24/05/19 - Observação Noturna + palestra - "OCULTAÇÕES?"
21:30 - Este evento inclui uma apresentação sobre um tema astronómico, seguida de observação astronómica noturna com telescópio no nosso maravilhoso terraço (dependente de meteorologia favorável). Local:CCVAlg Adultos: 2€ | Jovens: 1€ Pré-inscrição:siga este link Telefone: 289 890 920 E-mail: info@ccvalg.pt
24/05/19 - Noites Astronómicas em Tavira
21:30-22:30 - Enquanto nos despedimos de algumas constelações de outono/inverno vamos aproveitar para dar as boas vindas a algumas constelações de primavera/verão assim como ao gigante planeta do nosso Sistema Solar, Júpiter. Esta atividade é gratuita. Local:Forte do Rato Informações e incrições: 281 326 231; 924 452 528; geral@cvtavira.pt (pré-inscrição obrigatória; a realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas e está sujeita a um número mínimo de participantes)
Efemérides
Dia 24/05: 144.º dia do calendário gregoriano.
História: Morre, em 1543, Nicolau Copérnico, famoso astrónomo, autor do livro "Das revoluções dos Mundos Celestes".
Adiou a publicação da sua teoria por uns 30 anos; a primeira obra completa foi imprimida poucas horas antes da sua morte. Foi colocada na sua cama, para que pudesse tê-la a seu lado. Mas nessa altura já a sua mente delirava e não pôde comentar o prefácio anónimo do livro, que dizia aos leitores que o conteúdo do livro podia não ser verdadeiro, ou até mesmo provável. Nunca se soube com certeza se autorizou aquele prefácio, ou se realmente acreditava no seu sistema.
Em 1686, nascia Daniel Gabriel Fahrenheit, físico e engenheiro alemão, famoso por inventar o termómetro de mercúrio e por desenvolver uma escala de temperatura, agora com o seu nome.
Em 1962, projeto Mercury: o astronauta americano Scott Carpenter orbita a Terra três vezes na cápsula espacial Aurora 7. Observações: O Triângulo de Verão surge a este, uma estrela após a outra. A primeira a tornar-se visível, ao anoitecer, é Vega, a estrela mais brilhante a este-nordeste. Mais para baixo e para a esquerda (a dois ou três punhos à distância do braço esticado) está Deneb. Mais para baixo e para a direita de Deneb está Altair, que nasce não muito tempo depois do anoitecer.
Dia 25/05: 145.º dia do calendário gregoriano. História: Em 240 AC, primeira passagem registada do Cometa Halley pelo seu periélio.
Em 1961, o presidente americano John F. Kennedy anuncia perante uma sessão do Congresso o seu objetivo de "colocar um homem na Lua" antes do fim da década.
Em 1966, lançamento do Explorer 32.
Em 1997, a sonda Galileu passa pela lua joviana Calisto a uma distância de apenas 415 km!
Em 2008, o "lander"Phoenix aterra na região Vastitas Borealis de Marte para procurar ambientes favoráveis à água e à vida microbiana.
Em 2012, a nave Dragon torna-se na primeira nave comercial a atracar com a Estação Espacial Internacional. Observações: Conhece o asterismo do Diamante de Virgem? Mede cerca de 50º de altura e abrange cinco constelações. Encontra-se atualmente na vertical, a sul, depois do nascer das estrelas. Comece com Espiga, a sua parte mais baixa. Para cima e para a esquerda está a brilhante Arcturo. Quase à mesma distância, para cima e para a direita de Arcturo (se se voltar para sul) está a mais ténue Cor Caroli, de terceira magnitude, quase por cima das nossas cabeças. À mesma distância, mas para baixo e para a direita, está Denébola, a ponta da cauda de Leão, com magnitude 2. E finalmente voltamos a Espiga. As três estrelas mais baixas, que são também as mais brilhantes, forma um triângulo equilátero quase perfeito. Talvez devêssemos chamar-lhes de "Triângulo da Primavera", em paralelo com o de verão e o de inverno?
Se tiver acesso a um céu escuro ou binóculos, olhe para o ponto médio entre Cor Caroli e Denébola para avistar o grande e
disperso enxame estelar de Cabeleira de Berenice. Abrange 4º, mais ou menos do tamanho de uma bola de ping-ping à distância do braço esticado.
Dia 26/05: 146.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1951, nascia Sally Ride, a primeira mulher americana no espaço.
Em 1969, a Apollo 10 regressa à Terra após oito dias, durante os quais foram testados todos os componentes necessários para a primeira aterragem lunar. Observações: Lua em Quarto Minguante, pelas 17:34.
