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Edição n.º 1397
28/07 a 31/07/2017
 
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EFEMÉRIDES

Dia 28/07: 209.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1851 era tirada a primeira fotografia do Sol durante um eclipse total, a partir da qual se descobre a coroa solar.
Em 1867 nascia Charles Dillon Perrine, astrónomo americano-argentino, descobridor de duas luas de Júpiter (Himalia em 1904 e Elara em 1905).

Foi também diretor do Observatório Nacional Argentino (hoje com o nome Observatório Astronómico de Córdoba).
Em 1964 era lançada a sonda Ranger 7, que regista as primeiras imagens da Lua tiradas por uma nave americana.
Observações: Júpiter brilha um pouco para baixo e para a esquerda da Lua esta noite.
Trânsito de Io, entre as 22:44 e as 01:00 (já de dia 29).

Dia 29/07: 210.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1851, A. De Gasparis descobria o asteroide 15 Eunomia.
Em 1898, nascia o físico Isidor Isaac Rabi, que recebeu o prémio Nobel da Física em 1944, pelo seu método de ressonância para registar as propriedades magnéticas do núcleo atómico.

Em 2005, astrónomos anunciam a descoberta do planeta anão Éris.
Observações: Ocultação de Io, entre as 20:03 e as 22:20.
Ao lusco-fusco, para baixo e para a direita da Lua, procure Espiga. Para a direita de Espiga brilha o planeta Júpiter.

Dia 30/07: 211.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1971, os astronautas da Apollo 15 aterram na Lua.

Observações: Mercúrio na sua maior elongação este (27º).
Lua em Quarto Crescente, pelas 16:23.
Ocultação de Europa, entre as 21:22 e as 23:59.

Dia 31/07: 212.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1964, a Ranger 7 envia as primeiras imagens detalhadas da Lua, 1000 vezes melhores do que quaisquer imagens telescópicas da altura.
Em 1969, a Mariner 6 passava a 3330 km de Marte. Transmite imagens de alta resolução da superfície, concentradas na região equatorial. 
Em 1971, os astronautas da Apollo 15, David Scott e James Irwin, conduzem o primeiro rover lunar.

Em 1999, despenhava-se intencionalmente sobre a Lua a sonda Lunar Prospector, que pretendia encontrar água sob a crosta da Lua.
Observações: O "Bule de Chá" de Sagitário mede cerca de um punho à distância do braço esticado e inclina-se agora como para despejar o chá para a direita. Inclinar-se-á cada vez mais durante o resto do verão - ou com o avançar da noite.

 
CURIOSIDADES


A primeira sonda a visitar Marte foi a Mariner 4 em 1965.

 
UMA HISTÓRIA DE TRÊS CIDADES ESTELARES
A OmegaCAM — a câmara óptica de grande angular montada no Telescópio de Rastreio do VLT do ESO (VST) — capturou de forma detalhada a Nebulosa de Orion e o seu enxame associado de estrelas jovens, dando origem a esta imagem. Este objeto famoso, o local de nascimento de muitas estrelas massivas, é uma das maternidades estelares mais próximas de nós, situada a cerca de 1350 anos-luz de distância. Créditos: ESO/G. Beccari
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A partir de novas observações obtidas com o Telescópio de Rastreio do VLT do ESO, os astrónomos descobriram três populações distintas de estrelas bebés no Enxame da Nebulosa de Orionte. Esta descoberta inesperada ajuda a compreender melhor como é que se formam este tipo de enxames, sugerindo que a formação estelar pode acontecer em surtos, onde cada um ocorre numa escala de tempo muito mais rápida do que o que se pensava anteriormente.

A OmegaCAM — a câmara óptica de grande angular montada no Telescópio de Rastreio do VLT do ESO (VST) — capturou de forma detalhada a Nebulosa de Orionte e o seu enxame associado de estrelas jovens, dando origem a esta imagem. Este objeto é uma das maternidades estelares mais próximas de nós, onde nascem tanto estrelas de grande como de pequena massa, situada a cerca de 1350 anos-luz de distância.

