12/04/19 - Noites Astronómicas em Tavira
21:00-22:00 - A sessão será dedicada a observação da lua. Será também possível fazer um registo fotográfico da lua e das suas crateras com auxílio de telescópio. Local: Praça da República - Tavira Telefones: 281 326 231; 924 452 528 E-mail: geral@cvtavira.pt
Efemérides
Dia 09/04: 99.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1959, a NASA anuncia a seleção dos primeiros sete astronautas dos Estados Unidos, a quem a comunicação social rapidamente apelida de "Mercury Seven".
Em 1994, lançamento da missão STS-59 do vaivém Endeavour. Observações: A Lua brilha por cima de Aldebarã.
Esta é a altura do ano em que, após o anoitecer, a "frigideira" de Ursa Menor está para a direita da Polar. Para cima das estrelas que perfazem o fim da "tigela", estão as estrelas que perfazem o fim da "tigela" de Ursa Maior.
Dia 10/04: 100.º dia do calendário gregoriano. História: Em 837, maior aproximação do Cometa Halley à Terra, cerca de 0,0342 UA (5,1 milhões de quilómetros).
Em 1981, primeira tentativa de lançamento da missão STS-1 (a primeira missão de um vaivém espacial).
Este falhou no último momento quando os computadores "crasharam". Os astronautas Crippen e Young finalmente levantaram voo a 12 de abril. À volta de 100 milhões de pessoas viram este evento.
Em 2013, o orçamento para a NASA de 2014 inclui um plano para capturar roboticamente um asteroide próximo da Terra e redirecioná-lo para uma órbita estável no sistema Terra-Lua, que os astronautas possam visitar e estudar. Observações: Saturno na sua quadratura oeste, pelas 09:30.
Vega, a brilhante "Estrela de Verão", nasce depois das 22 horas a nordeste. Exatamente onde no horizonte é que a pode observar? Aviste a Ursa Maior muito alta a nordeste. Procure Mizar na curva da sua "pega". Se conseguir ver a pequena e ténue companheira de Mizar, Alcor (binóculos ajudam), siga uma linha de Mizar, através de Alcor, até ao horizonte. É aí que Vega aparece.
Dia 11/04: 101.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1862 nascia William Wallace Campbell, observador pioneiro dos movimentos estelares e das suas velocidades radiais. Diretor do Observatório Lick entre 1901 e 1930, também foi presidente da Universidade da Califórnia e da Academia Nacional de Ciências.
Em 1905, Albert Einstein revela a sua Teoria da Relatividade (relatividade especial).
Em 1960, era iniciada a primeira pesquisa no rádio em busca de civilizações extraterrestres, por Frank Drake (Projecto Ozma).
Em 1970, lançamento da Apollo 13, com a intenção de ser a terceira missão a aterrar na Lua.
No entanto, a explosão de um tanque de oxigénio dois dias depois põe a missão em modo de emergência e a nave perde energia, calor e água. Circum-navega a Lua sem aterrar e os astronautas regressam em segurança à Terra.
Em 1986, a 65 milhões de quilómetros, o Cometa Halley faz a sua maior aproximação da Terra durante esta passagem, a 30.ª vez que visita a nossa vizinhança planetária. Observações: Mercúrio na sua maior elongação oeste, 28º.
De hoje até 18 de abril, Marte passa a menos de 7º de Aldebarã. Esta noite está para a direita da estrela, e para cima e para a direita de Aldebarã mais tarde na semana.
Curiosidades
Sabia que a Estação Espacial Internacional está "infestada" de bactérias? Este sistema fechado é habitado por microorganismos nos sistemas de suporte de vida, na carga e até na própria tripulação.
Curiosity captura dois eclipses solares em Marte
Esta série de imagens mostra a lua marciana Fobos à medida que passava em frente do Sol, vista pelo rover Curiosity da NASA no passado dia 26 de março (sol 2359).
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
Quando o rover Curiosity da NASA pousou em 2012, trouxe com ele óculos para eclipses. Os filtros solares na sua câmara Mastcam permitem que olhe diretamente para o Sol. Nas últimas semanas, o Curiosity tem feito bom uso deles, transmitindo algumas imagens espetaculares de eclipses solares provocados pelas duas luas de Marte, Fobos e Deimos.
Fobos, que tem 26 quilómetros de largura, foi fotografado no dia 26 de março de 2019 (o 2359.º sol, ou dia marciano, da missão do Curiosity); Deimos, que tem 16 km de largura, foi fotografado no dia 17 de março de 2019 (sol 2350). Fobos não cobre completamente o Sol, de modo que é considerado um eclipse anular. Dado que Deimos é demasiado pequeno em comparação com o tamanho aparente do disco solar, os cientistas diriam que transita o Sol.
