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  Arquivo | CCVAlg - Astronomia
Com o apoio do Centro Ciência de Tavira
   
 
  Astroboletim #1740  
  10/11 a 12/11/2020  
     
 
 

12/11/20 - Gigantes gasosos
O tema desta sessão visa o mais famoso par de planetas no céu deste outono, e algumas diferenças e semelhanças entre eles. Realizadas mensalmente, estas sessões tentam focar num tema de relevância à data da atividade, devido a algum acontecimento astronómico ou oportunidade de observação, ou alguma notícia recente de astronomia que motive a atividade. A observação noturna está obviamente sempre dependente do hemisfério celeste observável, bem como das condições meteorológicas ou ambientais disponíveis (obrigatória a utilização de máscara ou viseira).
Data: 12 de novembro
Hora: 20:30 horas
Local:
Centro Ciência Viva do Algarve
Público-alvo:
Jovens e Adultos
Preço: 2€ Adultos / 1€ Jovens
(Lotação máxima de 5 pessoas. 2€ adulto, 1€ jovem, grátis membro do AstroClube)
INSCRIÇÃO OBRIGATÓRIA - seguir este link
Telefone: 289 890 920
E-mail: info@ccvalg.pt

 
     
 
Efemérides

Dia 10/11: 315.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1695, nascia John Bevis, médico e astrónomo inglês, conhecido por ter descoberto a Nebulosa do Caranguejo em 1731.
Em 1970 era lançada a sonda lunar Lunokhod 1.

Em 2008, após mais de cinco meses em Marte, a NASA declara a missão Phoenix como terminada depois da perda de comunicações com o "lander".
Observações: Maior elongação oeste de Mercúrio, pelas 14:42.
Ocultação de Io, entre as 17:37 e as 19:59.
Eclipse de Io, entre as 18:47 e as 21:09.
Por volta das 21 horas desta semana, o Grande Quadrado de Pégaso encontra-se nivelado, bem alto a sul. O seu lado direito (oeste) aponta bem para baixo até Fomalhaut. O seu lado este aponta menos diretamente Beta Ceti, e também um pouco menos para baixo.
Agora desça ainda mais: se tiver um horizonte desimpedido - e se não estiver muito para norte da latitude 40º - imagine um triângulo equilátero com Fomalhaut e Beta Ceti como os dois vértices de cima. Perto de onde o terceiro vértice estaria (um pouco para a direita desse ponto) está Alpha Phoenicis, ou Ankaa, na constelação de Fénix. A sua magnitude é 2,4, não muito brilhante mas o astro mais brilhante dessa área. Tem um tom amarelo-alaranjado; binóculos ajudam. Já alguma vez tinha visto a constelação da Fénix?

Dia 11/11: 316.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1572, Tycho Brahe observa uma nova no céu.

Isto é uma prova contra a teoria de Aristóteles que os céus são imutáveis.
Em 1875 nascia Vesto Slipher, astrónomo americano que, principalmente com os telescópios de 60" e 100" do Mt. Wilson, foi o primeiro a fotografar espectros de galáxias e a medir os seus desvios para o vermelho, o que levou à descoberta da expansão do Universo por Edwin Hubble.
Em 1966, lançamento da Gemini 12. Foi o 10.º e o último voo do Projeto Gemini. Demonstrou que os astronautas podiam trabalhar fora da nave espacial.
Observações: Trânsito da sombra de Io, entre as 16:09 e as 18:29.
Ao início da noite, Altair brilha a sudoeste. Aviste-a a três ou quatro punhos à distância do braço esticado para a esquerda da mais brilhante Vega. Altair é a única estrela brilhante nessa área. É o olho de Águia.
Logo para cima e para a direita de Altair está a Tarazed, de terceira magnitude. Daí, estende-se a ténue espinha dorsal de Águia, juntamente com a Via Láctea se tiver um céu suficientemente escuro.
Este arranjo faz lembrar outro pássaro do Triângulo de Verão, Cisne, cujo longo pescoço e espinha dorsal "voa" atualmente para cima e para a direita de Águia.

