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Edição n.º 1314
11/10 a 13/10/2016
 
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28/10/16 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS + OBSERVAÇÃO COM TELESCÓPIO
19:30 - Este evento inclui uma apresentação sobre um tema a determinar, seguido de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável). Este mês iremos tratar da mudança de hora sob o pont de vista astronómico.
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 11/10: 285.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1758, nascia Heinrich Wilhelm Matthias Olbers, astrónomo e físico alemão, descobridor de Pallas e Vesta.
Em 1958, lançamento da sonda Pioneer 1 (a sonda cai para a Terra e é destruída).
Em 1968, lançamento da Apollo 7, a primeira missão tripulada do programa Apollo.
Em 1984, a astronauta Kathryn D. Sullivan, da missão STS-41G, torna-se na primeira mulher a fazer um passeio espacial.

Em 2000, lançamento da missão STS-92 do vaivém Discovery, a centésima do programa dos vaivéns espaciais.
Observações: Vega é a estrela mais brilhante bem alta a oeste ao cair da noite. Arcturo, de brilho idêntico, está ficando baixa a oeste-noroeste. A estrela mais brilhante no espaço que separa os dois astros mencionados anteriormente, a cerca de um-terço do caminho entre Arcturo e Vega, é Alphecca, a jóia da Coroa Boreal. Alphecca é um binário eclipsante com a duração de 17 dias, mas as suas diminuições de brilho são demasiado ténues para o olho humano ver de modo confiável.

Dia 12/10: 286.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1964, lançamento do Voskhod 1, a primeira missão com uma tripulação de várias pessoas e o primeiro voo sem fatos espaciais. 

Em 1994, destruição da Magalhães na atmosfera de Vénus
Em 2005, segundo voo espacial da China. O Shenzhou 6 transportou dois astronautas durante cinco dias em órbita.
Observações: Com o avançar da noite, olhe cerca de 20º para baixo da Lua - cerca de dois punhos à distância do braço esticado - em busca de Fomalhaut: a "Estrela de Outono" e a boca brilhante de Peixe Austral.

Dia 13/10: 287.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1773, Charles Messier descobria a Galáxia do Rodamoinho (M51).

Em 1884, Greenwich, em Londres, Inglaterra, é estabelecida como o meridiano de longitude para a Hora Universal
Em 1892 (noite de 13 para 14), Edward Emerson Barnard descobre D/1892 T1, o primeiro cometa descoberto por meios fotográficos. 
Em 1933, criação da Sociedade Interplanetária Britânica.
Observações: A Lua ilumina o céu a sudeste após o anoitecer. Para cima e para a sua esquerda, a cerca de dois punhos à distância de um braço esticado, encontra-se o Grande Quadrado de Pégaso, inclinado num canto. Para baixo e para a direita da Lua está a estrela de primeira magnitude, Fomalhaut.

 
CURIOSIDADES


O nome moderno da estrela Fomalhaut deriva do árabe fam al-hut, que significa "boca do peixe [do Sul]". Os persas chamavam-na Hastorang (uma das suas quatro estrelas reais) e os povos aborígenes da Austrália, Buunjill.

 
ROVER OPPORTUNITY VAI EXPLORAR ESCOADOURO MARCIANO
Esta cena captada pelo rover Opportunity mostra "Wharton Ridge", que forma parte da parede sul de "Marathon Valley", na orla da Cratera Endeavour. O nome desta formação honra o astrobiólogo Robert A. Wharton (1951-2012). A cena mostra cores quase verdadeiras.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Cornell/Universidade Estatal do Arizona
(clique na imagem para ver versão maior)
 

De acordo com os últimos planos da missão de 12 anos, o rover Opportunity da NASA vai descer uma vala esculpida há muito tempo atrás por um líquido que poderá ter sido água. Nenhum rover marciano fez isto antes.