Além de capturar a travessia de cada lua em frente do Sol, uma das câmaras de navegação do Curiosity observou a sombra de Fobos no dia 25 de março de 2019 (sol 2358). À medida que a sombra da lua passava sobre o veículo durante o pôr-do-Sol, escureceu momentaneamente a luz da nossa estrela.
Esta série de imagens mostra a lua marciana Deimos à medida que passava em frente do Sol, vista pelo rover Curiosity da NASA no passado dia 17 de março (sol 2350).
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
Os eclipses solares já foram vistos muitas vezes pelo Curiosity e por outros rovers no passado. Além de serem bonitos - quem é que não gosta de ver um eclipse? - estes eventos também têm propósitos científicos, ajudando os investigadores a refinar a sua compreensão da órbita de cada lua em torno de Marte.
Antes dos rovers Spirit e Opportunity terem aterrado em 2004, havia uma incerteza maior na órbita de cada lua, disse Mark Lemmon da Universidade A&M do Texas, em College Station, EUA, coinvestigador da Mastcam do Curiosity. Da primeira vez que os rovers tentaram fotografar Deimos a eclipsar o Sol, descobriram que a lua estava a 40 quilómetros do local esperado.
"Mais observações ao longo do tempo ajudam a determinar os detalhes de cada órbita," disse Lemmon. "Essas órbitas mudam o tempo todo em resposta à atração gravitacional de Marte, Júpiter ou até mesmo de cada lua marciana puxando a outra."
Esta série de imagens mostra a sombra de Fobos à medida que passa sobre o rover Curiosity e escurece a luz solar no dia 25 de março (sol 2358).
Crédito: NASA/JPL-Caltech
Estes eventos também ajudam a tornar Marte relacionável, disse Lemmon: "Os eclipses, o nascer-do-Sol, o pôr-do-Sol e os fenómenos meteorológicos tornam Marte real para as pessoas, como um mundo parecido e nada parecido com o que vemos lá fora, não apenas um tema de um livro."
Até à data, os rovers Spirit, Opportunity ou Curiosity observaram 8 eclipses solares de Deimos; Fobos foi observado 40 vezes. Ainda há uma margem de incerteza nas órbitas de ambas as luas marcianas, mas fica cada vez mais pequena com cada eclipse visto a partir da superfície do Planeta Vermelho.
Fragmentos de um planeta sobrevivem à destruição da sua estrela
Impressão de artista de um fragmento planetário em órbita da estrela SDSS J122859.93+104032.9, deixando para trás uma cauda de gás.
Crédito: Universidade de Warwick/Mark Garlick
Um grupo de astrónomos liderados pela Universidade de Warwick e que envolveu investigadores do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC) e da Universidade de La Laguna (ULL) descobriu um fragmento de um planeta que sobreviveu à morte da sua estrela num disco de detritos formados a partir de planetas destruídos que a estrela irá, um dia, consumir.
O planetesimal, rico em ferro e níquel, sobreviveu a um cataclismo a nível do sistema que se seguiu à morte da sua estrela-mãe, SDSS J122859.93+104032.9. Teorizado como tendo feito parte de um planeta maior, a sua sobrevivência é ainda mais surpreendente, pois orbita mais perto da sua estrela do que se pensava ser possível, completando uma órbita a cada duas horas.
A descoberta, divulgada a semana passada na revista Science, é a primeira vez que cientistas usam espectroscopia para descobrir um corpo sólido em órbita de uma anã branca, usando variações subtis na luz emitida para identificar gás adicional que o planetesimal está a produzir.
Observações com o GTC
Usando o espectrógrafo OSIRIS, instalado no GTC (Gran Telescopio Canarias), situado no Observatório Roque de los Muchachos (Garafía, La Palma), os cientistas estudaram um disco de detritos em órbita de uma anã branca a 410 anos-luz de distância formado pelo "desmembramento" de corpos rochosos compostos por elementos como ferro, magnésio, silício e oxigénio - os quatro principais blocos de construção da Terra e da maioria dos corpos rochosos. Dentro desse disco descobriram um anel de gás que sai de um corpo sólido, como a cauda de um cometa. Este gás pode ser produzido pelo próprio corpo ou por evaporação de poeira quando colide com detritos pequenos dentro do disco.
Os astrónomos estimam que este corpo tem pelo menos um quilómetro em tamanho, mas pode ser tão grande quanto algumas centenas de quilómetros [em diâmetro], comparável aos maiores asteroides conhecidos no Sistema Solar.
As anãs brancas são os remanescentes de estrelas como o nosso Sol que queimaram todo o seu combustível e libertaram as suas camadas externas, deixando para trás um núcleo denso que arrefece lentamente com o passar do tempo. Esta estrela encolheu tão dramaticamente que o planetesimal orbita dentro do raio original do seu sol. As evidências sugerem que já fez parte de um corpo maior, mais afastado, provavelmente um planeta dilacerado quando a estrela começou o seu processo de arrefecimento.
