investigador principal da New Horizons e do Instituto de Pesquisa do Sudoeste em Boulder, no estado americano do Colorado. "Estas imagens incríveis são as primeiras em que conseguimos ver detalhes, e estão já a mostrar que Plutão tem uma superfície complexa."

Animação que junta as imagens obtidas entre 12 e 18 de abril.
Crédito: NASA/JHU-APL/SwRI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

As imagens que a sonda enviar vão melhorar drasticamente à medida que se aproxima do seu encontro com Plutão durante o mês de julho.

"Nós só podemos imaginar que surpresas serão reveladas quando a New Horizons passar, este verão, a aproximadamente 12.500 km da superfície de Plutão," comenta Hal Weaver, cientista do projeto da missão e do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, Maryland, EUA.

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Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
The Planetary Society
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New Horizons:
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Sistema de Plutão:
Plutão (Wikipedia)
Caronte (Wikipedia)
Nix (Wikipedia)
Hidra (Wikipedia)
Cérbero (Wikipedia)
Estige (Wikipedia)

 
NUSTAR CAPTURA POSSÍVEIS "GRITOS" DE ESTRELAS "ZOMBIE"
O NuSTAR obteve uma nova imagem de raios-X altamente energéticos (magenta) do centro movimentado da Via Láctea. O círculo mais pequeno mostra o centro da nossa Galáxia, onde a imagem do NuSTAR foi capturada.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Perscrutando o coração da Via Láctea, o NuSTAR (Nuclear Spectroscopic Telescope Array) da NASA avistou um brilho misterioso de raios-X altamente energéticos que, de acordo com os cientistas, podem ser os "uivos" de estrelas mortas à medida que se alimentam de companheiras estelares.

"Com as imagens do NuSTAR, nós podemos ver um componente completamente novo do centro da nossa Galáxia," afirma Kerstin Perez da Universidade de Columbia em Nova Iorque, autora principal de um novo artigo sobre os achados, publicado na revista Nature. "Nós ainda não podemos explicar definitivamente o sinal de raios-X - é um mistério. Mais trabalho precisa ser feito."

O centro da Via Láctea está repleto de estrelas jovens e velhas, buracos negros mais pequenos e outras variedades de corpos estelares - todos envolvendo o buraco negro supermassivo chamado Sagitário A*.

O NuSTAR, lançado para o espaço em 2012, é o primeiro telescópio capaz de capturar imagens nítidas dessa região frenética em raios-X de alta energia. As novas imagens mostram uma região, em redor do buraco negro supermassivo, com aproximadamente 40 anos-luz em diâmetro. Os astrónomos ficaram surpreendidos pelas imagens, que revelam que uma névoa inesperada de raios-X altamente energéticos domina a atividade estelar habitual.

"Quase tudo o que pode emitir raios-X está no Centro Galáctico," afirma Perez. "A área está repleta de fontes de raios-X de baixa energia, mas a sua emissão é muito fraca quando a examinamos às energias que o NuSTAR observa. Portanto, o novo sinal destaca-se."

Os astrónomos têm quatro teorias possíveis para explicar o brilho de raios-X desconcertante, três das quais envolvem classes diferentes de corpos estelares. Quando as estrelas morrem, não o fazem tranquilamente. Ao contrário de estrelas como o nosso Sol, as estrelas mortas e colapsadas que pertencem a pares estelares, ou binários, podem sugar matéria das suas companheiras. Este processo de alimentação "zombie" varia consoante a natureza da estrela normal, mas o resultado pode ser uma erupção de raios-X.

De acordo com uma das teorias, pode estar em funcionamento um tipo de zombie estelar chamado pulsar. Os pulsares são os remanescentes colapsados de estrelas que explodiram como supernovas. Giram extremamente rápido e enviam feixes intensos de radiação. À medida que os pulsares giram, os feixes varrem o céu, por vezes intercetando a Terra como luzes de um farol.

"Podemos estar a testemunhar os feixes de uma população, até agora escondida, de pulsares no Centro Galáctico," comenta a coautora Fiona Harrison do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) em Pasadena, EUA, e investigadora principal do NuSTAR. "Isto significa que há algo muito especial sobre o meio ambiente no centro da nossa Galáxia."

Outros possíveis culpados incluem cadáveres estelares corpulentos chamados anãs brancas, que são os restos colapsados e "queimados" de estrelas não maciças o suficiente para explodir como supernovas. O nosso Sol é uma dessas estrelas e está destinado a tornar-se numa anã branca daqui a aproximadamente cinco mil milhões de anos. Dado que estas anãs brancas são muito mais densas do que eram na sua juventude, têm uma gravidade mais forte e podem produzir raios-X mais energéticos do que o normal. Outra teoria aponta para pequenos buracos negros que se alimentam lentamente das suas estrelas companheiras, irradiando raios-X à medida que o material cai para os seus poços sem fundo.

Alternativamente, a fonte dos raios-X de alta energia pode até nem ser um corpo estelar, dizem os astrónomos, mas sim uma névoa difusa de partículas carregadas chamadas raios cósmicos. Os raios cósmicos talvez tenham origem no buraco negro supermassivo no centro da Galáxia, à medida que devora material. Quando os raios cósmicos interagem com o gás denso circundante, emitem raios-X.

No entanto, nenhuma dessas teorias coincide com o que sabemos de pesquisas anteriores, deixando os astrónomos perplexos.

"Este novo resultado lembra-nos que o Centro Galáctico é um lugar estranho," afirma o coautor Chuck Hailey da Universidade de Columbia. "Do mesmo modo que as pessoas se comportam de forma diferente quando andam na rua em vez de 'enlatados" numa carruagem do metro, os objetos estelares exibem comportamentos estranhos quando amontoados em volumes pequenos perto do buraco negro supermassivo."

A equipa diz que estão planeadas mais observações. Até então, os teóricos vão estar ocupados a explorar os cenários ou a construir novos modelos que expliquem o que pode estar a emitir este intrigante brilho de raios-X altamente energético.

"De cada vez que construímos telescópios pequenos como o NusTAR, que melhoram a nossa visão do cosmos numa banda de comprimentos de onda em particular, podemos esperar surpresas como esta," conclui Paul Hertz, diretor da divisão de astrofísica na sede da NASA em Washington.

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Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Nature
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Via Láctea:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
SEDS

Sagitário A*:
Wikipedia

NuSTAR:
NASA
Caltech
Wikipedia

 
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