Noites Astronómicas em Tavira Data: 8 de abril Hora:
21:00 Local:Forte do Rato
No dia 8 de abril realiza-se a sessão de Noites Astronómicas em Tavira no Forte do Rato. Nesta sessão vamos ter oportunidade de observar a Lua e algumas constelações que nos acompanham nesta estação.
A inscrição é gratuita mas obrigatória e o número de participantes é limitado. É necessário o uso de equipamento de proteção individual (máscara ou viseira) durante o decorrer da atividade.
Participe!
INSCRIÇÃO OBRIGATÓRIA (a realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas e está sujeita a um número mínimo e máximo de participantes). Informações e inscrições:
281 326 231 | 924 452 528 E-mail: geral@cvtavira.pt
Apresentação às Estrelas | Abril estrelas mil! Data: 14 de abril de 2022 Hora: 20:30-22:30 Local:Centro Ciência Viva do Algarve
Abril é o mês da Astronomia! E o tema desta sessão vai ser mesmo só "Estrelas", sejam elas verdadeiras ou alusivas. Celebramos o Global Astronomy Month (GAM) a maior celebração de Astronomia a nível global! Adulto: 4€ Jovem: 2€ Menores de 12 anos: gratuito.
A observação astronómica com telescópio depende de condições meteorológicas favoráveis. Pré-inscrição:siga este link Telefone: 289 890 920 E-mail: info@ccvalg.pt
Efemérides
Dia 08/04: 98.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1964, lançamento da nave não-tripulada Gemini 1.
A missão terminou depois de 3 órbitas. A nave desintegra-se 3,5 dias a seguir ao lançamento. Todos os objetivos primários e secundários foram atingidos.
Em 1993, lançamento da missão STS-56 do vaivém Discovery.
Em 2008, Yi So-Yeon torna-se a primeira coreana e a segunda mulher asiática a ir ao espaço. Observações: A Lua em Quarto Crescente forma um triângulo alto, quase isósceles, com Pollux e Castor para cima: as duas estrelas de topo do Arco da Primavera. A Lua está a 8º de cada uma delas. As estrelas estão separadas por 4,5º.
O resto do Arco da Primavera consiste de Procyon para baixo e para a esquerda das estrelas, e Menkalinan e depois a brilhante Capella mais para baixo e para a sua direita.
Dia 09/04: 99.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1959, a NASA anuncia a seleção dos primeiros sete astronautas dos Estados Unidos, a quem a comunicação social rapidamente apelida de "Mercury Seven".
Em 1994, lançamento da missão STS-59 do vaivém Endeavour. Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 07:48. Os triângulos e agrupamentos planetários que têm dado espetáculo ao amanhecer terminaram. Vénus, Marte e Saturno formam agora uma linha diagonal em expansão. A partir de agora, só ficará cada vez mais longa.
A Lua brilha hoje para a esquerda de Pollux e Castor.
Logo após o cair da noite, Orionte ainda está alto a sudoeste na sua orientação primaveril: inclinada para a direita, com a sua cintura na horizontal. A cintura aponta para a esquerda até Sirius e para a direita até Aldebarã. E, ainda mais longe, para as Plêiades.
Dia 10/04: 100.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 837, maior aproximação do Cometa Halley à Terra, cerca de 0,0342 UA (5,1 milhões de quilómetros).
Em 1981, primeira tentativa de lançamento da missão STS-1 (a primeira missão de um vaivém espacial).
Este falhou no último momento quando os computadores "crasharam". Os astronautas Crippen e Young finalmente levantaram voo a 12 de abril. À volta de 100 milhões de pessoas viram este evento.
Em 2013, o orçamento para a NASA de 2014 inclui um plano para capturar roboticamente um asteroide próximo da Terra e redirecioná-lo para uma órbita estável no sistema Terra-Lua, que os astronautas possam visitar e estudar.
