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Edição n.º 1372
02/05 a 04/05/2017
 
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EFEMÉRIDES

Dia 02/05: 122.º dia do calendário gregoriano.
Observações: Ocultação de Ganimedes, entre as 19:06 e as 21:47.
Já estamos em maio, mas Sirius ainda brilha perto do horizonte a oeste-sudoeste ao lusco-fusco, bem para baixo de Procyon. Põe-se pouco depois do anoitecer. Durante quanto mais tempo, nesta estação da primavera, consegue observar Sirius?
Eclipse de Ganimedes, entre as 21:23 e as 00:11 (já de dia 3).

Dia 03/05: 123.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1715, durante um eclipse na Inglaterra, Edmond Halley é o primeiro a registar o fenómeno mais tarde conhecido por Contas de Baily (há quem diga que Francis Baily foi o primeiro a notar estes efeitos mais tarde em 1836, daí o seu nome).

Também observa proeminências vermelhas e brilhantes e a assimetria este-oeste na coroa, que atribui a uma atmosfera na Lua ou no Sol. Este eclipse tinha sido previsto por Halley com uma precisão de 4 minutos.
Observações: Ocultação de Europa, entre as 02:25 e as 04:57.
Lua em Quarto Crescente, pelas 03:47.
Eclipse de Europa, entre as 03:32 e as 06:07.
A Lua Crescente, a 1,3 segundos-luz de distância, brilha perto de Régulo, a 79 anos-luz de distância. Régulo é a estrela da parte de baixo da "foice de Leão" e marca a pata da frente de Leão.

Dia 04/05: 124.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1989 era lançada a missão Magalhães para Vénus.

O seu objetivo era obter imagens de alta-resolução de toda a superfície do planeta. Tempo de duração da viagem: 1 ano, 3 meses e 6 dias. Depois uma missão carregada de êxitos, ordenou-se à sonda para penetrar na densa atmosfera do planeta a 11 de outubro de 1994.
Observações: Eclipse de Io, entre as 03:44 e as 06:03.
A Lua está hoje por baixo da barriga da constelação de Leão - Régulo para a direita, Algieba para cima e para a direita e Denébola mais afastada para cima e para a esquerda do nosso satélite natural.
Trânsito da sombra de Europa, entre as 21:57 e as 00:34 (já de dia 5).

 
CURIOSIDADES


Sabia que a Estação Espacial Internacional tem um livestream da Terra, 24 horas por dia? Consulte a versão HD aqui!

 
SISTEMA SOLAR RECÉM-DESCOBERTO PODE "SEMEAR" VIDA ENTRE EXOPLANETAS ADJACENTES
Ilustração que mostra o hipotético aspeto de cada um dos planetas do sistema TRAPPIST-1, com base nos dados disponíveis sobre o seu tamanho, massa e distância orbital.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Depois da NASA ter anunciado, em fevereiro, a descoberta de um sistema solar com sete planetas - três dos quais foram considerados potencialmente habitáveis - o investigador pós-doutorado Sebastiaan Krijt, da Universidade de Chicago, perguntou-se: caso exista vida num desses planetas, será que os detritos espaciais podem transportá-la para outro?

Numa investigação recentemente publicada na revista The Astrophysical Journal Letters, Krijt e outros cientistas da mesma universidade concluem que formas de vida, como bactérias ou organismos unicelulares, poderiam percorrer pelo recém-descoberto sistema TRAPPIST-1 - um sistema solar invulgar que é um novo e excitante lugar na Via Láctea para procurar vida extraterrestre.

"Parece provável uma troca frequente de material entre planetas adjacentes no íntimo sistema TRAPPIST-1," comenta Krijt, autor principal do estudo. "Se algum desses materiais contiver vida, é possível que possam inocular outro planeta com vida."

Para que isso aconteça, um asteroide ou cometa terá que atingir um dos planetas, lançando detritos suficientemente grandes para o espaço e isolando a forma de vida dos perigos da viagem espacial. O material teria que ser expelido rápido o suficiente para romper com a atração gravitacional do planeta, mas não tão rápido que destruísse a forma de vida. E a viagem teria que ser relativamente curta para que a forma de vida pudesse sobreviver.

Esta ilustração mostra a possível superfície de TRAPPIST-1f, um dos recém-descobertos planetas no sistema TRAPPIST-1.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os cientistas realizaram várias simulações para TRAPPIST-1 e descobriram que o processo poderia ocorrer ao longo de um período tão curto quanto 10 anos. A maior parte da massa transferida entre planetas, que seria grande o suficiente para que a vida sobrevivesse à irradiação durante a transferência e ao calor durante a reentrada, seria ejetada a uma velocidade apenas ligeiramente superior à velocidade de escape, concluíram.

