Dia 14/01: 14.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2005 aterrava em Titã a sonda Huygens.
É a primeira vez que uma sonda pousa em Titã. Aterrou no solo, embora pudesse também ter aterrado num oceano. Continuou a enviar dados durante 90 minutos após o pouso. Permanece a aterragem mais distante alguma vez levada a cabo por um objeto feito pelo Homem. Observações: A estrela de magnitude zero, Capella, bem alta no céu, e a igualmente brilhante estrela Rigel no pé de Orionte, têm quase a mesma ascensão reta. Isto significa que atravessam o meridiano do céu do observador quase exatamente à mesma hora: por volta das 22 horas, dependendo de quão para este ou este vive. Assim sendo, sempre que Capella passa na sua posição mais alta, Rigel assinala sempre o sul verdadeiro, e vice-versa.
Dia 15/01: 15.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1969, a União Soviética lançava a Soyuz 5.
Em 1976, lançamento da Helios-B para órbita solar.
Em 2005, uma intensa proeminência solar liberta raios-X por todo o Sistema Solar. No mesmo dia, a sonda SMART-1 da ESA descobre elementos como o cálcio, alumínio, sílica, ferro e outros elementos à superfície da Lua. Observações: Estamos na época mais fria do ano, mas a Estrela de Verão, Vega, ainda se agarra ao céu noturno. Tente avistá-la baixa a noroeste durante e pouco tempo depois do cair da noite. Quanto mais para norte estiver o observador, mais alta estará. Mas se estiver a norte da latitude 51º (Londres), Vega é na realidade circumpolar.
Dia 16/01: 16.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1969, a Soyuz 4 e a Soyuz 5 levam a cabo o primeiro acoplamento de naves em órbita, a primeira transferência de tripulação de um veículo para outro, e a única vez que tal transferência envolveu um passeio espacial.
Em 2003 a nave Columbia arrancava para a missão STS-107, que seria a sua última.
O Columbia acabaria por desintegrar-se 16 dias depois, durante a sua reentrada na atmosfera da Terra. Observações: Sirius brilha a sudeste, para baixo de Orionte, depois da hora de jantar. Por volta das 21 horas, dependendo da posição do observador, Sirius brilha precisamente para baixo de Betelgeuse, no ombro de Orionte. Consegue determinar a hora deste evento, talvez recorrendo à parede vertical de um edifício? Das duas estrelas, Sirius "ganha a corrida" ao início da noite; Betelgeuse "ganha" mais tarde. Bem-vindo(a) à astronomia pré-telescópica.
Dia 17/01: 17.º dia do calendário gregoriano. História: Em 2003, um foguetão Delta II transportando um satélite GP IIR-1 explode 13 segundos depois do lançamento deixando 250 toneladas de resíduos queimados na plataforma de lançamento.
Em 2016, floresce a primeira flor a bordo da Estação Espacial Internacional. Observações: Lua Cheia, pelas 23:03
Bolha com 1000 anos-luz de diâmetro, em torno do Sol, é a fonte de todas as estrelas jovens e próximas
A Terra situa-se num vazio com 1000 anos-luz, rodeada por milhares de jovens estrelas - mas como é que essas estrelas se formaram?
Num artigo publicado na revista Nature, astrónomos do CfA (Center for Astrophysics | Harvard & Smithsonian) e do STScI (Space Telescope Science Institute) reconstroem a história evolutiva do nosso "bairro" galáctico, mostrando como uma cadeia de acontecimentos iniciada há 14 milhões de anos levou à criação de uma vasta bolha que é responsável pela formação de todas as estrelas jovens que se encontram nas proximidades.
"Esta é realmente uma história de origem; pela primeira vez podemos explicar como toda a formação estelar próxima começou," diz Catherine Zucker, astrónoma e especialista em visualização de dados, que completou o trabalho durante uma bolsa no CfA.
A figura central do artigo científico, uma animação espacial em 3D, revela que todas as jovens estrelas e regiões de formação estelar - até 500 anos-luz da Terra - encontram-se na superfície de uma bolha gigante conhecida como Bolha Local. Embora os astrónomos saibam da sua existência há décadas, os cientistas podem agora ver e compreender o início da Bolha Local e o seu impacto no gás em redor.