Dia 12/11: 317.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1965, é lançada a sonda Venera 2 (USSR), com objectivo Vénus
Em 1980, a sonda Voyager 1 faz a sua maior aproximação de Saturno.
Em 1981, lançamento STS-2 do vaivém Columbia, marcando a primeira vez que um veículo tripulado é lançado para o espaço duas vezes.
Em 2014, o "lander" Philae, libertado pela sonda Rosetta da ESA, alcança a superfície do Cometa 67P/C-G.

Observações: Eclipse de Ganimedes, entre as 16:35 e as 20:19.
Ao amanhecer de sexta-feira, dia 13, procure a sul-sudeste a nossa Lua entre Vénus e Mercúrio. Tente observar os astros antes do céu ficar demasiado claro e aviste a estrela mais fraca e de primeira magnitude, Espiga, para a sua direita, perfazendo um quadrilátero irregular.

 
     
 
Curiosidades


A Lua da Terra, embora seja apenas um satélite, é maior que o planeta anão Plutão.

 
 
   
Análise de meteorito marciano revela evidências de água há 4,4 mil milhões de anos

Um meteorito que teve origem em Marte há milhares de milhões de anos revela detalhes de antigos eventos de impacto no Planeta Vermelho. Certos minerais da crosta marciana no meteorito são oxidados, sugerindo a presença de água durante o impacto que criou o meteorito. A descoberta ajuda a preencher algumas lacunas no conhecimento sobre o papel da água na formação do planeta.

Na ciência planetária, há muito que se discute a origem da água na Terra, em Marte e noutros corpos grandes como a Lua. Uma hipótese diz que veio de asteroides e cometas, pós-formação. Mas alguns investigadores planetários dizem que a água pode ser apenas uma das muitas substâncias que ocorrem naturalmente durante a formação dos planetas. Uma nova análise de um antigo meteorito marciano acrescenta suporte a esta segunda hipótese.

 
Imagem de Marte, a cores reais, usando exposições obtidas no dia 24 de fevereiro de 2007 durante a passagem da sonda Rosetta pelo planeta. A Rosetta estava a 240.000 km.
Crédito: ESA/MPS para a Equipa OSIRIS, MPS/UPD/LAM/IAA/RSSD/INTA/UPM/DASP/IDA
 

Há alguns anos atrás, um par de meteoritos escuros foi descoberto no Deserto do Saara. Foram apelidados de NWA 7034 e NWA 7533, onde NWA significa "North West Africa" e o número é a ordem em que os meteoritos são oficialmente aprovados pela Sociedade Meteorítica, uma organização internacional de ciência planetária. As análises mostraram que estes meteoritos são novos tipos de meteoritos marcianos e misturas de diferentes fragmentos rochosos.

Os fragmentos formaram-se em Marte há 4,4 mil milhões de anos, tornando-os os meteoritos marcianos mais antigos conhecidos. Rochas como estas são raras e podem custar até 10.000 dólares por grama. Mas, recentemente, 50 gramas do meteorito NWA 7533 foram obtidas para análise por uma equipa internacional da qual o professor Takashi Mikouchi da Universidade de Tóquio participava. O projeto foi liderado pelo então estudante Zhengbin Deng da Universidade de Paris e atualmente professor assistente da Universidade de Copenhaga. Esta investigação foi uma colaboração da Universidade de Paris, da Universidade Lorraine, da Universidade de Copenhaga, da Universidade da Bretanha Ocidental e da Universidade de Tóquio.

"Eu estudo minerais em meteoritos marcianos para entender como Marte se formou e como a sua crosta e manto evoluíram. Esta é a primeira vez que investiguei este meteorito em particular, apelidado 'Black Beauty' devido à sua cor escura," disse Mikouchi. "As nossas amostras de NWA 7533 foram submetidas a quatro tipos diferentes de análises espectroscópicas, formas de detetar impressões digitais químicas. Os resultados levaram a nossa equipa a tirar algumas conclusões excitantes."

 
"Black Beauty". O meteorito marciano NWA 7533 vale mais do que o seu peso em ouro.
Crédito: Universidade de Copenhaga/Deng et al.
 

É bem conhecido dos cientistas planetários que existe água em Marte há pelo menos 3,7 mil milhões de anos. Mas, a partir da sua composição mineral do meteorito, Mikouchi e a sua equipa deduziram que provavelmente a água já estava presente muito antes, há mais ou menos 4,4 mil milhões de anos.