Em 2019, cientistas do projeto EHT (Event Horizon Telescope) anunciam a primeira imagem de sempre de um buraco negro, localizado no centro da galáxia M87. Observações:A Lua continua a sua viagem pelo céu. Hoje, está situada na direção da constelação de Caranguejo, em cima da linha formada por Régulo (de Leão) e por Pollux (Gémeos).
Dia 11/04: 101.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1862 nascia William Wallace Campbell, observador pioneiro dos movimentos estelares e das suas velocidades radiais. Diretor do Observatório Lick entre 1901 e 1930, também foi presidente da Universidade da Califórnia e da Academia Nacional de Ciências.
Em 1905, Albert Einstein revela a sua Teoria da Relatividade (relatividade especial).
Em 1960, era iniciada a primeira pesquisa no rádio em busca de civilizações extraterrestres, por Frank Drake (Projecto Ozma).
Em 1970, lançamento da Apollo 13, com a intenção de ser a terceira missão a aterrar na Lua.
No entanto, a explosão de um tanque de oxigénio dois dias depois põe a missão em modo de emergência e a nave perde energia, calor e água. Circumnavega a Lua sem aterrar e os astronautas regressam em segurança à Terra.
Em 1986, a 65 milhões de quilómetros, o Cometa Halley faz a sua maior aproximação da Terra durante esta passagem, a 30.ª vez que visita a nossa vizinhança planetária. Observações:Aproveite o antes do amanhecer para observar a linha planetária baixa entre este e sudeste. O ponto mais brilhante é o planeta Vénus. Para cima e para a direita, temos depois o planeta Marte e Saturno. Com um horizonte desimpedido e muita sorte, talvez consiga observar o nascer de Júpiter, situado para baixo e para a esquerda de Vénus. Mas é muito difícil.
Hubble analisa meteorologia extrema em Júpiteres ultraquentes
Astrónomos do Telescópio Espacial Hubble da NASA estudaram uma classe única de exoplanetas ultraquentes. Estes mundos inchados, do tamanho de Júpiter, estão tão precariamente perto da sua estrela-mãe que estão a ser "assados" a temperaturas acima dos 1600º C. Isto é suficientemente quente para derreter a maioria dos metais, incluindo o titânio. Têm as atmosferas planetárias mais quentes alguma vez vistas.
Impressão de artista do planeta KELT-20b que orbita uma estrela azul-branca. O planeta gigante está tão perto da sua estrela (8 milhões de quilómetros) que a torrente de radiação ultravioleta da estrela aquece a atmosfera do planeta a mais de 1600º C. Isto cria uma camada térmica onde a atmosfera aumenta de temperatura com a altitude. Esta é a melhor evidência até à data - obtida pelo Telescópio Espacial Hubble - para uma estrela hospedeira que afeta diretamente a atmosfera de um planeta. O planeta escaldante está a 456 anos-luz de distância.
Crédito: NASA, ESA, Leah Hustak (STScI)
Em dois novos artigos científicos, equipas de astrónomos do Hubble estão a relatar condições meteorológicas bizarras nestes mundos abrasadores. Está a chover rocha derretida num planeta e no outro a sua atmosfera superior está a ficar mais quente em vez de fria porque está a ser "queimada" pela radiação ultravioleta (UV) da sua estrela.
Esta investigação vai além de simplesmente encontrar atmosferas planetárias estranhas. O estudo do clima extremo dá aos astrónomos uma melhor compreensão da diversidade, complexidade e química exótica que se verifica em mundos longínquos por toda a nossa Galáxia.
"Ainda não temos uma boa compreensão da meteorologia em diferentes ambientes planetários," disse David Sing da Universidade Johns Hopkins em Baltimore, no estado norte-americano de Maryland, coautor de um dos estudos relatados. "Quando olhamos para a Terra, todas as nossas previsões meteorológicas estão ainda muito bem ajustadas ao que podemos medir. Mas quando olhamos para um exoplaneta distante, temos poderes de previsão limitados porque não construímos uma teoria geral sobre como tudo acontece numa atmosfera e como responde a condições extremas. Mesmo conhecendo a química e a física básicas, não se sabe como se vai manifestar de formas complexas."