Ilustração artística da Bolha Local com formação de estrelas a ocorrer na superfície da bolha. Os cientistas mostraram agora como uma cadeia de acontecimentos, iniciada há 14 milhões de anos com um conjunto de poderosas supernovas, levou à criação da vasta bolha, responsável pela formação de todas as jovens estrelas num raio de 500 anos-luz do Sol e da Terra.
Crédito: CfA, Leah Hustak (STScI)
A fonte das nossas estrelas: a Bolha Local
Utilizando uma série de novos dados e técnicas científicas, a animação espacial mostra como uma série de supernovas que explodiram há 14 milhões de anos, empurraram gás interestelar para fora, criando uma estrutura em forma de bolha com uma superfície ideal para a formação de estrelas.
Hoje, na superfície da bolha, situam-se sete regiões bem conhecidas de formação estelar, ou nuvens moleculares - regiões densas no espaço onde as estrelas se podem formar.
"Calculámos que surgiram, ao longo de milhões de anos, cerca de 15 supernovas para formar a Bolha Local que vemos hoje," diz Zucker, que agora é membro do Hubble da NASA no STScI.
Os astrónomos observam que a bolha, que tem uma forma estranha, não está adormecida e que continua a crescer lentamente.
"Está a crescer a cerca de 6,4 quilómetros por segundo," diz Zucker. "No entanto, perdeu a maior parte da sua pujança e atingiu uma velocidade praticamente constante."
A velocidade de expansão da bolha, bem como as trajetórias passadas e presentes das jovens estrelas que se formam na sua superfície, foram derivadas utilizando dados obtidos pelo Gaia, um observatório espacial lançado pela ESA.
"Esta é uma incrível história de detetive, impulsionada tanto por dados como pela teoria," diz a professora Alyssa Goodman, astrónoma do CfA, coautora e fundadora do Glue, o software de visualização que permitiu a descoberta. "Podemos reconstruir a história da formação estelar à nossa volta utilizando uma grande variedade de pistas independentes: modelos de supernova, movimentos estelares e novos e requintados mapas 3D do material que rodeia a Bolha Local."
Ilustração artística da Bolha Local com formação de estrelas a ocorrer na superfície da bolha. Os cientistas mostraram agora como uma cadeia de acontecimentos, iniciada há 14 milhões de anos com um conjunto de poderosas supernovas, levou à criação da vasta bolha, responsável pela formação de todas as jovens estrelas num raio de 500 anos-luz do Sol e da Terra.
Crédito: CfA, Leah Hustak (STScI)
Bolhas em todo o lado?
"Quando as primeiras supernovas que criaram a Bolha Local explodiram, o nosso Sol estava longe da ação," diz o coautor João Alves, professor da Universidade de Viena. "Mas há cerca de cinco milhões de anos, o percurso do Sol pela Galáxia levou-o diretamente para a bolha, e agora o Sol situa-se - só por sorte - quase no centro da bolha."
Hoje, enquanto os humanos espreitam para o espaço a partir de perto do Sol, têm um lugar na primeira fila para o processo de formação estelar que ocorre em toda a superfície da bolha.
Os astrónomos teorizaram pela primeira vez que as superbolhas eram omnipresentes na Via Láctea há quase 50 anos. "Agora, temos provas - e quais são as hipóteses de estarmos praticamente no meio de uma destas coisas?" pergunta Goodman. Estatisticamente, é muito improvável que o Sol estivesse centrado numa bolha gigante se tais bolhas fossem raras na nossa Galáxia, a Via Láctea, explica.
Goodman compara a descoberta a uma Via Láctea que se assemelha a um queijo suíço com buracos, onde os buracos no queijo são dilacerados por supernovas, e novas estrelas podem formar-se no queijo em torno dos buracos criados por estrelas moribundas.
A seguir, a equipa, incluindo o coautor e estudante de doutoramento de Harvard, Michael Foley, planeia mapear mais bolhas interestelares para obter uma vista 3D completa das suas localizações, formas e tamanhos. O mapeamento das bolhas, e a sua relação umas com as outras, permitirá aos astrónomos compreender o papel desempenhado pelas estrelas moribundas no nascimento de novas, e na estrutura e evolução de galáxias como a Via Láctea.