Esta imagem é mais do que apenas uma fotografia bonita. Uma equipa de astrónomos, liderada pelo astrónomo do ESO Giacomo Beccari, usou estes dados de qualidade sem precedentes para medir de forma precisa o brilho e as cores de todas as estrelas do Enxame da Nebulosa de Orionte. Estas medições permitiram aos astrónomos determinar a massa e idade das estrelas. Surpreendentemente, os dados revelaram três sequências de potenciais idades diferentes.

"Ao analisar pela primeira vez os dados, ficámos bastante surpreendidos," disse Beccari, o autor principal do artigo científico que apresenta estes resultados. "A excelente qualidade das imagens OmegaCAM revelou sem sombra de dúvidas que estamos a observar três populações estelares distintas nas regiões centrais de Orionte."

Monika Petr-Gotzens, coautora do artigo, também a trabalhar no ESO em Garching, explicou, "Este resultado é extremamente significativo. O que estamos a ver é que, neste enxame, as estrelas na fase inicial das suas vidas não se formaram todas em simultâneo, o que quer dizer que o nosso conhecimento relativo à formação de estrelas em enxames pode ter que ser modificado."

Os astrónomos investigaram cuidadosamente a possibilidade dos diferentes brilhos e cores de algumas das estrelas terem origem em estrelas companheiras escondidas, em vez de indicarem idades diferentes, o que faria com que as estrelas parecessem mais brilhantes e vermelhas do que o são na realidade. No entanto, esta explicação implicaria a existência de propriedades bastante invulgares dos pares, as quais nunca foram observadas anteriormente. Outras medições das estrelas, tais como velocidades de rotação e espectros, apontam também para que as suas idades sejam diferentes.

"Embora não possamos ainda refutar formalmente a possibilidade destas estrelas serem binárias, parece muito mais natural aceitar que estamos a observar três gerações de estrelas que se formaram em sucessão durante um intervalo de tempo de cerca de 3 milhões de anos," concluiu Beccari.

Os novos resultados sugerem fortemente que a formação estelar no Enxame da Nebulosa de Orionte ocorre em surtos e mais rapidamente do que o que se pensava anteriormente.

Links:

Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
PHYSORG

Formação estelar:
Wikipedia

Nebulosa de Orionte:
Wikipedia
SEDS

VST:
ESO
Wikipedia

VLT:
Página oficial
Wikipedia

ESO:
Página oficial
Wikipedia

 
ENCONTROU A CASSINI UM MECANISMO UNIVERSAL PARA A QUÍMICA PRÉ-BIÓTICA, EM TITÃ?

Esta imagem a cores naturais mostra a atmosfera superior de Titã - um lugar ativo onde as moléculas de metano são quebradas pela radiação ultravioleta do Sol e os biprodutos combinam-se para formar compostos como etano ou acetileno.
Mais baixo na atmosfera, a neblina transforma-se num "smog" atmosférico de moléculas orgânicas complexas. Esta neblina espessa e alaranjada absorve a luz solar, permitindo com que apenas 10% dos raios solares atinja a superfície.
Esta imagem foi obtida com a câmara de grande angular da Cassini usando filtros espectrais vermelhos, verdes e azuis, que foram combinados para criar esta imagem de cores naturais.
As imagens foram obtidas a uma distância de aproximadamente 9500 quilómetros de Titã no dia 31 de março de 2005. A escala da imagem ronda os 400 metros por pixel.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute
(clique na imagem para ver versão maior)

 

A missão internacional Cassini fez uma deteção surpreendente de uma molécula que é fundamental na produção de compostos orgânicos complexos, dentro da atmosfera nebulosa da lua de Saturno, Titã.

Titã possui uma atmosfera de azoto e metano com algumas das químicas mais complexas observadas no Sistema Solar. Pensa-se mesmo que seja semelhante à atmosfera inicial da Terra, antes da acumulação de oxigénio. Como tal, Titã pode ser vista como um laboratório de escala planetária, que pode ser estudado para entender as reações químicas que podem ter levado à vida na Terra, e isso poderia estar a ocorrer em planetas em torno de outras estrelas.

