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Edição n.º 1485
01/06 a 04/06/2018
 
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EFEMÉRIDES

Dia 01/06: 152.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1633 nascia Geminiano Montanari, astrónomo italiano, fabricante de lentes e proponente da abordagem experimental na Ciência.

É mais conhecido pela sua observação, por volta de 1667, de que a segunda estrela mais brilhante de Perseu, Algol, variava em brilho.
Observações: Ocultação de Io, entre as 00:42 e as 02:56.
Eclipse de Io, entre as 01:12 e as 03:28.
A Lua encontra-se muito perto de Saturno, logo por cima do "bule de chá" de Sagitário, a sul antes do amanhecer.
Trânsito de Io, entre as 22:01 e as 00:16 (já de dia 2).
Trânsito da sombra de Io, entre as 22:34 e as 00:48 (já de dia 2).

Dia 02/06: 153.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1966, a Surveyor 1 torna-se na primeira sonda americana a aterrar com sucesso noutro mundo, a Lua
Em 1983, era lançada a Venera 15, uma missão dupla (em conjunto com a Venera 16 poucos dias depois) com o objetivo de estudar e mapear a superfície de Vénus.

Em 2003, a sonda Mars Express, carregando o "lander" britânico Beagle 2, é lançada num foguetão russo Soyuz-Fregat, a partir de Baikonur (Cazaquistão) às 17:45 GMT.
Observações: Aproveite as horas antes do amanhecer para observar, a sul, a Lua, que está acompanhada por Saturno (12º para a sua direita) e por Marte (15º para a sua esquerda).
Ocultação de Io, entre as 19:09 e as 21:23.
Eclipse de Io, entre as 19:41 e as 21:58.
As constelações parecem girar deprssa quando passam pelo zénite - se as estiver a comparar com a direção "baixo", isto é, diretamente na direção oposta à do zénite. Há apenas semana e meia, a Ursa Maior flutuava horizontalmente ao anoitecer. Agora está inclinada. Mais uma semana e meia e a "frigideira" estará como que fixada no céu pela sua "pega"!

Dia 03/06: 154.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1769, o capitão James Cook observa o trânsito de Vénus sob céus limpos no Tahiti.
Em 1965 era lançada a Gemini 4, a primeira missão espacial tripulada com uma duração de vários dias. Neste mesmo dia Edward White andou no exterior de uma nave espacial pela primeira vez na história dos EUA, num passeio que durou aproximadamente 20 minutos.

Em 1966, lançamento da Gemini 9A.
Observações: Consegue reparar no movimento da Lua, em relação aos planetas? No dia 1 estava perto de Saturno, no dia 2 entre Saturno e Marte, e hoje, antes do amanhecer, está perto de Marte.
"Cassiopeia" geralmente está associada com "brrr, frio"! O final de outono e o inverno são as épocas em que esta famosa constelação se situa bem alta (a latitudes médias norte). Mas mesmo nas quentes noites de junho, ainda espreita baixa. Ao final do lusco-fusco, procure Cassiopeia perto do horizonte a norte: um W largo. Quanto mais para norte o observador estiver, mais alta estará.

Dia 04/06: 155.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 781 AC era registado pela primeira vez um eclipse solar total na China. 
Em 1769, um trânsito de Vénus é seguido cinco horas depois de um eclipse solar total, o intervalo de tempo mais curto para tais eventos na História.
Em 1783, os irmãos Montgolfier elevavam-se pela primeira vez no ar a bordo do seu balão de ar quente. 

Em 1996, primeiro lançamento do Ariane 5, que explode após 20 segundos de voo. Transportava o satélite Cluster.
Em 2000, chega ao fim a missão do Observatório Compton, quando reentra na atmosfera da Terra. Os detritos restantes caem no Oceano Pacífico. 
Em 2010, voo inaugural do Falcon 9, o foguetão da companhia SpaceX, lançado a partir do Complexo de Lançamento Espacial 40, em Cabo Canaveral.
Observações: A Lua continua a sua viagem pelas constelações de Sagitário e Capricórnio, tal como pelos planetas Saturno e Marte. Hoje, antes do amanhecer, encontra-se a sul-sudeste, para a esquerda do planeta Marte.