Num artigo publicado na edição de 7 de abril da revista Nature, os astrónomos descrevem observações de WASP-178b pelo Hubble, localizado a cerca de 1300 anos-luz de distância. No lado diurno a atmosfera não tem nuvens e é enriquecida com gás monóxido de silício. Dado que um lado do planeta está permanentemente virado para a sua estrela, a tórrida atmosfera é "chicoteada" para o lado noturno a velocidades semelhantes às dos superfuracões, velocidades estas que excedem 3200 km/h. No lado noturno, o monóxido de silício pode arrefecer o suficiente para se condensar em rocha que "chove" a partir de nuvens, mas mesmo ao amanhecer e ao anoitecer, o planeta é suficientemente quente para vaporizar rocha. "Sabíamos que tínhamos visto algo realmente interessante com esta característica do monóxido de silício," disse Josh Lothringer da Universidade de Utah Valley em Orem.
Num artigo publicado na edição de 24 de janeiro da revista The Astrophysical Journal Letters, Guangwei Fu da Universidade de Maryland, College Park, descreveu um Júpiter superquente, KELT-20b, localizado a aproximadamente 400 anos-luz de distância. Neste planeta, uma explosão de luz ultravioleta da sua estrela-mãe está a criar uma camada térmica na atmosfera, muito semelhante à estratosfera terrestre. "Até agora, nunca sabíamos como a estrela hospedeira afetava diretamente a atmosfera de um planeta. Tem havido muitas teorias, mas agora temos os primeiros dados de observação," disse Fu.
Em comparação, na Terra, o ozono na atmosfera absorve a luz UV e aumenta as temperaturas numa camada entre cerca de 11 e 50 quilómetros acima da superfície da Terra. Em KELT-20b, a radiação UV da estrela está a aquecer metais na atmosfera, o que faz com que a camada de inversão térmica seja muito forte.
As evidências vieram da deteção de água pelo Hubble em observações no infravermelho próximo, e da deteção de monóxido de carbono pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA. Estes elementos são irradiados através da atmosfera superior, quente e transparente, que é produzida pela camada de inversão. Esta assinatura é única do que os astrónomos veem nas atmosferas de Júpiteres quentes em órbita de estrelas menos quentes, como o nosso Sol. "O espectro de emissão de KELT-20b é bastante diferente do de outros Júpiteres quentes." disse Fu. "Isto é uma evidência convincente de que os planetas não vivem isolados, mas são afetados pela sua estrela hospedeira."
Embora os Júpiteres superquentes sejam inabitáveis, este tipo de investigação ajuda a preparar o caminho para uma melhor compreensão das atmosferas dos planetas terrestres potencialmente habitáveis. "Se não conseguirmos descobrir o que está a acontecer nos Júpiteres superquentes onde temos dados observacionais sólidos, não vamos ter capacidade de descobrir o que está a acontecer em espectros mais fracos a partir da observação de exoplanetas terrestres," disse Lothringer. "Este é um teste às nossas técnicas, que nos permite construir uma compreensão geral das propriedades físicas tais como a formação de nuvens e a estrutura atmosférica."
Hubble descobre um planeta a formar-se de uma maneira não convencional
O Telescópio Espacial Hubble da NASA fotografou diretamente evidências da formação de um protoplaneta do tipo Júpiter através do que os investigadores descrevem como um "processo intenso e violento". Esta descoberta apoia uma teoria há muito debatida de como planetas como Júpiter se formam, chamada "instabilidade do disco".
O novo mundo em construção está embebido num disco protoplanetário de gás e poeira com uma estrutura espiral distinta que gira em torno de uma jovem estrela que se estima ter cerca de 2 milhões de anos. Trata-se da idade do nosso Sistema Solar quando a formação dos planetas estava em curso (a idade do Sistema Solar é atualmente de 4,6 mil milhões de anos).