Na atmosfera superior de Titã, o azoto e o metano são expostos à energia da luz solar e às partículas energéticas na magnetosfera de Saturno. Estas fontes de energia geram reações que envolvem azoto, hidrogénio e carbono, que originam compostos pré-bióticos mais complicados.

Estas grandes moléculas deslocam-se para a atmosfera mais baixa, formando uma neblina espessa de aerossóis orgânicos, e pensa-se que, eventualmente, alcancem a superfície. Mas o processo pelo qual as moléculas simples na atmosfera superior são transformadas em neblina orgânica complexa, em altitudes mais baixas, é complicado e difícil de determinar.

Um resultado surpreendente da missão Cassini foi a descoberta de um tipo particular de molécula, carregada negativamente, em Titã. As espécies negativamente carregadas - ou "aniões" - não era algo que os cientistas esperavam encontrar, porque são altamente reativas e não deveriam durar muito tempo na atmosfera de Titã, antes de se combinarem com outros materiais. A sua deteção está a remodelar completamente a compreensão atual da atmosfera da lua nebulosa.

Num novo estudo publicado na Astrophysical Journal Letters, os cientistas identificaram algumas das espécies carregadas negativamente, tais como os "aniões da cadeia de carbono". Estas moléculas lineares são entendidas como blocos de construção para moléculas mais complexas e podem ter atuado como base para as primeiras formas de vida na Terra.

As deteções foram feitas usando o espectrómetro de plasma da Cassini, chamado CAPS, quando voou pela atmosfera superior de Titã, cerca de 950-1300 km acima da superfície. Curiosamente, os dados mostraram que as cadeias de carbono se tornaram mais reduzidas quando próximas da lua, enquanto os precursores de moléculas de aerossóis maiores sofreram um crescimento rápido, sugerindo uma relação íntima entre os dois, com as cadeias a "semearem" as moléculas maiores.

Gráfico que descreve algumas das reações químicas que ocorrem na atmosfera de Titã e que levam à produção de partículas da neblina orgânica.
Na atmosfera superior, o azoto e o metano são expostos à energia da luz solar e a partículas energéticas na magnetosfera de Saturno. As fontes de energia geram reações envolvendo azoto, hidrogénio e carbono, formando uma "sopa" de compostos progressivamente mais complexos. Estes incluem os recém-identificados aniões da cadeia de carbono, negativamente carregados (destacados na caixa verde) e, eventualmente, moléculas como o benzeno, embora os processos nesta região sejam difíceis de explorar.
Pensa-se que as cadeias de carbono sejam um pilar fundamental na linha de produção do crescimento das maiores e mais complexas moléculas orgânicas que descem para criar a icónica neblina de Titã e que são os blocos de construção para moléculas mais complexas que podem agir como base para as primeiras formas de vida.
Crédito: ESA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Fizemos a primeira identificação inequívoca de aniões da cadeia de carbono, numa atmosfera semelhante a um planeta, que acreditamos ser um pilar decisivo na linha de produção de moléculas orgânicas maiores e mais complexas, como as grandes partículas da neblina da lua, " diz Ravi Desai da University College London e autor principal do estudo.

"Este é um processo conhecido no meio interestelar, mas agora observámo-lo num ambiente completamente diferente, o que significa que poderia representar um processo universal para a produção de moléculas orgânicas complexas.

"A questão é, poderia isto estar a acontecer também dentro de outras atmosferas de azoto-metano, como em Plutão ou Tritão, ou em exoplanetas com propriedades semelhantes?"

"A perspetiva de um caminho universal para os ingredientes para a vida tem implicações para o que devemos procurar na pesquisa de vida no Universo", diz o coautor Andrew Coates, também da UCL, e coinvestigador da CAPS.

"Titã apresenta um exemplo local de química excitante e exótica, da qual temos muito a aprender."