 
CURIOSIDADES

Os quasares (fontes de rádio quasi-estelares) são núcleos galácticos ativos, muito energéticos, muito distantes e com um buraco negro supermassivo no seu centro. São dos objetos mais luminosos do Universo. Pensa-se que a "colisão" da Via Láctea com a Galáxia de Andrómeda, num futuro muito distante, possa formar um quasar.
 
LUAS DISTANTES PODEM ABRIGAR VIDA
Impressão de artista de uma potencialmente habitável exolua em órbita de um planeta gigante num sistema solar distante.
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA; Jay Friedlander e Britt Griswold
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Todos nós já ouvimos falar da busca por vida noutros planetas, mas e quanto a procurar noutras luas?

Num artigo publicado na revista The Astrophysical Journal, investigadores da Universidade da Califórnia em Riverside e da Universidade do Sul de Queensland (Austrália) identificaram mais de 100 planetas gigantes que potencialmente hospedam luas capazes de suportar vida. O seu trabalho guiará o projeto de futuros telescópios capazes de detetar essas potenciais luas e procurar sinais de vida, as chamadas bioassinaturas, nas suas atmosferas.

Desde o lançamento do telescópio Kepler da NASA, em 2009, os cientistas identificaram milhares de planetas para lá do nosso Sistema Solar, chamados exoplanetas. Um dos principais objetivos da missão Kepler era o de identificar os planetas que estão nas zonas habitáveis das suas estrelas, o que significa que não são muito quentes nem muito frios para a existência de água líquida - e potencialmente a vida.

Os planetas terrestres (rochosos) são os principais alvos na busca da vida, porque alguns deles podem ser geologicamente ou atmosfericamente semelhantes à Terra. Outro lugar para procurar são os muitos gigantes gasosos identificados durante a missão Kepler. Embora não sejam candidatos a albergar vida, os planetas parecidos com Júpiter, situados na zona habitável, podem abrigar luas rochosas, ou exoluas, que podem sustentar vida.

"Atualmente, existem 175 luas conhecidas em órbita dos oito planetas do nosso Sistema Solar. Embora a maioria dessas luas orbitem Júpiter e Saturno, que estão fora da zona habitável do Sol, tal pode não ser o caso noutros sistemas solares," comenta Stephen Kane, professor associado de astrofísica planetária e membro do Centro de Astrobiologia de Terras Alternativas da Universidade da Califórnia em Riverside. "A inclusão de exoluas rochosas na nossa procura por vida no espaço expandirá muito os lugares que podemos examinar."

Os cientistas identificaram 121 planetas gigantes que têm órbitas situadas nas zonas habitáveis das suas estrelas. Com mais de três vezes o raio da Terra, estes planetas gasosos são menos comuns do que os planetas terrestres, mas espera-se que cada um deles abrigue várias luas grandes.

Os cientistas especularam que as exoluas possam proporcionar um ambiente favorável à vida, talvez até melhor do que a Terra. Isto porque recebem energia não só da sua estrela, mas também da radiação refletida pelo seu planeta. Até agora, nenhuma exolua foi confirmada.

"Agora que criámos uma base de dados dos planetas gigantes conhecidos na zona habitável da sua estrela, serão feitas observações dos melhores candidatos a hospedar potenciais exoluas a fim de ajudar a refinar as propriedades esperadas das exoluas. Os nossos estudos de seguimento vão ajudar a informar os futuros projetos de telescópios, para que possamos detetar essas luas, estudar as suas propriedades e procurar sinais de vida," comenta Michelle Hill, estudante da Universidade do Sul de Queensland que trabalha com Kane e que irá juntar-se ao programa da Universidade da Califórnia em Riverside no outono.

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade da Califórnia em Riverside (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
PHYSORG

Exoplanetas:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
K2 (NASA)
Arquivo de dados do Kepler
Arquivo de dados da missão K2

 
NOVO MODELO EXPLICA O QUE VEMOS QUANDO UM BURACO NEGRO SUPERMASSIVO DEVORA UMA ESTRELA

Uma estrela que vagueia demasiado perto do buraco negro supermassivo no centro da sua galáxia será dilacerada pela gravidade do buraco negro num violento cataclismo chamado TDE ("tidal disruption event", em português evento de perturbação por forças de maré), produzindo um clarão luminoso de radiação. Um novo estudo liderado por astrofísicos teóricos do Instituto Niels Bohr e da Universidade da Califórnia em Santa Cruz fornece um modelo unificado que explica observações recentes desses eventos extremos.