Impressão de artista de Aurigae b, um gigante gasoso com uma massa estimada em nove vezes a de Júpiter e a mais de duas vezes a distância correspondente à que separa Plutão do Sol.
Crédito: NASA, ESA, Joseph Olmsted (STScI)
"A natureza é inteligente: pode produzir planetas e várias formas diferentes," disse Thayne Currie do Telescópio Subaru e da Eureka Scientific, investigador líder no estudo.
Todos os planetas são feitos de material com origem num disco circunstelar. A teoria dominante para a formação de um planeta joviano é chamada de "acreção do núcleo", uma abordagem de baixo para cima onde os planetas incorporados no disco crescem a partir de pequenos objetos - com tamanhos que vão desde grãos de poeira a rochas - colidindo e aglutinando-se à medida que orbitam uma estrela. Em contraste, a abordagem de instabilidade do disco é um modelo de cima para baixo onde, à medida que um disco massivo em torno de uma estrela arrefece, a gravidade faz com que o disco se desfaça rapidamente num ou mais fragmentos de massa planetária.
O planeta recentemente formado, chamado AB Aurigae b, é provavelmente cerca de nove vezes mais massivo do que Júpiter e orbita a sua estrela hospedeira a uma distância incrível de quase 14 mil milhões de quilómetros - mais de duas vezes a distância que separa Plutão do Sol. A essa distância, levaria muito tempo, se é que alguma vez, para que um planeta do tamanho de Júpiter se formasse por acreção do núcleo. Isto leva os investigadores a concluir que a instabilidade do disco permitiu que este planeta se formasse a uma distância tão grande. E está num contraste impressionante com as expetativas de formação planetária pelo modelo amplamente aceite de acreção do núcleo.
A nova análise combina dados de dois instrumentos do Hubble: o STIS (Space Telescope Imaging Spectrograph) e o NICMOS (Near Infrared Camera and Multi-Object Spectrograph). Estes dados foram comparados com os de um instrumento de última geração chamado SCExAO (Subaru Coronagraphic Extreme-AO) acoplado ao Telescópio Subaru de 8,2 metros do Japão, localizado no cume do Mauna Kea, Hawaii. A riqueza dos dados dos telescópios espaciais e terrestres revelou-se crítica, porque é muito difícil distinguir entre planetas infantis e características complexas de disco não relacionadas com os planetas.
"A interpretação deste sistema é extremamente desafiante," disse Currie. "Esta é uma das razões porque precisávamos do Hubble para este projeto - uma imagem limpa para melhor separar a lua do disco e de qualquer planeta."
A própria natureza também deu uma ajuda: o vasto disco de poeira e gás que gira em torno da estrela AB Aurigae está inclinado para quase de face, da perspetiva da Terra.
Os investigadores foram capazes de fotografar diretamente o recém-formado exoplaneta AB Aurigae b ao longo de um período de 13 anos, utilizando o STIS e o NICMOS do Hubble. No canto superior direito, a imagem NICMOS pelo Hubble capturada em 2007 mostra AB Aurigae b numa posição sul em comparação com a sua estrela hospedeira, que é coberta pelo coronágrafo do instrumento. A imagem capturada em 2021 pelo STIS mostra que o protoplaneta se deslocou no sentido anti-horário ao longo do tempo.
Créditos: ciência - NASA, ESA, Thayne Currie (Telescópio Subaru , Eureka Scientific Inc.); processamento de imagem - Thayne Currie (Telescópio Subaru, Eureka Scientific Inc.), Alyssa Pagan (STScI)
Currie salientou que a longevidade do Hubble desempenhou um papel particular ao ajudar os investigadores a medir a órbita do protoplaneta. Ele estava originalmente muito cético quando ao facto de AB Aurigae b ser um planeta. Os dados de arquivo do Hubble, combinados com as imagens pelo Subaru, provaram ser um ponto de viragem na mudança de opinião.