A odisseia de 13 anos da Cassini, no sistema de Saturno, em breve chegará ao fim, mas futuras missões, como o telescópio espacial internacional James Webb e a missão exoplaneta Plato da ESA, estão a ser equipadas para procurar este processo, não só no nosso Sistema Solar, mas também noutros lugares. Instalações avançadas baseadas no solo, como o ALMA, também poderiam permitir observações de acompanhamento deste processo operacional na atmosfera de Titã, a partir da Terra.

"Estes resultados inspiradores da Cassini mostram a importância de traçar a jornada de pequenas e grandes espécies químicas, a fim de entender como as moléculas orgânicas complexas são produzidas numa atmosfera semelhante à atmosfera inicial da Terra", acrescenta Nicolas Altobelli, cientista do projeto Cassini da ESA.

"Embora não tenhamos detetado 'vida' em si, encontrar produtos orgânicos complexos, não apenas em Titã, mas também em cometas e em todo o meio interestelar, estamos certamente perto de encontrar os seus precursores."

Links:

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
The Astrophysical Journal Letters
Astrobiology web
PHYSORG

Cassini:
NASA
ESA
Wikipedia

Saturno:
Solarviews
Wikipedia

Titã:
Solarviews
Wikipedia

 
OS COMETAS GRANDES E DISTANTES SÃO MAIS COMUNS DO QUE SE PENSAVA
Esta ilustração mostra como os cientistas usaram dados da nave WISE da NASA para determinar os tamanhos dos núcleos dos cometas. Subtraíram um modelo de como a poeira e o gás se comportam em cometas com o objetivo de obter o tamanho do núcleo.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os cometas que levam mais de 200 anos para completar uma translação em torno do Sol são manifestamente difíceis de estudar. Dado que passam a maior parte do seu tempo nas zonas mais remotas do Sistema Solar, muitos dos cometas de "longo período" nunca se aproximam do Sol durante a vida de um ser humano. Na verdade, aqueles que viajam para dentro, oriundos da Nuvem de Oort - um grupo de corpos gelados a cerca de 300 mil milhões de quilómetros do Sol - podem ter períodos de centenas ou até milhões de anos.

A nave WISE da NASA, examinando todo o céu em comprimentos de onda infravermelhos, forneceu novas informações sobre esses viajantes distantes. Os cientistas descobriram que existem cerca de sete vezes mais cometas de longo período, medindo pelo menos 1 km de tamanho, do que se havia previsto anteriormente. Também descobriram que os cometas de longo período são, em média, até duas vezes maiores do que os "cometas da família de Júpiter", cujas órbitas são moldadas pela gravidade de Júpiter e têm períodos inferiores a 20 anos.

Os investigadores também observaram que, em oito meses, passaram pelo Sol três a cinco vezes mais cometas de longo período do que havia sido previsto. Os achados foram publicados na revista The Astronomical Journal.

"O número de cometas está relacionado com a quantidade de material que restou da formação do Sistema Solar," afirma James Bauer, autor principal do estudo e agora professor de investigação da Universidade de Maryland em College Park, EUA. "Nós agora sabemos que existem mais pedaços relativamente grandes de material antigo, provenientes da nuvem de Oort, do que pensávamos."

A Nuvem de Oort está demasiado distante para ser observada pelos telescópios atuais, mas pensa-se que seja uma distribuição esférica de pequenos corpos gelados nas extremidades do Sistema Solar. A densidade dos cometas no seu interior é baixa, de modo que a probabilidade de aí colidirem é também muito baixa. Os cometas de longo período que o WISE observou provavelmente foram expulsos da Nuvem de Oort há milhões de anos. As observações foram realizadas durante a missão principal da nave, antes de mudar de nome para NEOWISE e ser reativada para ter como alvo os objetos próximos da Terra.

"O nosso estudo é um olhar raro sobre objetos perturbados na Nuvem de Oort," comenta Amy Mainzer, coautora do estudo no JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia, e investigadora principal da missão NEOWISE. "São os objetos mais pristinos do que era o Sistema Solar quando este se formou."