Zucker pergunta-se, "Onde é que estas bolhas se tocam? Como é que interagem umas com as outras? Como é que as superbolhas conduzem o nascimento de estrelas como o nosso Sol na Via Láctea?"
A missão exoplanetária Cheops da ESA revelou que um exoplaneta que orbita a sua estrela hospedeira em menos de um dia tem uma forma mais parecida à de uma bola de râguebi do que de uma esfera. Esta é a primeira vez que se deteta deformação num exoplaneta, fornecendo novas informações sobre a estrutura interna destes planetas que "abraçam" as suas estrelas.
O planeta, conhecido como WASP-103b, está localizado na direção da constelação de Hércules. Foi deformado pelas fortes forças de maré entre o planeta e a sua estrela-mãe WASP-103, que é cerca de 200 graus mais quente e 1,7 vezes maior do que o Sol.
Impressão de artista do planeta WASP-103b e da sua estrela hospedeira.
Crédito: ESA
Forças de maré
Os oceanos da Terra têm marés principalmente devido a um ligeiro puxão da Lua. O Sol também tem um efeito pequeno, mas significativo, sobre as marés, contudo está demasiado longe da Terra para provocar grandes deformações no nosso planeta. O mesmo não pode ser dito de WASP-103b, um planeta com quase o dobro do tamanho de Júpiter, com 1,5 vezes a sua massa, que orbita a sua estrela hospedeira em menos de um dia. Os astrónomos já suspeitavam que uma proximidade tão íntima provocaria marés monumentais, mas até agora não tinham sido capazes de as medir.
Utilizando novos dados do telescópio espacial Cheops da ESA, combinados com dados que já tinham sido obtidos pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA e pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA, os astrónomos conseguiram agora detetar como as forças das marés deformam o exoplaneta WASP-103b de uma esfera normal para uma forma mais parecida à de uma bola de râguebi.
O Cheops mede trânsitos exoplanetários - a queda na luz provocada quando um planeta passa em frente da sua estrela, a partir do nosso ponto de vista. Normalmente, o estudo da forma da curva de luz irá revelar detalhes sobre o planeta, tais como o seu tamanho. A alta precisão do Cheops, juntamente com a sua flexibilidade de apontamento, que permite com que o satélite regresse a um alvo e observe múltiplos trânsitos, permitiu aos astrónomos detetar o minúsculo sinal da deformação de maré de WASP-103b. Esta assinatura distinta pode ser utilizada para desvendar ainda mais informações sobre o planeta.
"É incrível que o Cheops tenha realmente conseguido revelar esta pequena deformação," diz Jacques Laskar do Observatório de Paris, coautor da investigação. "Esta é a primeira vez que tal análise é feita, e podemos esperar que a observação num intervalo de tempo mais longo reforce esta observação e leve a um melhor conhecimento da estrutura interna do planeta."
O Cheops revela um exoplaneta com a forma de uma bola de râguebi.
Crédito: ESA
Planeta inflado
A equipa foi capaz de usar a curva de luz do trânsito de WASP-103b para derivar um parâmetro - os números de Love - que medem a forma como a massa é distribuída dentro de um planeta. A compreensão de como a massa é distribuída pode revelar detalhes sobre a estrutura interna do planeta.
"A resistência de um material a ser deformado depende da sua composição," explica Susana Barros do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e da Universidade do Porto, autora principal da investigação. "Por exemplo, aqui na Terra temos marés devido à Lua e ao Sol, mas só podemos ver marés nos oceanos. A parte rochosa não se move assim tanto. Ao medir quanto o planeta é deformado, podemos dizer que percentagem é rochosa, gasosa ou água."
Os números de Love para WASP-103b são semelhantes aos de Júpiter, o que sugere provisoriamente que a estrutura interna é idêntica, apesar de WASP-103b ter o dobro do raio.
"Em princípio, esperaríamos que um planeta com 1,5 vezes a massa de Júpiter tivesse aproximadamente o mesmo tamanho, por isso WASP-103b deve estar muito inflado devido ao aquecimento da sua estrela e talvez devido a outros mecanismos," diz Susana Barros.
