09/10/20 - Noites Astronómicas no Sotavento
Sessão astronómica com telescópio. Esta sessão será uma breve despedida de alguns asterismos de verão assim como de planetas que deixarão de ser visíveis à noite até ao próximo verão. Esta noite astronómica em Tavira está inserida na Semana Mundial do Espaço que decorre de 4-10 de outubro. Participe! Data: 9 de outubro, 21:00 Local: Santa Rita - Vila Nova de Cacela Coordenadas GPS: 37.179357 N, -7.571818 O Público-alvo: Público em geral.
Inscrição gratuita mas OBRIGATÓRIA.
O número de participantes é limitado. É necessário o uso de equipamento de proteção individual (Máscara ou viseira) durante o decorrer da atividade.
A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas e está sujeita a um número mínimo e máximo de participantes Informações e inscrições: 281 326 231; 924 452 528 E-mail: geral@cvtavira.pt
Efemérides
Dia 02/10: 276.º dia do calendário gregoriano.
História: Lançamento da Explorer 14. Observações: Ocultação de Io, entre as 19:54 e as 22:14.
A Lua, um dia depois da sua fase Cheia, nasce à hora de jantar juntamente com o planeta Marte para a sua esquerda. É uma boa oportunidade fotográfica.
Com o passar da noite, observe-os a afastarem-se ligeiramente. Embora pareçam companheiros, Marte está 155 vezes mais distante. E embora pareça pequeno, tem o dobro do diâmetro da Lua.
Dia 03/10: 277.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1815, cai um meteorito em Chassigny, França. Foi o primeiro meteorito a ser identificado como sendo de Marte.
Em 1942, era lançado da Alemanha o primeiro foguete V-2/A-4, que se tornaria também no primeiro artefacto humano a atingir o espaço.
Em 1962, era lançada de Cabo Canaveral a missão Mercúrio 8.
Em 1985, o vaivém Atlantis fazia a sua viagem inaugural.
Em 2005, ocorreu o último eclipse anular de Sol visível em Portugal. Observações: Antes do amanhecer, Vénus e Régulo estão novamente separados por 0,2º, mas desta vez Régulo está para cima de Vénus.
Trânsito da sombra de Io, entre as 18:34 e as 20:53.
A Lua nasce hora depois do cair da noite, com Marte para cima e para a sua direita.
Dia 04/10: 278.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1582, o Papa Gregório XIII implementa o Calendário Gregoriano. Na Itália, Polónia, em Portugal e em Espanha, o dia 4 de outubro é seguido diretamente pelo dia 15 de outubro.
Em 1957, era lançado o Sputnik 1, o primeiro satélite artifical.
Tinha começado a "corrida espacial".
Em 1959, lançamento da Luna 3 (missão soviética de "flyby" pela Lua).
Em 2004, a SpaceShipOne ganha o prémio Ansari X, de voo espacial privado, ao ser a primeira nave privada a viajar no espaço. Observações: A Lua continua a sua viagem pelos céus. Afastou-se hoje de Marte para ficar mais próxima das Plêiades (que estão para a esquerda do nosso satélite natural).
Dia 05/10: 279.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1882 nasce Robert Goddard, pioneiro no desenvolvimento dos foguetões.
Em 1923, Edwin Hubble descobre a primeira variável de Cefeida em M31, a Galáxia de Andrómeda, estabelecendo que as "nebulosas" espirais são independentes e são sistemas estelares externos, tal como a Via Láctea.
Em 1958, nasce Neil deGrasse Tyson, astrofísico, cosmólogo, autor e comunicador científico americano.
Em 1984, Marc Garneau torna-se no primeiro canadiano no espaço, a bordo do vaivém Challenger.
Em 2000, astrónomos espanhóis e alemães publicam na revista Science a sua descoberta de planetas gigantes gasosos isolados, sem estrelas, a serem formados na região de Orionte. Estes "super-júpiteres" flutuam livremente dentro de um enxame estelar, mas a distâncias suficientemente grandes para permitir escapar à atração gravitacional das outras estrelas. Observações: Esta noite, a Lua forma um pequeno triângulo com M45 (para a esquerda da Lua) e com Aldebarã (para baixo), baixo a este antes das meia-noite. Mais para a esquerda deste triângulo, está Capella, de Cocheiro.
