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Edição n.º 1272
17/05 a 19/05/2016
 
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10/05/16 a 01/06/16 - ROSETTA NO RASTO DO COMETA
Nesta exposição temporária, poderá ficar a saber mais sobre os cometas, acompanhando a viagem da sonda Rosetta e do módulo Philae desde o seu lançamento em 2004 até à aproximação ao cometa em 2014, com o objetivo de investigar in loco o cometa 67 P Churyumov-Gerasimenko. A exposição aborda ainda conceitos relativos a outros astros como meteoros, asteroides e a sua importância no Sistema Solar. A exposição é composta por painéis interativos, um jogo multimédia e um modelo do cometa impresso em 3D a partir de dados reais adquiridos pela sonda desde a sua aproximação a 6 de Agosto de 2014. Esta exposição foi produzida pela Cité de l´espace, membro do grupo para o Espaço do Ecsite, a que o Centro Ciência Viva do Algarve também pertence.
Local: CCVAlg
Preço: Gratuito com a compra da entrada no centro
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 

27/05/16 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
21:00 - Este evento inclui uma apresentação sobre o tema - “O tamanho do Sistema Solar”, seguido de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 17/05: 137.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1836 nascia J. Norman Lockyer, descobridor do elemento hélio em 1868. J. N. L. fazia estudos espectrais do Sol quando atribuíu linhas desconhecidas de absorção ao novo elemento, só "descoberto" na Terra em 1891. 

Sir Lockyer também é conhecido como o Pai da Arqueoastronomia. Foi um dos primeiros a propôr cientificamente que Stonehenge era um observatório astronómico e que as pirâmides do Egipto e as grandes catedrais Cristãs medievais foram construídas ao longo de orientações astronómicas importantes.
Em 1882 foi descoberto um cometa em fotografias da coroa solar tiradas durante um eclipse total; o cometa nunca mais foi visto. Provavelmente era um "suicida", em rota de colisão com o Sol.
Em 1969, a soviética Venera 6 começa a sua descida pela atmosfera de Vénus, enviando dados atmosféricos antes de ser destruída pela pressão.
Observações: Trânsito de Io, entre as 19:17 e as 21:36.
Trânsito da sombra de Io, entre as 20:29 e as 22:46.
Procure Espiga para baixo e para a esquerda da Lua. Para cima e para a direita do nosso satélite natural encontra-se a mais ténue Gamma Virginis (Porrima), um famoso sistema binário telescópico.

Dia 18/05: 138.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1048, nascia Omar Khayyám, astrónomo, matemático, filósofo e poeta persa. Foi um dos grandes astrónomos da época medieval, que contribuiu muito para a reforma do calendário e que por vezes é tido como proponente da teoria heliocêntrica.
Em 1711, nascia Ruder Josip Boscovic, físico, astrónomo, matemático, filósofo, diplomata, poeta, teólogo e padre jesuita, da república de Ragusa (atualmente Croácia). Produziu um percursor da teoria atómica e fez muitas contribuições para a astronomia, incluindo o primeiro procedimento geométrico para a determinação do equador de um planeta em rotação e da computação da órbita de um planeta. Em 1753, descobriu a ausência de atmosfera na Lua
Em 1910, a Terra passa pela cauda do cometa Halley.
Em 1969 era lançada a Apollo 10, a quarta missão tripulada do programa Apollo, que foi a segunda a orbitar a Lua.

A Apollo 10 detém o recorde da maior velocidade já atingida por um veículo tripulado: 39.896 km/h. Este foi atingido durante o regresso da Lua a 26 de Maio de 1969.
Em 2005, uma segunda foto do Hubble confirmava que Plutão tinha mais duas luas: Nix e Hidra. Atualmente, conhecem-se cinco no total.
Observações: Aviste Espiga para a direita da Lua ao anoitecer. Bem para a esquerda e para baixo está o planeta Marte, cada vez mais brilhante até alcançar a magnitude mais alta da última década durante oposição (22 de maio). Marte constitui o topo do triângulo que forma com Saturno e Antares.

