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  Astroboletim #1913  
  08/07 a 11/07/2022  
     
 

Apresentação às Estrelas | O Verão que nos espera
Data: 14 de julho de 2022
Hora: 21:30-23:30
Local: Centro Ciência Viva do Algarve
Julho e agosto costumam vir com bom tempo; nesta sessão falaremos sobre alguns eventos astronómicos deste verão e como os observar. Após a apresentação, e se a meteorologia for favorável, iremos observar o céu com telescópio.
Adulto: 4€
Jovem: 2€
Menores de 12 anos: gratuito.
A observação astronómica com telescópio depende de condições meteorológicas favoráveis.
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 920
E-mail: info@ccvalg.pt

 
     
 
Efemérides

Dia 08/07: 189.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 2011, o vaivém espacial Atlantis é lançado na sua missão final.

Observações: Durante o fim destes longos crepúsculos de verão, observe o céu perto do horizonte a noroeste e a norte. Será que reconheceria nuvens noctilucentes se as visse? São o tipo mais astronómico de nuvem, formadas a partir de poeira de meteoros bem alto na atmosfera superior. São relativamente raras, embora se estejam a tornar mais comuns nas últimas décadas devido a mudanças na atmosfera da Terra.

Dia 09/07: 190.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1911, nascia John Archibald Wheeler, físico teórico americano que popularizou o termo "buraco negro" e "buraco de minhoca".
Em 1979, a sonda Voyager 2 efetuava o seu "flyby" por Júpiter.

A descoberta de atividade vulcânica no satélite Io foi provavelmente a maior descoberta desta passagem.
Observações: Para a esquerda da Lua temos a alaranjada Antares e o resto da constelação de Escorpião.
A Ursa Maior, alta a noroeste depois do anoitecer, está a girar como que para "ir buscar água" ao longo destas noites de verão e até ao início de outono.

Dia 10/07: 191.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1962 era lançado o Telstar, o primeiro satélite de comunicações a ser colocado em órbita.

Observações:
Observe novamente a Lua e repare que a distância que separa o nosso satélite natural e a estrela mais brilhante de Escorpião, Antares, é mais pequena em comparação com ontem.

Dia 11/07: 192.º dia do calendário gregoriano.
História:
Cálculos matemáticos sugerem que neste dia, em 1735, Plutão moveu-se para dentro da órbita de Neptuno pela última vez antes de 1979. Plutão esteve mais perto do Sol do que Neptuno entre 1979 e 1999.
Em 1801, o astrónomo francês Jean-Louis Pons faz a sua primeira descoberta cometária. Durante os 27 anos seguintes, descobre outros 36 cometas, mais do que qualquer outra pessoa na História. 
Em 1962 o cosmonauta Micolaev fica em órbita quatro dias, um recorde naquela época. No mesmo ano, é feita a primeira transmissão transatlântica de televisão por satélite.
Em 1979, a Skylab regressa à Terra.

A área de detritos situa-se entre o Oceano Índico Sudeste e uma secção pouco populada do oeste da Austrália.
Em 2012, astrónomos anunciam a descoberta de Estige, a quinta lua de Plutão.
Observações: A Lua continua a sua viagem pelas constelações de verão de Escorpião e Sagitário, estando hoje entre elas.

 
 
   
Chandra mostra que buraco negro gigante gira mais devagar que os seus pares

Os astrónomos fizeram uma medição recorde da rotação de um buraco negro, uma das duas propriedades fundamentais dos buracos negros. O Observatório de raios-X Chandra da NASA mostra que este buraco negro está a girar mais lentamente do que a maioria dos seus primos mais pequenos.

Este é o buraco negro mais massivo com uma medição precisa da rotação e dá pistas sobre como alguns dos maiores buracos negros do Universo crescem.

