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Edição n.º 1417
06/10 a 09/10/2017
 
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SEMANA MUNDIAL DO ESPAÇO 2017

06/10/2017 | 10:30 / 11:30
OBSERVAÇÃO SOLAR
Em frente ao CCVAlg

06/10/2017 | 19:30 / 21:00
OBSERVAÇÃO NOTURNA "LATINA"
No LAB Lounge Terrace - música ao vivo

07/10/2017
MANHÃ DE CIÊNCIA: A LUA É FEITA DE QUEIJO???
Vamos explorar as crateras da Lua numa viagem verdadeiramente astronómica! Sente-te um verdadeiro astronauta a comemorar a Semana Mundial do Espaço

07 e 08/10/2017
VISITAS COM OBSERVAÇÕES SOLAR
Observações disponíveis unicamente no seguinte horário: 11h00 - 12h00 e 14h00 - 16h00

14/10/2017 | 17:00
CAFÉ CIÊNCIA COM O PROFESSOR MANUEL PAIVA Professor jubilado da Universidade Livre de Bruxelas. Foi Professor de Física e Biofísica na Faculdade de Medicina e Director do Laboratório de Física Biomédica da mesma Universidade. Participou em dez missões espaciais tanto da NASA como da Agência Espacial Europeia. Local a confirmar.

Mais informações: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 06/10: 279.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1903, nascia Ernest Walton, físico irlandês que ganhou o prémio Nobel por ter sido a primeira pessoa na história a dividir artificialmente o átomo, dando início à era nuclear.
Em 1990 é lançado o observatório solar da ESA e da NASAUlysses, a partir do vaivém Discovery. Em fevereiro de 1992, levou um puxão gravitacional de Júpiter, forçando-o a sair do plano da eclíptica.

Completou a sua missão principal de vigiar os dois pólos do Sol, enviando resultados inesperados. Sabe-se que o pólo magnético sul é muito mais dinâmico e sem localização fixa. A missão duraria até 2007.
Em 1995, é descoberto em 51 Pegasi o primeiro planeta a orbitar outra estrela que não o Sol.
Observações: A Lua, que já passou a sua fase Cheia, nasce a este ao final do lusco-fusco. Com o passar da noite, procure as duas estrelas mais brilhantes da constelação de Carneiro, para cima e para a esquerda do nosso satélite natural a quase punho e meio à distância do braço esticado. As estrelas estão separadas por 3,6º (menos de metade de um punho) e alinhadas quase horizontalmente. Consegue ver que a mais brilhante - Hamal, à esquerda - tem um tom alaranjado?

Dia 07/10: 280.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1885, nascia Niels Bohr, físico que fez contribuições fundamentais na compreensão da estrutura atómica e da mecânica quântica, pela qual ganhou o prémio Nobel da Física.

Em 1958, o programa de voo espacial tripulado dos EUA muda de nome, para Projeto Mercury
Em 1959 o sistema televisivo a bordo da Luna 3 obtém uma série de 29 fotografias ao longo de 40 minutos, cobrindo 70% da superfície da Lua.
Em 2008, o asteroide 2008 TC3 colide com a Terra, por cima do Sudão. 
Observações: A Lua encontra-se para a direita das Plêiades. Para baixo deste enxame aberto está Aldebarã, a estrela mais brilhante da constelação de Touro. Estes três astros formam um bonito triângulo a este.

Dia 08/10: 281.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1873, nascia Ejnar Hertzsprung, astrónomo e químico dinamarquês que, na primeira década do século XX, provou pela primeira vez a existência de estrelas gigantes e estrelas anãs.

Juntamente com Henry Norris Russell, desenvolveu o diagrama Hertzsprung-Russell.
Observações: O Grande Quadrado de Pégaso está apoiado num canto, alto a este após o anoitecer. Para a localização do observador, a que horas está exatamente equilibrado? Isto é, a que horas o canto de topo do Quadrado está exatamente para cima do canto de baixo? Será algures após o lusco-fusco, dependendo da latitude e longitude do observador. Tente alinhar as estrelas com a aresta vertical de um edifício para uma maior precisão.
Mercúrio em conjunção superior, pelas 21:43.

Dia 09/10: 282.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1604 ocorre a supernova 1604, a supernova mais recente observada à vista desarmada na Via Láctea.