"Não conseguimos detetar este movimento na ordem de um ou dois anos," disse Currie. "O Hubble forneceu uma base temporal, combinada com os dados do Subaru, de 13 anos, que foi suficiente para poder detetar o movimento orbital."
"Este resultado alavanca as observações terrestres e espaciais e podemos voltar atrás no tempo com as observações do arquivo Hubble," acrescentou Olivier Guyon da Universidade do Arizona, em Tucson, e do Telescópio Subaru no Hawaii. "AB Aurigae b foi agora analisado em vários comprimentos de onda e surgiu uma imagem consistente - uma imagem muito sólida."
Os resultados da equipa foram publicados na edição de 4 de abril da revista Nature Astronomy.
"Esta nova descoberta é uma forte evidência de que alguns planetas gigantes podem formar-se pelo mecanismo de instabilidade do disco," sublinhou Alan Boss do Instituto Carnegie para Ciência em Washington, D.C. "No final, a gravidade é tudo o que conta, uma vez que os remanescentes do processo de formação estelar acabarão por ser puxados juntos pela gravidade para formar planetas, de uma forma ou de outra."
Compreender os primeiros dias da formação de planetas semelhantes a Júpiter proporciona aos astrónomos mais contexto na história do nosso próprio Sistema Solar. Esta descoberta abre caminhos para futuros estudos da composição química de discos protoplanetários como AB Aurigae, incluindo com o Telescópio Espacial James Webb da NASA.
Cientistas "ligam os pontos" entre lua galileana e as emissões aurorais em Júpiter
No dia 8 de novembro de 2020, a nave espacial Juno da NASA voou através de um intenso feixe de eletrões, viajando desde Ganimedes, a maior lua de Júpiter, até à sua pegada auroral sobre o gigante gasoso. Cientistas do SwRI (Southwest Research Institute) utilizaram dados de instrumentos científicos da Juno para estudar a população de partículas a viajar ao longo da linha do campo magnético que liga Ganimedes a Júpiter, ao mesmo tempo que detetavam remotamente as emissões aurorais associadas para desvendar os processos misteriosos que criam as luzes cintilantes.
"As luas mais massivas de Júpiter criam cada uma as suas próprias auroras nos polos norte e sul de Júpiter," disse o Dr. Vincent Hue, autor principal de um artigo que divulga os resultados desta investigação. "Cada pegada auroral, como lhes chamamos, está magneticamente ligada à sua respetiva lua, como uma espécie de trela magnética ligada à própria lua que brilha no próprio Júpiter."
A nave espacial Juno da NASA voou através do intenso feixe de eletrões que viajam desde Ganimedes, a maior lua de Júpiter, até à sua pegada auroral no gigante gasoso. Os cientistas do SwRI utilizaram os dados resultantes para ligar a população de partículas que viajava ao longo do feixe com as emissões aurorais associadas e assim desvendar os misteriosos processos que criavam as luzes cintilantes.
Crédito: NASA/SwRI/JPL-Caltech/MSSS/Kevin M. Gill/Agência Espacial Italiana/INAF/Björn Jónsson/Universidade de Liège/Bertrand Bonfond/Vincent Hue
Tal como na Terra, Júpiter experiencia luz auroral em redor das regiões polares à medida que partículas da sua magnetosfera massiva interagem com as moléculas da atmosfera joviana. No entanto, as auroras de Júpiter são significativamente mais intensas que as da Terra e, ao contrário da Terra, as maiores luas de Júpiter também criam manchas aurorais. A missão Juno, liderada pelo Dr. Scott Bolton do SwRI, está a orbitar Júpiter numa órbita polar e voou através do "cordão" de eletrões que liga Ganimedes à sua pegada auroral associada.