Os buracos negros supermassivos contêm milhões ou até mesmo milhares de milhões de vezes a massa do Sol. Os astrónomos pensam que quase todas as grandes galáxias têm um buraco negro supermassivo no seu centro. Embora a existência de buracos negros supermassivos não esteja em disputa, os cientistas ainda estão a trabalhar para compreender como crescem e evoluem. Uma informação crítica é a rapidez com que os buracos negros estão a girar.

 
Os astrónomos utilizaram o Chandra para determinar a rotação do buraco negro supermassivo no quasar H1821+643. Este é o buraco negro mais massivo - que tem entre 3 e 30 mil milhões de massas solares - a ter uma medição precisa desta propriedade fundamental. Estas imagens de H1821+643 mostram raios-X pelo Chandra juntamente com dados no rádio pelo VLA (Karl G. Jansky Very Large Array) da NSF (National Science Foundation) e uma imagem ótica pelo telescópio PanSTARRS no Hawaii. O buraco negro supermassivo está localizado no ponto brilhante no centro da emissão rádio e raios X. Está a girar a apenas metade da velocidade daqueles com uma massa inferior, dando pistas de como este e outros como ele podem ter crescido e evoluído.
Crédito: raios-X - NASA/CXC/Universidade de Cambridge/J. Sisk-Reynés et al.; rádio - NSF/NRAO/VLA; ótico - PanSTARRS
 

"Cada buraco negro pode ser definido por apenas dois números: a sua rotação e a sua massa," disse Julia Sisk-Reynes do Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge no Reino Unido, que liderou o novo estudo. "Embora isso pareça bastante simples, a determinação destes valores para a maioria dos buracos negros tem provado ser incrivelmente difícil."

Para este resultado, os investigadores observaram raios-X que ricocheteavam de um disco de material que gira em torno do buraco negro num quasar conhecido como H1821+643. Os quasares contêm buracos negros supermassivos de crescimento rápido que geram grandes quantidades de radiação numa pequena região em torno do buraco negro. Localizado num enxame galáctico a cerca de 3,4 mil milhões de anos-luz da Terra, o buraco negro de H1821+643 tem entre três e 30 mil milhões de massas solares, o que o torna um dos mais massivos conhecidos. Em contraste, o buraco negro supermassivo no centro da nossa Galáxia tem cerca de 4 milhões de vezes a massa do Sol.

As fortes forças gravitacionais perto do buraco negro alteram a intensidade dos raios-X em diferentes energias. Quanto maior for a alteração, mais próxima a orla interna do disco deve estar do ponto de não retorno do buraco negro, conhecido como horizonte de eventos. Uma vez que um buraco negro giratório arrasta espaço com ele e permite que a matéria orbite mais perto do que é possível para um buraco negro que não gira, os dados de raios-X podem mostrar a rapidez com que o faz.

"Descobrimos que o buraco negro em H1821+643 gira a cerca de metade da velocidade que a maioria dos buracos negros com massas entre mais ou menos um e dez milhões de sóis," disse o coautor Christopher Reynolds, também do Instituto de Astronomia da mesma universidade. "A questão para um milhão de dólares é: porquê?"

A resposta pode estar na forma como estes buracos negros supermassivos crescem e evoluem. Esta rotação relativamente lenta apoia a ideia de que os buracos negros mais massivos como o de H1821+643 realizam a maior parte do seu crescimento através da fusão com outros buracos negros, ou através do gás que é puxado para dentro em direções aleatórias quando os seus grandes discos são perturbados.

É provável que os buracos negros supermassivos que crescem desta forma sofram muitas vezes grandes mudanças de rotação, incluindo uma diminuição ou empurrões na direção oposta. A previsão é, portanto, que os buracos negros mais massivos devem ser observados a ter uma gama mais ampla de rotações do que os seus parentes menos massivos.

Por outro lado, os cientistas esperam que os buracos negros menos massivos acumulem a maior parte da sua massa a partir de um disco de gás que gira à sua volta. Dado que se espera que tais discos sejam estáveis, a matéria que entra aproxima-se sempre de uma direção que fará os buracos negros girarem mais rapidamente até atingirem a velocidade máxima possível, que é a velocidade da luz.