"Os clastos ígneos, ou rocha fragmentada, no meteorito são formados por magma e são regularmente provocados por impactos e oxidação," disse Mikouchi. "Esta oxidação pode ter ocorrido na presença de água acima ou na crosta marciana, há 4,4 mil milhões de anos, durante um impacto que derreteu parte da crosta. A nossa análise também sugere que um tal impacto teria libertado muito hidrogénio, o que teria contribuído para o aquecimento planetário numa época em que Marte já tinha uma isolante e espessa atmosfera de dióxido de carbono."

Se a água realmente já estava presente em Marte antes do que se pensava, isso sugere que a água é possivelmente um subproduto natural de algum processo no início da formação planetária. Esta descoberta pode ajudar os investigadores a responder à questão de onde vem a água, o que por sua vez pode impactar as teorias sobre as origens da vida e a exploração da vida para lá da Terra.

// Universidade de Tóquio (comunicado de imprensa)
// Universidade de Paris (comunicado de imprensa)
// Universidade de Copenhaga (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Science Advances)

 


Saiba mais

CCVAlg - Astronomia:
29/05/2018 - Meteorito antigo conta histórias da topografia de Marte
08/01/2013 - Cientistas descobrem água em meteorito marciano

NWA 7034:
Instituto Lunar e Planetário
Wikipedia
Meteorite Studies

NWA 7533:
Instituto Lunar e Planetário
Meteorite Studies

Marte:
CCVAlg - Astronomia
Wikipedia
Meteoritos marcianos (Wikipedia)
Geologia de Marte (Wikipedia)

 
   
Estudo mostra a dificuldade em encontrar evidências de vida em Marte

Daqui a pouco mais de uma década, amostras de solo marciano escavado por um rover serão enviadas para a Terra.

Enquanto os cientistas estão ansiosos por estudar os solos do Planeta Vermelho em busca de sinais de vida, os investigadores devem refletir sobre um novo desafio considerável: os fluídos ácidos - que antes corriam à superfície marciana - podem ter destruído evidências biológicas escondidas nas argilas ricas em ferro de Marte, de acordo com investigadores de Cornell e do Centro de Astrobiologia de Espanha.

 
O rover Perseverance da NASA, visto aqui nesta impressão de artista, vai aterrar da Cratera Jezero de Marte em fevereiro de 2021 e começar a recolher amostras de solo pouco depois. Os cientistas estão agora preocupados que os fluidos ácidos, que já existiram em Marte, podem ter destruído evidências de vida contida em argilas.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
 

Os cientistas realizaram simulações envolvendo argilas e aminoácidos para tirar conclusões sobre a provável degradação do material biológico em Marte. O seu artigo foi publicado no passado dia 15 de setembro na revista Nature Scientific Reports.

Alberto G. Fairén, cientista visitante do Departamento de Astronomia da Faculdade de Artes e Ciências, é um autor correspondente.

O rover Perseverance da NASA, lançado a 30 de julho, vai pousar na Cratera Jezero de Marte no próximo mês de fevereiro; o rover Rosalind Franklin da ESA será lançado no final de 2022. A missão Perseverance irá recolher amostras de solo marciano e enviá-las para a Terra até à década de 2030. O rover Rosalind Franklin vai perfurar a superfície de Marte, recolher amostras de solo e analisá-las "in situ".

Na busca por vida em Marte, os solos da superfície argilosa do Planeta Vermelho são um alvo preferido para recolha, uma vez que a argila protege o material orgânico molecular no seu interior. No entanto, a presença anterior de ácido à superfície pode ter comprometido a capacidade da argila em proteger as evidências de vida passada.

 
O rover Rosalind Franklin da ESA, com lançamento previsto para o final de 2022. A sonda ExoMars TGO (Trace Gas Orbiter), em Marte desde outubro de 2016, vai agir como relé de comunicações para a missão. Crédito: ESA/ATG medialab
 

"Sabemos que os fluidos ácidos correram à superfície de Marte no passado, alterando as argilas e a sua capacidade de proteger material orgânico," disse Fairén.