O rover há mais tempo ativo em Marte irá também, pela primeira vez, visitar o interior da cratera onde tem trabalhado durante os últimos cinco anos. Estas atividades fazem parte de uma missão alongada de dois anos que começou no dia 1 de outubro, a mais recente numa série de extensões que remontam ao final da missão principal do Opportunity em abril de 2004.

O Opportunity foi lançado no dia 7 de julho de 2003 e aterrou em Marte no dia 24 de janeiro de 2004, numa missão planeada de 90 dias marcianos, o equivalente a 92,4 dias terrestres.

Esta cena captada pelo rover Opportunity mostra "Wharton Ridge", que forma parte da parede sul de "Marathon Valley", na orla da Cratera Endeavour. O nome desta formação honra o astrobiólogo Robert A. Wharton (1951-2012). A cena mostra cores melhoradas para tornar mais facilmente visíveis diferenças nos materiais à superfície.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Cornell/Universidade Estatal do Arizona
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"Nós excedemos agora a duração da missão principal por um fator de 50," realça John Callas, gerente do projeto Opportunity no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA. "Marcos como este lembram-nos dos feitos históricos tornados possíveis pelas pessoas dedicadas a quem foi confiada a construção e operação deste ativo nacional na exploração de Marte."

O rover Opportunity começou a sua mais recente missão prolongada na porção "Bitterroot Valley" da orla ocidental da cratera Endeavour, uma bacia com 22 km de diâmetro que foi escavada por um impacto de meteoro há milhares de milhões de anos. O Opportunity alcançou a borda desta cratera em 2011 depois de mais de sete anos a investigar uma série de crateras mais pequenas. Nessas crateras, o rover encontrou evidências de água ácida antiga que encharcou camadas subterrâneas e por vezes cobriu a superfície.

Esta cena fotografada no dia 21 de setembro de 2016 pela câmara Pancam do rover Opportunity mostra "Spirit Mound", com o chão da Cratera Endeavour por trás. O pequeno monte encontra-se perto do limite este de "Bitterroot Valley" na orla oeste da cratera, e a imagem está virada para este.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Cornell/Universidade Estatal do Arizona
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A vala escolhida como o próximo grande destino corta de oeste para este a orla da cratera a menos de um quilómetro para sul da posição atual do rover. Tem quase o comprimento de dois campos de futebol.

"Estamos confiantes de que esta é uma vala esculpida por fluidos e que a água esteve envolvida," afirma Steve Squyres, investigador principal do Opportunity e da Universidade Cornell em Nova Iorque. "As ravinas esculpidas em Marte já são vistas a partir de órbita desde a década de 1970, mas nenhuma tinha antes sido examinada de perto. Um dos três objetivos principais da nossa missão prolongada é investigar esta formação. Esperamos saber se o fluido era um fluxo de detritos, com grandes quantidades de entulho lubrificado por água, ou um fluxo principalmente de água com menos material."

A equipa pretende conduzir o Opportunity até à base da vala, no chão da cratera. O segundo objetivo da missão estendida é comparar rochas dentro da Cratera Endeavour com o tipo dominante de rocha que o Opportunity examinou nas planícies antes de alcançar a Endeavour.

Esta cena fotografada no dia 21 de setembro de 2016 pela câmara Pancam do rover Opportunity mostra "Spirit Mound", com o chão da Cratera Endeavour por trás. O pequeno monte encontra-se perto do limite este de "Bitterroot Valley" na orla oeste da cratera, e a imagem está virada para este.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Cornell/Universidade Estatal do Arizona
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"Podemos descobrir que as rochas ricas em sulfato que vemos fora da cratera não são as mesmas lá dentro," comenta Squyres. "Acreditamos que estas rochas ricas em sulfato se formaram a partir de um processo relacionado com água, e a água desce declives. O ambiente molhado no interior de cratera poderá ter sido diferente do exterior na planície - talvez em termos cronológicos, talvez em termos químicos."