"A rotação moderada para este objeto ultramassivo pode ser uma evidência da história violenta e caótica dos maiores buracos negros do Universo," disse o coautor James Matthews, também do Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge. "Pode também dar uma ideia do que irá acontecer ao buraco negro supermassivo na nossa Galáxia daqui a milhares de milhões de anos, quando a Via Láctea colidir com Andrómeda e outras galáxias."

Este buraco negro fornece informações que complementam o que os astrónomos aprenderam sobre os buracos negros supermassivos vistos na nossa Galáxia e em M87, que foram fotografados com o EHT (Event Horizon Telescope). Nesses casos, as massas dos buracos negros são bem conhecidas, mas a rotação não é.

O artigo científico que descreve estes resultados de Sisk-Reynes e colaboradores aparece na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society e está disponível online.

// Observatório de raios-X Chandra (comunicado de imprensa)
// NASA (comunicado de imprensa)
// Universidade de Cambridge (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Saiba mais

Notícias relacionadas:
Sky & Telescope
Universe Today
PHYSORG

H1821+643:
Wikipedia

Buraco negro supermassivo:
Wikipedia

Observatório de raios-X Chandra:
NASA
Universidade de Harvard

 
   
8000 quilómetros por segundo: descoberta estrela com o período orbital mais curto em torno de Sgr A*

Investigadores da Universidade de Colónia e da Universidade de Masaryk em Brno (Chéquia) descobriram a estrela conhecida mais rápida que viaja à volta de um buraco negro em tempo recorde. A estrela, S4716, orbita Sagitário A*, o buraco negro no centro da nossa Via Láctea, em quatro anos e atinge uma velocidade de cerca de 8000 quilómetros por segundo. S4716 passa a 100 UA (unidades astronómicas) do buraco negro - uma distância pequena em padrões astronómicos. Uma UA corresponde a 149.597.870 quilómetros. O estudo foi publicado na revista The Astrophysical Journal.

 
Observação de S4716 em 2020 com o instrumento OSIRIS (OH-Suppressing Infrared Integral Field Spectrograph) montado no Telescópio Keck no Hawaii. A cruz na imagem corresponde à posição de Sgr A*.
Crédito: Peissker et al.
 

Nas proximidades do buraco negro no centro da nossa Galáxia, encontra-se um enxame denso de estrelas. Este enxame, chamado Enxame-S, é o lar de mais de cem estrelas que diferem na sua luminosidade e massa. As estrelas S movem-se particularmente depressa. "Um membro proeminente, S2, comporta-se como uma pessoa alta sentada à nossa frente num cinema: bloqueia a visão do que é importante", disse o Dr. Florian Peissker, autor principal do novo estudo. "A vista para o centro da Galáxia é, portanto, muitas vezes obscurecida por S2. No entanto, por breves momentos podemos observar os arredores do buraco negro central."

Através de métodos de análise continuamente aperfeiçoados, juntamente com observações que cobrem quase vinte anos, o cientista identificou agora sem sombra de dúvidas uma estrela que viaja em torno do buraco negro supermassivo central em apenas quatro anos. Um total de cinco telescópios observaram a estrela, tendo quatro destes cinco sido combinados num grande telescópio para permitir observações ainda mais precisas e detalhadas. "Foi completamente inesperado uma estrela estar numa órbita estável tão próxima e rápida nas proximidades de um buraco negro supermassivo, e marca o limite do que pode ser observado com telescópios tradicionais," disse Peissker.

Além disso, a descoberta lança nova luz sobre a origem e evolução da órbita de estrelas em movimento rápido no coração da Via Láctea. "A órbita curta e compacta de S4716 é bastante intrigante," disse Michael Zajaček, astrofísico da Universidade Masaryk em Brno, que esteve envolvido no estudo. "As estrelas não se podem formar tão facilmente perto do buraco negro. S4716 teve de se mover para dentro, por exemplo, aproximando-se de outras estrelas e objetos no Enxame-S, o que fez com que a sua órbita diminuísse significativamente", acrescentou.