O estudo inovador, publicado na The Astrophysical Journal Letters, fornece uma nova perspetiva teórica para um campo de investigação em rápido crescimento.

"Somente na última década pudemos distinguir os TDEs de outros fenómenos galácticos, e o novo modelo fornecerá a estrutura básica para entender estes eventos raros," comenta o coautor Enrico Ramirez-Ruiz, professor de astronomia e astrofísica da Universidade da Califórnia em Santa Cruz e da Universidade de Copenhaga.

Ilustração de emissões de um evento de perturbação por forças de maré que mostra o que acontece quando o material de uma estrela dilacerada é devorado por um buraco negro. O material forma um disco de acreção, que aquece e emite vastas quantidades de radiação. As emissões que vemos da Terra dependem do nosso ângulo de visão em relação à orientação do buraco negro.
Crédito: Jane Lixin Dai
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Na maioria das galáxias, o buraco negro central está inativo, não consumindo ativamente nenhum material e, portanto, não emite nenhuma luz. Os eventos de perturbação por forças de maré são raros, ocorrendo apenas uma vez a cada 10.000 anos numa galáxia típica. No entanto, quando uma estrela azarada é dilacerada, o buraco negro é "superalimentado" com detritos estelares por algum tempo e emite radiação intensa.

"É interessante ver como os materiais chegam ao buraco negro sob condições tão extremas," realça a autora principal Jane Lixin Dai, professora assistente da Universidade de Copenhaga, que liderou o estudo. "À medida que o buraco negro consome o gás estelar, é emitida uma grande quantidade de radiação. A radiação é o que podemos observar e graças a ela podemos compreender a física e calcular as propriedades do buraco negro. Isso torna extremamente interessante a caça de eventos de perturbação por forças de maré."

Apesar de se esperar que a mesma física esteja presente em todos os eventos de perturbação por forças de maré, cerca de duas dúzias dos quais foram observados até agora, as propriedades destes eventos mostraram grande variação. Alguns emitem principalmente raios-X, enquanto outros emitem principalmente luz visível e ultravioleta. Os teóricos têm lutado para perceber esta diversidade e para juntar diferentes peças do quebra-cabeças num modelo coerente.

Ângulo de visão

No novo modelo, é o ângulo de visão do observador que explica as diferenças nas observações. As galáxias estão orientadas aleatoriamente em relação à linha de visão dos observadores na Terra, que veem diferentes aspetos de um evento de perturbação por forças de maré dependendo da sua orientação.

"É como se existisse um véu que cobre parte de um monstro," explicou Ramirez-Ruiz. "De alguns ângulos vemos o monstro exposto, mas de outros ângulos vemos um monstro tapado. É o mesmo, mas as nossas perceções são diferentes."

O modelo desenvolvido por Dai e colaboradores combina elementos da relatividade geral, dos campos magnéticos, da radiação e da hidrodinâmica do gás. Mostra o que os astrónomos podem esperar ao ver eventos de perturbação por forças de maré de diferentes ângulos, permitindo que os investigadores encaixem diferentes eventos numa estrutura coerente.

De acordo com Dai, espera-se que os levantamentos planeados para os próximos anos forneçam muitos mais dados sobre eventos de perturbação por forças de maré e ajudem a expandir enormemente este campo de pesquisa. Estes incluem o levantamento transiente YSE (Young Supernova Experiment), liderado pelo Centro de Cosmologia DARK no Instituto Niels Bohr e pela Universidade da Califórnia em Santa Cruz, e o LSST (Large Synoptic Survey Telescope) que está sendo construído no Chile.

"Observaremos centenas de milhares de eventos de perturbação por forças de maré nos próximos anos. Fornecerão muitos 'laboratórios' para testar o nosso modelo e para o usar a fim de entender mais sobre os buracos negros," salienta Dai.