Ele disse que a estrutura interna da argila é organizada em camadas, onde as evidências de vida biológica - como lípidos, ácidos nucleicos, péptidos e outros biopolímeros - podem ficar presas e bem preservadas.

No laboratório, os investigadores simularam as condições da superfície marciana com o objetivo de preservar um aminoácido chamado glicina na argila, que havia sido previamente exposto a fluidos ácidos. "Usámos a glicina porque pode degradar-se rapidamente sob as condições ambientais do planeta," disse. "É um perfeito informante para nos dizer o que estava a acontecer nas nossas experiências."

Após uma longa exposição a radiação ultravioleta semelhante à de Marte, as experiências mostraram fotodegradação das moléculas de glicina embutidas na argila. A exposição a fluidos ácidos apaga o espaço entre as camadas, tornando-a numa sílica semelhante a gel.

"Quando as argilas são expostas a fluidos ácidos, as camadas colapsam e a matéria orgânica não pode ser preservada. São destruídas," disse Fairén. "Os nossos resultados neste artigo explicam porque investigar compostos orgânicos em Marte é tão difícil."

A autora principal do artigo é Carolina Gil-Lozano do Centro de Astrobiologia de Madrid e da Universidade de Vigo, Espanha.

// Universidade de Cornell (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Nature Scientific Reports)

 


Saiba mais

Rover Perseverance:
NASA
NASA - 2
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Wikipedia

Rover Rosalind Franklin (ExoMars 2020):
ESA
Wikipedia

Marte:
CCVAlg - Astronomia
Wikipedia

Cratera Jezero:
Wikipedia

 
   
"Vendo" matéria escura sob uma nova luz

Uma pequena equipa de astrónomos da Universidade de Tecnologia de Swinburne encontrou uma nova maneira de "ver" os elusivos halos de matéria escura que rodeiam as galáxias.

O nosso Universo está repleto de muitos milhares de milhões de galáxias. Aos nossos olhos - e em telescópios óticos - estas galáxias aparecem como coleções de milhões ou até biliões de estrelas. No entanto, esta é apenas a ponta do iceberg.

Um dos grandes puzzles da cosmologia é que os nossos telescópios veem apenas uma pequena fração da massa total que existe no Universo.

 
Impressão de artista de uma galáxia rodeada por distorções gravitacionais devido à matéria escura. As galáxias vivem em concentrações maiores de matéria escura invisível (a roxo nesta imagem), no entanto os efeitos da matéria escura podem ser vistos através da distorção de galáxias de fundo.
Crédito: Swinburne Astronomy Productions - James Josephides
 

"A maioria - cerca de 85% - da massa do Universo é efetivamente invisível," diz o candidato a doutoramento Pol Gurri, de Swinburne, que liderou a nova investigação. "Ao contrário da matéria comum, esta matéria escura não produz, absorve ou reflete luz: apenas interage com o resto do Universo por meio da gravidade."

Então, como é que podemos medir o que não podemos ver? A chave é medir o efeito da gravidade que a matéria escura produz.

"É como olhar para uma bandeira para tentar determinar o vento. Não podemos ver o vento, mas o movimento da bandeira mostra quão forte o vento está a soprar," explica Gurri.

A nova investigação foca-se num efeito chamado lente gravitacional fraca, que é uma característica da teoria da relatividade geral de Einstein.

"A matéria escura distorce levemente a imagem de qualquer coisa por trás dela," diz o professor associado Edward Taylor, que também esteve envolvido na investigação. "É um pouco como olhar para uma mesa através da base de um copo de vinho."

 
Telescópio ANU de 2,3 metros.
Crédito: Universidade Nacional Australiana
 

A equipa de Swinburne utilizou o Telescópio ANU de 2,3 metros, localizado perto de Coonabarabran, Austrália, para mapear como as galáxias com lentes gravitacionais estão a girar.

"Tendo em conta que sabemos como as estrelas e o gás devem mover-se dentro das galáxias, sabemos mais ou menos o aspeto desta galáxia," diz Gurri. "Medindo o quão distorcidas são as imagens reais da galáxia, então podemos descobrir quanta matéria escura seria necessária para explicar o que vemos."

A nova investigação mostra como esta informação de velocidade permite uma medição muito mais precisa do efeito de lente do que seria possível usando apenas a forma.