Em 1873, nascia Karl Schwarzschild, físico e astrónomo alemão que, entre outras descobertas, determinou o raio de Schwarzschild, o tamanho do horizonte de eventos de um buraco negro
Em 1992, um fragmento de 13 kg do meteorito Peekskill aterra na entrada da garagem da residência Knapp em Peekskill, Nova Iorque, destruindo o Chebrolet Malibu de 1980 da família.
Em 2008. uma "mensagem da Terra" é enviada até Gliese 581c, um planeta parecido com a Terra a cerca de 30 anos-luz de distância. A Agência Espacial Ucraniana entregou o pacote de 500 mensagens, que se espera alcance o exoplaneta no início de 2029.
Em 2009, primeiro impacto lunar das naves Centauro e LCROSS, como parte do Programa Robótico Lunar da NASA.
Observações: Antes da meia-noite, olhe baixo para este e encontre a Lua. Note que mudou de posição em relação à noite de ontem. Agora está para baixo e para a esquerda de Aldebarã. Ao longo do resto da noite, Orionte sobe acima do horizonte.

 
CURIOSIDADES


A NASA está a adicionar um segundo microchip a bordo do "lander" marciano InSight onde o público em geral pode acrescentar o seu nome e enviá-lo para o Planeta Vermelho. Junte-se às quase 827.000 pessoas que já o fizeram. O InSight tem aterragem prevista para novembro de 2018.

 
MISTERIOSA DIMINUIÇÃO DE BRILHO DA ESTRELA DE TABBY PODE SER PROVOCADA POR POEIRA
Esta ilustração mostra um hipotético anel disforme de poeira em redor de KIC 8462852, também conhecida como Estrela de Boyajian ou Estrela de Tabby.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Um dos objetos estelares mais misteriosos pode revelar finalmente alguns dos seus segredos.

Chamada KIC 8462852, também conhecida como Estrela de Boyajian, ou Estrela de Tabby, o objeto sofreu diminuições invulgares de brilho - o Telescópio Espacial Kepler da NASA até observou um escurecimento de até 20% em questão de dias. Além disso, a estrela tem tido tendências enigmáticas de atenuação muito mais subtis a longo prazo e uma continua ainda hoje. Este comportamento é inesperado para estrelas normais ligeiramente mais massivas que o Sol. As especulações têm incluído a ideia de que a estrela engoliu um planeta instável, e uma teoria mais imaginativa envolve um engenho gigante ou "megaestrutura" construída por uma civilização avançada, que pode recolher energia da estrela e estar a fazer com que o seu brilho diminua.

Um novo estudo, com base em dados das missões Swift e Spitzer da NASA bem como do observatório belga AstroLAB IRIS, sugere que a causa do escurecimento em longos períodos é provavelmente uma nuvem de poeira disforme que se move em torno da estrela. Isto destrói a ideia da "megaestrutura alienígena" e das outras especulações mais exóticas.

Mas os investigadores encontraram menos diminuições estelares no infravermelho do que no ultravioleta. Qualquer objeto maior do que partículas de poeira escureceria todos os comprimentos de onda de forma igual quando passasse em frente da Estrela de Tabby.

"Isto descarta a teoria da megaestrutura alienígena, pois não pode explicar a diminuição de brilho dependente do comprimento de onda," afirma Huan Meng, da Universidade do Arizona em Tucson, EUA, autor principal do novo estudo publicado na revista The Astrophysical Journal. "Nós suspeitamos, ao invés, que existe uma nuvem de poeira em órbita da estrela com um período de aproximadamente 700 dias."

Por que a poeira é o mais provável

Nós discernimos o escurecimento uniforme da luz muitas vezes no nosso quotidiano: se formos à praia durante um dia limpo e nos sentarmos debaixo de um chapéu de praia, o chapéu reduz a quantidade de luz solar que atinge os nossos olhos em todos os comprimentos de onda. Mas se esperarmos pelo pôr-do-Sol, o Sol parece vermelho porque a luz azul e ultravioleta é espalhada por partículas pequenas. O novo estudo sugere que os objetos que provocam o escurecimento de longo período da Estrela de Tabby não podem ter mais do que alguns micrómetros em diâmetro.

Entre janeiro e dezembro de 2016, os investigadores observaram a Estrela de Tabby no ultravioleta usando o Swift e no infravermelho usando o Spitzer. Complementando os telescópios espaciais, os cientistas também observaram a estrela no visível durante o mesmo período usando o AstroLAB IRIS, um observatório público com um telescópio refletor de 27 polegadas localizado perto da vila belga de Zillebeke.