A equipa do rover irá enfrentar desafios para manter o Opportunity ativo por mais dois anos. A maioria dos mecanismos de bordo ainda funcionam bem, mas os motores e outros componentes há muito que superaram o seu tempo de vida útil. O gémeo do Opportunity, Spirit, perdeu o uso de duas das suas seis rodas antes de sucumbir ao frio do seu quarto inverno marciano em 2010. O Opportunity irá enfrentar o seu oitavo inverno marciano em 2017. O uso da memória "flash" não-volátil do Opportunity, que permite a gravação de dados durante a noite, foi interrompido no ano passado, de modo que os resultados de cada dia de observações e medições têm que ser transmitidos naquele dia ou são perdidos.

Este mapa mostra parte da orla ocidental da Cratera Endeavour que inclui a área "Marathon Valley" investigada intensamente pelo rover Opportunity em 2015 e 2016, e uma vala esculpida por líquido que é o destino da missão (para sul).
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade Estatal do Arizona
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Na última missão estendida de dois anos que terminou o mês passado, o Opportunity explorou a área "Marathon Valley" da orla ocidental da Endeavour, documentando o contexto geológico dos minerais relacionados com água que haviam sido aí mapeados a partir de órbita. O mês passado, o rover atravessou "Lewis and Clark Gap," um ponto baixo na parede que separa Marathon Balley de Bitterroot Valley. Um panorama a cores recentemente obtido pelo rover mostra "Wharton Ridge", que se estende para leste a partir da lacuna.

Esta semana que passou, o Opportunity investigou exposições rochosas perto de "Spirit Mound," uma característica proeminente perto da extremidade oriental de Bitterroot Valley. O terceiro objetivo científico principal da nossa extensão é encontrar e examinar rochas de uma camada geológica presente antes do impacto que escavou a Cratera Endeavour. A equipa científica ainda não determinou se a área alvo fornece rochas assim tão antigas.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
spaceref
PHYSORG

Rovers Spirit e Opportunity:
NASA
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
HUBBLE DETETA "BOLAS DE CANHÃO" DISPARADAS POR ESTRELA

O Telescópio Espacial Hubble da NASA detetou "bolhas" superquentes de gás, cada uma com o dobro da massa do planeta Marte, expelidas perto de uma estrela moribunda. As bolas de plasma estão a viajar tão depressa pelo espaço que levariam apenas 30 minutos para ir da Terra à Lua. Este "fogo de canhão" estelar, estimam os cientistas, ocorre a cada 8,5 anos há pelo menos 400 anos.

As bolas de fogo são um enigma para os astrónomos, porque o material ejetado não pode ter sido disparado pela estrela hospedeira, chamada V Hydrae. A estrela é uma gigante vermelha inchada, localizada a 1200 anos-luz de distância, que provavelmente libertou pelo menos metade da sua massa para o espaço durante o seu leito de morte. As gigantes vermelhas são estrelas moribundas nos estágios finais da vida que estão a esgotar o seu combustível nuclear que as faz brilhar. Cresceram em tamanho e estão despindo as suas camadas exteriores para o espaço.

Este gráfico com quatro paineis ilustra como o sistema binário V Hydrae lança bolas de plasma para o espaço. O painel 1 mostra as duas estrelas em órbita uma da outra. Uma das estrelas está perto do final da sua vida e inchou em tamanho, tornando-se numa gigante vermelha. No painel 2, a órbita da estrela mais pequena leva-a até à atmosfera estendida da gigante vermelha. À medida que a estrela viaja através da atmosfera, recolhe material da gigante vermelha, material que assenta num disco em seu redor. A acumulação de material atinge um ponto crítico e este é, eventualmente expelido sob a forma de bolhas de plasma quente ao longo do eixo de rotação da estrela, como o painel 3 mostra. Este processo de expulsão é repetido a cada oito anos e meio, o tempo que leva para a estrela mais pequena fazer outra passagem pelo invólucro inchado da gigante vermelha, visto no painel 4.
Crédito: NASA, ESA e A. Feild (STScI)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A atual melhor explicação sugere que as bolas de plasma foram lançadas por uma companheira estelar invisível. De acordo com esta teoria, a companheira teria que estar numa órbita elíptica que a leva perto da atmosfera inchada da gigante vermelha a cada 8,5 anos. À medida que a companheira entra na atmosfera exterior da gigante vermelha, engole material. Este material, em seguida, assenta num disco em redor da companheira e serve como plataforma de lançamento destas bolhas de plasma, que viajam a cerca de 800.000 quilómetros por hora.