"Antes da Juno, sabíamos que estas emissões podem ser bastante complexas, desde uma única mancha auroral até várias, que por vezes seguem uma cortina auroral a que chamamos cauda da pegada," disse o Dr. Jamey Szalay, coautor da Universidade de Princeton. "A Juno, voando extremamente perto de Júpiter, revelou que estas manchas aurorais são ainda mais complexas do que se pensava anteriormente."
Ganimedes é a única lua no nosso Sistema Solar que tem o seu próprio campo magnético. A sua mini-magnetosfera interage com a magnetosfera massiva de Júpiter, criando ondas que aceleram os eletrões ao longo das linhas do campo magnético do gigante gasoso, que podem ser medidas diretamente pela Juno.
Dois instrumentos da Juno, liderados pelo SwRI, o JADE (Jovian Auroral Distributions Experiment) e o UVS (Ultraviolet Spectrometer), forneceram dados chave para este estudo, que também foi apoiado pelo sensor de campo magnético da Juno construído no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA.
"O JADE mediu os eletrões que viajavam ao longo das linhas do campo magnético, enquanto o UVS fotografava a mancha da pegada auroral relacionada," disse o Dr. Thomas Greathouse do SwRI, coautor deste estudo.
Desta forma, a Juno é capaz de medir a "chuva" de eletrões e observar imediatamente a luz UV que cria quando embate em Júpiter. As medições anteriores da Juno mostraram que grandes perturbações magnéticas acompanhavam os feixes de eletrões causando a pegada auroral. No entanto, desta vez, a Juno não observou perturbações semelhantes com o feixe de eletrões.
"Se a nossa interpretação estiver correta, isto é uma confirmação de uma teoria que desenvolvemos para explicar a morfologia das pegadas aurorais," disse o Dr. Bertrand Bonfond, coautor do estudo da Universidade de Liège na Bélgica. A teoria sugere que os eletrões acelerados em ambas as direções criam a dança multimancha das pegadas aurorais.
"A relação Júpiter-Ganimedes será mais explorada pela missão alargada da Juno, bem como pela futura missão JUICE da ESA," disse Hue. "O SwRI está a construir a próxima geração do instrumento UVS para a missão."
A caça pelo fundo de ondas gravitacionais (via Instituto Max Planck para Radioastronomia)
Os buracos negros supermassivos, nos centros das galáxias em fusão, enchem o Universo com ondas gravitacionais de baixa frequência. Os astrónomos têm procurado estas ondas utilizando grandes radiotelescópios para procurar o efeito subtil que estas ondulações espaciais têm nas ondas de rádio emitidas por pulsares dentro da nossa Galáxia. Agora, uma equipa internacional de cientistas mostrou que a luz altamente energética recolhida pelo Telescópio Espacial de Raios-gama Fermi da NASA também pode ser utilizada na busca. A utilização de raios-gama em vez de ondas de rádio permite uma visão mais clara dos pulsares e proporciona uma forma independente e complementar de detetar ondas gravitacionais. Ler fonte
Álbum de fotografias - Messier 24: Nuvem Estelar de Sagitário
Ao contrário da maioria das entradas no famoso catálogo de objetos de céu profundo de Charles Messier, M24 não é uma galáxia brilhante, um enxame de estrelas ou uma nebulosa. É uma lacuna em nuvens de poeira interestelar próximas e obscurantes que permite uma visão das distantes estrelas no braço espiral de Sagitário da nossa Via Láctea. Quando olhamos para a nuvem estelar com binóculos ou com um pequeno telescópio, estamos a observar através de uma janela com mais de 300 anos-luz de largura estrelas a aproximadamente 10.000 anos-luz ou mais da Terra. Às vezes chamada de Pequena Nuvem Estelar de Sagitário, as estrelas luminosas de M24 preenchem esta linda paisagem estelar. Cobrindo mais de 3 graus ou o tamanho de 6 Luas Cheias na direção da constelação de Sagitário, o campo telescópico inclui as marcas escuras B92 e B93 mesmo acima do centro, juntamente com outras nuvens de poeira e nebulosas brilhantes em direção ao centro da Via Láctea.
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