Com base no forte mergulho ultravioleta, os investigadores determinaram que as partículas de bloqueio devem ser maiores do que a poeira interestelar, pequenos grãos que podem ser encontrados entre a Terra e a estrela. Tais partículas pequenas não podiam permanecer em órbita da estrela porque a pressão da sua luz as empurraria para o espaço. A poeira que orbita uma estrela, chamada poeira circunstelar, não é tão pequena para voar para longe, mas também não é suficientemente grande para bloquear uniformemente a luz em todos os comprimentos de onda. Esta é considerada, atualmente, a melhor explicação, embora outras sejam possíveis.

Colaboração com Astrónomos Amadores

Os cientistas-cidadão fazem parte integrante da exploração da Estrela de Tabby desde a sua descoberta. A luz deste objeto foi identificada, ao início, como "bizarra" e "interessante" pelos participantes do projeto Planet Hunters, que permite com que qualquer pessoa procure planetas nos dados do Kepler. Isto levou a um estudo de 2016 que deu a conhecer o objeto, cuja alcunha honra Tabetha Boyajian, agora na Universidade Estatal do Louisiana, em Baton Rouge, autora principal do artigo original e coautora do novo estudo. O trabalho recente sobre o escurecimento de longo período envolve astrónomos amadores que fornecem suporte técnico e de software ao AstroLAB.

Vários membros da equipa do AstroLAB que se voluntariaram no observatório não têm educação formal em astronomia. Franky Dubois, que operou o telescópio durante as observações da Estrela de Tabby, foi capataz numa fábrica de cintos até à sua reforma. Ludwig Logie, que ajuda com questões técnicas do telescópio, é coordenador de segurança no setor da construção. Steve Rau, que processa as observações do brilho estelar, é formador numa companhia ferroviária belga.

Siegfried Vanaverbeke, voluntário do AstroLAB que detém um doutoramento em física, tornou-se interessado pela Estrela de Tabby depois de ler o estudo de 2016 e convenceu Dubois, Logie e Rau a usar o AstroLAB para a observar.

"Disse aos meus colegas: 'Este seria um objeto interessante de seguir,'" recorda Vanaverbeke. "E decidimos juntarmo-nos."

O astrónomo George Rieke, da Universidade do Arizona, coautor do novo estudo, contactou o grupo AstroLAB quando viu os seus dados sobre a Estrela de Tabby publicados num arquivo público de astronomia. Os grupos dos EUA e da Bélgica uniram-se para combinar e analisar os seus resultados.

Exploração Futura

Embora os autores do estudo tenham uma boa ideia da razão porque a Estrela de Tabby diminui de brilho a longo prazo, não abordaram os eventos de atenuação de curto prazo que aconteceram em períodos de três dias em 2017. Também não se debruçaram sobre o mistério das grandes diminuições de 20% que o Kepler observou enquanto estudava o campo de Cisne da sua missão primária. Investigações anteriores com o Spitzer e com o WISE sugeriram um enxame de cometas como responsável pelas diminuições mais curtas. Os cometas também são uma das fontes mais comuns de poeira que orbitam as estrelas e, como tal, também podem estar relacionados com o escurecimento de longo período estudado por Meng e colegas.

Agora que o Kepler explora outras áreas do céu na sua missão atual, de nome K2, já não consegue acompanhar a Estrela de Tabby, mas os telescópios do futuro podem ajudar a revelar mais segredos acerca deste misterioso objeto.

"A Estrela de Tabby pode ter uma espécie de ciclo de atividade solar. É algo que precisa ser investigado e continuará a interessar os cientistas por muitos anos," conclui Vanaverbeke.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
NASA - 2 (comunicado de imprensa)
Carnegie Science (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
The Astrophysical Journal
SPACE.com
EarthSky
PHYSORG
ars technica

Estrela de Tabby:
Wikipedia

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
K2 (NASA)
Arquivo de dados do Kepler
Arquivo de dados da missão K2

Telescópio Swift:
NASA
Wikipedia

Telescópio Espacial Spitzer:
Página oficial 
NASA
Centro Espacial Spitzer 
Wikipedia

AstroLAB IRIS:
Página principal

 
VENDO A DOBRAR: CIENTISTAS ENCONTRAM PARES DE BURACOS NEGROS GIGANTES

Os astrónomos identificaram uma colheita abundante de buracos negros supermassivos duplos nos centros de galáxias. Esta descoberta pode ajudar os astrónomos a melhor compreender como os buracos negros gigantes crescem e como podem produzir as mais fortes ondas gravitacionais do Universo.