VLT descobre galáxias presas na "teia" de um buraco negro supermassivo
Com o auxílio do VLT do ESO, os astrónomos descobriram seis galáxias perto de um buraco negro supermassivo, sendo esta a primeira vez que um tal grupo é observado no primeiro milhar de milhão de anos de idade do Universo. Esta imagem artística mostra o buraco negro central e as galáxias presas na sua "teia" de gás. O buraco negro, que juntamente com o disco que o circunda é conhecido por quasar SDSS J103027.09+052455.0, brilha intensamente à medida que "engole" a matéria que o rodeia.
Crédito: ESO/L. Calçada
Com o auxílio do VLT (Very Large Telescope) do ESO, os astrónomos descobriram seis galáxias perto de um buraco negro supermassivo quando o Universo tinha menos de mil milhões de anos de idade. Esta é a primeira vez que um tal grupo é observado tão cedo depois do Big Bang, o que nos ajuda a compreender melhor como é que os buracos negros supermassivos, um dos quais existe no centro da nossa Via Láctea, se formaram e se tornaram tão grandes tão depressa. Estas observações apoiam a teoria de que os buracos negros podem crescer rapidamente no seio de enormes estruturas em forma de teias, alimentando-se das enormes quantidades de gás aí existentes.
"Realizámos este trabalho com o objetivo de compreendermos melhor uns dos objetos astronómicos mais desafiantes: os buracos negros supermassivos do Universo primordial. Estes buracos negros são sistemas bastante extremos e até à data não dispomos de nenhuma explicação convincente para a sua existência," disse Marco Mignoli, astrónomo no Instituto Nacional de Astrofísica (INAF) italiano em Bolonha, Itália, e autor principal de um novo trabalho de investigação publicado ontem na revista da especialidade Astronomy & Astrophysics Letters.
As novas observações obtidas com o VLT do ESO revelaram várias galáxias em torno de um buraco negro supermassivo, todas elas situadas na "teia de aranha" cósmica de gás que se estende no espaço ao longo de uma dimensão de cerca de 300 vezes o tamanho da Via Láctea. "Os filamentos da teia cósmica são como os fios de uma teia de aranha," explica Mignoli. "As galáxias permanecem e crescem nos sítios onde os filamentos se cruzam e correntes de gás — disponíveis para alimentar tanto as galáxias como o buraco negro central supermassivo — correm ao longo dos filamentos."
A radiação emitida por esta enorme estrutura em teia, com o seu buraco negro de um milhar de milhão de massas solares, viajou até nós desde a altura em que o Universo tinha apenas 0,9 mil milhões de anos. "O nosso trabalho colocou uma peça importante no puzzle ainda muito incompleto que é a formação e o crescimento destes objetos, tão extremos mas relativamente abundantes, tão rapidamente depois do Big Bang," disse o coautor do trabalho Roberto Gilli, também astrónomo no INAF em Bolonha, referindo-se aos buracos negros supermassivos.
Os primeiros buracos negros, que se pensa terem sido formados no seguimento do colapso das primeiras estrelas, devem ter crescido muito depressa para atingirem massas de um milhar de milhão de massas solares apenas nos primeiros 0,9 mil milhões de anos da vida do Universo. Os astrónomos têm-se debatido para explicar como é que quantidades suficientemente grandes de "combustível de buraco negro" podem ter estado disponíveis para permitir que estes objetos tenham crescido até tamanhos tão grandes em tão pouco tempo. Esta estrutura agora descoberta oferece uma explicação provável: a "teia de aranha" e as galáxias no seu interior contêm gás suficiente, que funciona como o alimento que o buraco negro central precisa para se tornar muito rapidamente num gigante supermassivo.
Mas como é que estas enormes estruturas em forma de teia se formam inicialmente? Os astrónomos acreditam que os halos gigantes da misteriosa matéria escura sejam a chave. Pensa-se que estas enormes regiões de matéria invisível atraiam enormes quantidades de gás no Universo primitivo; juntos, o gás e a matéria escura invisível formam estas estruturas do tipo de teias, onde galáxias e buracos negros se podem desenvolver.
"A nossa descoberta apoia a ideia de que os buracos negros mais distantes e massivos se formam e crescem no seio destes halos massivos de matéria escura em estruturas de larga escala e que a ausência de deteções anteriores de tais estruturas se deveu muito provavelmente a limitações observacionais," disse Colin Norman da Universidade Johns Hopkins em Baltimore, EUA, também coautor do estudo.