Dia 19/05: 139.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1961, a Venera 1 torna-se o primeiro objeto feito por humanos a passar por outro planeta, Vénus.

A sonda tinha perdido o contacto com a Terra um mês antes e não enviou nenhuns dados de volta.
Em 1971, lançamento da sonda Mars 2 (União Soviética). A 27 de novembro do mesmo ano, alcança Marte e continua a enviar dados até 1972. Era suposto também aterrar um "lander", mas colidiu com a superfície devido a uma avaria nos foguetes de travagem.
Observações: Com o verão ainda a um mês (astronomicamente falando), a última estrela do Triângulo de Verão só se torna visível acima do horizonte a este pelas 23:00. Essa estrela é Altair, o canto inferior direito do Triângulo. O seu canto mais alto e brilhante é Vega. O terceiro é Deneb, brilhando para baixo e para a esquerda de Vega.

 
CURIOSIDADES


A Estação Espacial Internacional completou ontem a sua 100.000 órbita em torno da Terra. Já percorreu 4,18 mil milhões de quilómetros, ou quase a distância de dez viagens de ida e volta a Marte. Viaja a uma altitude de aproximadamente 400 km e a uma velocidade de 28.000 km/h, completando uma órbita a cada 90 minutos.

 
FILME DO CHANDRA CAPTURA DETRITOS EM EXPANSÃO DE UMA EXPLOSÃO ESTELAR
Remanescente de supernova de Tycho.
Crédito: raios-X - NASA/CXC/BSFC/B. Williams et al; ótico - DSS; rádio - NSF/NRAO/VLA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Em 1572, a estrela que explodiu para criar este remanescente de supernova era tão brilhante que até se via de dia. E apesar de não ter sido a primeira ou a única pessoa a observar este espetáculo estelar, o astrónomo dinamarquês Tycho Brahe escreveu um livro sobre as suas extensas observações do evento, ficando assim o astro com o seu nome.

Nos tempos modernos, os astrónomos têm observado o campo de destroços desta explosão - o que é hoje conhecido como remanescente de supernova de Tycho - usando dados do Observatório de Raios-X Chandra da NASA, do VLA (Karl G. Jansky Very Large Array) e muitos outros telescópios. Hoje, sabem que o remanescente de Tycho foi criado pela explosão de uma anã branca, tornando-se parte da chamada classe de supernovas do Tipo Ia, usadas para acompanhar a expansão do Universo.

Dado que grande parte do material arremessado para fora da estrela moribunda foi aquecido por ondas de choque - parecidas com os estrondos sónicos dos aviões supersónicos - passando por ele, o remanescente brilha fortemente em raios-X. Os astrónomos usaram agora observações do Chandra de 2000 a 2015 para criar o filme mais longo da evolução de raios-X do remanescente Tycho ao longo do tempo, usando cinco imagens diferentes. Esta mostra que a expansão da explosão ainda continua cerca de 450 anos mais tarde, a partir do ponto de vista da Terra a cerca de 10.000 anos-luz de distância.

Combinando dados de raios-X com mais ou menos 30 anos de observações no rádio pelo VLA, os astrónomos produziram também um filme, usando três imagens diferentes. Os astrónomos usaram estes dados de raios-X e rádio para aprender mais sobre esta supernova e sobre o seu remanescente.

Os investigadores mediram a velocidade da onda de choque em muitos locais diferentes do remanescente. O grande tamanho do remanescente permite a medição deste movimento com uma precisão relativamente elevada. Embora o remanescente seja aproximadamente circular, existem diferenças claras na velocidade da onda de choque em diferentes regiões. A velocidade nas direções inferior e inferior direita é cerca de duas vezes maior do que a velocidade nas direções superior e superior esquerda. Esta diferença já tinha sido vista em observações anteriores.