As novas evidências revelam cinco pares de buracos negros supermassivos, cada contendo milhões de vezes a massa do Sol. Estes pares de buracos negros formaram-se quando duas galáxias colidiram e se fundiram umas com as outras, forçando a aproximação entre os seus buracos negros supermassivos.

Os pares de buracos negros foram descobertos através da combinação de dados de vários observatórios, incluindo o Observatório de raios-X Chandra, do WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) e do LBT (Large Binocular Telescope).

"Os astrónomos já encontraram buracos negros individuais por todo o Universo," afirma Shobita Satyapal, da Universidade George Mason em Fairfax, no estado norte-americano da Virgínia, que liderou um dos dois artigos que descreve estes resultados. "Mas, embora tenhamos previsto que cresçam rapidamente quando estão em interação, os buracos negros supermassivos duplos têm sido difíceis de encontrar."

Ilustração de um par de buracos negros supermassivos.
Crédito: NASA/CXC/A. Hobart
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Antes deste estudo conheciam-se menos de dez pares confirmados de buracos negros, graças a estudos de raios-X e com base principalmente em deteções fortuitas. Para realizar uma pesquisa sistemática, a equipa teve que examinar cuidadosamente os dados de telescópios que detetam diferentes comprimentos de onda da luz.

Começando com o projeto Galaxy Zoo, os investigadores usaram dados óticos do SDSS (Sloan Digital Sky Survey) para identificar galáxias onde parecia que havia uma fusão entre duas galáxias menores. A partir deste conjunto, selecionaram objetos cuja separação entre os centros das duas galáxias nos dados do SDSS era inferior a 30.000 anos-luz, e cujas cores infravermelhas dos dados do WISE correspondiam àquelas previstas para um buraco negro supermassivo em rápido crescimento.

Com esta técnica, encontraram sete sistemas em fusão com pelo menos um buraco negro supermassivo. Dado que a forte emissão de raios-X é uma característica dos buracos negros supermassivos em crescimento, Satyapal e colegas observaram estes sistemas com o Chandra. Encontraram pares íntimos de fontes de raios-X em cinco desses sistemas, fornecendo evidências convincentes de que contêm dois buracos negros supermassivos em crescimento (ou a alimentarem-se).

Tanto os dados de raios-X do Chandra como as observações infravermelhas sugerem que os buracos negros supermassivos estão "enterrados" em grandes quantidades de gás e poeira.

"O nosso trabalho mostra que a combinação de uma seleção infravermelha com acompanhamento de raios-X é uma maneira muito eficaz para encontrar estes pares de buracos negros," comenta Sara Ellison da Universidade de Victoria, no Canadá, que liderou o outro artigo científico que descreve estes resultados. "Os raios-X e a deteção infravermelha são capazes de penetrar as nuvens obscuras de gás e poeira que rodeiam estes pares de buracos negros, sendo depois necessária a visão nítida do Chandra para os separar."

Este gráfico mostra dois dos cinco novos pares de buracos negros supermassivos recentemente identificados por astrónomos através de uma combinação de dados do Observatório de raios-X Chandra, do WISE e do LBT.
Crédito: raios-X (J122104) - NASA/CXC/Universidade George Mason/S. Satyapal et al.; raios-X (J140737) - NASA/CXC/Universidade de Victoria/S. Ellison et al.; ótico - SDSS; Ilustração - NASA/CXC/A. Hobart
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O artigo liderado por Ellison usou dados óticos adicionais do levantamento MaNGA (Mapping Nearby Galaxies at Apache Point Observatory) para identificar um dos novos pares de buracos negros. Um membro deste buraco negro binário é particularmente poderoso, tendo a maior luminosidade em raios-X já observada, até à data, com o Chandra num par de buracos negros.

Este trabalho tem implicações para o campo crescente da astrofísica de ondas gravitacionais. Enquanto que os cientistas que utilizam o LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory) já detetaram sinais da fusão de buracos negros, estes buracos negros são da variedade mais pequena, com massas entre oito e 36 vezes a massa do Sol.

Os buracos negros em fusão nos centros das galáxias são muito maiores. Quando estes buracos negros supermassivos se atraem uns aos outros, começam a produzir ondas gravitacionais. A eventual fusão de dois buracos negros supermassivos leva à formação de um buraco negro ainda maior. Este processo produziria uma quantidade surpreendente de energia quando parte da massa fosse convertida em ondas gravitacionais.