Os investigadores dizem que este sistema estelar poderá ser o arquétipo que explica uma estonteante variedade de formas brilhantes descobertas pelo Hubble em redor de estrelas moribundas a que chamamos nebulosas planetárias. Uma nebulosa planetária é uma concha de gás brilhante em expansão, expelida por uma estrela no final da sua vida.

"Nós sabíamos, com base em dados anteriores, que este objeto tinha um fluxo de alta velocidade, mas esta é a primeira vez que vemos o processo em ação," afirma Raghvendra Sahai, autor principal do estudo que pertence ao JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia. "Nós sugerimos que estas bolhas gasosas produzidas durante esta fase final da vida de uma estrela ajudam a produzir as estruturas que vemos nas nebulosas planetárias."

As observações do Hubble, ao longo das duas últimas décadas, têm revelado uma enorme complexidade e diversidade na estrutura das nebulosas planetárias. A alta-resolução do telescópio capturou nós de material nas nuvens brilhantes de gás que rodeiam estrelas moribundas. Os astrónomos especularam que estes nós são, na realidade, jatos expelidos por discos de material em redor de estrelas companheiras que não eram visíveis nas imagens do Hubble. A maioria das estrelas na nossa Galáxia encontram-se em sistemas binários. Mas os detalhes de como estes jatos foram produzidos permanecia um mistério.

"Nós queremos identificar o processo que produz estas transformações surpreendentes, de uma gigante vermelha inchada para uma bela e brilhante nebulosa planetária," afirma Sahai. "Estas mudanças dramáticas ocorrem ao longo de 200 a 1000 anos, um mero piscar de olhos de tempo cósmico."

A equipa de Sahai usou o instrumento STIS (Space Telescope Imaging Spectrograph) do Hubble para realizar observações de V Hydrae e da sua região circundante ao longo de um período de 11 anos, primeiro de 2002 a 2004 e depois de 2011 a 2013. A espectroscopia descodifica a luz de um objeto, revelando informações sobre a sua velocidade, temperatura, localização e movimento.

Os dados mostram uma série de bolhas superquentes e monstruosas, cada com uma temperatura de mais de 9400 graus Celsius - quase duas vezes mais quentes que a superfície do Sol.

Os investigadores compilaram um mapa detalhado da localização das bolhas, o que lhes permite traçar os primeiros aglomerados gigantes até 1986. "As observações mostram que as bolhas se movem ao longo do tempo," comenta Sahai. "Os dados do STIS mostram bolhas recém-ejetadas, bolhas que se deslocaram para mais longe e bolhas ainda mais distantes." O STIS detetou estas estruturas gigantes tão longe quanto 59,5 mil milhões de quilómetros de V Hydrae, mais de oito vezes a distância entre a Cintura de Kuiper e o nosso Sol.

As bolhas expandem-se e arrefecem à medida que se deslocam para mais longe, deixando de ser detetáveis no visível. Mas, dizem os cientistas, observações levadas a cabo em comprimentos de onda submilimétricos mais longos no ano de 2004, pelo SMA (Submillimeter Array) no Hawaii, revelaram estruturas distorcidas que podem ser bolhas lançadas há 400 anos atrás.

Com base nas observações, Sahai e os colegas Mark Morris da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e Samantha Scibelli da Universidade Estatal de Nova Iorque em Stony Brook, desenvolveram um modelo de uma estrela companheira com um disco de acreção para explicar o processo de ejeção.