As galáxias agora detetadas são das mais ténues que os telescópios atuais conseguem observar. Esta descoberta necessitou de observações durante várias horas com os maiores telescópios óticos disponíveis, incluindo o VLT do ESO. Com o auxílio dos instrumentos MUSE e FORS2 montados no VLT no Observatório do Paranal do ESO, no deserto chileno do Atacama, a equipa confirmou a ligação entre quatro das seis galáxias e o buraco negro. "Acreditamos ter visto apenas a ponta do icebergue e pensamos que as poucas galáxias que descobrimos até agora em torno deste buraco negro supermassivo sejam apenas as mais brilhantes," comentou a coautora Barbara Balmaverde, astrónoma do INAF em Torino, Itália.
Estes resultados contribuem para compreendermos como é que buracos negros supermassivos e grandes estruturas cósmicas se formam e evoluem. O ELT (Extremely Large Telescope) do ESO, atualmente em construção no Chile, com os seus poderosos instrumentos será capaz de continuar este trabalho de investigação ao observar galáxias ainda mais ténues em torno de buracos negros supermassivos no Universo primordial.
Cientistas medem com precisão a quantidade total de matéria no Universo
Um dos principais objetivos da cosmologia é medir com precisão a quantidade total de matéria no Universo, um exercício assustador até mesmo para os mais proficientes em matemática. Uma equipa liderada por cientistas da Universidade da Califórnia, em Riverside, fez exatamente isso.
Relatado na revista The Astrophysical Journal, a equipa determinou que a matéria constitui 31% da quantidade total de matéria e energia no Universo, o restante sendo energia escura.
"Para colocar esta quantidade de matéria em contexto, se toda a matéria no Universo fosse espalhada uniformemente pelo espaço, isso corresponderia a uma média de densidade de massa igual a apenas cerca de seis átomos de hidrogénio por metro cúbico," disse o autor principal Mohamed Abdullah, aluno do Departamento de Física e Astronomia da UC Riverside. "No entanto, como sabemos que 80% da matéria é na verdade matéria escura, na realidade, a maioria desta matéria consiste não de átomos de hidrogénio, mas sim de um tipo de matéria que os cosmólogos ainda não compreendem."
A equipa determinou que a matéria constitui cerca de 31% da quantidade total de matéria e energia no Universo. Os cosmólogos pensam que 20% da matéria total é feita de matéria comum - ou matéria "bariónica" - que inclui estrelas, galáxias, átomos e vida, enquanto cerca de 80% é feita de matéria escura, cuja natureza misteriosa ainda não é conhecida mas que pode consistir de uma partícula subatómica ainda não descoberta.
Crédito: UCR/Mohamed Abdullah
Abdullah explicou que uma técnica comprovada para determinar a quantidade total de matéria no Universo é comparar o número e a massa observada de enxames galácticos por unidade de volume com previsões de simulações numéricas. Dado que os enxames de galáxias atuais se formaram a partir de matéria que colapsou ao longo de milhares de milhões de anos sob a sua própria gravidade, o número de enxames observados atualmente é muito sensível às condições cosmológicas e, em particular, à quantidade total de matéria.
"Uma percentagem mais alta de matéria resultaria em mais enxames," disse Abdullah. "O desafio da nossa equipa era medir o número de enxames e, em seguida, determinar qual das respostas era a melhor. Mas é difícil medir a massa de qualquer enxame de galáxias com precisão porque a maior parte da matéria é escura, de modo que não a podemos ver com telescópios."
Para superar esta dificuldade, uma equipa de astrónomos desenvolveu a "GalWeight", uma ferramenta cosmológica para medir a massa de um enxame galáctico usando as órbitas dos seus membros. Os investigadores então aplicaram a sua ferramenta às observações do SDSS (Sloan Digital Sky Survey) para criar "GalWCat19", um catálogo de enxames de galáxias disponível publicamente. Finalmente, compararam o número de enxames com simulações para determinar a quantidade total de matéria no Universo.
A equipa comparou o número de enxames de galáxias que mediram com previsões de simulações numéricas para determinar qual a resposta mais adequada.
Crédito: UCR/Mohamed Abdullah
"Conseguimos fazer uma das medições mais precisas já obtidas usando a técnica de enxames galácticos," disse o coautor Gillian Wilson, professor de física e astronomia na Universidade da Califórnia, Riverside, em cujo laboratório Abdullah trabalha. "Além disso, esta é a primeira utilização da técnica da órbita galáctica que obteve um valor de acordo com aqueles obtidos por equipas que usaram técnicas não-enxame, como anisotropias cósmicas de fundo em micro-ondas, oscilações acústicas bariónicas, supernovas do Tipo Ia, ou lentes gravitacionais."