"Com a nossa nova maneira de ver a matéria escura, esperamos obter uma imagem mais clara de onde está a matéria escura e que papel ela desempenha no modo como as galáxias se formam," acrescenta Gurri.

As lentes gravitacionais fracas já são uma das formas mais bem-sucedidas de mapear o conteúdo de matéria escura do Universo, com grandes investimentos globais de tempo e recursos. O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA e o Telescópio Espacial Euclid da ESA (ambos com lançamento previsto para 2022) foram projetados, em parte, para fazer tipos semelhantes de medições.

"Mostrámos que podemos fazer uma contribuição real para estes esforços globais, mesmo com um telescópio relativamente pequeno construído na década de 1980, apenas pensando no problema de uma maneira diferente", diz o professor Taylor.

O novo trabalho foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

// Universidade de Tecnologia de Swinburne (comunicado de imprensa)
// Royal Astronomical Society (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)

 


Saiba mais

Matéria escura:
Wikipedia

Lentes gravitacionais:
Wikipedia
Lente gravitacional fraca (Wikipedia)

Telescópio ANU de 2,3 metros:
Universidade Nacional Australiana
Wikipedia

 
   
Também em destaque
  Será que a matéria "escondida" do Universo foi descoberta? (via CNRS)
Os astrofísicos consideram que cerca de 40% da matéria comum que constitui as estrelas, planetas e galáxias permanece por detetar, escondida na forma de gás quente na complexa teia cósmica. Cientista do CNRS podem ter detetado, pela primeira vez, esta matéria escondida graças uma análise estatística inovadora de 20 anos de dados. Ler fonte
     
  Alimentando o buraco negro de uma galáxia (via Observatório Astrofísico do Smithsonian)
Uma barra galáctica é a estrutura aproximadamente linear de estrelas e gás que se estende pelas regiões interiores de algumas galáxias. A barra vai de um braço espiral interior, passa pela região nuclear, até um braço no outro lado. Encontradas em cerca de metade das galáxias espirais, incluindo a Via Láctea, pensa-se que as barras afunilem grandes quantidades de gás para as regiões nucleares, com profundas consequências para a região, incluindo surtos de formação estelar e rápido crescimento do buraco negro supermassivo no centro. Ler fonte
     
  Hubble lança grande levantamento ultravioleta de estrelas próximas (via NASA)
O Universo seria um lugar muito aborrecido sem estrelas. Sem elas, o Universo permaneceria um plasma difuso constituído principalmente por hidrogénio e hélio do Big Bang. Como os blocos de construção do cosmos, as fornalhas estelares de fusão nuclear produzem novos elementos pesados, enriquecendo a sua galáxia hospedeira. A energia destas estrelas potencialmente alimenta o surgimento de vida nos planetas mais favoráveis, como o fez na Terra. Para melhor compreender as estrelas e a evolução estelar, o STScI lançou uma nova e ambiciosa iniciativa com o Telescópio Espacial Hubble da NASA, chamada ULLYSES (UV Legacy Library of Young Stars as Essential Standards). Ler fonte
 
   
Álbum de fotografias - Lua Marciana Fobos, pela Mars Express
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: G. Neukum (FU Berlin) et al., Mars ExpressDLRESA; Reconhecimento: Peter Masek
 
Porque é que Fobos é tão escura? Fobos, a maior e mais interna das duas luas marcianas, é a lua mais escura de todo o Sistema Solar. A sua órbita e cor invulgares indicam que pode ser um asteroide capturado composto de uma mistura de gelo e rocha escura. A imagem em destaque de Fobos, perto do limbo de Marte, foi capturada em 2010 pela sonda robótica Mars Express atualmente em órbita do Planeta Vermelho. Fobos é uma lua altamente craterada e árida, com a sua maior cratera localizada no lado oposto. A partir de imagens como esta, determinou-se que Fobos está coberta por talvez um metro de poeira solta. Fobos orbita tão perto de Marte que em alguns locais parece nascer e pôr-se duas vezes por dia, mas a partir de outros locais nem seria visível. A órbita de Fobos em torno de Marte está a decair continuamente - provavelmente fragmentar-se-á e os pedaços cairão na superfície marciana daqui a cerca de 50 milhões de anos.
 
   
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