// Universidade de Colónia (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Saiba mais

Sagitário A*:
Wikipedia

Via Láctea:
CCVAlg - Astronomia
Wikipedia
SEDS

 
   
Gemini North espia galáxia fóssil ultrafraca descoberta na periferia da Galáxia de Andrómeda

Foi descoberta uma galáxia anã invulgar e ultrafraca na periferia da Galáxia de Andrómeda, utilizando várias instalações do NOIRLab (National Optical-Infrared Astronomy Research Laboratory) da NSF (National Science Foundation). A galáxia, chamada Pégaso V, foi inicialmente detetada como parte de uma busca sistemática por anãs de Andrómeda coordenada por David Martinez-Delgado do Instituto de Astrofísica da Andaluzia, Espanha, quando o astrónomo amador Giuseppe Donatiello encontrou uma interessante "mancha" em dados dos Levantamentos do Legado DESI. A imagem foi obtida com a DECam (Dark Energy Camera), construída pelo Departamento de Energia dos EUA e montada no Telescópio Víctor M. Blanco de 4 metros do CTIO (Cerro Tololo Inter-American Observatory). Os dados foram processados pelo "pipeline" comunitário que é operado pelo CSDC (Community Science and Data Center) do NOIRLab.

 
A galáxia anã ultrafraca Pégaso V.
Crédito: Observatório Internacional Gemini/NOIRLab/NSF/AURA; processamento: T.A. Rector (Universidade do Alaska em Anchorage/NOIRLab da NSF), M. Zamani (NOIRLab da NSF) e D. de Martin (NOIRLab da NSF)
 

Observações mais profundas de acompanhamento por astrónomos utilizando o Telescópio Gemini North de 8,1 metros com o instrumento GMOS revelaram estrelas fracas em Pégaso V, confirmando que se trata de uma galáxia anã ultrafraca na periferia da Galáxia de Andrómeda. O Gemini North no Hawaii é uma metade do Observatório Internacional Gemini.

As observações com o Gemini revelaram que a galáxia parece ser extremamente deficitária no que toca a elementos pesados em comparação com galáxias anãs semelhantes, o que significa que é muito antiga e suscetível de ser um fóssil das primeiras galáxias do Universo.

"Encontrámos uma galáxia extremamente ténue cujas estrelas se formaram muito cedo na história do Universo", comentou Michelle Collins, astrónoma da Universidade de Surrey, Reino Unido, autora principal do artigo que anuncia esta descoberta. "Esta descoberta marca a primeira vez que uma galáxia tão ténue foi encontrada em torno da Galáxia de Andrómeda, utilizando um levantamento astronómico que não foi especificamente concebido para a tarefa."

As galáxias mais fracas são consideradas fósseis das primeiras galáxias que se formaram e estas relíquias galácticas contêm pistas sobre a formação das primeiras estrelas. Apesar de os astrónomos esperarem que o Universo esteja repleto de galáxias fracas como Pégaso V (a galáxia tem este nome porque é a quinta galáxia anã descoberta na direção da constelação de Pégaso. A separação, no céu, entre Pégaso V e a Galáxia de Andrómeda é de cerca de 18,5 graus), ainda não descobriram tantas como as suas teorias preveem. Se existirem realmente menos galáxias fracas do que o previsto, isto implicaria um sério problema na compreensão da cosmologia e da matéria escura por parte dos astrónomos.

A descoberta de exemplos destas galáxias fracas é, portanto, um esforço importante, mas também um esforço difícil. Parte do desafio é que estas galáxias fracas são extremamente árduas de detetar, aparecendo apenas como algumas estrelas esparsas escondidas em vastas imagens do céu.