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade da Califórnia em Santa Cruz (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
Artigo científico - The Astrophysical Journal Letters
Astronomy Now
EurekAlert!
ScienceDaily
Space Daily
PHYSORG

Buraco negro:
Wikipedia
Buraco negro supermassivo (Wikipedia)

LSST:
Página oficial
Wikipedia

 
INVESTIGADORES DESCOBREM UMA DAS MAIS MASSIVAS ESTRELAS DE NEUTRÕES

Usando um método pioneiro, investigadores do Grupo de Astronomia e Astrofísica da Universidade Politécnica da Catalunha e do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias encontraram uma estrela de neutrões com aproximadamente 2,3 massas solares - uma das mais massivas já detetadas. O estudo foi publicado na edição de 23 de maio da revista The Astrophysical Journal e abre um novo caminho de conhecimento em muitos campos da astrofísica e da física nuclear.

As estrelas de neutrões (frequentemente chamadas pulsares) são remanescentes estelares que atingiram o final da sua vida evolutiva: resultam da morte de uma estrela com 10 a 30 vezes a massa do Sol. Apesar do seu pequeno tamanho (cerca de 20 km em diâmetro), as estrelas de neutrões têm mais massa do que o Sol, por isso são extremamente densas.

Investigadores da Universidade Politécnica da Catalunha e do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias usaram um método inovador para medir a massa de uma das mais pesadas estrelas de neutrões conhecidas até ao momento. Descoberta em 2011 e com o nome PSR J2215+5135, tem mais ou menos 2,3 massas solares e é uma das mais massivas das mais de 2000 estrelas de neutrões conhecidas até à data. Embora um estudo publicado em 2011 tenha relatado evidências de uma estrela de neutrões com 2,4 massas solares, as estrelas de neutrões mais massivas que anteriormente haviam alcançado um consenso entre os cientistas, relatadas em 2010 e 2013, têm duas vezes a massa do Sol.

O massivo sistema binário PSR J2215+5135, ilustrado na figura, aquece a face irradiada da sua estrela companheira.
Crédito: G. Pérez-Díaz/IAC
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O estudo foi liderado por Manuel Linares, investigador Marie-Curie do Grupo de Astronomia e Astrofísica, ligado ao Departamento de Física da Universidade Politécnica da Catalunha, em colaboração com os astrónomos Tariq Shahbaz e Jorge Casares do Instituto de Astrofísica da Ilhas Canárias. Os cientistas usaram dados obtidos pelo GTC (Gran Telescopio Canarias), o maior telescópio ótico e infravermelho do mundo, o WHT (William Herschel Telescope), o ING (Isaac Newton Telescope Group) e o telescópio IAC-80, em combinação com modelos dinâmicos de estrelas binárias com irradiação. O artigo que relata os resultados foi publicado na revista The Astrophysical Journal.

Um método de medição pioneiro

A equipa desenvolveu um método mais preciso do que os usados até agora para medir a massa de estrelas de neutrões em binários compactos. PSR J2215+5135 faz parte de um sistema binário, no qual duas estrelas orbitam em torno de um centro de massa comum: uma estrela "normal" (como o Sol) "acompanha" a estrela de neutrões. A estrela secundária ou companheira é fortemente irradiada pela estrela de neutrões.

Quanto mais massiva é a estrela de neutrões, mais rápida a estrela companheira se move na sua órbita. O novo método utiliza linhas espectrais de hidrogénio e magnésio para medir a velocidade com que a estrela companheira se move. Isso permitiu que a equipa liderada por Manuel Linares medisse, pela primeira vez, a velocidade de ambos os lados da estrela companheira (o lado irradiado e o lado sombreado) e mostrasse que a estrela de neutrões pode ter mais do dobro da massa do Sol.