"Dado que os sistemas planetários íntimos estão sendo detetados com mais frequência, esta investigação fará com que repensemos o que esperamos encontrar em termos de planetas habitáveis e de transferência de vida - não só no sistema TRAPPIST-1, mas também noutros lugares," comenta Fred Ciesla, professor de ciências geofísicas na Universidade de Chicago e coautor do artigo. "Devemos pensar em termos de sistemas de planetas como um todo, e como interagem, e não em termos de planetas individuais."

O primeiro exoplaneta, um planeta em órbita de uma estrela que não o Sol, foi confirmado em 1992. Atualmente, já foram descobertos mais de 3600 exoplanetas, com pelo menos outros 3000 candidatos à espera de confirmação. Além disso, já foram confirmados mais de 600 sistemas exoplanetários múltiplos.

"O campo relativamente novo da exoplanetologia está a explodir e a ser considerado mais seriamente do que nunca," acrescenta Ciesla. "Se tomássemos o Sistema Solar como modelo, nunca teríamos imaginado as coisas que estamos a encontrar, como a descoberta recente de um planeta que orbita dois sóis."

O impulso agora não é tanto descobrir novos planetas, mas sim caracterizá-los, determinar como evoluíram e entender como interagem, salienta Krijt.

Os sistemas exoplanetários servem como laboratórios para ajudar os cientistas a compreender o Sistema Solar, realça Ciesla, observando que 40.000 toneladas de detritos espaciais caem para a Terra a cada ano. "O material da Terra deve também estar flutuando por aí, e é concebível que parte possa estar transportando vida. Algumas formas de vida são muito robustas e podem sobreviver à viagem espacial."

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
28/02/2017 - Planetas do tamanho da Terra: a geração mais recente e estranha
24/02/2017 - Anã ultrafria e os sete planetas
10/02/2017 - NASA descobre que planetas de anãs vermelhas podem perder oxigénio nas zonas habitáveis
28/10/2016 - Preferencialmente, planetas do tamanho da Terra com muita água
16/09/2016 - Conheça a estrela, conheça o planeta 
22/07/2016 - Hubble faz o primeiro estudo atmosférico de exoplanetas do tamanho da Terra
03/05/2016 - Três mundos potencialmente habitáveis em torno de uma estrela anã muito fria

Notícias relacionadas:
Universidade de Chicago (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
The Astrophysical Journal Letters
Universe Today
astrobiology web
PHYSORG

TRAPPIST-1:
Wikipedia
Open Exoplanet Catalogue
TRAPPIST-1b (Wikipedia)
TRAPPIST-1b (Exoplanet.eu) 
TRAPPIST-1c (Wikipedia) 
TRAPPIST-1c (Exoplanet.eu)
TRAPPIST-1d (Wikipedia)
TRAPPIST-1d (Exoplanet.eu)
TRAPPIST-1e (Wikipedia)
TRAPPIST-1e (Exoplanet.eu)
TRAPPIST-1f (Wikipedia)
TRAPPIST-1f (Exoplanet.eu)
TRAPPIST-1g (Wikipedia)
TRAPPIST-1g (Exoplanet.eu)
TRAPPIST-1h (Wikipedia)
TRAPPIST-1h (Exoplanet.eu)

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

Panspermia:
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Estrela de Neutrões em Arrefecimento
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: raios-X - NASA/CXC/UNAM/Ioffe/D.PageP. Shternin et al; Ótico - NASA/STScI; Ilustração -  NASA/CXC/M. Weiss
 
A fonte luminosa perto do centro é uma estrela de neutrões, os restos colapsados de um núcleo estelar incrivelmente denso. Em seu redor, o remanescente de supernova Cassiopeia A (Cas A), a uns confortáveis 11.000 anos-luz de distância. A luz da supernova Cas A, a explosão mortal de uma estrela gigante, chegou à Terra pela primeira vez há cerca de 350 anos atrás. A nuvem de detritos em expansão abrange aproximadamente 15 anos-luz nesta composição no visível e em raios-X. Ainda suficientemente quente para emitir raios-X, a estrela de neutrões de Cas A está a arrefecer. De facto, anos de observações com o Observatório de raios-X Chandra, em órbita, descobriram que a estrela de neutrões está a arrefecer rapidamente - tão rapidamente que os investigadores suspeitam que grande parte do núcleo da estrela de neutrões está a formar um superfluido de neutrões sem atrito. Os resultados do Chandra representam as primeiras evidências observacionais deste bizarro estado de matéria de neutrões.
 

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