"Se pudermos confirmar os detalhes da sua estrutura interna com observações futuras, talvez possamos compreender melhor o que o torna tão inflado. A determinação do tamanho do núcleo deste exoplaneta também será importante para melhor compreender como foi formado."
Uma vez que a incerteza nos números de Love ainda é bastante elevada, serão necessárias observações futuras com o Cheops e com o Telescópio Espacial James Webb para decifrar os detalhes. A precisão extremamente alta do Webb irá melhorar as medições da deformação das marés exoplanetárias, permitindo uma melhor comparação entre estes chamados "Júpiteres quentes" e os planetas gigantes no Sistema Solar.
Movimento misterioso
WASP-103b também tem outro mistério. As interações de maré entre uma estrela e um planeta do tamanho de Júpiter, muito próximo, fariam com que o período orbital do planeta fosse encurtado, aproximando-o gradualmente da estrela antes de ser eventualmente engolido pela estrela-mãe. No entanto, as medições de WASP-103b parecem indicar que o período orbital pode estar a aumentar e que o planeta está a afastar-se lentamente da estrela. Isto indicaria que algo, para além das forças de maré, é o factor dominante que afeta este planeta.
Barros e colegas analisaram outros potenciais cenários, tais como uma estrela companheira da hospedeira a afetar a dinâmica do sistema, ou a órbita do planeta ser ligeiramente elíptica. Não foram capazes de confirmar estes cenários, mas também não conseguiram excluí-los. É também possível que o período orbital esteja de facto a diminuir, em vez de aumentar, mas apenas observações adicionais dos trânsitos de WASP-103b com o Cheops e outros telescópios vão ajudar a esclarecer este mistério.
"O tamanho do efeito de deformação de maré numa curva de luz de um trânsito exoplanetário é muito pequeno, mas graças à alta precisão do Cheops conseguimos ver isto pela primeira vez," diz Kate Isaak, cientista do projeto Cheops da ESA. "Este estudo é um excelente exemplo das questões muito diversas que os cientistas exoplanetários são capazes de abordar com o Cheops, ilustrando a importância desta flexível missão de acompanhamento."
Chang'e 5 faz a primeira deteção "in situ" de água na Lua
Uma equipa de investigação liderada pelos pelo Instituto de Geologia e Geofísica da Academia Chinesa de Ciências observou sinais de água em dados espectrais de refletância da superfície lunar obtidos pelo "lander" Chang'e 5, fornecendo as primeiras evidências da deteção "in situ" de água na Lua.
O estudo foi publicado no passado dia 7 de janeiro na revista Science Advances e também envolveu cientistas da Universidade do Hawaii em Manoa, do Instituto de Física Técnica de Shangai e da Universidade de Nanjing.
Imagens de contexto e conteúdo de água no local de pouso do "lander" Chang'e 5.
Crédito: Lin Honglei
Muitas observações orbitais e medições de amostras ao longo da última década apresentaram evidências da presença de água (como hidroxilo e/ou H2O) na Lua. No entanto, nunca tinham sido realizadas medições "in situ" na superfície lunar.
A nave espacial Chang'e 5 pousou num dos mares basálticos mais jovens, localizado a uma latitude média-alta da Lua, e enviou 1731 gramas de amostras. Contudo, antes de recolher as amostras e de as enviar para a Terra, o instrumento LMS (Lunar Mineralogical Spectrometer) a bordo do "lander" realizou medições de refletância espectral do rególito e de uma rocha, proporcionando assim a oportunidade sem precedentes de detetar água na superfície lunar.
A água (OH/H2O) pode ser detetada usando características espectrais a ~3 μm. No entanto, acima de 2 μm, a emissão térmica da quente superfície lunar irá modificar e mascarar significativamente as características espectrais.
Por conseguinte, os investigadores usaram um modelo de correção térmica para corrigir os espectros do LMS. Após esta correção, foram observadas no local de aterragem do Chang'e 5 indubitáveis absorções espectrais a 2,85 μm.