Usando um método pioneiro, a equipa mediu a velocidade de ambos os lados da companheira.
Crédito: G. Pérez-Díaz/IAC, R. Hynes
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Este novo método também pode ser aplicado ao resto desta crescente população de estrelas de neutrões: ao longo dos últimos 10 anos, o telescópio de raios-gama Fermi-LAT da NASA revelou dúzias de pulsares parecidos com PSR J2215+5135. Em princípio, o método também pode ser usado para medir a massa de buracos negros e anãs brancas (remanescentes de estrelas que morrem com mais de 30 ou menos de 10 massas solares, respetivamente) quando localizados em sistemas binários similares nos quais a irradiação é importante.

Mais denso que um núcleo atómico

Ser capaz de determinar a massa máxima de uma estrela de neutrões tem consequências muito importantes para bastantes campos da astrofísica, bem como para a física nuclear. As interações entre os nucleões (os neutrões e protões que compõem o núcleo de um átomo) a altas densidades são dos maiores mistérios da física atual. As estrelas de neutrões são um laboratório natural para estudar os estados de matéria mais densos e exóticos que podem ser imaginados.

Os resultados do projeto também sugerem que, para suportar a massa de 2,3 sóis, a repulsão entre as partículas no núcleo da estrela de neutrões deve ser suficientemente forte. Isto indicaria que é improvável que encontremos quarks livres ou outras formas exóticas de matéria no centro da estrela de neutrões.

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
19/01/2018 - Quão massivas podem ser as estrelas de neutrões?
09/01/2018 - Ondas gravitacionais medem o Universo
22/12/2017 - Observações rádio apontam para explicação provável de fenómenos de fusão de estrelas de neutrões
28/11/2017 - Novo método para medir o tamanho das estrelas de neutrões 
17/10/2017 - Telescópios do ESO observam primeira luz de uma fonte de ondas gravitacionais

Notícias relacionadas:
Universidade Politécnica da Catalunha (comunicado de imprensa)
Instituto de Astrofísica das Canárias (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
Artigo científico - The Astrophysical Journal
Um pulsar massivo irradia uma estrela do tipo solar (YouTube)
Uma estrela de neutrões com 2,3 massas solares em PSR J2215+5135 (YouTube)
PHYSORG
Gizmodo

Estrelas de neutrões:
Wikipedia
Universidade de Maryland

GTC (Gran Telescopio Canarias):
Página principal
Wikipedia

WHT (William Herschel Telescope):
Página principal
Wikipedia

ING (Isaac Newton Group of Telescopes):
Página principal
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Será que alguma matéria escura transporta carga elétrica? (via Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica)
Astrónomos propuseram um novo modelo para o material invisível que compõe a maior parte da matéria no Universo. Estudaram se uma fração de partículas de matéria escura podem ter uma pequena carga elétrica. Os investigadores exploram a possibilidade dessas partículas carregadas de matéria escura interagirem com a matéria normal através da força eletromagnética. Ler fonte
     
  Caso das partículas relativistas resolvido por missões da NASA (via NASA)
Em redor da Terra estão dois anéis enormes - as chamadas cinturas de radiação de Van Allen - de iões e eletrões altamente energizados. Vários processos podem acelerar estas partículas até velocidades relativistas, o que coloca em perigo naves azaradas o suficiente para entrar nestas bandas gigantes de perigosa radiação. Os cientistas já tinham identificado anteriormente certos factores que podem fazer com que as partículas nas cinturas se tornem altamente energizadas, mas não sabiam a causa dominante. Agora sabem o culpado principal. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Ampliação de NGC 6744
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAESA, e equipa LEGUS
 
A bela galáxia espiral NGC 6744 tem quase 175.000 anos-luz de diâmetro, maior do que a nossa Via Láctea. Fica a cerca de 30 milhões de anos-luz de distância, na constelação do hemisfério sul de Pavão, o seu disco galáctico inclinado na direção da nossa linha de visão. Esta ampliação do universo-ilha próximo, pelo Hubble, estende-se por 24.000 anos-luz através da região central de NGC 6744 num retrato detalhado que combina dados visíveis e ultravioleta. O núcleo amarelado da galáxia gigante é dominado por luz visível de estrelas antigas e frias. Para lá do núcleo estão as regiões de formação estelar rosadas e os jovens enxames estelares espalhados ao longo dos braços espirais internos. Os jovens aglomerados de estrelas são brilhantes no ultravioleta, vistos em tons de azul e magenta.
 

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