"É importante compreender quão comuns são os pares de buracos negros supermassivos, para ajudar a prever os sinais dos observatórios de ondas gravitacionais," comenta Satyapal. "Com as experiências já existentes e com as prestes a chegar, esta é uma altura emocionante para investigar a fusão de buracos negros. Estamos nos estágios iniciais de uma nova era na exploração do Universo."

O LIGO não é capaz de detetar ondas gravitacionais oriundas de pares de buracos negros supermassivos. Ao invés, redes como o NANOGrav (North American Nanohertz Observatory for Gravitational Waves) estão atualmente a realizar essas pesquisas. No futuro, o projeto LISA (Laser Interferometer Space Antenna) também poderá procurar estas ondas gravitacionais.

Quatro dos candidatos a buraco negro duplo foram divulgados num artigo por Satyapal et al., recentemente aceite para publicação na revista The Astrophysical Journal, e está disponível online. O outro candidato a buraco negro duplo foi divulgado num artigo por Ellison et al., publicado na edição de setembro de 2017 da revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, também disponível online.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Observatório de raios-X Chandra (comunicado de imprensa)
Artigo científico - Satyapal et al. (arXiv.org)
Artigo científico - Ellison et al. (arXiv.org)
Monthly Notices of the Royal Astronomical Society
Uma Tour de Buracos Negro Duplos (Observatórios de raios-X Chandra via YouTube)
Um Olhar Rápido Sobre J140737 e J122104 (Observatório de raios-X Chandra via YouTube)
Astronomy Now
PHYSORG

Buraco negro supermassivo:
Wikipedia
Buracos negros supermassivos binários (Wikipedia)

Ondas gravitacionais:
Wikipedia
Deteção do LIGO - Wikipedia
Ondas gravitacionais: como distorcem o espaço - Universe Today
Detetores: como funcionam - Universe Today
As fontes de ondas gravitacionais - Universe Today
O que é uma onda gravitacional (YouTube)

Observatório Chandra:
Página oficial (Harvard)
Página oficial (NASA)
Wikipedia

WISE:
Wikipedia
Arquivo de dados do WISE
NEOWISE
U. Berkeley

LBT (Large Binocular Telescope):
LBTO
Wikipedia

LIGO:
Página oficial
Caltech
Advanced LIGO
Wikipedia

Projeto Galaxy Zoo:
Página principal
Wikipedia

SDSS:
Página oficial
MaNGA (SDSS)
Wikipedia

NANOGrav:
Página oficial
Wikipedia

LISA:
Página oficial
NASA
ESA
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  A Super-Terra que veio para jantar (via JPL/NASA)
Poderá muito bem vaguear nas orlas exteriores e geladas do nosso Sistema Solar, escondendo-se no escuro, mas estar a puxar cordas subtis nos bastidores: esticando as órbitas de corpos distantes, talvez até inclinando todo o Sistema Solar para um lado. Ler fonte
     
  Prémio Nobel da Física (via LIGO)
Três cientistas receberam o Prémio Nobel da Física pelas suas contribuições para a descoberta das ondas gravitacionais. Os laureados são: Ranier Weiss (MIT), Kip S. Thorne (Caltech) e Barry C. Barish (Caltech). Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - A Nebulosa da Alma no Infravermelho pelo Herschel
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: ESAObservatório Espacial HerschelNASAJPL-Caltech
 
Estão a formar-se estrelas na Alma da Rainha da Etiópia. Mais especificamente, uma grande região de formação estelar com o nome de Nebulosa da Alma pode ser encontrada na direção da constelação de Cassiopeia, cuja mitologia Grega conta ser a esposa vaidosa de um rei que há muito tempo atrás governou terras em redor do Nilo superior. A Nebulosa da Alma abriga vários enxames estelares, uma grande fonte de rádio conhecida como W5 e grandes bolhas evacuadas formadas pelos ventos de jovens estrelas massivas. Localizada a cerca de 6500 anos-luz, a Nebulosa da Alma cobre mais ou menos 100 anos-luz e é geralmente fotografada ao lado da sua vizinha celeste, a Nebulosa do Coração (IC 1805). A imagem acima, com um detalhe impressionante, foi obtida o mês passado em várias bandas da radiação infravermelha pelo Observatório Espacial Herschel.
 

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