Dia 27/05: 147.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1999, lançamento da missão STS-96 do vaivém Discovery. Observações: Trânsito da sombra de Io, entre as 05:04 e as 07:21.
Curiosidades
A NASA está a proporcionar ao público a oportunidade de enviar os seus nomes - em microchips - para o Planeta Vermelho com o rover 2020 da agência espacial, missão esta que assinala a etapa inicial da primeira viagem de ida e volta a outro planeta. O rover tem lançamento previsto para julho de 2020, com chegada a Marte no mês de fevereiro de 2021. A inscrição tem data limite de 30 de setembro: https://go.nasa.gov/Mars2020Pass
Descobertos 18 exoplanetas do tamanho da Terra
Cientistas do Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar, da Universidade Georg August de Gotinga e do Observatório de Sonneberg descobriram 18 planetas do tamanho da Terra para lá do Sistema Solar. Os mundos são tão pequenos que as investigações anteriores os ignoraram. Um deles é um dos mais pequenos conhecidos até agora; outro pode albergar condições favoráveis à vida. Os investigadores reanalisaram uma parte dos dados do Telescópio Espacial Kepler da NASA com um método novo e mais sensível que desenvolveram. A equipa estima que o seu novo método tem o potencial de encontrar mais de 100 exoplanetas adicionais no conjunto de dados da missão Kepler. Os cientistas descrevem os seus resultados na revista Astronomy & Astrophysics.
Atualmente conhecemos pouco mais de 4000 planetas em órbita de estrelas para lá do nosso Sistema Solar. Destes chamados exoplanetas, cerca de 96% são significativamente maiores do que a nossa Terra, a maioria deles mais comparável com as dimensões dos gigantes gasosos Neptuno ou Júpiter. Esta percentagem provavelmente não reflete as condições reais no espaço, dado que planetas pequenos são muito mais difíceis de rastrear do que grandes. Além disso, os mundos pequenos são alvos fascinantes na busca por planetas potencialmente habitáveis, semelhantes à Terra, fora do Sistema Solar.
Os 18 mundos recém-descobertos enquadram-se na categoria de planetas do tamanho da Terra. O mais pequeno tem apenas 69% do tamanho da Terra; o maior tem pouco mais que o dobro do raio do nosso planeta. E têm ainda outra coisa em comum: todos os 18 exoplanetas não puderam ser detetados, até agora, nos dados do Telescópio Espacial Kepler. Os algoritmos de pesquisa comuns não eram suficientemente sensíveis.
Se a órbita de um exoplaneta estiver alinhada de tal como que passa em frente da sua estrela quando visto da Terra, o planeta bloqueia uma pequena fração da luz estelar de uma maneira muito característica. Este processo, que tipicamente dura apenas algumas horas, tem o nome de trânsito. A partir da frequência deste evento periódio de diminuição de brilho, os astrónomos podem medir diretamente a duração do ano no planeta, e a partir da profundidade do trânsito estimar a relação de tamanho entre o planeta e a estrela. O novo algoritmo de Heller, Rodenbeck e Hippke não procura quedas súbitas no brilho como os algoritmos comuns anteriores, mas a diminuição e recuperação gradual e característica. Isto torna o novo algoritmo de pesquisa de trânsito muito mais sensível a planetas pequenos do tamanho da Terra.
Crédito: ASA/SDO (Sol), MPS/René Heller
Na sua busca por mundos distantes, os cientistas frequentemente usam o chamado método de trânsito para procurar estrelas com quedas periodicamente recorrentes de brilho. Se uma estrela tiver um planeta cujo plano orbital esteja alinhado com a linha de visão da Terra, o planeta oculta uma pequena fração da luz estelar quando passa em frente da estrela uma vez por órbita.
"Os algoritmos de busca tentam identificar quedas repentinas no brilho," explica o Dr. René Heller, do Instituto Max Planck, autor principal da publicação atual. "No entanto, na realidade, um disco estelar parece um pouco mais escuro na orla do que no centro. Quando um planeta passa em frente de uma estrela, bloqueia inicialmente menos luz estelar do que no meio do trânsito. A diminuição máxima ocorre no centro do trânsito, antes da estrela se tornar gradualmente mais brilhante outra vez," explica.