Com cerca de 30 anos de observações do VLA, no rádio, os astrónomos produziram um pequeno filme usando três imagens diferentes.
Crédito: NSF/NRAO/VLA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Esta gama de velocidades no movimento externo da onda de choque é provocada por diferenças na densidade do gás que rodeia o remanescente de supernova. Isto provoca um deslocamento na posição do local da explosão em relação ao centro geométrico, determinado pela localização do centro no remanescente circular. Os astrónomos descobriram que o deslocamento corresponde a cerca de 10% do raio atual do remanescente, para cima e para a esquerda do centro geométrico. A equipa também descobriu que a velocidade máxima da onda de choque ronda os 19,3 milhões de quilómetros por hora.

Deslocamentos como este, entre o centro da explosão e o centro geométrico, podem também existir noutros remanescentes de supernova. A compreensão da posição do centro da explosão para as supernovas do Tipo Ia é importante porque limita a região de pesquisa de uma estrela sobrevivente companheira. Qualquer estrela sobrevivente ajudaria a identificar o mecanismo de gatilho da supernova, mostrando que a anã branca puxou material da estrela companheira até atingir uma massa crítica e explodir. A ausência de uma estrela companheira favorece o outro mecanismo de gatilho, em que duas anãs brancas se fundem fazendo com que a massa crítica seja ultrapassada, não deixando nenhuma estrela para trás.

O deslocamento significativo do centro da explosão em relação ao centro geométrico do remanescente é um fenómeno relativamente recente. Para as primeiras centenas de anos do objeto, o choque da explosão foi tão poderoso que a densidade do gás por onde passava não afetava o seu movimento. A discrepância de densidades, do lado esquerdo para o lado direito, aumentou à medida que a onda de choque se deslocava para fora, fazendo com que o deslocamento da posição entre o centro da explosão e o centro geométrico crescesse com o tempo. Por isso, se os astrónomos do futuro fizerem a mesma observação, digamos, daqui a 1000 anos, devem encontrar um deslocamento muito maior.

O artigo que descreve estes resultados foi aceite para publicação na revista The Astrophysical Journal e está disponível online.

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
29/04/2011 - Chandra descobre novas evidências sobre origem de supernovas
25/03/2011 - Estrelas e listas em explosão

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
SPACE.com
Astronomy Now
PHYSORG

Remanescente de supernova de Tycho (SN 1572):
Wikipedia
SolStation.com

Supernovas:
Wikipedia 
Tipo Ia (Wikipedia)

Remanescente de supernova:
NASA
Wikipedia
Núcleo de Astronomia do CCVAlg

Observatório Chandra:
Página oficial (Harvard)
Página oficial (NASA)
Wikipedia

VLA:
Página oficial
Wikipedia

Tycho Brahe:
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - As Nuvens da Nebulosa Carina
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: John Ebersole
 
Que formas se escondem nas brumas da Nebulosa Carina? As figuras sinistras são na realidade nuvens moleculares, nós de gás molecular e poeira tão espessa que se tornam opacas. No entanto, em comparação, estas nuvens são normalmente muito menos densas que a atmosfera da Terra. Esta é uma imagem detalhada do núcleo da Nebulosa Carina, uma zona onde tanto nuvens escuras como coloridas são particularmente proeminentes. A imagem foi capturada o mês passado a partir do Observatório Siding Spring na Austrália. Apesar da nebulosa ser composta principalmente de hidrogénio gasoso - aqui com tons verdes, à imagem foram atribuídas cores para que a luz emitida por vestígios de enxofre e oxigénio aparecesse em tons de vermelho e azul, respetivamente. O todo da Nebulosa Carina, catalogada como NGC 3372, abrange mais de 300 anos-luz e está situada a cerca de 7500 anos-luz de distância na direção da constelação Quilha (Carina). Eta Carinae, a estrela mais energética na nebulosa, foi durante a década de 1830 uma das estrelas mais brilhantes do céu, mas desde então diminuiu drasticamente de brilho.
 

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