O autor principal, Christopher Mander, disse: "A estrela teria originalmente cerca de duas massas solares, mas agora a anã branca tem apenas 70% da massa do nosso Sol. Também é muito pequena - tem aproximadamente o tamanho da Terra - e isso torna a estrela e, em geral, todas as anãs brancas, extremamente densas."
A gravidade da anã branca é tão forte - cerca de 100.000 vezes a da Terra - que um asteroide típico será dilacerado por forças gravitacionais se passar muito perto da anã branca.
O professor Boris Gaensicke, coautor do Departamento de Física, acrescentou: "o planetesimal que descobrimos está no fundo do poço gravitacional da anã branca, muito mais perto do que esperaríamos encontrar algo ainda com 'vida'. Isto só é possível porque deve ser muito denso e/ou muito provavelmente ter força interna que o mantém unido, por isso propomos que é composto em grande parte de ferro e níquel". E explicou: "Se fosse de ferro puro, podia sobreviver onde vive agora, mas podia igualmente ser um corpo rico em ferro, mas com força interna para o manter unido, o que é consistente com o planetesimal sendo um fragmento bastante massivo de um planeta. A ser correto, o corpo original tinha pelo menos centenas de quilómetros em diâmetro porque é apenas nesse ponto que os planetas começam a se diferenciar - como azeite em água - e os seus elementos mais pesados 'afundam' para formar um corpo metálico."
O futuro do Sistema Solar
A descoberta fornece informações sobre que planetas podem residir noutros sistemas solares e um vislumbre do futuro do nosso.
Christopher Manser explicou: "À medida que as estrelas envelhecem, transformam-se em gigantes vermelhas que 'limpam' boa parte da região interna do seu sistema planetário. No nosso Sistema Solar, o Sol vai crescer para onde a Terra atualmente orbita e provavelmente eliminará o nosso planeta, Mercúrio e Vénus. Marte e os restantes planetas vão sobreviver e mover-se para mais longe.
O consenso geral é que daqui a 5-6 mil milhões de anos, o nosso Sistema Solar terá uma anã branca no lugar do Sol, orbitada por Marte, Júpiter, Saturno, os restantes planetas, bem como asteroides e cometas. Provavelmente acontecerão muitas interações gravitacionais nestes tipos de remanescentes de sistemas planetários, o que significa que planetas maiores podem facilmente empurrar corpos menores para uma órbita que os aproxima da anã branca, onde são destruídos pela sua enorme gravidade.
Pablo Rodríguez Gil, investigador do IAC/ULL e coautor do artigo, salientou que "este planetesimal é o segundo já descoberto em íntima órbita de uma anã branca. O anterior foi localizado com o 'método de trânsito' porque os restos passavam em frente da estrela e bloqueavam parte da sua luz. Esta técnica é frequentemente usada para descobrir exoplanetas em torno de estrelas parecidas com o Sol. Para encontrar estes trânsitos," disse Rodríguez Gil, "tem de haver um alinhamento quase perfeito entre o plano do disco de detritos e a nossa linha de visão. Dado que isto não ocorre com frequência, precisamos de observar um grande número de anãs brancas a fim de encontrar a geometria correta."
Paula Izquierdo Sánchez, estudante de doutoramento no IAC/ULL e coautora do artigo científico, destaca o papel fundamental que o GTC e os seus instrumentos têm desempenhado no estudo destes sistemas. "A equipa - acrescentou - vai continuar a estudar outros sistemas com discos de detritos muito parecidos ao de SDSS J122859.93+104032.9 para encontrar outros planetesimais em órbita de anãs brancas, o que vai permitir recolher informações valiosas sobre as suas propriedades."
Ondas gravitacionais ajudam a expôr buracos negros, matéria escura e partículas teóricas (via Horizon Magazine)
As ondas gravitacionais - ondulações invisíveis no tecido do espaço-tempo previstas por Albert Einstein - estão a abrir uma nova era na Astronomia que permite que os cientistas observem partes do Universo que se pensou serem invisíveis, como buracos negros, matéria escura e partículas subatómicas teóricas chamadas axiões. Ler fonte
Depois da Nebulosa do Caranguejo, M1, este enxame estelar gigante é a segunda entrada na famosa lista de "coisas que não são cometas" de Charles Messier. M2 é um dos maiores enxames globulares que agora se sabe vaguearem o halo da nossa Via Láctea. Embora Messier o tenha originalmente descrito como uma nebulosa sem estrelas, esta impressionante imagem do Hubble resolve estrelas ao longo dos 40 anos-luz centrais de M2. A sua população estelar ronda as 150.000, concentradas num diâmetro total de mais ou menos 175 anos-luz. A aproximadamente 55.000 anos-luz de distância na direção da constelação de Aquário, este antigo habitante da Via Láctea, também conhecido como NGC 7089, tem 13 mil milhões de anos.
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