Os planetas grandes tendem a produzir variações de brilho profundas e claras nas suas estrelas hospedeiras, de modo que a variação subtil de brilho do centro ao limbo na estrela dificilmente desempenha um papel na sua descoberta. Os planetas pequenos, no entanto, fornecem aos cientistas imensos desafios. O seu efeito sobre o brilho estelar é tão pequeno que é extremamente difícil de distinguir das flutuações naturais do brilho da estrela e do ruído que necessariamente surge com qualquer tipo de observação. A equipa de René Heller conseguiu agora mostrar que a sensibilidade do método de trânsito pode ser significativamente melhorada, se uma curva de luz mais realista for assumida no algoritmo de busca.
"O nosso novo algoritmo ajuda a traçar um quadro mais realista da população de exoplanetas no espaço," resume Michael Hippke, do Observatório de Sonneberg. "Este método constitui um avanço significativo, especialmente na busca por planetas parecidos com a Terra."
Os investigadores usaram dados do Telescópio Espacial Kepler da NASA como uma plataforma de testes para o novo algoritmo. Na primeira fase da missão, de 2009 a 2013, o Kepler registou as curvas de luz de mais de 100.000 estrelas, resultando na descoberta de mais de 2300 planetas. Após um defeito técnico, o telescópio teve que ser usado num modo de observação alternativo, chamado missão K2, mas ainda assim monitorizou mais de 100.000 estrelas até ao final da missão em 2018. Como uma primeira amostra para o seu novo algoritmo, os investigadores decidiram reanalisar todas as 517 estrelas do K2 que já eram conhecidas por abrigarem pelo menos um planeta em trânsito.
Quase todos os exoplanetas conhecidos são maiores do que a Terra e tipicamente tão grandes quanto o planeta gasoso Neptuno. Os 18 recém-descobertos planetas (aqui em laranja e verde), em comparação, são muito mais pequenos do que Neptuno, três dos quais ainda mais pequenos do que a Terra e dois tão grandes quanto a Terra. O planeta EPIC 201238110.02 é o único dos novos planetas que é frio o suficiente para potencialmente albergar água líquida à sua superfície.
Crédito: NASA/JPL (Neptuno), NASA/NOAA/GSFC/Suomi NPP/VIIRS/Norman Kuring (Terra), MPS/René Heller
Além dos planetas anteriormente conhecidos, os investigadores descobriram 18 novos objetos que haviam sido negligenciados anteriormente. "Na maioria dos sistemas planetários que estudámos, os novos planetas são os mais pequenos," disse Kai Rodenbeck da Universidade de Gotinga e do Instituto Max Planck, descrevendo os resultados. Além disso, a maioria dos novos planetas orbita a sua estrela mais perto do que os seus companheiros planetários conhecidos. As superfícies destes novos planetas, portanto, provavelmente têm temperaturas bem superiores a 100 graus Celsius. Apenas um dos corpos é uma exceção: provavelmente orbita a sua estrela anã vermelha dentro da chamada zona habitável. A essa distância favorável da sua estrela, este planeta pode fornecer condições sob as quais pode existir água líquida à superfície - um dos pré-requisitos básicos para a vida como a conhecemos na Terra.
Claro, os cientistas não podem descartar que o seu método é também cego a outros planetas nos sistemas que investigaram. Em particular, planetas pequenos a grandes distâncias das suas estrelas hospedeiras são conhecidos por serem problemáticos. Estes exigem mais tempo para completar uma órbita do que os planetas que orbitam as suas estrelas a distâncias menores. Como consequência, os trânsitos exoplanetários em órbitas largas ocorrem com menos frequência, o que torna os seus sinais ainda mais difíceis de detetar.
O novo método desenvolvido por Heller e colegas abre novas possibilidades fascinantes. Além das 517 estrelas que agora estão a ser investigadas, a missão Kepler também fornece conjuntos de dados para centenas de milhares de outras estrelas. Os investigadores assumem que o seu método lhes permitirá encontrar mais de 100 outros mundos do tamanho da Terra nos dados da missão principal do Kepler. "Este novo método também é particularmente útil para preparar a próxima missão PLATO da ESA, com lançamento previsto para 2026," diz o professor Dr. Laurent Gizon, Diretor Administrativo do Instituto Max Planck. O PLATO vai descobrir e caracterizar muitos outros sistemas multiplanetários em torno de estrelas parecidas com o Sol, alguns dos quais serão capazes de abrigar vida.
Juno da NASA encontra mudanças no campo magnético de Júpiter
Esta imagem faz parte de uma animação que ilustra o campo magnético de Júpiter durante um único momento no tempo. A Grande Mancha Azul, uma concentração invisível do campo magnético perto do equador, sobressai como uma característica particularmente forte.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Harvard/Moore et al.