"Este modelo fornece a explicação mais plausível porque sabemos que os motores que produzem jatos são discos de acreção," explica Sahai. "As estrelas gigantes não têm discos de acreção, mas muitas têm provavelmente estrelas companheiras que, presumivelmente, têm massas inferiores porque evoluem mais lentamente. O modelo que propomos pode ajudar a explicar a presença de nebulosas planetárias bipolares, a presença de estruturas com a forma de jatos com nós em muitos destes objetos, e até mesmo as nebulosas planetárias multipolares. Nós pensamos que este modelo tem uma ampla aplicabilidade."

Uma surpresa encontrada na observação pelo STIS, foi que o disco não dispara os aglomerados monstruosos exatamente na mesma direção a cada oito anos e meio. A direção move-se ligeiramente de lado a lado e para trás e para a frente devido, possivelmente, a uma oscilação no disco de acreção. "Esta descoberta foi bastante surpreendente, mas é também muito agradável porque ajuda a explicar algumas coisas misteriosas que tinham sido observadas por outros cientistas," comenta Sahai.

Os astrónomos salientam que V Hydrae é obscurecida a cada 17 anos, como se algo bloqueasse a sua luz. Sahai e colegas sugerem que devido à oscilação vai-e-vem da direção do jato, as bolhas alternam entre o passar por trás e o passar em frente de V Hydrae. Quando uma bolha passa em frente de V Hydrae, protege a gigante vermelha da observação dos astrónomos.

"Este motor de disco de acreção é muito estável porque tem sido capaz de lançar estas estruturas durante centenas de anos sem ficar despedaçada," realça Sahai. "Em muitos destes sistemas, a atração gravitacional pode fazer com que a companheira espirale para o núcleo da gigante vermelha. Porém, eventualmente, a órbita da companheira de V Hydrae continuará a decair porque está a perder energia nesta interação de fricção. No entanto, não sabemos o destino final desta companheira."

A equipa espera usar o Hubble para realizar mais observações do sistema V Hydrae, incluindo a mais recente bolha expulsa em 2011. Os astrónomos também planeiam usar o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), no Chile, para estudar bolhas lançadas ao longo das últimas centenas de anos e que são agora demasiado frias para serem detetadas com o Hubble.

Os resultados da equipa foram publicados na edição de 20 agosto da revista The Astrophysical Journal.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Artigo científico (PDF)
Hubblesite
Astronomy
SPACE.com
Astronomy Now
COSMOS
redOrbit
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Science alert
UPI
ZAP.aeiou

V Hydrae:
SIMBAD
Wikipedia
Astro Guyz

Nebulosas planetárias:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - As Nuvens de Hidrogénio de M33
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Danilo Pivato, Gimmi Ratto
 
A esplêndida galáxia espiral M33 parece ter mais do que a sua quota parte de hidrogénio gasoso brilhante. Um proeminente membro do grupo local de galáxias, M33 é também conhecida como Galáxia do Triângulo e está situada a cerca de 3 milhões de anos-luz de distância. Os aproximadamente 30.000 anos-luz interiores da galáxia podem ser aqui vistos neste retrato telescópico que realça as suas nuvens avermelhadas de hidrogénio ionizado ou regiões HII. Espalhadas por entre os braços espirais que serpenteiam em direção ao núcleo, as gigantes regiões HII de M33 são alguns dos maiores berçários estelares conhecidos, locais de formação de estrelas com vida curta, mas muito massivas. A intensa radiação ultravioleta das estrelas massivas e luminosas ioniza o hidrogénio gasoso em redor e, por fim, produz o brilho vermelho característico. Para melhorar esta imagem, foram usados dados de banda larga para produzir uma vista a cores da galáxia, combinados com dados de banda estreita obtidos através de um filtro de hidrogénio-alfa. Esse filtro transmite a luz da linha de emissão mais forte do hidrogénio visível.
 

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