A análise espectral quantitativa indica que o solo lunar no local de pouso contém menos de 120 ppm de água, o que é principalmente atribuído à implantação do vento solar. Isto é consistente com a análise preliminar das amostras enviadas pelo Chang'e 5.
Em contraste, uma rocha leve e vesicular que também foi analisada mostrou uma absorção muito mais forte a 2,85 μm, o que corresponde a uma estimativa de ~180 ppm de água, sugerindo assim uma fonte de água adicional do interior lunar.
Os resultados das análises de deteção composicional e remota (orbital) mostram que a rocha pode ter sido escavada de uma unidade basáltica mais antiga e ejetada para o local de aterragem do Chang'e 5. Portanto, o menor conteúdo de água do solo, em comparação com o maior conteúdo de água do fragmento rochoso, sugere que teve lugar uma desgaseificação do reservatório do manto, sob o local de pouso do Chang'e 5.
Esta descoberta é consistente com as erupções vulcânicas prolongadas na região Procellarum (Oceano das Tempestades) e também fornece um contexto geológico vital para a análise das amostras enviadas pelo Chang'e 5.
Buraco negro devorou uma estrela há décadas atrás, passou despercebido até agora (via Caltech)
Todas as grandes galáxias, incluindo a nossa própria Via Láctea, têm no seu centro um enorme buraco negro cuja gravidade influencia as estrelas à sua volta. Geralmente, as estrelas orbitam em torno do buraco negro sem incidentes, mas por vezes uma estrela vagueia demasiado perto e o buraco negro faz da estrela "uma refeição", num processo que os astrofísicos denominaram de "esparguetetificação". Ler fonte
Nova "arca do tesouro" de enxames globulares contém pistas sobre a evolução galáctica (via Universidade do Arizona)
Usando observações da vizinha galáxia elíptica Centauro A, uma equipa de astrónomos liderada pela Universidade do Arizona encontrou um número sem precedentes de possíveis enxames globulares - grupos antigos e densos de milhares de estrelas que se formaram todos ao mesmo tempo. Ler fonte
Exoplanetas recém-descobertos vão ser "engolidos" pelas suas estrelas (via Universidade do Hawaii)
Uma equipa de astrónomos recentemente descobriu três planetas em órbita perigosamente perto das estrelas, estrelas essas perto do fim das suas vidas. Dos milhares de exoplanetas encontrados até agora, estes três planetas gigantes gasosos têm algumas das órbitas de período mais curto em torno de estrelas sub-gigantes ou gigantes. Um dos planetas, TOI-2337b, será consumido pela sua estrela hospedeira daqui a menos de 1 milhão de anos, mais cedo do que qualquer outro planeta atualmente conhecido. Ler fonte
Álbum de fotografias - Cometa Leonard, a partir da Austrália
Qual é o aspeto do Cometa Leonard visto de perto? Embora não possamos lá ir, fotografar a cabeleira do cometa e as partes interiores das suas caudas através de um pequeno telescópio dá-nos uma boa ideia. Como o nome implica, a cauda de iões é feita de gás ionizado - gás energizado pela luz ultravioleta do Sol e empurrado para longe pelo vento solar. O vento solar é bastante estruturado e esculpido pelo complexo e sempre mutável campo magnético do Sol. O efeito do vento solar variável combinado com diferentes jatos de gás que emanam do núcleo do cometa é responsável pela complexa estrutura da cauda. Seguindo o vento, a estrutura da cauda do Cometa Leonard pode ser vista a mover-se para fora do Sol, alterando até a sua aparência ondulada ao longo do tempo. A cor azul da cauda de iões é dominada pela recombinação de moléculas de monóxido de carbono, enquanto a cor verde da cabeleira que envolve o núcleo do cometa é criada principalmente por uma ligeira quantidade de moléculas de carbono diatómico recombinantes. O carbono diatómico é destruído pela luz solar em cerca de 50 horas - e é por isso que o seu brilho verde não chega à cauda de iões. A imagem em destaque foi obtida no dia 2 de janeiro a partir do Observatório Siding Spring na Austrália. O Cometa Leonard, atualmente melhor visto do hemisfério sul da Terra, deu a volta ao Sol e dirige-se agora para fora do Sistema Solar.
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