"Uma grande vantagem de usar a nossa técnica de órbita de galáxia GalWeight é que a nossa equipa foi capaz de determinar uma massa para cada enxame individual em vez de confiar em métodos estatísticos mais indiretos," disse o terceiro coautor Anatoly Klypin, especialista em simulações numéricas e cosmologia.
Ao combinar a sua medição com as de outras equipas que usaram técnicas diferentes, a equipa foi capaz de determinar o melhor valor combinado, concluindo que a matéria representa 31,5±1,3% da quantidade total de matéria e energia do Universo.
Vénus podia ser habitável hoje, se não fosse Júpiter
Imagem mais recente de Júpiter pelo Hubble, obtida no dia de 25 de agosto de 2020, quando o planeta estava a 653 milhões de quilómetros da Terra.
Crédito: NASA, ESA, A. Simon (Centro de Voo Espacial Goddard), M. H. Wong (Universidade da Califórnia em Berkeley) e equipa OPAL
De acordo com uma nova investigação da Universidade da Califórnia em Riverside, Vénus poderia não ser uma paisagem infernal sufocante e sem água hoje, caso Júpiter não tivesse alterado a sua órbita em torno do Sol.
Júpiter tem uma massa duas vezes e meia a de todos os outros planetas do nosso Sistema Solar - combinados. Por ser comparativamente gigantesco, tem a capacidade de perturbar as órbitas dos outros planetas.
No início da formação de Júpiter como planeta, moveu-se para mais perto e depois para longe do Sol, devido às interações com o disco a partir do qual os planetas se formam, bem como os outros planetas gigantes. Este movimento, por sua vez, afetou Vénus.
As observações de outros sistemas planetários mostraram que as migrações de planetas gigantes semelhantes, logo após a formação, podem ser uma ocorrência relativamente comum. Estes são alguns dos achados de um novo estudo publicado na revista The Planetary Science Journal.
Os cientistas consideram os planetas sem água líquida incapazes de hospedar vida como a conhecemos. Embora Vénus possa ter perdido um pouco de água no início por outras razões, e pode ter continuado a perder de qualquer maneira, o astrobiólogo Stephen Kane, da Universidade da Califórnia em Riverside, disse que o movimento de Júpiter provavelmente colocou Vénus numa jornada em direção ao seu estado atual e inóspito.
"Uma das coisas mais interessantes sobre o planeta Vénus de hoje é que a sua órbita é quase perfeitamente circular," disse Kane, que liderou o estudo. "Com este projeto, eu queria explorar se a órbita sempre foi circular e, em caso negativo, quais seriam as implicações?"
Para responder a estas perguntas, Kane criou um modelo que simulou o Sistema Solar, calculando a localização de todos os planetas a qualquer momento e como eles se atraem em diferentes direções.
Animação que mostra as excentricidades das órbitas dos planetas interiores, e ilustra quão circular é a órbita de Vénus.
Crédito: ChongChong He
Os cientistas medem o quão não circular a órbita de um planeta está entre 0, que é completamente circular, e 1, que não é de todo circular. O número entre 0 e 1 é chamado de excentricidade da órbita. Uma órbita com uma excentricidade de 1 nem completaria sequer uma órbita em torno de uma estrela; seria simplesmente lançado para o espaço, disse Kane.
Atualmente, a órbita de Vénus tem uma excentricidade de 0,006, a mais circular de qualquer planeta no nosso Sistema Solar. No entanto, o modelo de Kane mostra que quando Júpiter estava provavelmente mais perto do Sol, há cerca de mil milhões de anos, Vénus tinha provavelmente uma excentricidade de 0,3, e há uma probabilidade muito maior que fosse à altura habitável.
"À medida que Júpiter migrava, Vénus passaria por mudanças dramáticas no clima, aquecendo e depois arrefecendo, perdendo cada vez mais da sua água para a atmosfera," disse Kane.
Recentemente, os cientistas geraram muito entusiasmo ao descobrir um gás nas nuvens acima de vénus, gás este que pode indicar a presença de vida. O gás, fosfina, é tipicamente produzido por micróbios, e Kane diz que é possível que o gás represente "a última espécie sobrevivente num planeta que passou por uma mudança dramática no seu ambiente."
Para que fosse esse o caso, no entanto, Kane, realça que os micróbios teriam que sustentar a sua presença nas nuvens de ácido sulfúrico acima de Vénus durante aproximadamente mil milhões de anos desde que Vénus teve água líquida na superfície - um cenário difícil de imaginar, embora não impossível.