"O problema com estas galáxias extremamente fracas é que têm muito poucas das estrelas brilhantes que normalmente utilizamos para as identificar e medir as suas distâncias," explicou Emily Charles, estudante de doutoramento na Universidade de Surrey, que também esteve envolvida no estudo. "O espelho de 8,1 metros do Gemini permitiu-nos encontrar estrelas fracas e velhas e isso por sua vez permitiu-nos medir a distância a Pégaso V e determinar que a sua população estelar é extremamente velha."

A forte concentração de estrelas antigas que a equipa encontrou em Pégaso V sugere que o objeto é provavelmente um fóssil das primeiras galáxias. Quando comparado com as outras galáxias fracas à volta de Andrómeda, Pégaso V parece ser unicamente velha e pobre em metais, indicando que a sua formação estelar cessou muito cedo.

"Esperamos que um estudo mais aprofundado das propriedades químicas de Pégaso V forneça pistas sobre os primeiros períodos de formação estelar no Universo," concluiu Collins. "Esta pequena galáxia fóssil do início do Universo pode ajudar-nos a compreender como as galáxias se formam, e se a nossa compreensão da matéria escura está correta."

"O telescópio Gemini North de acesso público fornece uma série de capacidades para astrónomos da comunidade," disse Martin Still, Oficial do Programa Gemini na NSF. "Neste caso, o Gemini apoiou esta equipa internacional para confirmar a presença da galáxia anã, associá-la fisicamente à Galáxia de Andromeda e determinar a natureza pobre em metais da sua população estelar evoluída."

As próximas instalações astronómicas estão preparadas para lançar mais luz sobre galáxias fracas. Pégaso V foi testemunha de uma época na história do Universo conhecida como reionização e outros objetos que datam desta época serão em breve observados com o Telescópio Espacial James Webb. Os astrónomos também esperam descobrir outras galáxias fracas no futuro usando o Observatório Vera C. Rubin, um programa do NOIRLab da NSF. O Observatório Rubin vai realizar um levantamento ótico do céu sem precedentes, com a duração de uma década, chamado LSST (Legacy Survey of Space and Time).

// NOIRLab (comunicado de imprensa)
// Observatório Gemini (comunicado de imprensa)
// Universidade de Surrey (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Saiba mais

Notícias relacionadas:
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PHYSORG
ScienceDaily
Forbes

Galáxia anã:
Wikipedia
Galáxias anãs ultrafracas (Wikipedia)

Galáxia de Andrómeda (M31):
SEDS
Wikipedia
Lista de galáxias satélite de M31 (Wikipedia)

Observatório Gemini:
Página principal
Wikipedia

CTIO (Cerro Tololo Inter-American Observatory):
NOIRLab
Wikipedia
Telescópio Víctor M. Blanco (Wikipedia)

 
   
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  Pulsos cósmicos no rádio "sondam" materia escondida em torno de galáxias (via Caltech)
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Álbum de fotografias - Fobos: Lua Condenada de Marte
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: HiRISEMROLPL (U. Arizona)NASA
 
Esta lua está condenada. Marte, o planeta vermelho com o nome do deus romano da guerra, tem duas pequenas luas, Fobos e Deimos, cujos nomes são derivados das palavras gregas para Medo e Pânico. Estas luas marcianas podem muito bem ser asteroides capturados originários da cintura principal de asteroides entre Marte e Júpiter ou talvez de zonas ainda mais distantes do nosso Sistema Solar. A lua maior, Fobos, é de facto vista como um objeto semelhante a um asteroide craterado nesta incrível imagem a cores obtida pela sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter), que mostra objetos tão pequenos quanto 10 metros. Mas Fobos orbita tão perto de Marte - cerca de 5800 km acima da superfície em comparação com os 400.000 km da nossa Lua - que as forças de maré estão a arrastá-la para baixo. Daqui a talvez 50 milhões de anos Fobos se desintegre num anel de detritos.
 
   
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