Animação de um cometa.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os astrónomos já tinham estimativas mais amplas de quantos cometas de longo período e de quantos cometas da família de Júpiter existiam no nosso Sistema Solar, mas não tinham uma boa maneira de medir os tamanhos dos cometas de longo período. Isto porque um cometa tem uma "coma" ou cabeleira, uma nuvem de gás e poeira que aparece nublada em imagens e obscurece o núcleo cometário. Mas usando os dados WISE, que mostram o brilho infravermelho desta cabeleira, os cientistas foram capazes de "subtrair" a cabeleira do cometa e estimar os tamanhos dos núcleos destes cometas. Os dados pertencem a observações do WISE, de 2010, de 95 cometas da família de Júpiter e de 56 cometas de longo período.

Os resultados reforçam a ideia de que os cometas que passam mais frequentemente pelo Sol tendem a ser mais pequenos do que aqueles que passam muito mais tempo longe da nossa estrela-mãe. Isto porque os cometas da família de Júpiter recebem mais exposição ao calor, o que faz com que substâncias voláteis, como a água, sublimem e arrastem outro material para longe da superfície do cometa.

"Isto significa que há uma diferença evolutiva entre os cometas da família de Júpiter e os cometas de longo período," comenta Bauer.

A existência de bastantes mais cometas de longo período do que o previsto sugere que um maior número deles provavelmente colidiu com planetas, fornecendo materiais gelados dos confins do Sistema Solar.

Os investigadores também encontraram agrupamentos nas órbitas dos cometas de longo período que estudaram, sugerindo a existência de corpos maiores que se separaram para formar estes grupos.

Os resultados serão importantes para avaliar a probabilidade de cometas impactarem os planetas do nosso Sistema Solar, incluindo a Terra.

"Os cometas viajam muito mais depressa do que os asteroides, e alguns são muito grandes," acrescenta Mainzer. "Estudos como este vão ajudar-nos a definir o tipo de perigo que os cometas de longo período podem representar."

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Artigo científico (PDF)
The Astronomical Journal
SPACE.com
EarthSky
ScienceDaily
COSMOS
PHYSORG
Science alert

Cometas:
Wikipedia
Cometas de longo período (Wikipedia)
Cometas da família de Júpiter (Wikipedia)

WISE:
Wikipedia
Arquivo de dados do WISE
NEOWISE
U. Berkeley

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Explosão final de estrela massiva captada por telescópios de resposta rápida (via Universidade Estatal do Arizona)
Em junho de 2016, uma equipa internacional de 31 astrónomos captou a morte de uma estrela massiva durante uma explosão titânica no espaço. Esta explosão estelar libertou, em cerca de 40 segundos, o equivalente à energia que o Sol libertará durante toda a sua vida, energia esta toda focada num feixe de raios-gama orientado, por acaso, para a Terra. Ler fonte
     
  A turbulenta atmosfera de Vénus (via Universidade de Cologne)
Um artigo científico lança luz sobre a até agora inexplorada circulação noturna no topo das nuvens de Vénus. Os investigadores descobriram padrões inesperados de movimento lento e ondas estacionárias abundantes na atmosfera noturna de Vénus. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Tripleto de Sagitário
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Josep Drudis
 
Estas três brilhantes nebulosas são frequentemente objeto de destaque em "tours" telescópicas da constelação de Sagitário e dos campos estelares da Via Láctea central. De facto, o turista cósmico do século XVIII, Charles Messier, catalogou duas delas: M8, a grande nebulosa para cima e para a esquerda do centro, e a colorida M20 perto da parte inferior da imagem. A terceira região de emissão inclui NGC 6559, para a direita de M8 e separada da nebulosa maior por uma faixa de poeira escura. Todas as três são berçários estelares a cerca de 5 mil anos-luz de distância. Com mais de 100 anos-luz de diâmetro, a grande M8 é também conhecida como Nebulosa da Lagoa. A alcunha popular de M20 é Trífida. O hidrogénio gasoso brilhante cria o tom avermelhado das nebulosas de emissão. Em contraste impressionante, os tons azuis na Trífida são devidos a luz estelar refletida. Esta colorida paisagem estelar foi obtida com dois telescópios diferentes a fim de capturar uma imagem de campo-largo da área e ampliações individuais em maior resolução.
 

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