"Provavelmente, existem muitos outros processos que poderiam produzir o gás e que ainda não foram explorados," disse Kane.
Em última análise, Kane diz que é importante entender o que aconteceu com Vénus, um planeta que já foi habitável e que agora tem temperaturas superiores a 400º C.
"Eu concentro-me nas diferenças entre Vénus e a Terra, e no que se passou com Vénus, para que possamos ter uma visão sobre como a Terra é habitável, e o que podemos fazer para tomar conta deste planeta da melhor maneira que conseguirmos," concluiu Kane.
Mars Express descobre mais lagos subterrâneos em Marte
Impressão de artista da sonda Mars Express: O fundo é baseado numa imagem verdadeira de Marte obtida pela câmara de alta resolução da sonda.
Crédito: sonda - ESA/ATG medialab; Marte - ESA/DLR/FU Berlin
A sonda Mars Express da ESA descobriu vários lagos de água líquida enterrados sob o gelo na região polar sul de Marte. O instrumento de radar da nave espacial, MARSIS (Mars Advanced Radar for Subsurface and Ionosphere Sounding) revelou um reservatório subterrâneo em 2018, enterrado cerca de 1,5 km abaixo do gelo. Agora, levando em consideração mais dados e analisando-os de uma maneira diferente, foram descobertas três novas lagoas. O maior lago subterrâneo mede cerca de 20 x 30 km e é cercado por várias lagoas mais pequenas. A água é considerada muito salgada, para permanecer líquida a baixas temperaturas.
Marte já foi mais quente e húmido, com água fluindo pela superfície, parecido à Terra primitiva. Embora não seja possível que a água permaneça estável à superfície hoje, o novo resultado abre a possibilidade de que todo um sistema de lagos antigos possa existir no subsolo, talvez com milhões ou mesmo milhares de milhões de anos. Seriam locais ideais para procurar evidências de vida em Marte, embora muito difíceis de alcançar.
Os lagos subglaciais também são conhecidos na Terra, como o Lago Vostok na Antártica. Podem abrigar ecossistemas únicos, fornecendo analogias úteis para astrobiólogos que exploram como a vida pode sobreviver em ambientes extremos. As técnicas utilizadas para analisar os dados de radar em Marte são semelhantes às utilizadas em investigações de lagos subglaciais na Antártica, Canadá e Gronelândia.
Astrónomos encontram a primeira galáxia cuja luminosidade ultravioleta é comparável à de um quasar (via Instituto de Astrofísica das Canárias)
Uma equipa internacional descobriu a galáxia BOSS-EUVLG1. Esta é a galáxia com formação estelar mas sem quase poeira nenhuma, a mais luminosa do seu tipo conhecida até agora. Foi encontrada usando observações com o GTC (Gran Telescopio Canarias) e com o ALMA no Chile. Tem um desvio para o vermelho de 2,47. Ler fonte
Solar Orbiter divulga os primeiros dados ao público (via ESA)
A ESA divulgou os primeiros dados da Solar Orbiter à comunidade científica e ao público em geral. Os instrumentos que contribuem para a publicação dos dados vêm do conjunto de instrumentos "in situ" que medem as condições que envolvem a aeronave. Ler fonte
Álbum de fotografias - Solis Lacus: O Olho de Marte
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Damian Peach
À medida que os telescópios em torno do planeta Terra observam, Marte está a ficar mais brilhante no céu noturno, aproximando-se da sua oposição no dia 13 de outubro. Marte parece estar a olhar também nesta vista do Planeta Vermelho de dia 22 de setembro. O disco de Marte está quase no seu diâmetro aparente máximo para telescópios terrestres, menos de 1/80 do diâmetro aparente de uma Lua Cheia. A calote polar sul, que diminui sazonalmente, está na parte inferior e as nuvens do norte estão no topo. Uma característica circular, embora com um albedo escuro, Solis Lacus (Lago do Sol), está logo abaixo e à esquerda do centro do disco. Rodeado por uma área escura a sul de Valles Marineris, Soli Lacus parece-se com uma pupila a nível planetário, famosamente conhecida como o "Olho de Marte". Perto do virar para o século XX, o astrónomo e ávido observador de Marte, Percival Lowell, associou o "Olho de Marte" com uma conjunção de canais que mapeou nos seus desenhos do Planeta Vermelho. Grandes mudanças visíveis no tamanho e na forma do "Olho de Marte" são agora entendidas, graças a imagens de alta resolução, como sendo devidas à poeira transportada pelos ventos na fina atmosfera marciana.
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