A missão Juno da NASA fez, em Júpiter, a primeira deteção definitiva, para lá da Terra, de um campo magnético interno que muda com o tempo, um fenómeno chamado variação secular. A Juno determinou que a variação secular do gigante gasoso é provavelmente impulsionada pelos ventos atmosféricos profundos do planeta.
A descoberta ajudará os cientistas a melhor entender a estrutura interior de Júpiter - incluindo a dinâmica atmosférica - bem como as mudanças no campo magnético da Terra. O artigo sobre a descoberta foi publicado na revista Nature Astronomy.
"A variação secular há décadas que faz parte da lista de desejos dos cientistas planetários," disse Scott Bolton, investigador principal da Juno no SwRI (Southwest Research Institute) em San Antonio, no estado norte-americano do Texas. "Esta descoberta só pôde ser feita graças aos instrumentos científicos extremamente precisos da Juno e à natureza única da órbita de Juno, que a aproxima muito do planeta enquanto viaja de polo a polo."
A caracterização do campo magnético de um planeta requer medições de muito perto. Os cientistas da Juno compararam dados de missões anteriores da NASA a Júpiter (Pioneer 10 e 11, Voyager 1 e Ulysses) com um novo modelo do campo magnético de Júpiter (chamado JRM09). O novo modelo tem por base dados recolhidos pelo seu magnetómetro durante as primeiras passagens científicas da Juno por Júpiter, um instrumento capaz de gerar um mapa tridimensional detalhado do campo magnético.
O que os cientistas descobriram é que, desde os primeiros dados do campo magnético de Júpiter fornecidos pelas naves espaciais Pioneer, até aos dados mais recentes fornecidos pela Juno, houve mudanças pequenas, mas distintas, no campo.
Esta imagem impressionante da Grande Mancha Vermelha de Júpiter e do seu turbulento hemisfério sul foi capturada pela sonda Juno da NASA enquanto realizava uma passagem íntima pelo gigante gasoso.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Kevin M. Gill
"A descoberta de algo tão minúsculo quanto estas mudanças, em algo tão imenso quanto o campo magnético de Júpiter, foi um desafio," disse Kimee Moore, cientista da Juno e da Universidade de Harvard em Cambridge, Massachusetts, EUA. "Ter uma linha de base de observações íntima, durante quatro décadas, forneceu-nos dados suficientes para confirmar que o campo magnético de Júpiter realmente muda com o tempo."
Assim que a equipa da Juno provou a existência de variação secular, procuraram explicar como tal mudança pode ocorrer. A operação dos ventos atmosféricos (ou zonais) de Júpiter explica melhor as mudanças no seu campo magnético. Estes ventos estendem-se desde a superfície do planeta até mais de 3000 quilómetros de profundidade, onde o interior do planeta começa a mudar de gás para metal líquido altamente condutor. Pensa-se que cortam os campos magnéticos, esticando-os e transportando-os pelo planeta.
Em nenhum lugar de Júpiter a variação secular é tão grande quanto na Grande Mancha Azul do planeta, uma mancha intensa de campo magnético perto do equador de Júpiter. A combinação da Grande Mancha Azul, com os seus fortes campos magnéticos localizados e fortes ventos zonais nesta latitude resultam nas maiores variações seculares no campo do mundo joviano.
"É incrível que uma mancha magnética estreita, a Grande Mancha Azul, possa ser responsável por quase toda a variação secular de Júpiter, mas os números confirmam," disse Moore. "Com esta nova compreensão dos campos magnéticos, durante as futuras passagens científicas vamos começar a criar um mapa global da variação secular de Júpiter. Também poderá ter aplicações para os cientistas que estudam o campo magnético da Terra, que ainda contém muitos mistérios por resolver."
A Terra é ímpar no nosso Sistema Solar: é o único planeta terrestre com uma grande quantidade de água e uma lua relativamente grande, que estabiliza o eixo da Terra. Ambos foram essenciais para a Terra desenvolver a vida. Os planetologistas da Universidade de Munique puderam agora mostrar, pela primeira vez, que a água chegou à Terra com a formação da Lua há cerca de 4,4 mil milhões de anos. A Lua foi formada quando a Terra foi atingida por um corpo com mais ou menos o tamanho de Marte, também chamado Theia. Até agora, os cientistas supunham que Theia era originário do Sistema Solar interior. No entanto, os investigadores de Munique podem agora mostrar que Theia veio do Sistema Solar exterior e que forneceu grandes quantidades de água à Terra. Os resultados foram publicados na revista Nature Astronomy.
O nascer-da-Terra, a partir de uma perspetiva lunar.
Crédito: NASA Goddard
Do Sistema Solar exterior para o Sistema Solar interior
A Terra foi formada no Sistema Solar interior "seco" e, portanto, é um tanto ou quanto surpreendente que exista água na Terra. Para entender porque este é o caso, temos que viajar para o passado, para quado o Sistema Solar foi formado há cerca de 4,5 mil milhões de anos. Graças a estudos anteriores, sabemos que o Sistema Solar se tornou estruturado de tal forma que os materiais "secos" foram separados dos materiais "húmidos": os chamados meteoritos "carbonáceos", que são relativamente ricos em água, vêm do Sistema Solar exterior, ao passo que os meteoritos "não-carbonáceos" vêm do Sistema Solar interior. Embora estudos anteriores tenham mostrado que os materiais carbonáceos provavelmente foram os responsáveis por fornecer a água à Terra, não se sabia quando e como esse material carbonáceo - e, portanto, a água - chegou à Terra. "Nós usámos isótopos de molibdénio para responder a esta pergunta. Os isótopos de molibdénio permitem-nos distinguir claramente materiais carbonáceos e não-carbonáceos e, como tal, representam uma 'impressão genética' do material do Sistema Solar exterior e interior," explica o Dr. Gerrit Budde do Instituto de Planetologia em Munique e autor principal do estudo.
As medições feitas pelos investigadores de Munique mostram que a composição isotópica do molibdénio da Terra está entre as dos meteoritos carbonáceos e dos não-carbonáceos, demonstrando que parte do molibdénio da Terra teve origem no Sistema Solar exterior. Neste contexto, as propriedades químicas do molibdénio desempenham um papel fundamental pois, dado que é um elemento que gosta de ferro, a maior parte do molibdénio da Terra está localizado no núcleo. "O molibdénio que é hoje acessível no manto da Terra, portanto, teve origem nos últimos estágios de formação da Terra, enquanto o molibdénio das fases anteriores está inteiramente no núcleo," explica o Dr. Christoph Burkhardt, segundo autor do estudo. Os resultados dos cientistas mostram, assim sendo, e pela primeira vez, que o material carbonáceo do Sistema Solar exterior chegou tarde à Terra.
Mas os cientistas deram ainda outro passo em frente. Eles mostram que a maioria do molibdénio no manto da Terra foi fornecido pelo protoplaneta Theia, cuja colisão com a Terra há 4,4 mil milhões de anos levou à formação da Lua. No entanto, uma vez que grande parte do molibdénio no manto da Terra teve origem no Sistema Solar exterior, isto significa que Theia, propriamente dito, também teve origem no Sistema Solar exterior. Segundo os cientistas, a colisão forneceu material carbonáceo suficiente para explicar a quantidade total de água na Terra. "A nossa abordagem é única porque, pela primeira vez, permite-nos associar a origem da água na Terra com a formação da Lua. Para simplificar, sem a Lua provavelmente não haveria vida Na Terra," comenta Thorsten Kleine, professor de planetologia na Universidade de Munique.
Três exocometas descobertos em torno da estrela Beta Pictoris (via Universidade de Warwick)
Análises de dados da missão TESS da NASA revelaram três exocometas em torno da estrela Beta Pictoris, a 63 anos-luz de distância. Ler fonte
Um disco em torno da anã (via Universidade Ludwig Maximilian de Munique)
Astrónomos descobriram um chamado proto-disco em torno da proto-anã castanha Mayrit. Com esta descoberta, foram capazes de confirmar, pela primeira vez, que este corpo celeste foi formado do mesmo modo que as estrelas parecidas com o Sol. Ler fonte
Álbum de fotografias - Campo Profundo: Nebulosas de Sagitário
Estas três brilhantes nebulosas são frequentemente objeto de destaque em "tours" telescópicas da constelação de Sagitário e dos campos estelares da Via Láctea central. De facto, o turista cósmico do século XVIII, Charles Messier, catalogou duas delas: M8, a grande nebulosa à esquerda do centro, e a colorida M20 em cima e à esquerda. A terceira região de emissão inclui NGC 6559, para a direita de M8. Todas as três são berçários estelares a cerca de 5 mil anos-luz de distância. Com mais de 100 anos-luz de diâmetro, a grande M8 é também conhecida como Nebulosa da Lagoa. A alcunha popular de M20 é Trífida. O hidrogénio gasoso brilhante cria o tom avermelhado das nebulosas de emissão. Em contraste impressionante, os tons azuis na Trífida são devidos a luz estelar refletida. Na proximidade podem ser vistas estrelas azuis brilhantes. Esta composição colorida foi obtida em 2018 no Parque Nacional do Teide nas Ilhas Canárias, Espanha.
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